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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Já não é a primeira vez (nem será a última) que isto acontece...


Comentário: Não é situação exclusiva desta escola... E dá que pensar pois estamos perante sucessivas baixas médicas. Será que apenas são colocados naquela turma professores com "diagnósticos reservados" (mera questão de sorte ou azar)
ou os problemas de saúde surgem a posteriori? 

quinta-feira, 11 de março de 2021

ATENÇÃO: Apenas estão disponíveis horários completos para a Mobilidade Interna e Contratação Inicial

Ontem (ainda a quente e com o aviso de abertura acabadinho de publicitar) esclareci uma das duas alterações de que me apercebi, relativamente aos colegas que podem vincular como resultado da aplicação da "norma travão" (aqui). A outra alteração, como já não seria novidade para a maior parte dos professores, deixei para hoje...

Deste modo, nos concursos de Mobilidade Interna e Contratação Inicial, apenas estarão disponíveis horários completos.

E para aqueles que possam ter dúvidas, deixo-vos com a transcrição do Aviso de abertura:

Parte IV - Necessidades temporárias

II - Concurso de mobilidade interna

B - Candidatura

9 — Aos docentes opositores ao concurso de Mobilidade Interna apenas serão disponibilizados horários completos, devendo os docentes manifestar as suas preferências por ordem decrescente de prioridade.


III - Contratação Inicial e Reserva de recrutamento

A - Manifestação de preferências

1 — Aos candidatos opositores ao concurso de Contratação Inicial apenas serão disponibilizados horários completos, devendo os docentes manifestar as suas preferências por ordem decrescente de prioridade.

Continuo a considerar que é melhor absorver toda a informação durante 48 horas e depois, com calma, (eventualmente no sábado ou no domingo) avançar para a plataforma SIGRHE.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Mas alguém esperava algo diferente?


Comentário: Escusado será escrever que se não existem computadores para alunos, dificilmente apareceriam para professores. 

Esperar que a nossa entidade patronal nos faculte computadores para trabalharmos com os nossos alunos terá exatamente o mesmo desfecho que aguardar por um prémio no Euromilhões sem nunca ter registado uma aposta. Pessoalmente, prefiro não perspetivar nada no que concerne a este tema. De perspetivas, já ando eu farto.

"96% dos docentes estão a trabalhar em casa e a quase totalidade (95%) usa o seu próprio equipamento"


Comentário: No dia 14 de fevereiro a FENPROF publicou, no seu sítio virtual (aqui), os resultados de um inquérito, que rapidamente fez eco nos meios de comunicação social. 

Neste estudo, constata-se aquilo que já sabemos, isto é, que o plano do Governo para o Ensino à Distância só funciona porque o equipamento e a infraestrutura são dos professores. Aliás, admito mesmo que ao nível dos equipamentos tem ocorrido uma forte atualização, tendo em consideração o número de portáteis, webcams e mesas digitalizadoras compradas nas últimas semanas... Compradas pelos professores!

E sim... Há sempre a teoria da alternativa de ir para a escola cumprir o serviço síncrono. Não passa de retórica. Se fossemos todos para as escolas fazer o que muitos indicam como alternativa, em menos de uma semana parava tudo. E se não sabem o porquê, é porque não são professores a trabalhar no "terreno".

Seria bom que as propostas da FENPROF tivessem eco real:

- Os professores deverão ser ressarcidos das despesas que fizeram e continuam a fazer com o teletrabalho, incluindo a compra de computador e outras inerentes à atividade profissional conforme estabelece o Código de Trabalho nos seus artigos 166.º e 168.º; 
- Os professores que se encontram em teletrabalho e têm filhos menores de 12 anos deverão poder recorrer às creches e escolas de acolhimento, caso necessitem, e os que estão em atividade presencial deverão beneficiar dos apoios prestados aos demais trabalhadores; 
- A ACT deverá intervir em todas as situações que violem as normas de confinamento em vigor, designadamente em relação à obrigatoriedade de teletrabalho; 
- Deverão ser acionados os meios adequados, designadamente recorrendo a ações inspetivas a desenvolver pela IGEC, para regularizar situações pedagogicamente incorretas, como a realização das aulas em regime de ensino a distância com sessões síncronas com a duração das aulas presenciais, ou o exercício de atividade letiva presencial, destinada a pequenos grupos de alunos ou, mesmo, um aluno apenas, limitando-se a restante turma a visionar em casa essas aulas; 
- Os docentes que se encontram em atividade presencial deverão ser já vacinados e os restantes até final do 2.º período e antes de regressarem às escolas, de acordo com recomendações internacionais, designadamente da UNESCO e da Internacional de Educação; 
- A preparação do regresso ao ensino presencial deverá passar por processo negocial, a iniciar rapidamente, com vista a estabelecer as normas de prevenção e segurança sanitária, recordando a FENPROF que as questões de Segurança e Saúde no Trabalho são de negociação obrigatória [Alínea h), do número 1 do artigo 350.º da Lei 35/2014 - Lei Geral dos Trabalho em Funções Públicas].

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

E quando (quase) tudo se faz sem planeamento...

 ...só pode dar asneira, com uma interrupção letiva inesperada a ser "decretada" como consequência de uma falta incompreensível de ação (no caso, aquisição de equipamentos informáticos prometidos num ano e adquiridos no seguinte). 

Dificilmente teremos ensino "à distância" para todos ainda este ano letivo, quando se "contrata" a aquisição de equipamentos no 2.º período (reparem bem na data).

Enfim.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Da cumplicidade política...

Se dúvidas restassem entre a tremenda cumplicidade (para não escrever "promiscuidade") política entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, eis mais uma confirmação (retirada daqui):

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contribuiu para colocar pressão sobre o Governo. Depois de, na véspera, já ter posto a tónica nas escolas, exigiu que a ponderação sobre o fecho fosse feita entre quarta e quinta-feira.

Este tipo de "pressão" é boa para a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa ("pressiona na altura certa", isto é, imediatamente antes do povo português ir às urnas) e contribui de forma eficaz para a estratégia política de António Costa (validando uma decisão que foi adiada propositadamente).

Aparentemente teremos escolas encerradas já amanhã...


Comentário: Já há muito que sabíamos que a existir uma decisão de encerramento das escolas, a mesma deveria ser tomada próximo das eleições presidenciais, com implementação a partir de 25 de janeiro. Aparentemente será isso que vai ser hoje anunciado... E se iniciar já amanhã, será para não dar toda a razão a quem conhece a estratégia política de António Costa. 

De qualquer forma, o argumento oficial reside na "desculpa das escolas abertas para circular" (como se já não se previsse que tal iria ocorrer) e na nova estirpe da SARS-CoV-2 (variante britânica).

Durante o dia de hoje teremos a confirmação (ou não) desta medida, que surge com 3 semanas de atraso e com tudo o que isso implicou em termos de infeções.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Costa não surpreendeu...

Bem sei que houve rumores (muitos deles até com algum fundamento) e até mesmo indicações (fornecidas pelo atual Primeiro Ministro) de que poderíamos ter uma escola pública a "meio gás", com o terceiro ciclo e o ensino secundário "em casa". Pessoalmente nunca acreditei, e se bem que não fiquei propriamente radiante com o anúncio da continuidade do ensino presencial para todos os ciclos de ensino, a decisão pela manutenção das escolas abertas não me surpreendeu. 

Tal como não me surpreenderá que a tal "campanha permanente" de testes de antigénios anunciada por António Costa (leiam aqui) também não se venha a concretizar, pois algo similar já havia sido anunciado e até ver nada foi concretizado. Por aquilo que sei, as poucas testagens concretizadas em escolas foram patrocinadas pelos municípios e não tiveram intervenção do governo central.

Resta-nos assumir o eventual prejuízo para a nossa saúde (e para aqueles que nos rodeiam), a dos nossos alunos e da sua família e gerir da melhor forma este confinamento "fofinho", que dificilmente não terá consequências graves. E quando me dizem que a economia "falou mais alto", não consigo concordar... Acho que a economia teve influência, mas sem dúvida que a política imperou. Quando se dirige o país a pensar na manutenção do poder, dá nisto...

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Primeiro período letivo com balanço positivo, mas às custas de quem?


Comentário: A avaliação do primeiro período é positivo muito "às custas" dos professores (e de todo o pessoal que trabalha nas escolas), que mesmo sabendo que não tinham reunidas as condições de segurança sanitária continuaram a fazer o seu trabalho. E não... As 3 máscaras que nos deram para um ano letivo inteiro não são suficientes. 

No artigo em causa (lá mais para o fim) terão oportunidade de ler qualquer coisa que terá sido referida (relacionada com um agradecimento aos professores, lá metido no meio de uma frase) pelo atual Ministro da Educação, mas sinceramente nem lhe dei muita importância, tendo em consideração o papel a que sujeitou e que tão bem tem desempenhado: o de ter um desempenho inerte, nulo ou mesmo inexistente.

Somos, definitivamente, uma classe envelhecida...


Comentário: É um profissão que poucos querem, mas por qualquer motivo continua a ser alvo de cobiça (se bem que acho que é uma falsa cobiça), de julgamentos e acusações em praça pública. Pessoalmente, acredito que aqueles que nos criticam, não aguentavam um ano no desempenho das nossas funções.

Ao lerem o artigo também poderão constatar que "até 2030, mais de metade dos professores do quadro poderá aposentar-se". Escusado será escrever que estamos a 10 anos de tal fatídico prazo e nada de relevante foi concretizado para inverter este esvaziamento. Bem... A não ser que se considere a hipótese dos professores "expresso" sem formação suficiente, que estarão a ser pensados para nos substituir.

Nada disto é novo... 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Professores sem componente letiva, mas a trabalhar...

Comentário: Atrevo-me a dizer que este poderia ser um esclarecimento redundante, não fosse o facto de existir muita gente a pensar que os professores sem componente letiva passam as 35 horas de trabalho na máquina de venda automática a tirar cafés, na sala dos professores a ver CMTV ou mesmo a dormir no carro (obviamente estacionado dentro do recinto escolar ou nas suas proximidades).

Adiante.

Filinto Lima mostra-se preocupado com a formação que vai ser dada aos professores sem componente letiva, relativa ao desempenho de novas funções em saúde pública. Preocupação legítima, à qual juntaria outra, relativa ao fornecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Se investirem em três míseras máscaras por professor, tal como aconteceu na Escola Pública, o melhor mesmo é estes colegas começarem a colocar algum dinheiro de parte... É que isto é tudo muito bonito, mas ao final de uns meses de trabalho, se fizerem bem as contas em gastos com EPI, irão constatar que ultrapassa (e bem) os gastos com papel, tinteiros e canetas para esse mesmo período.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Mobilização de docentes com ausência de componente letiva para a saúde pública

No dia 27 de novembro tivemos a publicação do Despacho Despacho n.º 11790-A/2020, de 27 de novembro (aqui) que “determina a operacionalização do reforço da capacidade de rastreio das autoridades e serviços de saúde pública para a realização de inquéritos epidemiológicos, rastreio de contactos de doentes com COVID-19 e seguimento de pessoas em vigilância ativa, através da mobilização de docentes com ausência de componente letiva”.

Recomendo a leitura do dito normativo legal (em especial se forem professores na condição de ausência de componente letiva), no entanto, ficam alguns pontos que considerei essenciais:

- cada Agrupamento de Escolas ou Escola não agrupada irá identificar os docentes com ausência de componente letiva, sendo posteriormente contactados aqueles docentes que se considere melhor habilitados ao reforço da capacidade de rastreamento das autoridades e serviços de saúde pública, que promovem a sua formação;

- as Autoridades de Saúde Nacional e Regional fornecem a cada trabalhador mobilizado a formação e os formulários, orientações e guias de inquéritos epidemiológicos, bem como os equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades, para rastreio de contactos de doentes com COVID-19 e seguimento de pessoas em vigilância ativa;

- a Autoridade de Saúde Regional afeta primacialmente os docentes com ausência de componente letiva com formação na área da saúde aos inquéritos epidemiológicos, para rastreio de contactos de doentes com COVID-19, e os restantes docentes ao seguimento de pessoas em vigilância ativa. 

Em resumo, os colegas sem componente letiva terão formação (se for a "típica" formação, o melhor mesmo será pesquisar e aprender de forma autónoma) para esta nova tarefa, assim como acesso a equipamentos necessários para o desenvolvimento da mesma. No que concerne especificamente à parte dos equipamentos, se forem como as 3 máscaras de “pano” que nos entregaram no início do ano letivo (e que deverão durar até julho de 2021), receio que rapidamente deixarão de poder concretizar esta tarefa, pois entretanto lá ficarão infetados.... Mas atenção, fazendo o exercício governamental de que somos uma classe de baixo risco, a existir infeções nesta nova tarefa será sempre em casa, com a família ou no passeio higiénico (eventualmente com o canídeo).

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Satisfeitos ou desorientados?

Comentário: Quando li o título do artigo dei por mim a pensar: "Eis um título intemporal!". Com ou sem pandemia, a conclusão de que estamos "exaustos, ansiosos e desorientados" é das mais comuns quando fazem estudos sobre o "estado de alma" da classe docente. Este e aquele que diz que somos muito bem pagos. Mas se a primeira é uma constatação, a segunda será mais uma medida política para "cortar pernas" a uma eventual justificação de recuperação de direitos (o tempo de serviço é um deles) por parte dos professores.

Adiante.

Por norma não leio artigos que considero terem um elevado potencial para aumentar a minha ansiedade, mas já que estou a regressar às atualizações, arrisquei... e acabei por me deparar com outro adjetivo. Ora leiam o seguinte excerto:

Nota: negritos de minha autoria.

"A boa notícia: a maioria dos inquiridos (81%) mostra-se satisfeita com as medidas públicas adotadas e admite que a escola tem colaborado com o corpo docente. Outra nota positiva: a perceção de que as orientações para prevenir a Covid-19 nas aulas presenciais são eficazes é partilhada por 43% dos educadores e professores. O consenso é menos visível no que respeita às regras sanitárias, com 36% a admitirem que elas perturbam a gestão em sala de aula. Quase um quarto dos inquiridos (22%) não se sente confiante a gerir o grupo de alunos no novo contexto educativo".

Admito ter ficado surpreendido com tanta satisfação... A realidade dos inquiridos deve ser radicalmente diferente da minha e daqueles que me rodeiam. Para além disso, a conclusão divulgada acaba por ser desconcertante quando se lê o desenvolvimento da notícia.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

De um ponto de vista epidemiológico não faz qualquer sentido...

Comentário: Não sei se os casos são abafados ou não, mas certo é que costumo saber das situações de infeção (e não... não estou a referir-me a rumores) bem antes de serem divulgadas oficialmente, o que não deixa de ser preocupante porque o tempo nestas situação é um factor essencial. O argumento utilizado, por norma, é o de evitar o alarmismo... No entanto, julgo que essa será uma premissa errada, tendo em consideração que as situações acabam por ser faladas, e a incerteza poderá causar mais "ruído" que a informação.

Considero que todas as situações confirmadas devem ser reportadas pelos diretores das escolas / agrupamentos de escolas, não só aos professores e restantes funcionários, mas também aos encarregados de educação. Desconheço se existe alguma orientação política para "abafar" casos de infeções pelo novo coronavírus, mas a existir não faz qualquer sentido de um ponto de vista epidemiológico. 

A teoria dá nisto...



Comentário: Revistas... Afinadas... Pois. Foi necessário um mês para chegarem às mesmas conclusões que os professores já haviam chegado ainda antes do ano letivo iniciar. Mas... O que é que nós sabemos da realidade das escolas?! Infelizmente, aquilo que todos nós (bem... excluo os doutrinados governamentais) prevíamos está a acontecer.

Será que as normas vão ser revistas no sentido de uma maior eficácia na prevenção? Talvez... Eu não acredito muito, tendo em conta que a discu
ssão deverá ser concretizada com quem não está no "terreno" e tem uma visão normativa da organização escolar.

E para aqueles que desconhecem a evolução do contágio desde que as escolas reabriram, ficam alguns dados (retirados daqui): 

"Entre 13 de setembro (um dia antes do reinício das aulas) e ontem, 13 de outubro, nas crianças com menos de 10 anos a subida foi de 52,7% (+1.312 infecções confirmadas). Pelas contas da TSF aos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) a subida foi ainda mais acentuada nas idades entre os 10 e 19 anos: +64,8%, ou seja, mais 2.126 casos. "

Sim... Sabemos perfeitamente que nem todas as infeções terão ocorrido nas escolas, mas também não podemos afirmar que nenhuma terá ocorrido, quando em muitas escolas os alunos não conseguem esticar os braços dentro da sala de aula, sem que toquem nos colegas dos lados.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A sério?


Comentário: Ai devem? Como? Aumentando o tamanho das salas de aula? Dividindo as turmas, sem acréscimo no número de professores? Arejando as salas sem recurso a correntes de ar?

Estes exercícios teóricos chocam de forma atroz com a realidade das nossas escolas. Existem escolas onde os alunos, dentro das salas de aulas, não conseguem esticar os braços sem que toquem nos "vizinhos".

E sim, os recreios são problemáticos... As paragens de autocarro são problemáticas... Os locais de recolha dos filhos pelos encarregados de educação também não deixam ninguém descansado... No entanto, as salas serão sempre locais privilegiados de contaminação, por serem de difícil renovação de ar. E se até aqui ainda se vai resolvendo com janelas e portas abertas, daqui a um mês, com temperaturas mais baixas (estou a pensar especificamente em Vila Real), o arejamento vai ser um exercício de execução interessante... Atrevo-me a dizer que se não morrermos da doença, não ficaremos melhor com a "cura".

A triste constatação de uma realidade há muito anunciada...


Comentário: Eis a triste constatação de uma realidade há muito conhecida e anunciada, que dificilmente poderá ser alvo de uma correção... Com campanhas sucessivas de descredibilização da nossa classe, por parte do poder político, será incrivelmente difícil motivar os jovens para uma carreira pouco atrativa, alvo de agressões e de constante julgamento social.

Não conheço a estatística das colocações, mas basta recordar que mais de metade dos professores portugueses tem mais de 50 anos de idade (podem ler aqui) para perceber que dentro de pouco mais de 10 anos teremos falência ao nível de diversos grupos de recrutamento. Por motivos conhecidos, a solução que alguns parecem querer implementar reside na formação de "professores expresso" provenientes de empresas com reputação dúbia ou desconhecida, o que não me deixa descansado como professor, mas acima de tudo como encarregado de educação.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Mas alguém estava à espera de um desenvolvimento diferente?





Comentário: Constato a surpresa de muitos por aquilo que tem vindo a ser (timidamente) relatado por alguns meios de comunicação social, mas este tipo de situação era expectável. Quem se surpreende com isto, não conhece a realidade das nossas escolas, desconhece por completo como se comportam os nossos jovens (e também os adultos que muitas vezes são responsáveis por eles) e também considera que vivemos em pequenas "bolhas esterilizadas".

Dificilmente não teremos casos de COVID-19 em todas as Escolas e Agrupamentos de Escolas do nosso país. É algo que assumi logo no início deste ano letivo. Se não acontecer, será fantástico e verdadeiramente interessante (até pelo ponto de vista epidemiológico).

Quanto às condições sanitárias das nossas Escolas, julgo que em muitas delas o efeito será mais "psicológico" do que real, por todos os motivos que já sabemos. Tal como já escrevi há algum tempo, cabe-nos fazer a nossa parte. E não nos compete sermos infetados, mas sim protegermo-nos o melhor que podemos. 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Regresso à escola...

Nunca como agora se discutiu o regresso à escola, na (denominada) "nova normalidade", onde os receio são imensos e as dúvidas indiscutíveis. Como já tinha referido em post anterior (aqui) durante o mês de agosto restringi as minhas visitas às redes sociais e blogues de professores para manter a minha sanidade mental. E de alguma forma consegui atingir o meu objetivo... No entanto, a televisão é sempre uma constante, e por mais que mude de canal, as notícias sobre a COVID-19 e o regresso à escola são permanentes.

Tal como todos, tenho obviamente receio de regressar à escola, mas é um receio racional, baseado no estudo de artigos (recordo-vos que sou da área da biologia), e não de rumores ou alarmismos. E se não divulgo notícias sobre o COVID-19 e o regresso à escola não é por não as conhecer, mas porque considero que já existe divulgação q.b., e quem quer saber mais sabe sempre onde procurar informação (fidedigna ou não).

E o que é que eu posso afirmar à data de hoje, relativamente ao meu regresso à escola? Em primeiro lugar, irei tomar todas as precauções que estejam ao meu alcance, nomeadamente o uso sistemático de máscara e a desinfeção das mãos. Em segundo lugar, irei fazer absoluta questão que os meus alunos cumpram (dentro da sala de aula, porque fora dela eu não posso fazer grande coisa) com as regras que o meu agrupamento irá instituir (e que julgo serão similares a nível nacional). Para além disso, irei diminuir o meu tempo de permanência em locais pouco ventilados e aqueles onde me veja obrigado a permanecer (como as salas de aulas) terei sempre as janelas e portas abertas. Também sei que será complicado falar com a máscara e que a minha voz irá sofrer com isso, mas quando começar a "falhar", paro. Gosto de circular pelas salas de aulas, mas também sei que irei restringir os meus movimentos...

E é essencialmente isto. 

Não sinto necessidade em alimentar mais a minha apreensão, nem o irei fazer... Gostava que aqueles que me rodeiam também o fizessem, mas não somos todos iguais e nem todos encaram esta situação da mesma forma.

Aproveito este post para vos desejar um regresso à escola em segurança, num ano letivo que será certamente desafiante a todos os níveis.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Da brutal confusão que foi a devolução de manuais escolares...


Comentário: Entrega... Não entrega... Entrega, que afinal não temos orientações oficiais... Afinal já não é para entregar... Mas, se entregaste podes recuperá-los. 

Num ano letivo repleto de excecionalidades, esta novela era perfeitamente dispensável. No entanto, se juntarmos a isto, os ataques informáticos (cof... cof...) ao portal das matrículas e os recentes problemas de acesso ao sítio virtual da DGAE (e ao SIGRHE) vemos um padrão de erros (ou se quiserem, problemas) consecutivos, onde ninguém assume culpas e as decisões são tomadas ao sabor do vento.