quarta-feira, 29 de março de 2017

Mais uma daquelas músicas...

...que considero fenomenais para conduzir, e que já potenciou uma situação em que os meus queridos alunos me apanharam a cantarolar o refrão da mesma, enquanto estacionava o automóvel. Justificaram a aproximação ao carro, explicando que estavam a tentar compensar o meu sentimento de solidão. Do melhor... Eh eh eh.

O que vale é que eles já sabem que eu adoro música e são várias as vezes que lhes consigo introduzir novidades musicais (e eles a mim, obviamente) no final de algumas aulas cujos conteúdos são mais chatos de desenvolver.

Música de "Martin Garrix & Dua Lipa" (Tema: Scared To Be Lonely)

Concursos 2017/2018: Quem pode e quem tem de concorrer neste Concurso Interno?

Esclarecida que está, a não obrigatoriedade dos professores QZP concorrerem ao Concurso Interno (aqui), não será demais explicar quem o poderá fazer e quem terá de o fazer.

Para tal, importa ler com alguma atenção o artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 28/2017, de 15 de março:

"Artigo 22.º 

Candidatos 

1 — Podem ser opositores ao concurso interno os seguintes candidatos: 
a) Os docentes de carreira vinculados a agrupamento de escolas ou escola não agrupada que pretendam mudar para outro agrupamento de escolas ou escola não agrupada ou para quadro de zona pedagógica; 
b) Os docentes de carreira vinculados a quadro de zona pedagógica que pretendam mudar para agrupamento de escolas ou escola não agrupada ou para outro quadro de zona pedagógica; 
c) Os docentes de carreira que pretendam mudar de grupo de recrutamento; 
d) Os docentes de carreira das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. 

2 — Os docentes de carreira sem componente letiva devem ser opositores ao concurso interno. 

3 — Os docentes de carreira na situação de licença sem vencimento de longa duração podem candidatar-se ao concurso interno desde que tenham requerido o regresso ao agrupamento de escolas ou escola não agrupada de origem até ao final do mês de setembro do ano letivo anterior àquele em que pretendem regressar e tenham sido informados de inexistência de vaga."

Assim, se repararem o ponto 1 inicia com "podem" e não com "têm" ou "devem", logo temos 5 tipologias de professores (considerando também aquela que consta do ponto 3, do artigo supracitado) que têm a opção de concorrer (ou não...). 

E quais são os professores que podem ir a Concurso Interno? 

a) Professores de Quadro de Agrupamento (QA)  / Quadro de Escola não Agrupada (QEnA): se pretenderem mudar para outro QA / QEnA ou mesmo mudar de tipologia de quadro, isto é, para um Quadro de Zona Pedagógica (QZP);

b) Professores de QZP: se pretenderem mudar para outro QZP ou mudar de tipologia de quadro, isto é, para um QA / QEnA;

c) Professores dos Quadros que pretendam mudar de grupo de recrutamento;

d) Professores dos Quadros das regiões autónomas;

e) Os docentes dos Quadros em Licença sem Vencimento de longa duração, desde que tenham requerido o regresso ao seu QA / QEnA até ao final do mês de setembro de 2016 e tenham sido informados da existência de vaga.

E quais os professores que têm de concorrer neste Concurso Interno?

Bem... O ponto 2 esclarece que os professores dos QA / QEnA que não tenham componente letiva (as tais 6h de mínimo de componente letiva) terão mesmo de manifestar preferências no Concurso Interno.

Muitos afirmam... Ah e tal, mas isso também pode ser para os professores QZP. 

Bem... É importante perceber que esta questão da inexistência de componente letiva não abrange os colegas QZP, uma vez que cessando a mobilidade (interna, no caso) dos mesmos, não é relevante se a componente letiva se mantém ou não. Quanto a isto, espero que não subsistam dúvidas.

Da inocência...


Começa novo...


Comentário: E como novo que é, ainda vai muito a tempo de ser recuperado... E será meio caminho andado se for desenvolvido trabalho para apurar as raízes ou motivações de tal comportamento. Pelos vistos até será um problema que tem vindo a aumentar há um bom par de anos, o que poderá provocar maior surpresa pois se nada foi feito entretanto, é natural que o "miúdo" se sinta cada vez mais impune.

Lembro-me bem que tinha um colega de escola assim mais para o violento, e que costuma fazer de nós (seus colegas) e de alguns assistentes operacionais os seus "bombos da festa", até que um dia teve azar, e levou um par de lambadas de um adulto (já não me lembro de pai, assistente ou professor) e a partir daí acalmou. E acalmou de tal maneira, que gradualmente se foi tornando mais sociável.

Por motivos de evolução social, esta estratégia seria censurável (se bem que considero ainda mais censurável, "castrar" os alunos mais irrequietos com produtos químicos)
, mas nunca me esqueci deste episódio.

Vamos a isso...


Comentário: Tal como é referido no artigo (e bem) estamos perante uma situação inédita a nível europeu (no caso, "todos os alunos de um ano letivo" serem "chamados a realizar um teste desta natureza"), e parece-me muito bem que assim seja. Felizmente recomeça a ser dada importância a uma disciplina que julgo essencial, por vários motivos, mas principalmente por poder constituir para muitos dos nossos alunos, as únicas ocasiões de efetiva atividade física.

Para além disso, e pelo que sei, não estaremos perante mais uma adaptação de um qualquer programa nórdico. ;)

Se quiserem saber mais informações, cliquem aqui (link IAVE).

segunda-feira, 27 de março de 2017

Concursos 2017/2018: Os atuais QZP são obrigados a concorrer ao concurso interno 2017/2018?

Esta tem sido a questão que mais vezes leio nas mensagens de correio eletrónico que entretanto tenho vindo a receber. E antes de fundamentar a resposta dada, vamos ao que interessa: a resposta à questão que faz título neste post é um redondo NÃO! Não, os atuais docentes de Quadro de Zona Pedagógica não têm de concorrer neste concurso interno.

E onde é que isso está referido? Dirão alguns... 

Comecemos pelo ponto 3 do artigo 5.º do atual normativo legal dos concursos de professores (aqui). 

Assim,

Se repararem é feita a indicação "que pretendam", não havendo qualquer referência em números ou artigos posteriores a uma questão de obrigatoriedade de manifestação de preferências a concurso interno ao professores dos QZP. No entanto, e quem ler o novo diploma dos concursos com atenção, chega ao ponto 3 do artigo 6.º e - se não fizer uma leitura integrada de vários artigos - facilmente poderá entrar em "parafuso". Vejamos...



Muitos dirão que da leitura deste ponto se pode concluir que como cessa a mobilidade interna (situação em que foram colocados a maioria dos professores dos QZP), se tem de ir a concurso interno. Mas não... Se repararem é feita uma referência inequívoca à cessação da mobilidade interna, aquando da concretização do concurso interno, mas também aqui nada se concretiza relativamente à obrigatoriedade de ir a concurso interno.

Por último, e para que não sobrem dúvidas, vamos ler o artigo 10.º, relativo às prioridades no concurso interno.



Ficam, no entanto, duas questões:

1) Então se cessa a mobilidade sou obrigado a concorrer a "alguma coisa"? 

Sim... É obrigatório concorrer à Mobilidade Interna (para o próximo ano letivo).

2) E se eu quiser concorrer ao Concurso Interno posso concorrer? E se concorrer ao Concurso Interno, tenho de abranger toda a área geográfica do meu QZP?

Sim, podem concorrer ao Concurso Interno, se quiserem. Quanto à segunda questão...Pois... Há dois anos tive a mesma dúvida, e a resposta que a DGAE me enviou, podem lê-la acolá. Se este ano é assim ou não, já são outros tantos.


Se tiverem mais alguma dúvida, relacionada com este tema e cuja resposta não conste do post, coloquem nos comentários. Se tiverem situações específicas para situações particulares, não vos poderei ajudar, pois não tenho tempo para estudar e analisar casos que fujam do geral.

E quanto a isto?


Comentário: Mais um caso de agressão sobre professores... Mais uma daquelas situações em que o Ministério da Educação se resigna ao silêncio... Mais uma ocasião para que muitos colegas digam que se o colega "levou" foi porque se meteu numa confusão entre alunos... Mais um exemplo bem forte, de que para nos mantermos saudáveis o melhor mesmo será fazermos de conta que não vimos ou ouvimos.

E pensar que temos tanta formação e muita dela tem pouca ou nenhuma utilidade... Que tal uns cursos de defesa pessoal para docentes. É que como existem tantos reprodutores a pensar que somos sacos de porrada, podia ser interessante sermos um alvo menos fácil.

Esquizofrenia

- Ó professora, quem é a Joana Duarte?
- A Joana Duarte?! Não sei.
- Então, está sempre a falar nela?!
- Eu??!!
- Sim!
- Não pode ser. Desculpem-me, mas não estou a ver…
- Ó professora!
- Não conheço nenhuma Joana Duarte! Quando é que eu falei nela?
- Todos os dia!
- Impossível! Em que contexto?
- Então, quando nos manda calar, se lhe dizemos mais alguma coisa, a professora responde sempre: «E eu sou a Joana Duarte e ouço vozes!»
- Valha-me Deus!!! Joana d'Arc, caramba, Joana d'Arc!!!