quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Para aqueles que têm dúvidas, eis o vídeo da conferência de imprensa...

Mais do que fechar as escolas, teremos interrupção da atividade letiva

De acordo com aquilo que pudemos ouvir na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, António Costa anunciou a INTERRUPÇÃO DA ATIVIDADE LETIVA (PRESENCIAL e NÃO PRESENCIAL) para os próximos 15 dias (a iniciar já amanhã, 22 de janeiro), com respetivo ajuste no final do ano letivo.

Escusado será escrever que isto que agora se anuncia já deveria ter sido concretizado na primeira quinzena de janeiro. 

Adiante. 

Resta-nos agora "digerir" esta novidade (reconheço que não estava mesmo à espera desta medida, se bem que as "falhas" na distribuição dos equipamentos informáticos poderão explicar alguma coisa), perceber qual o ajuste necessário no calendário escolar e esperar que esta medida produza resultados em termos de pandemia.

Recenseamento docente 2021 - verificação de dados e reclamação (último dia)

Hoje (21 de janeiro), pelas 18 horas termina o prazo de verificação de dados (e eventual reclamação) dos professores, introduzidos pelas escolas. Para verificarem os vossos dados, é só acederem à plataforma SIGRHE.

Depois de introduzirem o vosso número de utilizador e password, cliquem em "Situação Profissional". Posteriormente, cliquem em "Recenseamento docente 2021" e depois em "Reclamação". Chegados aqui, é clicar no "lápis" ao lado do número de utilizador e verificar se tudo está correto. Se não estiver, é uma questão de colocarem que não concordam e indicarem o que não está bem.

Não deixem terminar o prazo...

Da cumplicidade política...

Se dúvidas restassem entre a tremenda cumplicidade (para não escrever "promiscuidade") política entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, eis mais uma confirmação (retirada daqui):

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contribuiu para colocar pressão sobre o Governo. Depois de, na véspera, já ter posto a tónica nas escolas, exigiu que a ponderação sobre o fecho fosse feita entre quarta e quinta-feira.

Este tipo de "pressão" é boa para a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa ("pressiona na altura certa", isto é, imediatamente antes do povo português ir às urnas) e contribui de forma eficaz para a estratégia política de António Costa (validando uma decisão que foi adiada propositadamente).

Aparentemente teremos escolas encerradas já amanhã...


Comentário: Já há muito que sabíamos que a existir uma decisão de encerramento das escolas, a mesma deveria ser tomada próximo das eleições presidenciais, com implementação a partir de 25 de janeiro. Aparentemente será isso que vai ser hoje anunciado... E se iniciar já amanhã, será para não dar toda a razão a quem conhece a estratégia política de António Costa. 

De qualquer forma, o argumento oficial reside na "desculpa das escolas abertas para circular" (como se já não se previsse que tal iria ocorrer) e na nova estirpe da SARS-CoV-2 (variante britânica).

Durante o dia de hoje teremos a confirmação (ou não) desta medida, que surge com 3 semanas de atraso e com tudo o que isso implicou em termos de infeções.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Expectável...

...até porque registei exatamente o mesmo quando sai hoje de manhã, para ir levar os meus filhos à escola. E mesmo sem o elevado número de exceções ao confinamento, bastariam as escolas abertas para justificar esta notícia.

Ah e tal... Temos a duplicação das coimas. Pois! Quero ver como se vai gerir tanta possibilidade de "desculpa" para circular.

Costa não surpreendeu...

Bem sei que houve rumores (muitos deles até com algum fundamento) e até mesmo indicações (fornecidas pelo atual Primeiro Ministro) de que poderíamos ter uma escola pública a "meio gás", com o terceiro ciclo e o ensino secundário "em casa". Pessoalmente nunca acreditei, e se bem que não fiquei propriamente radiante com o anúncio da continuidade do ensino presencial para todos os ciclos de ensino, a decisão pela manutenção das escolas abertas não me surpreendeu. 

Tal como não me surpreenderá que a tal "campanha permanente" de testes de antigénios anunciada por António Costa (leiam aqui) também não se venha a concretizar, pois algo similar já havia sido anunciado e até ver nada foi concretizado. Por aquilo que sei, as poucas testagens concretizadas em escolas foram patrocinadas pelos municípios e não tiveram intervenção do governo central.

Resta-nos assumir o eventual prejuízo para a nossa saúde (e para aqueles que nos rodeiam), a dos nossos alunos e da sua família e gerir da melhor forma este confinamento "fofinho", que dificilmente não terá consequências graves. E quando me dizem que a economia "falou mais alto", não consigo concordar... Acho que a economia teve influência, mas sem dúvida que a política imperou. Quando se dirige o país a pensar na manutenção do poder, dá nisto...

Eis as regras do novo confinamento...

...em normativo legal, com tantas exceções que possibilitam uma quase normalidade.

Cliquem na imagem para aceder ao documento.