quarta-feira, 1 de julho de 2020

Algumas informações relevantes de como poderá decorrer o próximo ano letivo...

Tendo em consideração que estas últimas semanas tenho passado imensas horas no mundo virtual com os meus alunos e colegas de profissão, acabo por não utilizar tanto tempo em pesquisa de informação que julgo ser relevante para a nossa classe profissional. A informação que coloco de seguida pode ter sido divulgada por sindicatos de professores, no entanto, eu não a encontrei no meu tempo de pesquisa.

Deste modo, as informações que coloco abaixo foram retiradas do sítio virtual da CONFAP (aqui) e resultam de uma reunião com o Ministério da Educação a 27 de junho de 2020. Pela sua relevância, apenas irei transcrever as que considerei mais importantes, no entanto, se quiserem aceder ao original é só clicarem acolá.

Assim,

Nota: negritos e sublinhados de minha autoria.

- Para o próximo ano letivo “ter presencial com muito digital na sala de aula”;

- Valorizar o recurso ao suporte digital e reduzir o papel numa perspetiva de sustentabilidade ambiental; 

- A intenção principal (plano A) será o regresso presencial de todos os alunos. Para já não foi adiantado outra alternativa; 

- Na eventualidade de não haver condições de voltarem todos os alunos, deve-se pensar nas idades mais precoces, considerando que em setembro completarão 6 meses consecutivos sem ir à escola, o que implica consequências ao nível pedagógico e do desenvolvimento das crianças; 

- O mesmo se considera para as crianças mais vulneráveis e no necessário correspondente apoio, particularmente os alunos da educação especial, que não tiveram possibilidade de ter contacto com os seus terapeutas, o que agrava a sua recuperação; 

- Dar consequência ao plano tecnológico para melhorar os equipamentos informáticos das escolas e investir na aquisição de equipamentos para as famílias dos escalões A e B. Neste particular importa avaliar o rendimento das famílias per capita, pois muitas que não são abrangidas pela ASE, têm grandes dificuldades para adquirir os materiais e equipamentos necessários para a educação dos filhos. Ficou também a proposta de estas despesas serem consideradas em IRS. 

- Mais do que concluir conteúdos que não se abordaram, deverá a recuperação focar-se nas aprendizagens transversais do currículo, apesar de estar previsto um período inicial de 5 semanas

- Haverá tutorias alargadas para apoio na recuperação das dificuldades, ainda que estas sejam assumidas como um processo contínuo; 

- Será alargado o apoio à Educação Inclusiva; 

- As Equipas multidisciplinares serão reforçadas

- A Educação para a saúde continuará, mais do que nunca, privilegiada; 

- Possibilidade de a escola, em CG e em consonância com a AP, decidir uma organização diferente ao longo do ano, permitindo momentos, por exemplo interrupção das aulas em sala, durante uma semana, cujo objetivo será criar condições para que os alunos com mais dificuldades possam ter um trabalho mais individualizado e especifico, enquanto outros podem participar noutro tipo de atividades ou, por opção da família, ficarem em casa. O objetivo pretendido é positivo, sendo que tal só será aceitável desde que não afete a organização familiar, ou seja, não pode servir para que as escolas mandem os alunos para casa, com a justificação de que não há atividade letiva.

Devolução dos manuais escolares foi suspensa


Comentário: Escusado será afirmar que a devolução de manuais escolares tinha como início o primeiro dia útil a seguir ao terceiro período letivo terminar (isto é, 29 de junho) e que algumas escolas já tinham fornecido orientações aos Encarregados de Educação nesse sentido. Falta ainda verter esta decisão da Assembleia da República para orientação dada às escolas, algo que espero seja célere, sob pena de gerar ainda mais confusão. Para já, e não obstante de estarmos perante uma suspensão aprovada (é um facto), enquanto as escolas não receberem orientações, todos os procedimentos de devolução dos manuais terão de ser cumpridos.

De salientar que o único partido a votar contra foi mesmo o PS, algo que me parece incongruente com o anúncio governamental de um período de recuperação de aprendizagens que irá decorrer no início do próximo ano letivo.

Ainda o Portal das Matrículas...

Compreendo perfeitamente que se tente operacionalizar as matrículas (ou a sua renovação) numa plataforma centralizada, principalmente numa situação de pandemia. No entanto, é tradição transversal a diversos governos a falta de capacidade operacional quando se querem implementar mudanças de envergadura digital. O Portal das Matrículas (aqui) não foge a esta tradição... E como é que o Governo ultrapassa esta situação? Com mais 24 horas para além do prazo definido (acolá).

Enfim.

Da experiência que tenho neste portal, só se consegue alguma coisa (isto é, começar e finalizar o processo de uma vez só) a altas horas da madrugada... E não me refiro apenas ao último dia do prazo (esse já sabemos que irá, obviamente, ter dificuldades de acesso acrescidas), mas sim a uma situação que ocorreu por diversas vezes ao longo de todo o prazo e que até foi intercalada com operações de manutenção.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

ADD e Formação Contínua: informações relevantes

A DGAE publicou hoje no seu sítio virtual, uma nota informativa (cliquem na imagem ao lado) com diversos esclarecimentos relativos à Avaliação do Desempenho Docente (ADD) e Formação Contínua, que convém ler com atenção. É um documento que considero completo, mas que deverá ser sempre conjugado com a nossa situação específica.

Se estiverem em modo de leitura de normativos, recomendo também a leitura dos seguintes normativos, também originários da DGAE:

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Programa de capacitação digital?


Comentário: Bem... Está visto que teremos uma versão atualizada do "programa e-escolas". Não sei muito bem porquê, mas isto cheira-me a "novas oportunidades" para alguns meterem dinheiro público nos bolsos. 

Para além disso, os professores vão ter um programa de capacitação digital, algo que trocaria de bom grado pela oferta de um portátil (mesmo que dos mais básicos) e / ou pela redução da mensalidade que pago para ter acesso à internet. Atrevo-me a dizer esta minha proposta até ficaria mais barata (e os resultados seriam aproximadamente os mesmos), que a "original" que implicará formadores e toda uma logística bem conhecida, com a qualidade que já sabemos.

É, de facto, uma oportunidade...


Comentário: Gostaria de escrever que já não conheço ninguém que atribua um peso elevado à avaliação "classificativa", mas estaria a mentir. De facto, conheço vários colegas que teimam em avaliar pontualmente (eventualmente duas vezes por período, com mais "qualquer coisa" nos intervalos apenas para preencher) e a olhar de forma cega para as folhas de cálculo. 

Mas engane-se quem pensa que estou a apontar um dedo acusador aos colegas que insistem na avaliação puramente sumativa. O problema não é (apenas) deles... O grande problema aqui é a falta de consistência de quem gere os rumos da educação em Portugal. 

Se por um lado nos servem um perfil do aluno, uma flexibilidade curricular e mesmo uma educação inclusiva, onde a autonomia é uma palavra forte, por outro, continuam com os exames nacionais e os rankings para tudo e mais alguma coisa. Apelam à diversidade, mas no fundo promovem a uniformização. E a uniformização não se compadece com uma avaliação "dita" pedagógica.

E se dou de barato a possibilidade de potenciar a avaliação formativa no ensino básico, já no ensino secundário (e por tudo o que eu referi anteriormente) será bem menos fácil, enquanto se mantiver o atual crivo para o ensino superior (e já estão a ser feitas "experiências", para que cada instituição de ensino superior possa criar o seu próprio crivo).

Para terminar... Não sei se a pandemia veio potenciar a perda de peso dos "testes". De facto, quem já não lho dava, agora continuará a não dar. Quem dava, utiliza a oportunidade do ensino à distância para diversificar. E quem leciona disciplinas de exame nacional, não tem grande escolha se não continuar a "valorizar" os testes.

No fundamental, a oportunidade do Ensino à Distância será mais ao nível da diversificação e da implementação de possibilidades de avaliação. Se esta diversificação se vai manter um dia que regressemos em pleno ao ensino presencial, isso já será outra discussão.

Mobilidade por Doença 2020/2021 - Formalização do pedido

Até às 18 horas de 9 de junho encontra-se "aberta" a segunda etapa da Mobilidade por Doença para o próximo ano escolar, em concreto, a formalização do pedido (com o upload de documentos). Recordo os mais distraídos que esta etapa é destinada a NOVOS PEDIDOS e não para aqueles que concretizaram o procedimento de renovação há pouco mais de um mês.

Para acederem à nota informativa, cliquem aqui.

domingo, 24 de maio de 2020

ADSE - pedido de reembolso 100% online

A falta de ânimo não me tem permitido vir aqui com a frequência de outros tempos, mas hoje faço-o por um bom motivo. Numa altura em que muitos professores estão já há algum tempo sem se deslocar até à sua escola, esta é uma excelente notícia, já que  agiliza os procedimentos e minimiza a interação social. Já é possível fazer o pedido de reembolso totalmente online e que dispensa inclusivamente o envio (físico) das faturas para a ADSE, como até há algum tempo.
Para tal basta que acedam à ADSE Direta e sigam os passos abaixo indicados. Acabei de o fazer e o processo foi extremamente simples. 


sexta-feira, 22 de maio de 2020

O SARS-CoV-2 e a sua ação no nosso organismo

Bem sei que após tantas semanas de confinamento e de sermos "massacrados" diariamente com informações sobre o novo coronavirus, todos nós consideramos ser (de alguma forma) especialistas na COVID-19. E tal como nós, também os nossos alunos... 

Tendo em conta que ao longo destas últimas semanas me apercebi que muito do conhecimento dos meus alunos relativamente ao SARS-CoV-2 era originário das redes sociais e de meios de comunicação social "manhosos" (sim, o canal com maior audiência na televisão por cabo está obviamente incluído), e que em muitos casos não tinha qualquer correspondência com aquilo que efetivamente já foi comprovado, resolvi explorar um pequeno vídeo, que partilho agora com vocês. Porventura já o conhecerão... No entanto, fica a sugestão: partilhem-no com os vossos alunos. A forma como o exploram (ou não) é uma opção vossa.

Nota: se partilharem o vídeo com os vossos alunos, recomendem a colocação das legendas em português.


Procedimentos de realização dos Exames finais nacionais 2020

O IAVE publicitou no seu sítio virtual (aqui) uma informação complementar (acolá) relativa aos procedimentos de realização dos exames finais nacionais, que pela sua relevância irei transcrever a parte mais relevante.  
Nota: negritos e sublinhados de minha autoria.

"Tendo em atenção o anteriormente exposto, as soluções apresentadas pelo IAVE, I.P., representam uma resposta que integra os diferentes percursos escolares dos alunos, enquadrando-os na lógica da flexibilidade prevista nos documentos curriculares em vigor. Pretende-se contemplar a reconhecida diversidade de percursos escolares e as alterações das normais condições de frequência do terceiro período do ano letivo 2019/2020, conducentes a que nem todos os alunos possam estar em condições equivalentes para responder à totalidade dos itens das provas de exame. 

Assim, apresentam-se as medidas abaixo enunciadas. 

1. Nas provas de avaliação externa a aplicar em 2020, será identificado e assinalado no enunciado de cada prova um conjunto de itens cuja resposta é obrigatoriamente contabilizada para a classificação final. Estes são itens que incidem, por exemplo, em competências e conhecimentos desenvolvidos e consolidados ao longo do percurso escolar ou na informação facultada pelos suportes associados ao item

2. Os alunos poderão responder a todos os restantes itens de cada prova, sendo contabilizadas para a classificação final as respostas aos itens em que os alunos obtenham melhor pontuação, num número a estabelecer de acordo com a especificidade de cada prova e a divulgar oportunamente. Por exemplo, numa prova composta por 20 itens, 5 itens serão obrigatoriamente contabilizados para a classificação final; dos 15 itens restantes, todos terão a mesma cotação e poderão ser respondidos pelos alunos, mas apenas serão considerados para a classificação final da prova os 10 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação; 

3. Esta situação excecional justifica igualmente que, no presente ano letivo, não seja ainda implementada a interdição da consulta de dicionários nas provas de exame das línguas estrangeiras. O adiamento da implementação desta medida pressupõe o reconhecimento de que, no atual contexto letivo, a possibilidade de consulta do dicionário poderá contribuir para minimizar situações de desigualdade no desenvolvimento vocabular relativo aos vários aspetos temáticos previstos no currículo."

FAQ´s sobre a formação e avaliação do desempenho docente

A Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) publicitou ontem, no seu sítio virtual, um documento onde responde a algumas questões frequentes, relativas à formação e avaliação do desempenho docente, e que de alguma forma visa esclarecer o estabelecido na Circular N.º B20028014G de 14.04.2020 da DGAE (aqui).

É um documento relevante para bastante colegas (onde me incluo) e dos poucos que recomendo imprimir. Para acederem ao mesmo, cliquem na imagem abaixo.



Recado dado, senhor ministro...


Comentário: Começo por admitir que não ouvi (nem irei ouvir) nenhum dos quase 60 minutos de entrevista do ministro "inexistente", no entanto, como ainda consegue ser razoável em transmitir os recados que lhe dão, lá foi "soltando" algumas decisões de outrém, entre as quais que a inspeção estará atenta às inflações das classificações e que no próximo ano letivo poderemos ter de conjugar o ensino à distância com o ensino presencial.

Relativamente à vigilância da inspeção no que concerne à inflação das classificações teremos aqui um "nado morto", tendo em conta que nas escolas públicas essa situação será pontual (ou residual, como quiserem), e nas privadas, todos sabem (inclusivamente o senhor ministro e os inspectores) onde tal acontece, mas dificilmente existem consequências. E quando as existem (eventualmente processos disciplinares), apenas mudam o "testa de ferro" que gere a instituição privada, e regressa a inflação. Encerramentos? Nada disso... Dava muita confusão.

No que concerne à conjugação do ensino à distância com o ensino presencial, julgo que se nada de novo ocorrer (nomedamente ao nível da prevenção e combate à COVID-19) será a realidade expectável já no início do primeiro período do ano letivo 2020/2021, acima de tudo porque são vários os estudos a apontar para uma segunda vaga pandémica, lá para outubro / novembro deste ano. 

Acho bem que o Ministério da Educação (gerido não sei muito bem por quem) prepare as escolas para vários cenários, e que acrescente a experiência recente, nas (eventuais) novas medidas e orientações, mas no que concerne ao regresso às escolas, será sempre a consciência e o espírito cívico a ditar o resultado.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Onde é que eu já vi isto...

A minha experiência no ensino à distância até ao momento...

...em tópicos, que foram escritos à medida que me lembrei deles.

Cá vai:

a) O trabalho não letivo sofreu um acréscimo brutal;
b) Estou seguramente mais de 12 horas online (entre portátil, tablet e smartphone) por dia;
c) Das horas em que estou online, a grande maioria é passada sempre na mesma posição (isto é, sentado) e isso reflete-se na coluna vertebral;
d) Aumentei qualitativamente os meus conhecimentos ao nível de plataformas de ensino (nomeadamente Google Classrom e Microsoft Teams), Google Forms e Google Meet, assim como quantitativamente ao nível de extensões para o Google Chrome;
e) Começo a ficar farto de falar em frente a um monitor, tendo em conta que os meus alunos (e eu) têm o vídeo desligado;
f) Recebo uma média de 50 mensagens de correio eletrónico por dia, entre notificações de entrega, dúvidas, esclarecimentos e agendamentos;
g) Voltei a receber imensos telefonemas (neste aspecto parece que voltei aos tempos em que era solteiro);
h) Consequência do tópico anterior, ao final da tarde já não tenho paciência para telefonemas e mensagens de correio eletrónico (qualquer que seja a sua origem);
i) Aprendi a fazer tutoriais para o processo de "carregamento" e "submissão" das tarefas que atribuo pela primeira vez (foi uma opção de recurso após constatar que os meus alunos preferem vídeos em detrimento de instruções escritas);
j) O meu foco nas aulas síncronas não é seguir programas e avançar no manual (desisti disso há duas ou três semanas), mas sim gerir da melhor forma possível o isolamento social a que estamos todos sujeitos;
k) Já me apercebi que muitos dos recursos que tenho utilizado, poderão (com as devidas adaptações) ser utilizados nas aulas presenciais, o que me permitirá gerir o meu tempo futuro de uma forma mais eficaz e eficiente;
l) Nas reuniões por videoconferência começo a estar muito mais atento às expressões faciais dos meus colegas.

Provavelmente daqui a um mês já terei mais alguns tópicos a acrescentar... ;)

Para terminar, descobri um grupo no Facebook que me fez regressar a esta rede social, como leitor atento e que se chama "E-Learning - Apoio". Podia recomendar este grupo por vários motivos, mas recomendo-o pelo respeito e espírito de partilha. Os meus parabéns aos administradores do grupo.

Eis o normativo legal que altera o Decreto-Lei n.º 14-G/2020

Ontem foi publicado em Diário da República, o Decreto-Lei n.º 20-H/2020 (para acederem ao mesmo, cliquem na imagem ao lado), de 14 de maio que atualiza o "famigerado" Decreto-Lei n.º 14-G/2020 (aqui), pelo que devem ser lidos em conjunto, tendo em consideração que não houve uma republicação.

Pela sua relevância transcrevo três artigos.

Artigo 3.º 
Atividades letivas em regime presencial 

1 — As atividades letivas em regime presencial são retomadas no dia 18 de maio de 2020 para os alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade e dos 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário, bem como para os alunos dos cursos artísticos especializados não conferentes de dupla certificação, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional, mantendo -se, sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as restantes disciplinas em regime não presencial. 
2 — Consideram -se em regime presencial, para o efeito do disposto no número anterior: 
a) Nos cursos científico -humanísticos, todas as disciplinas do 11.º e 12.º anos com oferta de exame final nacional, bem como as línguas estrangeiras, com exceção das disciplinas trienais no 11.º ano; 
b) Nas restantes ofertas educativas e formativas, as disciplinas com conteúdos idênticos ou com a mesma designação das que, nos termos da alínea anterior, têm oferta de exame final nacional. 
3 — As disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso.
4 — Podem ainda ser retomadas as atividades letivas e formativas presenciais nas disciplinas de natureza prática e na formação em contexto de trabalho quando, designadamente por requererem a utilização de espaços, instrumentos e equipamentos específicos, não possam ocorrer através do ensino a distância ou da prática simulada e seja garantido o cumprimento das orientações da Direção -Geral da Saúde, nomeadamente em matéria de higienização e distanciamento físico. 
5 — Nas ofertas educativas enunciadas nos números anteriores, mantêm -se em regime não presencial as atividades letivas no 10.º ano de escolaridade e no 1.º ano dos cursos de dupla certificação do ensino secundário. 
6 — As escolas podem ainda oferecer, no âmbito do ensino secundário, a frequência de disciplinas em regime presencial a alunos provenientes de ofertas educativas não abrangidas pelos números anteriores, quando estas se revelem necessárias para a realização de provas ou exames, com vista à conclusão e certificação do respetivo curso ou acesso ao ensino superior. 
7 — Compete às escolas assegurar o apoio presencial necessário aos alunos que disponham de medidas seletivas e adicionais, para complemento ao trabalho desenvolvido no âmbito das disciplinas a que se referem os números anteriores.
 (transcrito do normativo legal anterior) É considerada falta justificada a não participação do aluno em atividades presenciais por opção expressa do respetivo encarregado de educação.

Artigo 3.º-A 
Organização das atividades letivas presenciais 
1 — Na sequência da retoma das atividades letivas presenciais, as escolas reorganizam os espaços, turmas e horários escolares, de forma a garantir o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde, nomeadamente em matéria de higienização e distanciamento físico. 
2 — Para os efeitos do disposto no número anterior, sem prejuízo das necessárias adaptações à comunidade em que se inserem, as escolas devem promover: 

a) A reorganização dos horários escolares, observando, designadamente: 
i) O desfasamento entre os horários escolares e os horários laborais, utilizando preferencialmente o período entre as 10 horas e as 17 horas; 
ii) A organização de turmas em períodos ou dias distintos, minimizando o contacto entre grupos diferentes ou o seu cruzamento e concentração, bem como o número de deslocações à escola por cada aluno; 
iii) O desdobramento das turmas sempre que o número de alunos torne inviável o cumprimento das regras de distanciamento físico, recorrendo a professores com disponibilidade de horário na sua componente letiva; 
iv) A redução até 50 % da carga letiva das disciplinas lecionadas em regime presencial, sempre que as medidas adotadas não assegurem o cumprimento do distanciamento físico dos alunos, organizando -se momentos de trabalho autónomo nos restantes tempos; 

b) A reorganização dos espaços escolares através, designadamente: 
i) Da realização, sempre que possível, de aulas em espaços amplos, como auditórios ou outros espaços;
ii) Da atribuição, sempre que possível, de uma única sala ou espaço por turma; 
iii) Do estabelecimento de normas relativas às refeições. 

3 — Para efeitos do disposto no presente artigo, e sem prejuízo dos limites legalmente estabelecidos, os diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas procedem às necessárias adaptações no horário semanal dos docentes. 

Artigo 15.º-A
Regras específicas para o preenchimento de necessidades temporárias 
Até ao final do ano letivo de 2019/2020, para efeitos do concurso de contratação de escola, previsto no Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação atual, as necessidades temporárias de serviço docente e de formação em áreas técnicas específicas que decorram de ausência de professor inserido em grupo de risco mediante certificação médica, nos termos do artigo 25.º-A do Decreto-Lei n.º 10 -A/2020, de 10 de março, na sua redação atual, podem ser asseguradas pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, mediante contratos de trabalho a termo resolutivo a celebrar com pessoal docente ou pessoal técnico especializado, nas seguintes condições: 
a) Os horários inferiores a oito horas letivas, desde que não sejam utilizados para completamento; 
b) As resultantes de uma não colocação na reserva de recrutamento, referentes ao mesmo horário, independentemente do motivo; 
c) As resultantes de uma não aceitação, referentes ao mesmo horário, nas colocações da reserva de recrutamento.»

Mobilidade por Doença 2020/2021 - Etapas (novos pedidos)

Começo por esclarecer que as etapas abaixo são relativas a novos pedidos de Mobilidade por Doença ou, no limite, para os colegas que por qualquer motivo se esqueceram de proceder à renovação.

Assim, e de acordo com o aviso de abertura (aqui), as etapas para os novos pedidos de Mobilidade por Doença são os seguintes:

a) Preenchimento e extração do relatório médico da aplicação eletrónica: 13 maio a 02 junho;

b) Elaboração do pedido e upload do relatório médico: 1ª quinzena junho.

Para acederem à página da DGAE relativa à Mobilidade por Doença para o próximo ano escolar, cliquem acolá.

Concursos de professores 2020/2021 - Listas provisórias (Concurso Externo) e reclamação

Tendo em consideração que tivemos a publicitação das listas provisórias do concurso externo no dia 11 de maio (aqui), teremos a etapa subsequente relativa à reclamação da candidatura eletrónica, a qual termina às 18 horas de 18 de maio (a próxima 2.ª feira).

Convém que leiam com muita atenção o manual de utilizador (acolá) e que só depois sigam para o SIGRHE.

Orientações gerais sobre direitos e deveres dos alunos em tempos de pandemia

Depois de algum tempo de ausência em termos de atualização deste blogue, vamos ao primeiro post de alguns. Como não podia deixar de ser, irei começar por um documento que visa esclarecer algumas situações relativamente aos direitos e deveres dos alunos, e que foi divulgado esta semana. 

Julgo que nada do que consta no documento denominado "Orientações gerais relativas aos direitos e deveres dos alunos e ao seu acompanhamento, no âmbito das atividades letivas presenciais e não presenciais" será novidade, mas é sempre interessante poder ter estas informações todas reunidas.

Para acederem ao documento, cliquem na imagem ao lado.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Siga para a segunda vaga...


Se quiserem aceder à versão mais completa do plano de desconfinamento, o melhor mesmo é clicar AQUI (link para o portal do Governo Português).

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Nunca a letra de uma música...

...fez tanto sentido.

Música de "Matt Simons" (Tema: After The Landslide)

Pois vão...


Comentário: Na eventualidade das escolas "reabrirem" obviamente que teremos regras de saúde específicas para esta situação, mas a questão não está no "manual das regras".

Posso estar errado, mas não temos neste momento, nem conseguiremos ter (principalmente se a data de reabertura for a anunciada para daqui a pouco mais de 15 dias) condições logísticas, de formação e de recursos (humanos e físicos) para o regresso ser feito com um mínimo de garantias de segurança. Não basta fazerem um conjunto de regras e enviá-las às escolas para que as cumpram. Neste caso específico, as regras têm mesmo de ser cumpridas com rigor, e a experiência diz-me que muitas vezes as escolas "desenrascam". E aqui não podemos arriscar no desenrascanço, uma vez que a consequência poderá ser a derradeira.

Regresso à escola marcado para 18 de maio?! Veremos...


Comentário: Começo a achar que estas datas são "lançadas" com algum tempo de antecedência para análise da reação da opinião pública... E depois, conjugam a "estatística da reação" com os dados dos "especialistas" em saúde (que deverão ser conhecidos amanhã), e lá decidem. 

Resta saber se os encarregados de educação e os professores decidem no mesmo sentido, e optam por depositar a vida dos seus e deles próprios, nas "mãos" de quem decide tendo como base os exames nacionais.

Sim... Algures no tempo teremos de interromper o confinamento social. Mas o argumento para quebrar o confinamento apenas para os alunos e professores dos 11.º e 12.º anos com exame nacional, não me inspira qualquer confiança. E já nem abordo a questão das creches. Como é possível implementar regras de saúde com crianças de tão tenra idade?

Neste momento, ainda não dou nada por certo, pois continuo a considerar que estas "fugas" de informação para os meios de comunicação social são testes, para ver como os portugueses reagem. Se repararem o Governo preparava-se para não encerrar as escolas, mas depois lá avançaram para o encerramento, porque souberam ler as reações (mesmo que o leitor tenha sido o atual Presidente da República). Agora chegam-se à frente com mais umas datas... Veremos o que acontece.

A resposta é... sim!

Ainda hoje recebi algumas mensagens de correio eletrónico a questionar se a hipótese de "regresso à escola" seria apenas para as disciplinas de 11.º ou 12.º ano que iriam ter exame final nacional no presente ano escolar ou se, pelo contrário, esse regresso seria para as disciplinas de 11.º ou 12.º ano de escolaridade que iriam ter exame nacional neste e no próximo ano escolar. A resposta é positiva para a segunda situação.

Não obstante da leitura do ponto 1 do artigo 3, do Decreto-Lei n.º 14-G/2020, de 13 de abril, não ser inequívoca (tanto quanto gostaríamos) ao "determinar a retoma das atividades letivas presenciais, nos 11.º e 12.º anos de escolaridade e nos 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional", o facto é que o esclarecimento a este ponto já é conhecido pelo nossos diretores há algum tempo.

Por exemplo: o exame final nacional de Matemática é concretizado no 12.º ano, no entanto, os alunos do 11.º ano (e 10.º ano, mas esses estão salvaguardados pelo ponto 2 do artigo supracitado)  também têm esta disciplina. Isto é, o regresso à escola em termos de Matemática não só ocorrerá para os alunos de 12.º ano, mas também para os alunos de 11.º ano.

Os diretores sabem disto e será exatamente com base nestas orientações que terão de agir, se o "regresso à escola" for uma realidade. E se em algumas escolas / agrupamentos de escolas até poderá ser possível cumprir as denominadas "regras de saúde", tenho sérias dúvidas que em escolas e agrupamentos de escolas com um elevado número de turmas de secundário ou um elevado número de alunos por turma, consigam conduzir esta situação com um mínimo de seriedade.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Renovação da Mobilidade por Doença para o ano escolar 2020/2021

No normativo legal (aqui) que rege o período letivo que hoje inicia, para além de outras informações, encontramos um capítulo VI, relativo ao pessoal docente e não docente. 

No ponto 4 do artigo 15.º irão encontrar o seguinte enunciado:

Nota: negritos e sublinhados de minha autoria.

As situações de mobilidade por doença, autorizadas para o corrente ano letivo, são renovadas mediante requerimento dos docentes acompanhado de uma declaração sob compromisso de honra de que a situação persiste, sem prejuízo de verificação posterior.

Deste modo, julgo que em breve teremos mais informações na página da DGAE (acolá), relativamente ao modo e prazo para o pedido de renovação ser concretizado. De igual modo, também acredito que deverão surgir mais informações no sentido de explicar os procedimentos para aqueles que pretendam requerer Mobilidade por Doença, mas que não se encontrem abrangidos por este mecanismo no presente ano escolar.

Publicado o Decreto-Lei relativo ao 3.º período...

Ontem foi publicado em Diário da República, o Decreto-Lei n.º 14-G/2020 que estabelece as medidas excecionais e temporárias na área da educação, no âmbito da pandemia da doença COVID-19. Por motivos óbvios deverá ser lido por todos nós, com muita atenção.

Para acederem ao mesmo, cliquem na imagem.

sábado, 11 de abril de 2020

Boa Páscoa...


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Resumo do Decreto-Lei relativo ao 3.º período letivo

Não é o normativo legal em si, mas contém aquilo que fará parte do mesmo. Tendo em conta que foi divulgado nas redes sociais em formato de imagem, para lerem melhor terão de clicar nas imagens.


As declarações do PM relativas ao 3.º período (em resumo)

Por motivos óbvios dificilmente um resumo ultrapassará a qualidade da visualização do vídeo que disponibilizei (aqui), no entanto, convém sistematizar o que foi referido, para não nos perdermos.

Assim, e no que concerne ao 3.º período, ficam algumas das principais orientações:

(1) não existirão atividades letivas presenciais para o ensino básico;

(2) decorrerá apoio diário com emissão televisiva de conteúdos pedagógicos no canal RTP Memória e a partir de 20 de abril;

(3) a avaliação no ensino básico será feita sem provas de aferição e exames no 9.º ano, no entanto, deverá considerar aquilo que for concretizado no Ensino à Distância;

(4) 2 possibilidades de ação: Plano A - possibilidade de atividades letivas presenciais no secundário, em concreto, nos 11.º e 12.º anos, mas apenas nas disciplinas sujeitas a exames nacionais; e Plano B - ensino à distância para todos os anos de escolaridade até ao final do terceiro período;

(5) calendário de exames do 11.º e 12.º anos será adiado para: 1.ª fase - 6 e 23 de julho e 2.ª fase - 1 e 7 de setembro;

(6) com base no calendário anterior, o terceiro período irá terminar a 26 de junho;

(7) todos os docentes que desenvolverem atividade letiva presencial terão de usar máscara (aparentemente fornecida pelo Ministério da Educação);

(8) os professores que integrem grupos de risco serão dispensados das atividades letivas presenciais.



Se quiserem ler o comunicado do Conselho de Ministros de 9 de abril, poderão clicar acolá.


O que disse o PM sobre o terceiro período? (em vídeo)

Até poderia fazer um resumo do que foi dito pelo nosso Primeiro Ministro, mas tendo em conta que esta interrupção letiva foi profícua em aprendizagem na utilização de recursos multimédia para o Ensino à Distância, optei por gravar um vídeo e acrescentar o logótipo do blogue. 

São quase 8 minutos de pura adrenalina... ;)

Exames nacionais "só com a matéria dada na escola"?!


Comentário: Se o "cancelamento" dos exames nacionais ainda no presente ano letivo (com consequente aplicação no início do próximo) é algo que compreendo tendo em conta a realidade pandémica do país, já a concretização de exames nacionais "só com a matéria dada na escola" me parece de mais difícil aplicação. E porquê? 

Bem... 

Em primeiro lugar, e partindo de um pressuposto de uniformidade nacional na sequência dos conteúdos lecionados, seria necessário fazer uma estatística nacional para conseguir determinar um ponto final comum a todas as turmas. Só por aqui já seria complicado (mas não impossível)... 

Em segundo lugar, e a não ser que algo tenha mudado nos últimos dois anos (e não me estou a referir apenas à Flexibilidade Curricular), dando como exemplo a minha área disciplinar, por exemplo no 11.º ano de escolaridade a grande maioria das escolas costumava optar por iniciar pela Biologia, no entanto, conheci algumas que optavam por começar pela Geologia. Passou a existir obrigatoriedade na sequência dos conteúdos? Se não, como iriam encontrar um ponto comum nesta situação? Seria justo concretizar exames diferenciados com base na sequência? Não causaria isso situações de injustiça?

Como ainda não encontrei mais notícias que abordem esta proposta de enunciados de exames só com materia lecionada presencialmente, irei - para já - interpretar esta situação como a "necessitar de esclarecimento" ou a "necessitar de desmentido". E peço desde já desculpa, se esta situação for demasiado óbvia em termos de solução... No meu caso específico, não é cegueira ideológica ou partidária, mas sim mesmo uma restrição na capacidade de compreender de forma integral de que forma uma proposta destas se poderia implementar, mantendo a justiça para todos os alunos.

Aposto que se o meu raciocínio tiver um mínimo de erro, nas próximas horas serei "cilindrado". Felizmente, eu não vejo o erro como um defeito, mas sim como uma possibilidade de aprendizagem. Como tal, podem começar a "bater-me". Eh eh eh...

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Para relaxar...

Música de "Ria Mae, Dan Talevski" (Tema: Too Close)

Ainda o 4 de maio...


Comentário: A notícia já tem uma semana, no entanto, não é por isso que deixou de ser atual e que não deveria ser considerada numa eventual decisão política de reabertura das escolas (seja a 4 de maio ou numa outra data qualquer próxima do pico da pandemia em Portugal). Se a preocupação com os professores (classe bem envelhecida, com uma idade média de 49 anos e onde 20% tem mais de 60 anos de idade) é reduzida ou mesmo nula, quero acreditar que com os nossos jovens o mesmo já não se aplica.

Será que algum político está disposto a assumir mortes de jovens pela decisão de abrir escolas demasiado cedo, só para que o calendário dos exames nacionais possa ser cumprido?

Fica uma transcrição do artigo, que me parece relevante e que vai ao encontro de outros que entretanto já tive a oportunidade de ler:

"Relativamente à gravidade da doença nas crianças, Maria João Brito indica que «Nós pensávamos que esta doença não era grave em crianças e não é isso que está a acontecer. Nós temos crianças em estado grave, noutros países também já há relatos de crianças com gravidade e, embora as taxas de mortalidade sejam muito mais baixas, existem relatos de mortalidade infantil com este vírus», refere acrescentando ainda que a gravidade da doença «não tem bem a ver com a idade: miúdos saudáveis podem ter ser contagiados e ficar em estado grave»."

E sim... Eu sei que o "desespero" económico poderá levar a uma "reabertura" forçada, antecipada, e até por esse mesmo motivo, com o apoio de alguns encarregados de educação, no entanto, uma coisa é ver anunciada a morte de dezenas de adultos/idosos, outra bem diferente será anunciar a morte de crianças e adolescentes. É que o risco é inferior, mas é uma possibilidade!

De que forma os outros países estão a lidar com o encerramento das escolas?


Comentário: O artigo cujo link coloquei acima é relativamente interessante, porque nos permite perceber de que forma outros países europeus (e não só) estão a lidar com o encerramento das escolas, nomeadamente ao nível de exames nacionais. 

Apenas a título de exemplo, deixo-vos com três situações:

Reino Unido 
Todos os exames foram cancelados, indica um comunicado do Governo. As notas serão dadas com base nas avaliações existentes até ao encerramento físico das escolas. O professor vai indicar a nota que considera que o aluno conseguiria obter em exame, caso este se tivesse realizado. Depois, esse elemento será ponderado com o historial do aluno, por uma comissão centralizada. Será com uma nota ponderada que se candidata, por exemplo, à universidade. Se o aluno discordar, pode ir a exame no futuro.

França 

As provas de avaliação foram suprimidas e substituídas por avaliação contínua. Os candidatos com 8 a 10 valores vão a oral, tal como habitualmente. Os candidatos com menos do que isso podem ir a uma prova escrita, mas em setembro. O mesmo acontece com os candidatos não inscritos e sem avaliação contínua. A segunda época de exames foi suprimida.

Suécia 

Só as escolas a partir do ensino secundário (inclusive) estão fisicamente encerradas, decorrendo as aulas através de ensino à distância. No pré-escolar, os pais podem decidir não levar os filhos à escola, mas a partir do primeiro ciclo as crianças estão obrigadas a ir. Os exames nacionais foram todos cancelados por se considerar que os professores não conseguem adaptar-se a tudo (aulas à distância, correção atempada de exames).

E quando o isolamento é bem mais do que social...

...eis que surge alguém a dar-se ao trabalho de colocar os posts que partilho no Facebook como spam. E se até dou de barato que alguns se possam sentir incomodados com as partilhas que eu faço, "denunciar"  como spam as partilhas de posts deste blogue que alguns familiares e amigos próximos (estamos, assim, a "falar" de alguém que me conhece minimamente) fazem, é talvez, excessivo.

Mas, e se até já podemos estar no campo do excessivo, ou até mesmo persecutório, "denunciar" como spam todos os posts que divulguei do meu blogue, desde dezembro de 2019 até ao momento, deixa-me apreensivo, porque aparenta revelar problemas que não se justificam apenas com o isolamento social e algum excesso de tempo livre.

Enfim.

Há personalidades que não resistem ao facto de eu não responder a provocações nas redes sociais, sobretudo quando as mesmas são consequência de posts não lidos (ficam-se apenas pelos títulos ou pelos comentários feitos por outros), mal lidos ou lidos com intenção de integrar respostas que pouco ou nada estão relacionados com o post, mas sim com a necessidade de algum protagonismo.

Para aquele ou aqueles que se deram ao trabalho de tentar bloquear-me na rede social Facebook: eu não preciso do Facebook para continuar a escrever, e posso perfeitamente deixar de divulgar o que escrevo. Não é o número de seguidores e de likes que me move. Essa fase foi efémera e já passou há uma boa década. E quanto à divulgação dos meus posts, bem... essa será feita pelos vários colegas que me lêem, e se não for, é porque o que eu escrevo não é relevante ou interessante (e se assim for, também não merecerá divulgação).

Para terminar: sejam felizes e mantenham-se seguros.

O que já se sabia...


Comentário: Dificilmente alguém estaria à espera da comunicação governamental de hoje para ficar a saber se as escolas iriam abrir a 14 de abril. Seria incompreensível... Aliás, se alguma coisa de novo trouxer a comunicação governamental de hoje será mesmo a manutenção da especulação relativa à reabertura lá para a primeira semana de maio.

Esclarecimentos sobre o processamento das remunerações...

Eu até nem percebo muito da parte administrativa de processamento de vencimentos, mas atrevo-me a dizer que esta nota informativa de 7 de abril é publicitada mesmo muito "em cima do joelho". 

Enfim.

Eu sei que esta parte é responsabilidade administrativa, mas é sempre bom estarmos atentos à forma de processamento dos vencimentos, para não irmos reclamar sem motivo ou, pelo contrário, reclamar com motivo (e argumento legal).

Para acederem à nota informativa n.º 5 do Instituto de Gestão Financeira da Educação, o melhor mesmo é clicar na imagem ao lado.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

De leitura recomendada...


Comentário: Tenho por hábito ler os artigos de Santana Castilho.... Nem sempre os partilho. Talvez por saber que muitos o lêem, e que a minha divulgação se torna algo redundante. 

No entanto, e mesmo pisando o risco daquilo que anteriormente reconheci, não consigo evitar de partilhar esta artigo, uma vez que o considero muito para além de uma mera opinião ou crítica. Neste caso específico é uma opinião que contém diversas sugestões, em jeito de plano estratégico, que seriam muito úteis se não estivéssemos perante um ministro "inexistente".

Espero estar errado, mas cada vez mais considero que no que concerne à escola, as decisões serão tomadas de 15 em 15 dias, sem plano a médio e longo prazo, até ser inevitável decidir aquilo que poderia ser útil no imediato.

Algumas hipóteses relativas ao 4 de maio como limite máxima para a reabertura das escolas...


Comentário: Ontem escrevi um post (aqui) exatamente sobre esta situação... Tirando a parte de alguns colegas considerarem que era uma mentira de 1 de abril (quem me lê, sabe que não tenho por tradição fazê-lo, mas mesmo assim achei curioso), parece que entretanto já foram surgindo algumas hipóteses, uma delas tem alguma convergência com o que já havia escrito como poderão ler no artigo acima.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

E é isto...

Música dos "The Killers" (Tema: Caution)

"O dia 4 de maio é tido como o limite razoável para reabrir as escolas"


Comentário: De acordo com Expresso, António Costa poderá estar a considerar a reabertura as escolas, decisão que de acordo com aquilo que se vai sabendo até poderá ser gradual (seja lá o que isso significa). 

Se a decisão de encerrar as escolas a 16 de março foi a mais acertada (se bem que poderia ter sido logo a seguir à interrupção letiva do Carnaval), já a opção de reabrir no próximo mês parece-me errada, e acredito que muitos professores (somos uma classe envelhecida) não irão arriscar o regresso.

Agora vamos ao título do artigo que foi retirado da notícia acima:

Nota: negritos e sublinhados são de minha autoria.

"Na próxima semana, quando a 9 de abril for reavaliada a situação, o líder socialista espera já ter todos os dados à disposição para tomar uma decisão. Mas existe uma linha vermelha: o dia 4 de maio é tido como o limite razoável para reabrir as escolas. Depois disso, sabe o Expresso, não fará sentido."

Certo é que utilizando o dia 4 de maio como referência teremos um mês de intervalo de tempo para o terminar das aulas nos 9.º. 11.º e 12.º anos de escolaridade (para estes anos, as aulas terminariam a 4 de junho), mas para além disso não vejo uma especial relevância nesta data. Espero que não considerem que com um mês de aulas na escola, é possível colocar todos os alunos em igualdade de circunstâncias (tendo em consideração que o ensino à distância dificilmente o fará) para não alterar as datas dos exames (que iniciam lá para meados de junho). É que se for isso, é uma asneirada monumental!

Se é para utilizar uma plataforma digital por escola...

...o melhor mesmo é que os professores sejam informados da escolha o mais rapidamente possível, para que não ocorram perdas de tempo na preparação do ensino à distância para o terceiro período.

E deixo-vos com o meu exemplo.

Tendo em conta a suspensão da componente letiva de 16 de março,  e considerando que não tive uma orientação rígida (e ainda bem) relativamente à plataforma de trabalho que poderia utilizar com os meus alunos, andei a estudar diversas possibilidades e acabei por selecionar uma (isto para além dos clássicos blogues de apoio e trocas de mensagens de correio eletrónico). 

E qual a "plataforma" escolhida?

Bem.... Tendo em conta que a empresa que "gere" os endereços de correio eletrónico do Agrupamento é a Google, acabei por utilizar os recursos que lhe estão associados, nomeadamente a "Classroom", os formulários, a "Drive" e o "Hangout" (para o trabalho síncrono). Alguns destes recursos já utilizava, mas gostei de constatar a versão integrada de tudo, e de não ter de recorrer a diferentes serviços / empresas.

Agora, e de acordo com o secretário de estado, as escolas devem "eleger uma única plataforma de contacto, de modo a não causar dispersão de tempo a conhecer mais aplicações, devendo a plataforma conter formatos de trabalho síncrono e assíncrono, complementando-se assim as diversas hipóteses de contacto". Acho bem. Mas também considero que as escolas devem informar os professores com alguma antecedência relativamente a qual (ou quais) a plataforma escolhida, para que não iniciemos o 3.º período confusos quanto à(s) possibilidade(s) adotada(s).

Só assim fará sentido...


Comentário: O artigo do Correio da Manhã começa com algo que já ouvi e li demasiadas vezes ao longo das últimas semanas: 

"Tenho vários professores que admitiram que ficaram praticamente arrasados com as duas últimas semanas de aulas", contou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, defendendo que será preciso "adaptar os horários" dos alunos.

E arrisco a dizer que não terão sido os únicos a ficar arrasados. Alunos e Encarregados de Educação também terão ficado! Aguardo com muita expectativa de que forma os horários serão alterados os horários de forma a comportar a componente síncrona (o tal máximo de 45 minutos de trabalho síncrono que o secretário de estado referiu - aqui) das várias disciplinas, com a multiplicidade de situações que se registam em cada turma. É que existem professores que também são pais, e cujos filhos também terão necessidade de aceder a um computador; existem famílias com mais do que um filho, mas onde só existe um computador; e alguns alunos que apenas têm internet no telemóvel. E apenas referi algumas das possibilidades que farão do ensino à distância, um desafio tremendo para as escolas.

Informações relevantes para o 3.º período...


...se realmente forem confirmadas!

O que poderão ler abaixo é a cópia de uma mensagem que alguns colegas receberam no seu endereço de correio eletrónico, e que foi sendo difundida na 2.ª feira (30 de março) de uma forma mais ou menos restrita. No entanto, o Rui Cardoso (do Blog DeAr Lindo) acabou por divulgá-la aqui. Pela sua relevância, transcrevo-a, com recomendação para que a leiam com muita atenção.

Atenção que nada disto fará sentido se não for convertido para normativo legal (seja ele de que tipologia for), principalmente porque existem escolas que querem equiparar a totalidade da componente letiva em sala de aula a trabalho síncrono, algo que contraria aquilo que poderão ler abaixo e de alguma forma ultrapassando aquilo que faria sentido num panorama de exceção como aquele que atravessamos.

Nota: os negritos e sublinhados são de minha autoria.

"Reunião com o Secretário de Estado da Educação 

- Começou a reunião por saudar as Comunidades Educativas (docentes, não docentes e direções) e reconhecer, agradecendo, todo o esforço de rápida reação a uma situação inesperada e sem precedentes. 

- Ressalvou a capacidade que as escolas tiveram em montar uma forma de continuar a contactar com os alunos, mesmo sem estarem habituadas a usar tais meios. 

Fez depois um breve ponto de situação: 

– Escolas de referência para entrega de refeições vão manter-se nas férias da Páscoa; 
– Escolas de referência para acolhimento de filhos de agentes prioritários, também se manterão; 
– Alertou para a necessidade de consulta regular do site apoio às Escolas, da DGE, que contem contribuições das Associações de Professores, e outros parceiros, com muitos recursos em atualização permanente; 
– Avisou para a questão da Proteção de Dados, referindo que a forma de se divulgarem as pautas não pode ser pública. 
– Referiu que a sua principal preocupação neste momento se prende com uma questão constitucional, que é a do acesso universal à escola, sendo que os alunos sem conectividade e com fracos recursos tecnológicos, podem ficar excluídos das formas de ensino à distância baseadas apenas em formatos digitais.
– Foi pedido a todas as direções que seja feito um levantamento dos alunos com acesso e tipo de acesso, para se estudarem outras formas de contacto com os alunos, que poderão passar por emissões de conteúdos educativos na RTP, por ciclos de escolaridade. 

No que toca ao 2.º ponto, o que se prevê para o 3.º período, referiu: 

– O ME está a fazer cenários de retorno à normalidade por quinzenas. Regressar após a Páscoa é um cenário posto de parte. A 2.ª quinzena de Abril, parece ser também impossível, pelo que está em análise, com forte probabilidade de ocorrer, o cancelamento das Provas de Aferição. Mas haverá uma indicação quando a decisão for tomada; 
– Sendo assim, prevendo-se uma longa ausência de contacto presencial com os alunos, há que minimizar a falta de contacto, que provocaria um “esquecimento” de aprendizagens já consolidadas, que levaria a um forte retrocesso nas competências dos alunos, com efeitos graves no seu percurso escolar, sendo necessário investir-se no contacto à distância; 
Devem as escolas eleger uma única plataforma de contacto, de modo a não causar dispersão de tempo a conhecer mais aplicações, devendo a plataforma conter formatos de trabalho síncrono e assíncrono, complementando-se assim as diversas hipóteses de contacto; 
– Devem as Escolas promover um horário de contacto com as turmas, que pode ser diferente do seu horário escolar, onde se prevêem momentos assíncronos (por email e/ou pela plataforma escolhida) e momentos síncronos (em chat ou videoconferência pela plataforma escolhida), cabendo ao Conselho de Turma configurar um Plano Semanal de Turma; 
Os momentos síncronos devem acontecer para todas as disciplinas, curtos (não mais de 45 min) e uma vez por semana, procurando combinar uma hora que não colida com pais em teletrabalho, que podem usar o mesmo PC
– Os momentos assíncronos devem ser dispersos, com tarefas mais longas para vários dias, de modo a não sobrecarregar os alunos e docentes, em reporte permanente; 
– A questão dos conteúdos é pouco importante, pois o mais importante é o exercício de competências, onde se poderá fazer um avanço em conteúdos, mas que não podem ser formais, dada a impossibilidade de garantir a universalidade do acesso; 
 – A questão da avaliação, se será a proferida até agora a valer, será alvo de diploma legal próprio, conforme a necessidade de o fazer, mas apenas se tal for necessário, posto o evoluir da situação da crise de saúde publica."