Mostrar mensagens com a etiqueta Ministério da Educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ministério da Educação. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Novo calendário escolar...

Foi publicado (ontem) em Diário da República, o Despacho n.º 1689-A/2021 (aqui) relativo às alterações dos calendários de funcionamento das atividades educativas e letivas dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e dos estabelecimentos particulares de ensino especial, assim como do calendário das provas de aferição, de final de ciclo e de equivalência à frequência do ensino básico, dos exames finais nacionais e das provas de equivalência à frequência

Quase nada é surpresa...




terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Primeiro período letivo com balanço positivo, mas às custas de quem?


Comentário: A avaliação do primeiro período é positivo muito "às custas" dos professores (e de todo o pessoal que trabalha nas escolas), que mesmo sabendo que não tinham reunidas as condições de segurança sanitária continuaram a fazer o seu trabalho. E não... As 3 máscaras que nos deram para um ano letivo inteiro não são suficientes. 

No artigo em causa (lá mais para o fim) terão oportunidade de ler qualquer coisa que terá sido referida (relacionada com um agradecimento aos professores, lá metido no meio de uma frase) pelo atual Ministro da Educação, mas sinceramente nem lhe dei muita importância, tendo em consideração o papel a que sujeitou e que tão bem tem desempenhado: o de ter um desempenho inerte, nulo ou mesmo inexistente.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

E quando o desempenho dos alunos piora, a culpa é dos outros...




Comentário: Não li o estudo nem o irei ler, como tal, irei abster-me de comentar o seu conteúdo. O que sim eu sei, é que a cada cor política no Governo temos uma reforma educativa que mantém o sistema educativo em permanente revolução (ainda comecei por escrever "evolução", mas como depois de pensar melhor já ia escrever "regressão", optei por uma escolha mais elegante). A estratégia política de apontarem as culpas uns aos outros, nunca as assumindo está gasta. Tão gasta como a minha preocupação em perceber quem tem mais ou menos razão neste "peditório".

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Da brutal confusão que foi a devolução de manuais escolares...


Comentário: Entrega... Não entrega... Entrega, que afinal não temos orientações oficiais... Afinal já não é para entregar... Mas, se entregaste podes recuperá-los. 

Num ano letivo repleto de excecionalidades, esta novela era perfeitamente dispensável. No entanto, se juntarmos a isto, os ataques informáticos (cof... cof...) ao portal das matrículas e os recentes problemas de acesso ao sítio virtual da DGAE (e ao SIGRHE) vemos um padrão de erros (ou se quiserem, problemas) consecutivos, onde ninguém assume culpas e as decisões são tomadas ao sabor do vento.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Pois vão...


Comentário: Na eventualidade das escolas "reabrirem" obviamente que teremos regras de saúde específicas para esta situação, mas a questão não está no "manual das regras".

Posso estar errado, mas não temos neste momento, nem conseguiremos ter (principalmente se a data de reabertura for a anunciada para daqui a pouco mais de 15 dias) condições logísticas, de formação e de recursos (humanos e físicos) para o regresso ser feito com um mínimo de garantias de segurança. Não basta fazerem um conjunto de regras e enviá-las às escolas para que as cumpram. Neste caso específico, as regras têm mesmo de ser cumpridas com rigor, e a experiência diz-me que muitas vezes as escolas "desenrascam". E aqui não podemos arriscar no desenrascanço, uma vez que a consequência poderá ser a derradeira.

Regresso à escola marcado para 18 de maio?! Veremos...


Comentário: Começo a achar que estas datas são "lançadas" com algum tempo de antecedência para análise da reação da opinião pública... E depois, conjugam a "estatística da reação" com os dados dos "especialistas" em saúde (que deverão ser conhecidos amanhã), e lá decidem. 

Resta saber se os encarregados de educação e os professores decidem no mesmo sentido, e optam por depositar a vida dos seus e deles próprios, nas "mãos" de quem decide tendo como base os exames nacionais.

Sim... Algures no tempo teremos de interromper o confinamento social. Mas o argumento para quebrar o confinamento apenas para os alunos e professores dos 11.º e 12.º anos com exame nacional, não me inspira qualquer confiança. E já nem abordo a questão das creches. Como é possível implementar regras de saúde com crianças de tão tenra idade?

Neste momento, ainda não dou nada por certo, pois continuo a considerar que estas "fugas" de informação para os meios de comunicação social são testes, para ver como os portugueses reagem. Se repararem o Governo preparava-se para não encerrar as escolas, mas depois lá avançaram para o encerramento, porque souberam ler as reações (mesmo que o leitor tenha sido o atual Presidente da República). Agora chegam-se à frente com mais umas datas... Veremos o que acontece.

A resposta é... sim!

Ainda hoje recebi algumas mensagens de correio eletrónico a questionar se a hipótese de "regresso à escola" seria apenas para as disciplinas de 11.º ou 12.º ano que iriam ter exame final nacional no presente ano escolar ou se, pelo contrário, esse regresso seria para as disciplinas de 11.º ou 12.º ano de escolaridade que iriam ter exame nacional neste e no próximo ano escolar. A resposta é positiva para a segunda situação.

Não obstante da leitura do ponto 1 do artigo 3, do Decreto-Lei n.º 14-G/2020, de 13 de abril, não ser inequívoca (tanto quanto gostaríamos) ao "determinar a retoma das atividades letivas presenciais, nos 11.º e 12.º anos de escolaridade e nos 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional", o facto é que o esclarecimento a este ponto já é conhecido pelo nossos diretores há algum tempo.

Por exemplo: o exame final nacional de Matemática é concretizado no 12.º ano, no entanto, os alunos do 11.º ano (e 10.º ano, mas esses estão salvaguardados pelo ponto 2 do artigo supracitado)  também têm esta disciplina. Isto é, o regresso à escola em termos de Matemática não só ocorrerá para os alunos de 12.º ano, mas também para os alunos de 11.º ano.

Os diretores sabem disto e será exatamente com base nestas orientações que terão de agir, se o "regresso à escola" for uma realidade. E se em algumas escolas / agrupamentos de escolas até poderá ser possível cumprir as denominadas "regras de saúde", tenho sérias dúvidas que em escolas e agrupamentos de escolas com um elevado número de turmas de secundário ou um elevado número de alunos por turma, consigam conduzir esta situação com um mínimo de seriedade.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Publicado o Decreto-Lei relativo ao 3.º período...

Ontem foi publicado em Diário da República, o Decreto-Lei n.º 14-G/2020 que estabelece as medidas excecionais e temporárias na área da educação, no âmbito da pandemia da doença COVID-19. Por motivos óbvios deverá ser lido por todos nós, com muita atenção.

Para acederem ao mesmo, cliquem na imagem.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Só assim fará sentido...


Comentário: O artigo do Correio da Manhã começa com algo que já ouvi e li demasiadas vezes ao longo das últimas semanas: 

"Tenho vários professores que admitiram que ficaram praticamente arrasados com as duas últimas semanas de aulas", contou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, defendendo que será preciso "adaptar os horários" dos alunos.

E arrisco a dizer que não terão sido os únicos a ficar arrasados. Alunos e Encarregados de Educação também terão ficado! Aguardo com muita expectativa de que forma os horários serão alterados os horários de forma a comportar a componente síncrona (o tal máximo de 45 minutos de trabalho síncrono que o secretário de estado referiu - aqui) das várias disciplinas, com a multiplicidade de situações que se registam em cada turma. É que existem professores que também são pais, e cujos filhos também terão necessidade de aceder a um computador; existem famílias com mais do que um filho, mas onde só existe um computador; e alguns alunos que apenas têm internet no telemóvel. E apenas referi algumas das possibilidades que farão do ensino à distância, um desafio tremendo para as escolas.

Informações relevantes para o 3.º período...


...se realmente forem confirmadas!

O que poderão ler abaixo é a cópia de uma mensagem que alguns colegas receberam no seu endereço de correio eletrónico, e que foi sendo difundida na 2.ª feira (30 de março) de uma forma mais ou menos restrita. No entanto, o Rui Cardoso (do Blog DeAr Lindo) acabou por divulgá-la aqui. Pela sua relevância, transcrevo-a, com recomendação para que a leiam com muita atenção.

Atenção que nada disto fará sentido se não for convertido para normativo legal (seja ele de que tipologia for), principalmente porque existem escolas que querem equiparar a totalidade da componente letiva em sala de aula a trabalho síncrono, algo que contraria aquilo que poderão ler abaixo e de alguma forma ultrapassando aquilo que faria sentido num panorama de exceção como aquele que atravessamos.

Nota: os negritos e sublinhados são de minha autoria.

"Reunião com o Secretário de Estado da Educação 

- Começou a reunião por saudar as Comunidades Educativas (docentes, não docentes e direções) e reconhecer, agradecendo, todo o esforço de rápida reação a uma situação inesperada e sem precedentes. 

- Ressalvou a capacidade que as escolas tiveram em montar uma forma de continuar a contactar com os alunos, mesmo sem estarem habituadas a usar tais meios. 

Fez depois um breve ponto de situação: 

– Escolas de referência para entrega de refeições vão manter-se nas férias da Páscoa; 
– Escolas de referência para acolhimento de filhos de agentes prioritários, também se manterão; 
– Alertou para a necessidade de consulta regular do site apoio às Escolas, da DGE, que contem contribuições das Associações de Professores, e outros parceiros, com muitos recursos em atualização permanente; 
– Avisou para a questão da Proteção de Dados, referindo que a forma de se divulgarem as pautas não pode ser pública. 
– Referiu que a sua principal preocupação neste momento se prende com uma questão constitucional, que é a do acesso universal à escola, sendo que os alunos sem conectividade e com fracos recursos tecnológicos, podem ficar excluídos das formas de ensino à distância baseadas apenas em formatos digitais.
– Foi pedido a todas as direções que seja feito um levantamento dos alunos com acesso e tipo de acesso, para se estudarem outras formas de contacto com os alunos, que poderão passar por emissões de conteúdos educativos na RTP, por ciclos de escolaridade. 

No que toca ao 2.º ponto, o que se prevê para o 3.º período, referiu: 

– O ME está a fazer cenários de retorno à normalidade por quinzenas. Regressar após a Páscoa é um cenário posto de parte. A 2.ª quinzena de Abril, parece ser também impossível, pelo que está em análise, com forte probabilidade de ocorrer, o cancelamento das Provas de Aferição. Mas haverá uma indicação quando a decisão for tomada; 
– Sendo assim, prevendo-se uma longa ausência de contacto presencial com os alunos, há que minimizar a falta de contacto, que provocaria um “esquecimento” de aprendizagens já consolidadas, que levaria a um forte retrocesso nas competências dos alunos, com efeitos graves no seu percurso escolar, sendo necessário investir-se no contacto à distância; 
Devem as escolas eleger uma única plataforma de contacto, de modo a não causar dispersão de tempo a conhecer mais aplicações, devendo a plataforma conter formatos de trabalho síncrono e assíncrono, complementando-se assim as diversas hipóteses de contacto; 
– Devem as Escolas promover um horário de contacto com as turmas, que pode ser diferente do seu horário escolar, onde se prevêem momentos assíncronos (por email e/ou pela plataforma escolhida) e momentos síncronos (em chat ou videoconferência pela plataforma escolhida), cabendo ao Conselho de Turma configurar um Plano Semanal de Turma; 
Os momentos síncronos devem acontecer para todas as disciplinas, curtos (não mais de 45 min) e uma vez por semana, procurando combinar uma hora que não colida com pais em teletrabalho, que podem usar o mesmo PC
– Os momentos assíncronos devem ser dispersos, com tarefas mais longas para vários dias, de modo a não sobrecarregar os alunos e docentes, em reporte permanente; 
– A questão dos conteúdos é pouco importante, pois o mais importante é o exercício de competências, onde se poderá fazer um avanço em conteúdos, mas que não podem ser formais, dada a impossibilidade de garantir a universalidade do acesso; 
 – A questão da avaliação, se será a proferida até agora a valer, será alvo de diploma legal próprio, conforme a necessidade de o fazer, mas apenas se tal for necessário, posto o evoluir da situação da crise de saúde publica."

sexta-feira, 13 de março de 2020

De acordo com o Ministro da Educação as avaliações do 2.º período vão decorrer normalmente

Deixo-vos com a entrevista feita ao Ministro da Educação hoje na RTP1. Não esperem uma intervenção de qualidade nem esclarecimentos concretos, mas sim mais do mesmo... Isto é, pouco ou nada!

Só um apontamento: já estou farto de ouvir a expressão "os professores não estão de férias"! IRRA. No meio de uma pandemia, é mesmo isso que importa esclarecer. Por favor...

Orientações do ME relativas à suspensão das atividades com os alunos

Agradeço ao Assistente Técnico (aqui) pela divulgação de informação extremamente relevante, nesta fase em que são mais as dúvidas que os esclarecimentos. 

Tendo em conta que já recebi algumas informações provenientes deste documento por parte da direção do meu agrupamento, acredito que em breve todos os colegas terão acesso ao mesmo. No entanto, e porque sei que nem todos agem com a celeridade que gostaríamos deixo-vos com as imagens do supracitado documento.


quinta-feira, 5 de março de 2020

Da desorientação ministerial...

Quando no dia 2 de março foi publicado em Diário da República o Despacho n.º 2836-A/2020 (aqui) que, no essencial, "ordena aos empregadores públicos a elaboração de um plano de contingência alinhado com as orientações emanadas pela Direção-Geral da Saúde, no âmbito da prevenção e controlo de infeção por novo Coronavírus (COVID-19)", fiquei algo apreensivo, tendo em conta que existe vontade implícita em não suspender as atividades letivas, e este despacho contrariava em grande medida essa mesma vontade. Bastava ler o ponto 4 do supracitado normativo, para chegar a essa conclusão.

Entretanto as escolas lá se chegaram à frente e iniciaram o trabalho no sentido de elaborarem planos de contingência locais... Depois, foi a confusão com as sessões de esclarecimento relativas às progressões na carreira (acolá) que começaram por ser canceladas, mas cujo cancelamento afinal parece ter sido um "erro". Consequência destas confusões, afinal parece que teremos orientações para as escolas.

Fica a mensagem de correio eletrónico enviada pela DGEstE enviado às direções das escolas / agrupamentos de escolas:

Assunto: Plano de Contingência e orientações às Escolas

Senhores(as) Diretores(as) / Presidentes de CAP

Tendo tomado conhecimento de um email emitido pela senhora Diretora-Geral da DGAE sobre o cancelamento de reuniões agendadas por aquela Direção-Geral acompanhado de outras indicações, informo que apenas deverão tomar a devida nota relativamente a esses cancelamentos.

O Plano de Contingência – com as respetivas Orientações às Escolas – está a ser ultimado pela DGEstE e será enviado com a maior celeridade possível.

Com os melhores cumprimentos,
Maria Manuela Pastor Faria
Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares

Posso estar a exagerar, mas com tantas visitas de estudo ainda em concretização, quer-me parecer que quando chegarem orientações, talvez seja tarde demais.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Expectável


Comentário: Dificilmente um dirigente sindical vai para uma reunião com o atual Ministério da Educação à procura de explicações para medidas polémicas ou mesmo para qualquer tipo de apoio à defesa da integridade física e emocional dos professores. De igual modo, também ninguém estará à espera de soluções para o que quer que seja.

Aquilo que ontem aconteceu com os diversos sindicatos de professores era perfeitamente expectável... Assim, e por aquilo que pude ler nos diversos sítios virtuais dos sindicatos, não foram obtidas explicações sobre rigorosamente nada e onde não ficou agendado qualquer compromisso negocial. Uma reunião vazia de conteúdo, tal como seria de esperar de um Ministro da Educação "inexistente".

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Reforço de gestão ou regresso ao passado?


Comentário: O anúncio do "regresso ao passado" foi feito sob a forma de um nota à comunicação social intitulada de "Reforço de medidas de gestão do corpo docente" (aqui) e que foi concretizada no sítio da DGAE através de um nota informativa (acolá). 

Nesta nota informativa é dado aos Diretores dos Agrupamentos a possibilidade de gerir necessidades em determinados grupos de recrutamento com docentes de outros grupos de recrutamento. O caso mais escandaloso será mesmo a questão da possibilidade de "recrutamento" de professores para a área de informática bastando terem "concluído, com aproveitamento, ações de formação destinadas a professores e creditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua que tenham por objeto os conteúdos curriculares da disciplina em causa".

Demasiado preocupante... Se esta é a forma do atual Ministério da Educação resolver aquilo que há muito se prevê, em pouco tempo teremos a falência generalizada de alguma seriedade que os professores ainda vão conseguindo assegurar ao ensino na escola pública. 

Temos um Ministério da Educação sem interesse em encontrar soluções para os problemas que se vão agravando. E ao contrário do que afirma o título da nota à comunicação social não estamos perante um reforço de gestão, mas sim de um reforço da inoperância.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

E afinal a aplicação Progressão-2019 só será disponibilizada no final deste mês...

O Arlindo publicou (aqui) uma mensagem de correio eletrónico proveniente da Diretora-Geral da DGAE, onde é dado conta aos diretores dos Agrupamentos de Escolas, que a aplicação para indicação do faseamento (isto é, a escolha dos professores pelo faseamento) apenas será disponibilizada no final do mês de julho. 

Não deixa de ser estranho, quando o Ministério da Educação foi intransigente quanto à data limite (no caso, 1 de julho) da escolha pelo faseamento por parte dos professores...

Questiono-me sobre a relevância da necessidade de uma informação imediata (isto é, opção dos professores pelo faseamento) que apenas será inserida numa plataforma passadas 2 ou 3 semanas. Para mim, isto não faz qualquer sentido!

Fica a transcrição da mensagem de correio eletrónico, para mais tarde recordar:

Exmo. Sr.(a) Diretor(a)/Presidente de CAP

Informa-se V.Ex.ª de que a aplicação Progressão-2019 vai ser disponibilizada no final do corrente mês de julho de 2019 contemplando a funcionalidade da indicação da opção dos docentes pela recuperação faseada do tempo, nos termos do DL n.º 65/2019, de 20 de maio. 


Esta Direção-Geral está a efetuar todos os esforços para que as aplicações eletrónicas de progressão na carreira se traduzam num útil instrumento de trabalho das escolas. No entanto, para que assim seja, o correto preenchimento das mesmas obriga à leitura da legislação, bem como das Notas Informativas e das Perguntas Frequentes sobre Avaliação do Desempenho, Progressão na Carreira, Reposicionamento e Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, que têm vindo a ser divulgadas no site da DGAE nos últimos meses.

Assim, na próxima disponibilização da aplicação Progressão na Carreira 2019, em data a comunicar oportunamente, para além das atualizações já habituais, será necessário indicar a opção pelo faseamento da recuperação do tempo, bem como indicar o tempo de serviço prestado pelos docentes entre 01.01.2011 e 31.12.2017, de modo a ser possível calcular o determinado pelo n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março, e do Decreto-Lei n.º 65/2019, de 20 de maio (proporcionalidade do tempo a recuperar).

Relembra-se que o DL n.º 65/2019, de 20 de maio, não se aplica aos docentes que até 30 de junho de 2019, ainda se encontram em reposicionamento provisório nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio.

Com os melhores cumprimentos, 

A Diretora-Geral da Administração Escolar 
Susana Castanheira Lopes

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Mais uma "via rápida" de acesso ao ensino superior para os alunos dos cursos profissionais...


Comentário: É, no essencial, o desvirtuar do objetivo da criação dos cursos profissionais... Se consultarem o sítio virtual da ANQEP (aqui), poderão ler que "os Cursos Profissionais são um dos percursos do nível secundário de educação, caracterizado por uma forte ligação com o mundo profissional. Tendo em conta o (...) perfil pessoal, a aprendizagem realizada nestes cursos valoriza o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão, em articulação com o setor empresarial local".

Todos sabemos qual o foco governamental nesta medida, e ao ler que "deverão ser fixadas em 10% a 15% do total de vagas no concurso nacional de acesso", teremos aqui mais uma medida discriminatória em relação aos alunos dos cursos "regulares", que regra geral, obtêm classificações substancialmente inferiores àquelas obtidas nos cursos profissionais.

Sabendo desta nova "via rápida" (no essencial, uma ultrapassagem pela berma da direita) para os cursos superiores, é bom que todos nós (professores) comecemos a encarar os cursos profissionais de uma forma mais aproximada aos dos cursos "regulares", para que não sejamos intervenientes ativos nesta política de desigualdade.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

100% de autonomia com 0% de chumbos


Comentário: De acordo com a notícia acima, é intenção do Governo "decretar" 100% de autonomia curricular para as escolas que assim o pretendam, já no próximo ano letivo. Esta nova atribuição estará dependente da avaliação do Projeto Piloto de Inovação Pedagógica (as denominadas escolas PPIP), através do qual 7 estabelecimentos de ensino já funcionam em autonomia total. Aparentemente as PPIP surgem com o objetivo de concretizar a taxa de retenção zero, almejada de forma frenética pelos consecutivos executivos governamentais.

A acreditar na notícia, o pai das PPIP terá sido João Costa, que argumenta as mesmas da seguinte forma:

"O objetivo era pensar em soluções fora da caixa, que melhorassem a qualidade das aprendizagens feitas por alunos e que levassem à taxa de retenção zero. “O pressuposto do PPIP é a existência de uma escola sem alunos retidos. Numa conversa com um amigo, que sabe que não acredito na eficácia dos chumbos, ele colocou-me a situação como se fosse uma questão de fé. Mas não é. Nós vemos nos dados estatísticos que, enquanto medida pedagógica a retenção é muito pouco eficaz, o aluno que reprova é aquele que tendencialmente volta a reprovar. E ele, a brincar, disse-me: ‘Agora que estás no Governo, proíbe.’ A minha resposta é que a proibição é um ato administrativo e não é esse o caminho que queremos, mas fiquei a pensar naquilo, até porque há países que já o fazem, que não têm retenções nas escolas. E decidimos experimentar, perceber se é possível em Portugal ter uma escola onde os alunos aprendam e não precisem de reprovar”, explica o secretário de Estado".

Atrevo-me a dizer que um dos problemas da orientação da escola pública em Portugal é que passamos demasiado tempo e demasiadas vezes a experimentar, a adaptar experiências de outros países, e muito pouco tempo a avaliar e a consolidar aquilo que temos e que funciona.

Adiante.

Outra das "vontades" governamentais reside na hipótese dos agrupamentos de escolas organizarem o seu calendário escolar em semestres (algo que também já está a ser experimentado em "todas as escolas do concelho de Odivelas, para além das escolas PPIP"). Já ouvimos isto antes, e a minha opinião mantém-se.

Mantém-se a recuperação dos dois anos, nove meses e 18 dias


Comentário: Infelizmente a intransigência governamental mantém-se, sob um (falso) argumento de 19% de recuperação remuneratória para a classe docente. As negociações suplementares com os sindicatos de professores bateram novamente num muro de desrespeito...

O desânimo é inevitável, tal como é saber que não temos a força de outros para mudar o nosso próprio destino. As coreografias dos sindicatos mainstream são sobejamente conhecidas, e dificilmente se conseguirá alterar o rumo da devolução do furto do tempo de serviço, com a aplicação das mesmas estratégias de contestação (se clicarem aqui, poderão constatar isso mesmo).

quarta-feira, 18 de julho de 2018

E eis que surge a (primeira) reunião técnica...

...agendada para o próximo dia 25 de julho. 

O objetivo é o que já conhecemos (aqui) e, se bem que o argumento do "balão de oxigénio" negocial possa até ser válido, se suportado no argumento de que a maioria dos professores já estaria cansado de greves, os resultados em termos de apuramentos de custos do descongelamento, mesmo podendo trazer surpresas (que dificilmente as trará), não influenciará grandemente a vontade negocial do Ministério da Educação.