sexta-feira, 27 de setembro de 2019

E pedem muito bem!


Comentário: De acordo com a notícia em causa, os alunos pedem pequenas pausas nas aulas para manterem a concentração e o interesse. 

Fazem bem! 

Eu agradeço que  peçam, pois é exatamente isso que eu faço nas aulas de 90 minutos (seja no 3.º ciclo ou secundário), não só pelos alunos, mas também por mim. E aproveito os momentos de "pausa" dos conteúdos formais, para conhecer melhor os meus alunos, para partilhar um pouco da minha vida e para pedir aos meus alunos que partilhem a deles. São estes momentos, aqueles que eu mais valorizo e os únicos que ainda me mantêm motivado! Sem eles, provavelmente, já não estaria nesta profissão. E as alternativas ainda não se conseguem sobrepor à vontade que tenho em dar o meu melhor, por aqueles que podiam ser os meus filhos.

É uma questão de cidadania e não de justificação legal...


Comentário: Julgo que quase todos os professores se terão deparado com alunos a questionar a legitimidade em fazerem greve pelas alterações climáticas... Não estarei errado em afirmar que a legitimidade é total, não obstante de saber que alguns destes jovens que hoje se "manifestaram" são os mesmos que diariamente padecem de uma quase total inconsciência ecológica, e que aproveitam a possibilidade de falta justificada para libertarem uma tarde de aulas. 

No que concerne às faltas, julgo que aqui os pais e encarregados de educação poderão ter um papel pedagógico... Independentemente do diretor de uma escola/agrupamento de escolas assumir a aceitação de uma justificação por greve (algo que me suscita dúvidas legais, mesmo perante um quadro de autonomia), julgo ser mais relevante compreender os motivos que levam os nossos filhos a aderirem a uma iniciativa deste tipo. E se os motivos forem justos, porque não apoiá-los no seu exercício de cidadania? Mesmo que seja apoiando em algo que não está ao abrigo de justificação legal, mas que não prejudicará outros.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

E quando a formação dos professores só "trabalha" a legislação, não podemos ter grandes resultados...


Comentário: Acho que a falta de formação vai muito além da gestão de alunos com défice de atenção... Os professores necessitam urgentemente de formação em inteligência emocional, ou se quiserem, uma formação que nos prepare para a nova realidade dos nossos alunos e do mundo que nos rodeia. Para uma realidade completamente diferente daquela para a qual fomos formatados.

Temos sido bombardeados com formações em flexibilidade curricular, empreendedorismo, educação inclusiva... Mas nenhuma delas terá efeitos positivos, se não trabalharmos todas as competências que estão subjacentes à mudança. E a mudança não se faz por decreto! Não é por ter um normativo legal que me "ordena" flexibilidade e educação inclusiva, que eu irei conseguir melhorar a qualidade das aprendizagens dos meus alunos. É preciso trabalhar a montante! Trabalhar a inteligência emocional dos professores, para conseguirmos lidar com tudo aquilo que nos pedem. E que é (mesmo) muito! Neste momento, muitos de nós não conseguimos compreender a realidade dos nossos alunos. Alguns porque não querem, mas acredito que a esmagadora maioria, não compreende porque efetivamente não desenvolveu as (suas) "ferramentas" internas de inteligência emocional. E este desenvolvimento dificilmente ocorrerá, se não tivermos formação.

Somos uma classe envelhecida...


Comentário: Começo por afirmar que me recuso a tecer grandes comentários a outra notícia que faz (mais uma vez) falsa publicidade ao salário que auferimos (aqui). É algo que surge ciclicamente e que já foi por diversas vezes desmentido, tendo em conta que entre muitos outros fatores, existem vários descontos que não são considerados e que atiram para baixo, aquilo que efetivamente são os números reais.

Adiante.

No que concerne à notícia em causa... Não há dúvidas. Somos uma classe envelhecida (desde que entrei no ensino, tenho sido sempre - ou quase - o docente mais novo das escolas por onde vou passando, e já estou bem próximo dos 42 anos). Todos (incluindo, quem nos tem governado) sabemos que a médio prazo teremos falta de professores nas escolas, e isso será um grave problema para o qual não existirá solução fácil. As campanhas políticas de enxovalhamento da nossa classe, tiveram os seus resultados. E este é um deles!

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Calendário escolar 2019/2020 para edição e impressão

Como vem sendo tradição neste blogue, na semana que antecede o início de um novo letivo, faço uma pequena pesquisa no Google, para ver eventuais novidades em termos de calendários escolares para download.

Deixo-vos com as tradicionais versões A, C e D, e acrescento mais uma (a versão B). Se tiverem alguma versão de calendário escolar que queiram partilhar, é só indicarem o link nos comentários, que eu acrescento à lista abaixo.

É só escolherem...

- Opção A (excel) (fonte: "Economia e Finanças");

- Opção B (pdf) (fonte: Agrupamento de Escolas de Soure);

- Opção C (pdf) (fonte: "O Cantinho do Primeiro Ciclo");

- Opção D (doc) (fonte: "O Cantinho do Primeiro Ciclo").

Publicado o despacho que procede a um reforço do crédito horário disponível para o desporto escolar no ano letivo 2019/2010

Para acederem ao Despacho n.º 7638-A/2019, de 28 de agosto, cliquem na imagem abaixo.



O senhor primeiro ministro não estará muito preocupado com a falta de papel higiénico...

(Fonte: TVI24)

Desabafo

Não estou numa fase da minha vida em que perco grande tempo com irritações, mas admito que continuo a sentir profundo desconforto quando ouço alguém a elogiar a sua capacidade de prever acontecimentos (como por exemplo, a publicação de normativos legais que vão num determinado sentido), quando de facto o que tem é acesso a informação privilegiada! 

Que raios. 

Um pouco de humildade não faz mal a ninguém, bem pelo contrário. Eu tenho acesso às mesmas fontes, e nunca as apresento como previsões. Ou não as apresento (porque me foi pedido para não o fazer) ou se as apresento, indico a fonte.

Pronto. 

Já desabafei. Eh eh eh...