quarta-feira, 22 de março de 2017

Mais uma nomeação ilegal...


Comentário: Eu bem queria passar ao lado da problemática da carta de apoio ao Ministério da Educação, mas afinal não deu. Se querem perceber a real extensão da polémica, o melhor é lerem a notícia constante do primeiro link acima.

Eu não li a carta. Desconheço o seu conteúdo, mas conheço o clima de suspeição que envolve a sua criação... Não tenho mais nada a dizer sobre isto, no entanto, creio que isto terá implicações não só a jusante, como eventualmente a montante. É que já não estamos a falar da primeira vez, que esta tipologia de nomeações acontece no Ministério da Educação, nem mesmo a segunda... 

Que grande "tanga"


Comentário: A frase tem origem no nosso atual primeiro-ministro... E tendo em conta tudo aquilo que tem acontecido no Ministério da Educação de Tiago Rodrigues, não dá para levar a sério. Aliás, "dar tempo" é algo a que a educação não está habituada, e dificilmente algum dia poderemos respirar um pouco para efetivamente pensar em lecionar.

Estes últimos anos perco 80% do meu tempo em burocracia, em estudar (e adaptar-me) as constantes mudanças nos currículos, nos diversos modelos de avaliação e nos concursos de professores, apenas para referir alguns (poucos exemplos). Há uns bons anos, que não tenho tempo (nem motivação, admito) para efetivamente pensar em novas estratégias, produzir novos recursos (sim... eu gosto de produzir os meus próprios recursos e de inventar um pouco), atualizar-me e explorar novidades científicas. Enfim... Para tentar ser melhor no que faço!

Mais novidades da nova revolução educativa...


Comentário: A pressa de mudar... Mudar de forma apressada, não pensada e sem recolher qualquer experiência do passado recente, continua a ser uma estratégia "furada" e que ciclicamente massacra quem faz da escola pública a sua vida. E teremos opções para todos os gostos, numa grande salgalhada educativa. Ora leiam dois exemplos:

"Um aluno de Ciências e Tecnologias vai poder escolher como opção uma língua estrangeira como o Espanhol, por exemplo, ou um que frequente um curso profissional inscrever-se em Matemática A. O Governo vai reforçar a "permeabilidade" entre os cursos do ensino secundário no âmbito da flexibilização curricular."

" No 2º e 3º ciclos, por exemplo, as escolas podem optar por fundir duas disciplinas como História ou Geografia sem alterar o atual número global de horas. Ou quebrarem a rotina e a meio do 1º período aprovarem uma semana que se será dedicada a um tema - por exemplo, referiu o secretário de Estado da educação, João Costa - Europa, Ambiente ou a Crise dos Refugiados. Poderão ainda ser aprovadas disciplinas semestrais ou um bloco no horário que será dedicado a projetos que podem ser rotativos entre várias disciplinas durante o ano letivo."

E sim, eu sei que teremos o tal ano sabático da experiência, mas isso não me serve de consolo.

Novos professores tutores querem mudar comportamentos...

E antes que me "caiam" em cima por causa do "Caio", vou já colocar a etiqueta "humor"...

segunda-feira, 20 de março de 2017

De regresso...

...aos temas musicais, com o mais recente single de uma das minhas bandas favoritas.

Música de "Linkin Park feat. Kiiara" (Tema: Heavy)

O trabalho dos professores tutores...


Comentário: Este é um tema que vou tentando sempre acompanhar nas notícias, porque desde que ouvi falar pela primeira vez da sua criação (bem... já existia, mas não regulamentado desta forma), duvidei (por exemplo, aqui) que pudesse ser executado com sucesso (real, e não estatístico, que esse corre sempre bem). 

Começam agora a aparecer as primeiras notícias, e a sua leitura é importante para compreender como os professores tutores encaram o apoio tutorial específico e reagem às (esperadas) dificuldades.

Posso estar errado, mas este apoio vai demorar anos a "afinar"... E quando estiver um pouco mais "afinado", eis que surgem novas eleições legislativas, eventualmente com novas cores partidárias no poder, e descontinuam este "programa". São as tais revoluções cíclicas que observamos há anos na educação, e onde quase nada se aproveita das experiências positivas do passado. A vontade de inovar, ou melhor, copiar é tão grande, que nem se perde tempo com mais nada.

Confusões...

Testes e correção de testes: As 10 perguntas que eu mais odeio...

1) Professora, já escrevi nas linhas todas, já não tenho espaço. Posso virar a folha e escrever atrás? 
- Não... Continua em cima da mesa, que eu vou levá-la comigo no final da aula. 
2) Posso ir à casa de banho? 
- Claro. Vem mesmo a calhar. Estava mesmo a apetecer-me fazer uma pausa aqui no “listening”. Vou tomar um cafezinho enquanto vais e vens. Mais alguém quer? 
3) Podemos ficar no intervalo para acabar o teste? 
- É uma questão de tolerância e coerência… Quando toca e falta uma frase para acabar a leitura de um texto, vocês ficam? Hoje, é igual. 
4) Só tenho 63 palavras, chega? 
- É um pouco longo para uma introdução, tenta não te dispersar muito agora. Se leres bem o enunciado, o pedido é entre 150 e 220 palavras. 
5) Descontou os erros ortográficos? 
- Claro que não! Limitei-me a sublinhá-los, bater com a cabeça na parede, chorar de desespero, espernear, mas não descontei. 
6) “Why are computer games or electronic games played by so many people? 
Yes, the persons hes played very games computer our electronic divert yourself and forgete thing the work and problems the life because dificulte.” 
Ó professora, pode chegar aqui? O que é que está mal na minha frase??!! 
(Suspirar, ganhar forças e pedir ao universo para que os outros alunos não se ponham em debandado nos próximos 15 minutos, enquanto tento explicar.) 
7) Então não dá pra perceber que é um “a” e não um “o”?! 
- Cloro! Dó pro perceber, dó! Folto só o perninho mos dó pro perceber… 
8) Mas com o acordo ortográfico, os meses já não se escrevem com maiúscula! Não é? 
(Suspirar… E esperar que um outro aluno grite: 
“Mas o acordo ortográfico não é pra Inglês! 
- Não?! 
- Não…” 
Suspirar de novo e afastar o pensamento “Até na minha disciplina, o “coiso” faz estragos!”) 
9) Então? Toda a gente faz isto! Vê-se nas canecas, nas T-shirts, nos postais, no Facebook! 
- Vou repetir: numa composição escrita para um professor, por mais ternurento que seja, substituir a palavra “love” por um coração não é uma opção! 
10) Tem os testes? 
- Espero bem que sim! Se alguém não mo entregou, tem zero! 
Mas já os viu? 
- Claro, fui eu que o fiz! 
Mas já os corrigiu? 
- Claro que sim! Só estou a tentar fugir à vossa pergunta porque adoro bate-bocas! Entrego-os na próxima aula… ou depois…