sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

É uma boa questão...


Com peso e medida...

 
Comentário: Não serei dos professores que mais trabalhos de casa atribui aos alunos (talvez por ter sentido alguma sobrecarga quando era petiz), mas é necessário que exista algum equilíbrio e moderação na quantidade agendada para a semana pelos diversos docentes. Não são raras as vezes que me inibo de atribuir TPC com maior frequência quando sei que existe no Conselho de Turma, quem exagere.

Se a concretização de TPC diminui o risco de mais resultados?! Acredito que sim... Mas também me parece que alguns centros de estudo e explicações acabam por ter uma relevância tal (e até mesmo perniciosa), que perante ofertas gratuitas e na escola, os alunos (e mesmo os pais) acabem por as menosprezar.

Ainda pensei que estivesse a ler mal, mas...

...estava claramente errado. E o título da notícia diz tudo sobre o discernimento e lucidez do atual Presidente da República. 

Enfim.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Letra interessante...

...pelos mais diversos motivos.

Música de "Willy William" - (Tema: - Ego)

The Walking Dead no ensino...

 
Comentário: E enquanto procurava a data de recomeço da 6.ª temporada de "The Walking Dead" (sim... é uma das séries que ainda vou conseguindo acompanhar), deparo-me com a notícia cujo link coloquei acima. 

Admito que a ideia se encaixa perfeitamente em muitas das minhas aulas, se bem que consigo ver alguns encarregados de educação a dirigirem-se à escola para fazer queixa da minha estratégia. Eh eh eh.

Assim, sim.

 
Comentário: Quando li o título da reportagem achei logo que estaríamos a falar de aulas num qualquer curso profissional ou vocacional, e onde esta situação consistiria numa solução para despoletar interesse nos alunos ou então, atenuar agressões. Mas não... Fica um pequeno excerto para abrir o apetite:

"Esta é a aula de Matemática. Os alunos estão dispostos em grupos de quatro, em mesas redondas, onde também há computadores portáteis. Nos ecrãs tácteis, está aberta a ficha de trabalho que a professora preparou para esta manhã. Os exercícios podem ser resolvidos directamente no computador, com o auxílio de uma caneta apropriada. É então que se percebe o motivo para os telemóveis estarem também por perto: a solução para a ficha está inscrita em códigos QR (uma espécie de código de barras). Os alunos têm de usar uma aplicação nos seus telefones para ler os códigos, fazendo corresponder cada um aos resultados a que chegaram".


Admito que já usei QR codes em várias situações e em ambiente escolar, mas nunca em sala de aula. Bem sei que este tipo de contexto tecnológico não será facilmente concretizável na maioria das nossas escolas, no entanto, creio que não será o principal obstáculo à implementação de projetos deste tipo. E não, não estou a falar dos alunos, nem dos equipamentos nas escolas e nem tão pouco de alguma "confusão" inicial... Parece-me que enquanto classe, estamos demasiado desmotivados e assoberbados em trabalho para conseguirmos sequer pensar em fazer algo novo ou inovador.

Horas passadas na escola a nível europeu (2014)

 
Comentário: O Paulo Guinote colocou no seu blogue uma imagem proveniente deste artigo baseado em dados da OCDE, relevante para a discussão relativa à adequação proposta de "escola a tempo inteiro" (aqui), mas acima de tudo para dar algo que pensar aos que até consideram a ideia como francamente positiva. Sinceramente acho que quem tem estas ideias de "reforço" horário já se esqueceu dos seus tempos de escola...

Um dias destes começamos a dormir na escola...




Publicidade partidária

 
Comentário: A publicidade ideológica foi colocada hoje às 19:22h no sítio virtual do Ministério da Educação e a escolha do termo "inequivocamente" até acaba por ser congruente. Resta é saber  a que custo (na realidade não, pois todos sabemos qual) essa descida do abandono escolar foi conseguida e que consequências a médio e longo prazo trará para as próximas gerações.

Escola a tempo inteiro?

 
Comentário: Esta ideia do novo Ministro da Educação para já não deixa de ser apenas isso, se bem que cause óbvia preocupação em todos aqueles que fazem da escola o seu local de trabalho. De acordo com aquilo que foi hoje divulgado a ideia terá como base o intervalo horário 8.30h - 19.30h e deverá ser aplicado aos alunos de todo o ensino básico e não se sabe exatamente em que moldes (se bem que não será muito difícil imaginar como, dará mais que pensar como fazê-lo com qualidade).

Certo é que poucas poderão ser as medidas de ampliação de horário que não passem por alterações na carga curricular ou nos horários de quem está nas escolas (onde estamos incluídos, obviamente). O melhor mesmo é estarmos bem atentos a isto, pois estou certo que a ser realmente implementado causará mudanças importantes na nossa vida pessoal e profissional.

Acho muito bem...

 
Comentário: Acho bem que paguem, no entanto, acho que lá mais para a frente poderão surgir óbvios problemas orçamentais que terão consequências... Quais?! Bem... Acho que nem mesmo quem decidiu o saberá.

Mas vamos ao resumo, com excertos da notícia: "o Governo (...) decidiu retirar da proposta de Orçamento do Estado para 2016 (OE/16) o artigo que regulava o pagamento das compensações por caducidade do contrato na Educação, onde constava que "as compensações seriam pagas em Janeiro de cada ano e apenas a quem não assinasse mais do que um contrato, temporário ou anual, entre Janeiro e Dezembro, depois de decorrerem os vários concursos de colocações de professores." Deste modo, "passa a ser possível que um professor receba várias compensações por caducidade de contrato durante o mesmo ano", uma vez que "volta a ser aplicada a regra em vigor, até 2014, e cada professor tem direito a uma indemnização por cada contrato que assine". 

Acho muito bem, mas receio bem que se dão com uma mão retirem com outra em algum lado... Aguardemos.