quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A greve continua....


Para os mais desatentos, (eu própria só obtive essa confirmação hoje. (obrigada, São <3), a greve às atividades não registadas no horário semanal dos docentes mantém-se em vigor, pelo menos, até ao dia 1 de Fevereiro.

Para consultar todos os pré-avisos (diários), basta carregarem sobre a imagem.

Já agora, e porque tenho andado ausente, desejo-vos um 2019 repleto de sucessos pessoais (já que quanto aos profissionais não se augura nada de bom). 


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Proposta para recomposição da carreira docente da Plataforma Sindical

Tendo em conta que os próximos meses serão cruciais para vermos devolvido o tempo de serviço que nos foi furtado, importa conhecer a proposta da Plataforma de Sindicatos de Professores. Deste modo, coloco de seguida o excerto da proposta em causa (e que pode ser descarregada se clicarem aqui), para memória futura:

Nota: negritos e sublinhados da minha autoria.

1. A recuperação integral do tempo de serviço dos docentes para efeitos de carreira, tal como na Região Autónoma da Madeira, será de 545 dias por ano, sendo contabilizados em 1 de janeiro de 2019, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024, com o remanescente de 141 dias a ser contabilizado em 1 de janeiro de 2025; esta contabilização constará das normas orçamentais anuais; 

2. Por opção do docente, o tempo poderá ser total ou parcialmente traduzido em despenalização do cálculo da pensão de aposentação, bonificando cada ano em mais 8 meses, até ao máximo possível de 6 anos

3. Também por opção do docente, parte do tempo a recuperar poderá ser utilizado para efeitos de dispensa do requisito “obtenção de vaga” no acesso aos escalões em que tal é obrigatório, em termos a negociar em tempo útil para iniciar a produção de efeitos em 2019.

Não obstante de ter assinado a ILC (a qual "obrigaria" à devolução do tempo de serviço furtado de forma "imediata"), considero que esta proposta é equilibrada tendo em conta a intransigência do Governo. E escrevo-o porque já me disseram inúmeras vezes que se subscrevi a ILC não posso concordar com esta proposta da plataforma... Infelizmente quem defende este (fraco) argumento esquece-se que estabeleço prioridades nos meus objetivos, e que se o primeiro que seria ter devolvidos todos os dias furtados não é possível, terei de abraçar o segundo que é ver devolvidos esses dias, de forma fracionada. 

E para gáudio de alguns...


Comentário: Bem sei que este tipo de iniciativas é novidade, e que são necessárias diversas etapas para que se verifiquem requisitos e outras coisas que tais, mas isto já ultrapassou todos os limites do expectável. 

Em dezembro ficámos a saber que a Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) iria ser alvo de debate no dia 9 de janeiro... Mas... Agora temos um novo adiamento, sem data definida.

Não acredito em coincidências relacionadas com a ILC. Estamos perante uma estratégia de adiamento, à qual não será alheio os trabalhos que hoje se desenvolvem na Assembleia da República e que constam no sítio virtual da FENPROF (aqui):

"- 10 horas, participação na audição promovida pela Comissão de Educação e Ciência, solicitada pelas organizações sindicais de docentes, sobre o processo de recuperação do tempo de serviço dos docentes da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário; 

- 11 horas, audição da FENPROF sobre o processo de descongelamento das carreiras dos docentes do ensino superior, na sequência da Petição promovida e entregue pela FENPROF na Assembleia da República; 

- 15 horas, presença nas galerias da Assembleia da República para assistir ao debate, em sessão plenária, da Petição promovida pela FENPROF sobre a necessidade de um Contrato Coletivo de Trabalho para os docentes do Ensino Particular e Cooperativo que estabeleça condições de trabalho, incluindo horários, remunerações e carreira semelhantes aos dos seus colegas do ensino público."

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz 2019!

2018 foi um ano terrível para a nossa classe. Será um ano que dificilmente me esquecerei, pelos piores motivos. Acredito que 2019 nos possa trazer alguma da esperança perdida, acima de tudo porque estaremos em ano de eleições legislativas. No entanto, muito do que se possa obter (ou melhor, recuperar) dependerá de nós e de novas estratégias definidas por quem gere a luta docente.

Quanto ao blogue, como decerto se terão apercebido as atualizações sofreram um forte decréscimo, consequência não só de algum desânimo resultante de semanas e semanas de notícias menos boas (relativas à conturbada luta docente e indiferença governamental), mas acima de tudo pela sequência de alguns problemas de saúde, acrescidos de novas responsabilidades em termos profissionais. Em 2019 deverá ser reposta alguma da normalidade nas atualizações.

Resta-me desejar um 2019 magnífico, repleto de sucessos, de objetivos concretizados, junto daqueles que vos fazem querer ser sempre melhores. 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal...

...para todos, na esperança de termos devolvido tudo aquilo que nos tem sido furtado ao longo destes últimos anos.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Hoje é assim...

...por uma questão de sanidade mental. 

Este é um daqueles temas que não me importo de ouvir em loop, pelo significado que atribuo à letra da música.

Música de "Mike Shinoda" (Tema: Can't Hear You Now)

Dossiê "Autonomia e Flexibilidade curricular"

Este ano letivo veio introduzir imensas novidades em termos normativos... É perfeitamente natural que os colegas se sintam perdidos, no meio de tanta alteração. Deixo-vos com um conjunto de documentos que me acompanham, e que consulto com alguma frequência, tendo em conta que me deparo frequentemente com colegas "desatualizados" e outros que se acham atualizados, mas que apenas leram resumos, tabelas ou quadros (muitos deles demasiado simplificados para que a compreensão e assimilação seja eficaz).

Tenho alguns documentos da lista abaixo impressos, mas é frequente ter de aceder a uma das minhas pendrives para ler (ou reler) os mesmos. Para facilitar a sua consulta, fica a lista abaixo, com os links respetivos: 

Nota: se quiserem facilitar o acesso a esta lista, é só colocarem um atalho para este post no vosso browser ou no ecrã do vosso telemóvel (que é o que eu faço, sempre que considero que irei consultar de forma consistente e recorrente uma determinada página virtual).

1 - Estatuto do Aluno (Lei 51/2012, de 5 de setembro);


3 - Autonomia e Flexibilidade Curricular (Decreto-Lei 55/2018, de 6 de julho);

4 - Regulamentação das ofertas educativas do ensino básico (Portaria 223-A/2018, de 3 de agosto);

5 - Regulamentação dos cursos científico-humanísticos (Portaria 226-A/2018, de 7 de agosto); 

6 - Regime jurídico da educação inclusiva (Decreto-Lei 54/2018, de 6 de julho);

7 - Manual de apoio à educação inclusiva;
Nota: para quem esteja assoberbado em burocracia e tenha de preencher tabelas com medidas universais, aconselho a leitura da página 78).

8 - FAQs relativas à educação inclusiva.

"Acabar com as retenções"

Artigo de opinião com pedido de divulgação, e que merece reflexão atenta.

"ACABAR COM AS RETENÇÕES

O estado deveria ter apenas a obrigação de oferecer 12 anos de escolaridade gratuitos. As repetições de ano deviam ser objeto de uma decisão unânime tripartida: aluno, encarregado de educação e professor/direção da escola. 

Provavelmente esta ideia já foi discutida em fóruns académicos ou políticos, mas as mudanças na educação não têm sido, ao longo dos tempos, as melhores. Na verdade, já chega de tentar “mascarar” as classificações dos alunos para conseguirem transitar de ano. 

Como consequência temos a degradação do ensino. Como já foi veiculado pela comunicação social, as repetições são caras (cerca de 6000 euros cada aluno em média) e, pela minha experiência no ensino, e já são vários anos, não conheci nenhum aluno que melhorasse, antes pelo contrário. A maior parte das vezes, os docentes aplicam estratégias e seguem regras definidas, para facilitarem a progressão. Uma perda de tempo e recursos e é pernicioso para o aluno, colegas da turma e para trabalho docente.

ENTÃO COMO FAZER?

Os alunos deveriam ter a obrigação de frequentar as aulas e demonstrarem que adquiriram conhecimentos e competências através de uma avaliação interna e externa séria e igual para todos. 

Estes obteriam o reflexo dos conhecimentos/atitudes do trabalho que desenvolveram, através de uma certificação com avaliação qualitativa no 1º ciclo, quantitativa nos restantes ciclos. Poder-se-ia debater se os intervalos das classificações adequados seriam de 0 a 5 ou 0 a 10, no 2º e 3º ciclo. 

Apoiando-se na nova legislação da educação inclusiva, a pressão das direções das Escolas/Ministério é de tal forma sobre o trabalho dos professores que os enchem de burocracia com implícita influência de avaliar o aluno com positiva e, sobretudo, para não o reter. Ora, esta política está degradar o trabalho docente e a fornecer informação errada os alunos e às famílias. A escola deveria centrar-se em criar estruturas de apoio para os alunos que revelassem dificuldades e os alunos teriam acesso/conhecimento à sua avaliação real, de acordo com o seu desempenho e capacidades. Se aluno adquiriu competências avaliáveis para nível 2, porquê estar a enganá-lo e atribuir-lhe 3, só para passar de ano. No final de ciclo seria refletido o nível atribuído na respetiva certificação, pois não é bom para ninguém uma verdade inventada.

Francisco Silva Professor matemática e ciências"