quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Para relaxar...

...ao som do novo tema dos U2.

Música dos "U2" (Tema: Get Out Of Your Own Way)

Da atualidade televisiva...


O novo perfil do aluno...

...e o evento que lhe foi associado até pode ter sido muito interessante, mas acredito que tenha passado ao lado de muitos professores (e alunos). Se este Ministério da Educação pretende mudar aquilo que é feito nas salas de aula, terá de utilizar outras estratégias que não passem pelo "reenvio" de mensagens de correio eletrónico, a poucas semanas do evento. Embora não seja adepto de generalizações, por aquilo que pude apurar no meu "pequeno" grupo de contactos, à exceção dos Diretores de Turma e de outros professores envolvidos na "gestão" local, este evento oscilou entre o quase desconhecimento e o conhecimento "em cima do joelho".

Quanto à ideia em si, dou-lhe crédito. Relativamente ao debate, ainda mais crédito lhe dei. Mas não muito mais. Querer definir (ou melhor, discutir) matrizes para o perfil de um aluno (se ainda não leram o documento que está na base desde dia, poderão aceder ao mesmo, clicando aqui), num ambiente de mudanças cíclicas (por norma, de 4 anos de duração, coincidentes com cada novo Governo) e de manutenção do descrédito (e desmotivação) da figura do professor, parece-me um lindo exercício de... retórica governamental. 

Porque a opinião dos meus alunos é muito importante...

Só hoje é que consegui dedicar um pouco do meu tempo à leitura das respostas dos meus alunos à última pergunta das suas fichas de autoavaliação do 1.º período: “O que pode a professora fazer para me ajudar a melhorar o meu desempenho?” 
Aqui vão as melhores sugestões para mudar radicalmente a minha forma de agir: 
1) Falar em Inglês a aula toda 
2) Falar mais em Português nas aulas, tamos em Portugal 
3) Ser mais compreensiva e não pôr logo os alunos na rua 
4) Pôr mais alunos na rua quando não se portam bem 
5) Não dar tanta improtância à escrita, o que entreça é cumunicar 
6) A professora é que sabe, estudou para isso 
7) Mais trabalhos de grupo, aprendo melhor em grupo, os meus colegas ensinam melhor 
8) Não insistir comigo quando eu não sei, não vale a pena 
9) Passar mais filmes, como aquela professora que lavava carros 
10) Deixar-me estar com os fones, ouço melhor quando tenho os fones 
11) Não ser tão carsástica, às vezes não sabemos se tá a brincar ou a falar asério 
12) Nada, nasci sem saber inglês, vou morrer sem saber Inglês 
13) Dar-me positiva 
14) Let us breathe! 
É isto! Estou elucidada! (E não estou a ser "carsástica"...)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Só tira... Não dá!


Comentário: O título da notícia afirma que o Governo dá algo aos professores, mas dificilmente um professor consegue ver a sua progressão como resultado de boa vontade governamental. Na realidade, apenas vislumbro e constato subtração de direitos e remunerações... Continuamos e continuaremos a pagar a crise, sem nela termos responsabilidade.

Se o método de "descongelamento" está (supostamente) a ser alvo de negociação, então ninguém compreende o que raios consta em documentos como os que têm sido divulgados pela DGAE. Dizem-me que é para as escolas terem alguma orientação no que concerne ao processamento dos salários, no entanto, não é isso que parece (de todo).

E quanto à indignação dos sindicatos, bem... Será legítima. Mas, com tanta experiência em negociações com os sucessivos detentores da pasta da educação, não é razoável expressar surpresa.

As tabelas de vencimento para 2018

Já sabemos que para a maioria dos professores pouco ou nada será alterado (pelo menos, em relação ao que já se sabia). 

Para acederem às tabelas podem clicar nos links abaixo (fonte: blogue "EDUPROFS"):


A progressão 2018 em pdf

Para quem quiser ler um documento único com as respostas às questões frequentes relacionadas com a progressão na carreira a iniciar este ano, o melhor mesmo será clicarem na imagem abaixo. É importante que leiam atentamente o documento em causa, uma vez que muitas das dúvidas que circulam nas redes sociais, encontram resposta direta no mesmo.



Apenas para memória futura, deixo-vos com a parte relativas às valorizações remuneratórias. Os negritos e sublinhados são de minha autoria, e têm como objetivo avaliarem a dimensão do roubo a que fomos sujeitos.

Assim,

"A que data produzem efeitos remuneratórios as progressões na carreira?

1. A progressão aos 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º e 10.º escalões opera-se na data em que o docente perfaz o tempo de serviço no escalão e desde que tenha cumprido todos os requisitos, sendo devido o direito à remuneração a partir do 1.º dia do mês subsequente, mas nunca em data anterior a 1 de janeiro de 2018.

2. A progressão aos 5.º e 7.º escalões opera-se na data em que o docente obteve vaga para progressão, desde que tenha cumprido os restantes requisitos, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente, cujos efeitos do procedimento a realizar no ano de 2018 reportam a 1 de janeiro.

3. A progressão aos 5.º e 7.º escalões dos docentes dispensados de vaga por efeitos da menção de Excelente ou Muito Bom opera-se na data em que o docente cumpriu os restantes requisitos, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente a esse momento, mas nunca em data anterior a 1 de janeiro de 2018.

Como é feito o acréscimo remuneratório decorrente da progressão? 

O pagamento dos acréscimos remuneratórios é faseado nos termos previstos no n.º 8 do artigo 18.º da Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro-Lei do Orçamento do Estado para 2018: 

25 % a 1 de janeiro de 2018 
50 % a 1 de setembro de 2018 
75 % a 1 de maio de 2019 
100 % a 1 de dezembro de 2019"

De regresso...

...após uns dias mais atribulados.

Música dos "Calema" (Tema: Regras)