domingo, 14 de Setembro de 2014

Iniciativas sindicais

Bolsas de colocação de escola estão a acrescentar problemas aos já existentes 

Plataforma de Sindicatos de Professores reúne segunda-feira e convoca conferência de imprensa 

FNE EXIGE CUMPRIMENTO DA LEGALIDADE, JUSTIÇA E TRANSPARÊNCIA 

Comentário: É de crucial importância a ação dos sindicatos para que as injustiças da Bolsa de Contratação de Escola não se mantenham no tempo... E não basta "reiterar" justiça (tal como refere a FNE), é necessário que algo seja feito... e rápido. 

Tremenda confusão

Associação denuncia "erro matemático" na colocação de professores 

Comentário: Não serão os primeiros e nem certamente os últimos a denunciar o "erro matemático" que serve de suporte às colocações na Bolsa de Contratação de Escola (BCE). O problema não está na constatação do "erro matemático" (que até prova em contrário, me parece relativamente óbvio), mas sim na teimosia de Nuno Crato que nem mesmo perante esta atrocidade irá declarar que nem tudo está a decorrer com normalidade.

Deste modo, e uma vez aceites as colocações o problema será arrastado... e obviamente que irá implicar danos irreparáveis em termos de futuro profissional de milhares de colegas. É urgente e importante que os colegas pressionem os sindicatos a agir e que na eventualidade de não se sentirem bem representados, começarem a organizar-se para eventuais futuras iniciativas legais.

Divulgação

E uma vez que não basta reclamar nas redes sociais para que o problema seja solucionado (ou sequer esperar que os sindicatos consigam resolver - ou pelo menos tentar) deixo-vos com uma carta enviada à Provedoria de Justiça (assim como a diversos meios de comunicação social) por parte da colega Eva Ribeiro.

Cliquem na imagem, para fazerem download da mesma.



A fórmula de "Deus"...

...que estará a ser usada para pisar sem qualquer pudor a graduação profissional e o tempo de serviço, no polémico (injusto, irreal, absurdo, etc.) concurso de Bolsa de Contratação de Escola (BCE) baseia-se numa interpretação "literal" (para não escrever "estúpida") da fórmula legislada no diploma concursal resultante de 50% da graduação profissional e de 50% da avaliação curricular.

Se quanto à graduação profissional pouco comentários poderemos tecer, já na avaliação curricular (ou se quiserem, nos denominados "critérios de escola") o caso muda de figura. E muda não só porque os colegas não terão todos o mesmo "currículo" (e todos sabemos que os "critérios manhosos" - feitos à medida -  embora em menor número, ainda subsistem), mas porque se sabe que aquando da submissão da candidatura para a BCE ocorreram uma série de problemas relativos à "escolha" e "gravação" de determinados subcritérios.

No entanto, o problema nem sequer se encontra aqui.

De acordo com as diferenças de graduação entre as listas nacionais e as listas da BCE (que se podem encontrar nos sítios das Escolas TEIP e com Autonomia, a título de exemplo), conclui-se que a fórmula utilizada pelo MEC considera "valores" na graduação profissional e "percentagens" na avaliação curricular.

Deste modo, não será necessário fazer grandes cálculos (e o que não faltam são exemplos na blogosfera) para compreender que alguém com uma boa graduação profissional (por exemplo, 15 valores) pode ser ultrapassado por outro colega, com uma graduação profissional inferior (por exemplo, 10 valores), dependendo deste último ter um valor próximo de 100% na média dos diversos critérios de escola.

Um absurdo estatístico... Um erro tão profundo deveria ser reconhecido e as colocações nesta BCE deveriam ser corrigidas. Não se pode defender a "normalidade" a este custo! É demasiado grave!!!

Informações relevantes relativas à BCE

No passado dia 12 de setembro a DGAE publicitou uma nota informativa, com alguns esclarecimentos relevantes (tão relevantes como preocupantes) relativos ao preenchimento de necessidades temporárias através de diversas tipologias concursais. Para acederem à mesma, cliquem na imagem ao lado.

Embora recomende a leitura integral da circular, passo a transcrever algumas informações que considerei mais importantes relativamente à polémica Bolsa de Contratação de Escola (BCE):

a) Os horários pedidos pelas escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e/ou com contrato de autonomia que criaram oferta na bolsa de contratação de escola (BCE), que não foram ocupados por docentes de carreira em sede do concurso de mobilidade interna, serão recuperados automaticamente para a BCE sem necessidade de um novo pedido por parte daquelas escolas;

b) Os agrupamento de escolas/escolas não agrupadas, incluindo as escolas TEIP e/ou com contrato de autonomia, que não criaram ofertas na BCE, devem, em aplicação a disponibilizar para o efeito, pedir os horários tendentes a satisfazer as suas necessidades, nomeadamente as resultantes de horários não ocupados, no concurso de mobilidade interna ou as decorrentes de novas necessidades;

c) Depois de disponibilizadas as listas ordenadas de bolsa de contratação de escola na aplicação SIGRHE, em Geral>Consulta de documentos deverá o órgão de direção dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas TEIP ou com contrato de autonomia, publicitá-las na página de internet do respetivo agrupamento, em local visível da escola ou da sede de agrupamento;

d) Os horários serão atribuídos por ordem do pedido efetuado pela escola, sendo a colocação feita automaticamente ao minuto. Esta é efetuada pela aplicação eletrónica, não sendo necessário que o órgão de direção efetue qualquer seleção. O candidato será automaticamente notificado via email, tendo o diretor conhecimento do mesmo. 

e) A DGAE disponibilizará a informação das colocações efetuadas em sede de BCE com indicação expressa da data e hora do pedido do horário. 

f) A aceitação da colocação em bolsa de contratação de escola faz-se no decurso das 24h seguintes à seleção do candidato. 

g) Os candidatos não serão penalizados por não aceitarem a colocação em bolsa de contratação nos seguintes casos; a) colocação simultânea em duas ou mais escolas, desde que aceite uma; b) não validação dos dados da candidatura; c) impossibilidade de desistência, quando num momento seguinte a uma aceitação surge uma nova seleção. A ausência de penalização ocorre até ao final do prazo de aceitação. 

h) O regresso à bolsa de contratação de escola fica sujeito à manifestação do interesse do candidato. 

i) Desistência - A desistência da bolsa de contratação de escola é definitiva, não existindo possibilidade de desistência temporária.  

Excecionalmente...

Por norma (e quem me lê, sabe disso) não faço qualquer atualização aos fins de semana. O sábado e o domingo são destinados a 100% para a família... No entanto, após ler em diversos blogues, fóruns de professores e mesmo na minha caixa de correio eletrónico o que realmente se passa com a Bolsa de Contratação de Escola, não consegui evitar de atualizar com alguma informação.

Deste modo, irei tentar não só colocar alguma informação útil, mas tentar fazer um resumo do que realmente se está a passar com a BCE para que, se necessário, se possam defender e organizar daquilo que posso classificar como uma verdadeira atrocidade. E julgo que ainda não temos um conhecimento absoluto do que está a ser feito em termos concursais e o que está no fundamento de tanta (aparente) asneira.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Na mouche

Gosto...

Música de "Sam Smith" - (Tema: Stay With Me)