segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Analogias...

"Dizer que um professor trabalha 22 horas por semana é como dizer que um jogador de futebol trabalha 90 minutos por semana. Acho que assim todos os portugueses entendem..."

Fonte: Facebook (autor não identificado)


Mais do que palavras... ações!


Comentário: Não obstante da elementar justificação para tais queixas, há algo que ninguém pode negar: estamos perante colegas de "fibra", que mais do que contestarem nas redes sociais, nas salas de professores, conseguiram organizar-se, financiar-se e traçar uma estratégia de ação.

Muitos afirmam que estão ou estiveram em pior situação. Admito que sim. Mas a diferença entre estes últimos e os que agora se movem no sentido da reposição da justiça, é a passagem à ação. Este é um caso de estudo, que mereceria uma análise mais atenta, até porque é deste tipo de união que precisamos na nossa classe.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Isto só visto



CONCURSO INTERNO
VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA
MOBILIDADE INTERNA
CONCURSO EXTERNO e a grande estreia do

 .. tcharan...

CONCURSO INTERNO EXTRAORDINÁRIO e
MOBILIDADE INTERNA OPCIONAL!

(Escapou-me algum?!)



A DGAE está prestes a promover mais concursos que a SIC e a RTP em conjunto.

(Não sei se catalogue esta publicação como "Humor" ou "Concursos". Na dúvida seguem os dois.)

Da (falta de) vergonha...


Comentário: Chamo a atenção daqueles que apenas lêem os títulos das notícias, que não estamos atualmente perante colegas excluidos, mas sim colegas que viram os seus recursos hierárquicos deferidos, tal como podem constatar da leitura do seguinte excerto:

"(...) cerca de duas centenas já terão visto a sua situação regularizada, depois de lhes ter sido dada razão no recurso hierárquico que interpuseram, estando já colocados nas escolas ou até mesmo vinculados aos quadros, quando a sua graduação profissional assim o permitia."

Mas não só...

"(...) há um conjunto de professores – cerca de uma centena –, que só foi notificado da decisão relativa ao seu recurso no dia em que foram publicadas as listas dos concursos dos quais foram excluídos ou poucos dias depois, havendo ainda casos de quem aguarda, passados dois meses, uma decisão."

Caso para dizer que, ao contrário do que muitos afirmam, não creio que os concursos de professores tenham decorrido com normalidade, com alguns problemas pontuais. Acredito que estes colegas a quem foram deferidos os recursos hierárquicos, vejam a sua situação corrigida nas próximas semanas... Mas o problema maior não será na dúvida da correção do erro. O maior problema será este tempo de indecisão, onde nada se sabe, nada se pode fazer e onde quem tem ascendentes ou descendentes a cargo, estará numa situação bem complicada de gerir.

E é isto...

...no final de um dia extremamente cansativo.

Música de "P!nk" (Tema: What About Us)

Amar também é isto...



A solução encontrada pelo ME para os problemas com a Mobilidade Interna...

...em 2 partes:

a) O aumento do período de permutas para quem foi opositor à Mobilidade Interna 2017/2018 (que já se encontra a decorrer, conforme poderão constatar aqui);

b) Abertura de um concurso interno extraordinário já para o próximo ano letivo.

Fonte: SIPPEB

Nem a primeira nem a segunda solução são viáveis para resolver aquilo que aconteceu na Mobilidade Interna. A primeira porque quem está bem não quererá permutar e a segunda, pelo facto de que quem ficou "bem" colocado, não se irá atrever a ir a concurso, e também por um previsível número reduzido de vagas a concurso, que possam implicar alguma mudança de "cadeiras". Para além disso, a abertura de um novo concurso interno já no próximo ano letivo, implicará uma necessária alteração do atual normativo legal dos concursos, sob pena de remeter (obrigatoriamente) todos os professores dos Quadros de Zona Pedagógica para a Mobilidade Interna.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Olhe que não, Sr. Deputado, olhe que não...


"A Srª Deputada Nilza de Sena falou, no que diz respeito ao concurso de professores, do drama de milhares de professores do quadro, da alteração do concurso e de ilegalidades. Nada disso é verdade. Nada disso é verdade. Não houve nenhuma alteração do concurso.  Não houve nenhuma ilegalidade e não há nada como milhares de professores nessa circunstância."

Não houve? Então proponho-lhe um desafio: verifique as listas de Mobilidade Interna de agosto de 2016 e compare-as com as de agosto de 2017. Concluirá que, ao contrário do que sucedeu este ano, em agosto de 2016 houve professores a obter colocação em horários inferiores a 22 h. Houve ou não a aplicação de uma regra diferente?

Mobilidade Interna - 30/8/2016:

Mobilidade Interna - 25/8/2017:


Quanto a haver ou não milhares de professores nessa circunstância (longe de casa) julgo que o número é irrelevante. Trata-se de aferir se estamos ou não perante uma ilegalidade. Um ladrão é sempre um ladrão, quer assalte 10 casas, quer assalte 100 num mês. 

"Vinculação extraordinária de professores: é para colocar os professores, onde o sistema precisa. Estava lá uma regra "Qualquer professor vinculado, tem que ficar, pelo menos, um ano na vaga onde vincula porque foi para lá para preencher uma necessidade. Pelos vistos há pessoas que assinam baixo-assinados a protestar contra essa regra embora tenham concorrido a um concurso onde essa regra era explícita."

Está lá essa regra mesmo? Não se estará a confundir com a regra das permutas e impossibilidade de obter mobilidade por doença no caso dos professores vinculados extraordinariamente em 2017?
O que há é uma regra que refere que qualquer docente que viesse a vincular em 2017 no concurso externo extraordinário teria obrigatoriamente que exercer funções na escola de colocação da Mobilidade Interna. Ao contrário do que afirma o Sr. Deputado, isso não quer dizer que o professor tenha que ficar um ano na vaga (e por vaga, presumo que queira dizer QZP) onde vincula. Se assim fosse, só lhes seria permitido concorrer a vagas para escolas do QZP a que pertencem. Não foi isso que aconteceu. Os professores vinculados este ano puderam concorrer a qualquer escola do país, sendo porém, obrigados a concorrer também às escolas do QZP em que vincularam.


"O Governo já anunciou que, apesar de algumas estratégias que os professores utilizam, legitimamente, para procurar melhorar e progredir na sua carreira, terem resultado mal, por exemplo, professores que assinalaram 100, 150, 160 preferências no concurso isso em alguns casos deu mau resultado. Mas, apesar disso, e porque compreendemos, queremos corrigir essas situações que vai haver um concurso extra para que esses professores só, se quiserem, possam no próximo ano tentar corrigir essa situação."

Ponto prévio: não lhes chame "estratégias" porque pode dar a ideia de que os professores estarão a fazer coisas menos corretas. Que fique claro que as regras lhes permitem isso, logo estamos dentro da legalidade. Os professores assinalaram tantas preferências porque: 1º as regras lho permitem, 2º isso deu, em muitos casos, maus resultado não por culpa dos próprios mas sim porque houve uma supressão enorme de horários à Mobilidade Interna de agosto (supressão de todos os horários incompletos que só vieram a ser atribuídos em setembro a professores tendencialmente menos graduados). Já agora, a situação que tão generosamente "deixam corrigir" não é imputável aos professores. Os professores manifestaram as preferências em consciência e não terão nada a corrigir. 

E já que fala nisso, deixo um desafio todos os professores da Mobilidade Interna: teriam alguma coisa a corrigir às preferências que manifestaram em agosto? 

Numa coisa, porém, estamos de acordo, Sr. Deputado Porfírio Silva:  "A desfaçatez em política deveria ter, apesar de tudo, alguns limites"