Mostrar mensagens com a etiqueta Directores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Directores. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mais um acordo... Desta vez, é relativo ao novo regime de autonomia e administração das escolas


Comentário: Se bem que, no essencial, não é necessária a assinatura dos sindicatos para que um qualquer diploma legal possa ser decidido pelo Governo, já nos começamos a habituar às atitudes de determinados sindicatos. A FNE sempre disposta a assinar aquilo que alguns designam como "o acordo possível" e a FENPROF sempre disponível para dizer "não".

Se estiverem interessados em conhecer o novo documento, entretanto acordado com a FNE, basta clicarem aqui. Quantos às análises que poderiam ser feitas... bem... pode ser que num dia em que não tenha mais nada para fazer, me desperte algum interesse e faça algum tipo de comparação (se entretanto, alguém não as fizer por mim).

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

FNE negoceia poder dos directores


Comentário: A FNE pretende negociar uma redução do poder dos directores. Esta foi (segundo a notícia) uma das moedas de troca para que este sindicato assinasse o acordo do novo modelo de avaliação. Embora até concorde com essa diminuição de competências, receio que nada vá ser alterado no sentido da diminuição.

Mais, uma vez que as DRE´s serão extintas é mais do que previsível que ocorra um reforço de competências ao nível da escola. E isso implicará um acréscimo aparente (o real ocorrerá ao nível do MEC) de autonomia administrativa, com uma acréscimo de probabilidade de abusos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Contra-indicações


Comentário: Na 2.ª feira fiz referência à situação que ocorreu no Agrupamento de Escolas de Pinheiro... Este Agrupamento optou por cumprir com o estabelecido numa lei, em detrimento de uma circular. Legalmente, fez bem. É assim que todas as escolas e agrupamentos deveriam proceder.

No entanto, agora que a situação começa a ser amplamente divulgada, receio que o Director do Agrupamento em questão possa vir a ter sérios problemas e consequentemente, o número de respostas negativas à compensação por caducidade do contrato aumente, por medo. 
.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Preocupações a médio prazo...

A descentralização de competências do Ministério da Educação e o acréscimo de autonomia das escolas, apregoada pelo actual Governo deixa-me preocupado, pelos seguintes motivos:

1) O poder local (autarquias e direcções das escolas) é até certa medida permeável a influências (as denominadas "cunhas") que dificilmente poderão ser contrariadas sem uma relevante estrutura de poder central. Escrito de outra forma, e dando como exemplo o tema da colocação de docentes, o que poderá acontecer é que o critério da competência profissional poderá ser substituído pelo da competência "pessoal";

2) Se, porventura, ocorrer a diluição dos poderes do Ministério da Educação (ME) e das suas estruturas de poder intermédio (como por exemplo, as Direcções Regionais de Educação - DRE´s) teremos de considerar a forte possibilidade do acréscimo de prepotência local, cuja confrontação e discordância apenas terão resolução por via judicial (e todos sabemos o que isso significa). Bem sei que por vezes, as respostas do ME/DRE´s não agradam, demoram imenso tempo e por vezes até são contraditórias, mas sabermos que existe algo acima a que podemos recorrer dá-nos alguma segurança. Se não fosse a DREN, em duas situações diferentes, ainda estaria a tentar resolver por via judicial algo que se encontrava perfeitamente claro na legislação e que assim não era entendido pelas escolas;

3) O critério da redução orçamental não deveria servir como argumento para colocar ainda mais em risco o equilíbrio de poderes. É certo que, e no caso específico das DRE´s seria importante tornar mais eficiente e transparente a "máquina" (quem já teve de recorrer a estas estruturas, sabe do que falo), eventualmente reduzindo o número de funcionários públicos (muitos deles professores) que trabalham nas mesmas, reorientando competências, agilizando custos e até mesmo eliminando estruturas intermédias mais próximas das escolas (como por exemplo, as EAE). No entanto, será que colocando todas (ou quase todas) as competências ou decisões sob a alçada do director não se estará a contribuir para uma forte probabilidade de acréscimo de degradação da isenção e justiça no sistema educativo?

Admito que possa estar a ver o problema de um ponto de vista demasiado pessoal ou corporativista, mas é algo que me preocupa e que ainda não tive tempo para discutir com os meus colegas e amigos mais próximos. Assim, deixo aqui este post para saber qual a vossa opinião e se eventualmente poderei estar a ver o "panorama" de um ponto de vista menos correcto.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Menos adjuntos...

Escolas vão ter menos directores adjuntos.

Comentário: Embora o despacho entre já em vigor, os actuais adjuntos que se encontram em funções poder-se-ão manter nos cargos até ao fim deste ano escolar. Após a primeira leitura, chamou-me à atenção a referência ao "regime diurno" dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas. Será que a ausência de referência ao "regime nocturno" estará relacionado com a extinção a muito breve prazo do ensino recorrente.

Para quem quiser saber mais, pode ir directamente à fonte (Despacho n.º 18064/2010, de 3 de Dezembro) ou então ao blogue Ad Duo (onde já está disponível um quadro comparativo entre a legislação revogada e a que vai entrar em vigor).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Feedback das reuniões ME/DGRHE/DRE´s com Directores e Chefes de Serviço de Administração Escolar.

Reunião ME/ DGRHE e DREN em Guimarães.

Comentário: Como os colegas devem saber, o ME, a DGRHE e as DRE`s têm feito reuniões com Directores e Chefes de Serviço de Administração Escolar das diversas zonas. Por aquilo que sei, começaram a sul e terminaram ontem em Guimarães. Algumas informações já começaram a "vazar", mas parece que deverá estar para breve um ofício-circular (ou outro documento similar) proveniente da DGRHE, e que deverá abordar alguns tópicos relativos à transição entre "estatutos". Aconselho também a leitura dos comentários feitos neste post do blogue do Arlindo, que também destapam alguns tópicos relevantes.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dependências...

Directores das escolas avaliados pelas direcções regionais.

Comentário: Eu compreendo esta "intervenção"... "Silenciar" os poucos directores contestatários é o objectivo e até posso prever algumas avaliações relacionadas com "cores" políticas. Concordo com a generalidade das intervenções feitas no artigo por colegas nossos, mas aceitar e concordar que o desempenho dos alunos nos exames possa ser um parâmetro de avaliação de um director é um "tiro nos pés". Até me custa acreditar que o Paulo Guinote (um dos citados no artigo) tenha ido por esse caminho... O efeito "bola de neve" que daí pode resultar não será nada benéfico...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Metas atrasadas...

No Público a 16/09/2010: "As metas de aprendizagem por ano e ciclo de ensino deveriam estar disponíveis a partir de ontem na Internet. O Ministério da Educação atrasou-se e justifica que "até ao final do mês serão divulgadas no site. Porque neste momento estão a ser apresentadas aos directores de agrupamentos".

Além destas, os directores estão também a conhecer as metas do Governo para o sucesso educativo até 2015 - que Isabel Alçada pretende anunciar só no início da semana.

Contudo, ouvidos pela agência Lusa, os directores que já se reuniram com a ministra avançam que o Governo pretende que a taxa de retenção do secundário desça de 18,7 para 12 por cento. A taxa de retenção e desistência deverá ficar pelos dez por cento no que se refere ao 3.º ciclo (contra os actuais 13,8 por cento), pelos cinco por cento no 2.º ciclo (7,5 por cento) e pelos dois por cento no 1.º ciclo (3,4 por cento). Quanto aos exames do 9.º ano, a intenção é aumentar em quatro pontos percentuais as classificações positivas a Língua Portuguesa (este ano, 69,6 por cento tiveram positiva) e a Matemática (51,3 por cento). Quanto à taxa de desistência, deverá ser inferior a um por cento aos 14 anos, dois aos 15 e abaixo dos quatro aos 16 anos."

Ver Artigo Completo (Público)

------------------------
Comentário: No mínimo é estranho avançarem com o anúncio da "coisa" e depois voltarem a metê-la no "bolso". Se era para isto, o melhor mesmo é utilizar a estratégia "concurso de docentes", ou seja, não há datas, depois logo se vê. Se não for agora é depois... A justificação para o atraso é que é no mínimo suspeita: "Neste momento estão a ser apresentadas aos directores"?? Mas há um número limitado de cópias?? Estarão todos em papel tipo acórdão da Casa Pia e à espera de compilação?? Vamos ver o que acontece...

Quanto às metas do Governo para o sucesso, taxas de retenção e companhia, nem vale a pena estar a pronunciar-me... Acho este tipo de objectivos completamente irreal e não tenho grandes dúvidas em afirmar que fomenta o "vício" em termos de sucesso educativo. Mas isto levar-nos-ia a outras conversas...
------------------------

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eleições para o Conselho das Escolas.

Directores 'dissidentes' querem liderar Conselho das Escolas.

Comentário: "Conselho das Escolas?! Isso a mim não me interessa nada...", dirão alguns. Mas atenção, que poderá ser mais relevante do que se pensa, principalmente quando estamos em plena etapa final da 1.ª fase de criação dos "Mega". Poderá ser também relevante em futuras iniciativas de contestação, se bem que, como sabemos, este Conselho tem um "poder" relativo que, se transformado em algo incómodo para o Governo, poderá ser rapidamente silenciado.

Veremos o que acontece, se ocorrer mudança séria e corajosa de rumo...

terça-feira, 6 de julho de 2010

O futuro passa por levar os "Mega" a tribunal?

Fenprof apoia quem queira levar a tribunal “mega agrupamentos” de escolas.

Comentário: Mário Nogueira afirmou que a FENPROF irá apoiar os directores e conselhos gerais que pretendam avançar com processos em tribunal relacionados com a constituição dos "Mega". Veremos quantos aceitam esta oferta... Aquilo que me chega à caixa de correio electrónica não reflecte tanto a preocupação dos directores com a eventual ilegalidade da situação, o número excessivo de alunos, o provável decréscimo de docentes necessários e outras coisas que tais (e que para nós seriam o cerne da questão), mas sim o "contar" espingardas, o verificar "apoios" e o confirmar se se conseguem manter no poleiro este ano ou o ano a seguir. Enfim... A perda dos "poleiros" pode ser algo tramado, principalmente se estivermos a falar de alguém que no passado abusou do poder e que, compreensivelmente, terá todo o receio de voltar à base.

Existem outros casos, eu conheço pelo menos dois (de real preocupação com o eventual deterioramento das condições educativas), que são de louvar e que espero se venham a manter na liderança dos "Mega".

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Futuros ex-directores...

No Diário de Notícias a 21/06/2010: "Até um milhar de directores de escolas e adjuntos - a esmagadora maioria em funções há menos de um ano - arriscam perder os seus postos com a fusão de agrupamentos que o Governo quer promover. Ameaçados estão também muitos professores e funcionários, sobretudo os que têm vínculos precários. E até as autarquias temem ver desperdiçada parte do investimento feito nos últimos anos na requalificação das escolas.
(...)
Na prática, a ordem do Governo é para que acabem os chamados agrupamentos horizontais, constituídos apenas por escolas do mesmo nível de ensino. Uma medida que significa que, até ao próximo ano lectivo, as cerca de 330 escolas secundárias - até hoje separadas da restante rede - vão passar a ser as escolas-sede de agrupamentos que irão do pré-escolar ao 12.º ano. Mas as implicações desse passo vão fazer-se sentir a todos os níveis do sistema.

Desde logo porque as antigas escolas-sede dos agrupamentos vão perder esse estatuto para as secundárias, pondo em causa o emprego das suas direcções: "O que está a ser dito às escolas é que os directores das secundárias vão passar a presidir às CAP [Comissões Administrativas Provisórias] dos novos agrupamentos e os outros, cujos agrupamentos desaparecem, têm 15 dias para deixar funções", disse ao DN Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que considera "razoável" estimar em um milhar os postos de trabalho de directores e adjuntos em risco. A estes há ainda a somar os professores e funcionários alvo destas fusões. (...)"

Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)

------------------------
Comentário: De um mero e puro ponto de vista economicista, esta medida é uma autêntica "galinha dos ovos de ouro". E se estão a pensar quais serão os valores em discussão, vejam os suplementos remuneratórios que constam do Decreto Regulamentar n.º 1-B/2009:

Mas mais do que esta economia, poderemos estar a falar do regresso de vários directores à função lectiva. Relativamente a este "regresso às origens" dos directores, tenho de afirmar que realmente não me desagrada que isto aconteça. Muitos deles estão há tantos anos afastados da realidade que passaram a ser meros gestores, apologistas da burocracia e dos inúmeros relatórios. Receio que muitos deles, não irão aguentar a pedalada. Pode ser que no futuro, esta "experiência" os faça acordar para a vida, se vierem a ocupar novamente o "poleiro". Bem... Mas aqui também estaremos a falar de alguma economia, pois esses docente irão perder a dispensa de componente lectiva, e como tal, retornam ocupando um horário.

À partida, estou à espera que muitos dos actuais directores que venham a perder funções, passem a coordenadores de estabelecimento ou ocupem outro lugar de destaque. Presumo que aqui, quem mais terá a perder serão mesmo os adjuntos. Olhando para um passado bem recente, parece-me que muitos destes futuros ex-directores terão a vida bem complicada quando retornarem à "sala dos professores".

Em termos pedagógicos e organizacionais, receio que esta medida venha a aumentar ainda mais o "caos" que impera em alguns dos actuais agrupamentos. Veremos o que nos espera...
------------------------

terça-feira, 11 de maio de 2010

Confusão papal...

Não sei muito bem porquê, mas cheira-me que a "tolerância de ponto" de 13 de Maio vai dar confusão em algumas escolas. Por aquilo que me tem chegado à caixa de correio electrónico, parece-me que existem directores que "não querem" decidir o que fazer nesse dia. Complicado, principalmente quando já não falta muito para 5.ª feira.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Directores avaliados só pelo currículo.

No Correio da Manhã a 17/11/2009: "As escolas do Centro do País receberam na sexta-feira um e-mail da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) a informar de que os membros das direcções têm cinco dias para enviar o seu curriculum vitae para poderem ser avaliados. "A um mês do fim do ciclo avaliativo, que termina em Dezembro, vamos ser avaliados com base nos currículos e não no nosso desempenho. Isto parece mais um concurso para um cargo do que uma avaliação", afirmou ao CM Rosário Gama, directora da escola Infanta Dona Maria, em Coimbra. O e-mail levou os directores de escolas da zona de Coimbra a reunir-se ontem de manhã, tendo sido decidido solicitar uma audiência à DREC.

Mas, mais do que o e-mail da DREC, o que Rosário Gama contesta é a legislação em vigor. A avaliação das direcções das escolas ficou regulada na Portaria nº 1317/2009, de 21 de Outubro, assinada pelo ex-secretário de Estado da Educação Valter Lemos. Nessa portaria fica claro que a avaliação é feita apenas com base no currículo. As habilitações académicas contam dez por cento, as habilitações profissionais 25%, as acções de formação profissional frequentadas valem 25% e a experiência profissional 40%. Por exemplo, um director que está no cargo há mais de seis anos tem melhor classificação do que outro que o exerça há menos de três.

Recorde-se que, segundo o decreto 1-A/2009, os directores deveriam ter sido avaliados através do SIADAP (Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública). A portaria referida fez uma adaptação."

Ver Artigo Completo (Correio da Manhã)

------------------------
Comentário: Já tinha abordado o tema da avaliação dos elementos das direcções executivas neste post. Já desde 21 de Outubro deste ano que todos sabíamos que a avaliação destes elementos seria feita com base no currículo. De novidade não tem nada... Restos da anterior equipa ministerial que continuam a fazer mossa e que aparentemente foram esquecidos pelos sindicatos.
------------------------

domingo, 1 de novembro de 2009

Início tremido...

No Correio da Manhã a 01/11/2009: "A definição do calendário para a avaliação do desempenho dos professores ficou ontem concluída, com os sindicatos a considerarem que a ministra Isabel Alçada está a começar mal o seu mandato na Educação. Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), e João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), não aceitam o seu silêncio.

"A ministra da Educação está a começar mal. Revelou uma grande insensibilidade para com as escolas e professores, pois o actual modelo de avaliação será substituído", afirmou Mário Nogueira ao CM, lamentando a ausência de resposta a uma carta enviada a pedir uma reunião urgente para abordar o calendário da avaliação: "Teve uma grande oportunidade de demonstrar aproximação aos professores. Enviámos uma carta e ficámos sem resposta. Já vimos isto durante quatro anos e meio, e não gostámos", garante.

Também João Dias da Silva, da FNE, não aceita o silêncio da ministra, embora até o compreenda: "Não aceito o silêncio, pois era um sinal de que queria aproximar-se dos professores, mas até o compreendo na base em que só agora tem a equipa completa e o programa do Governo só é discutido para a semana."

Quanto ao calendário que as escolas definiram para a avaliação dos professores, ambos são da opinião que é trabalho inútil. "A definição de um calendário que não terá qualquer concretização, porque mais tarde ou mais cedo será substituído, é uma grande inutilidade", afirmou João Dias da Silva, corroborado por Mário Nogueira: "Dentro de pouco tempo o modelo de avaliação será outro."

Ver Artigo Completo (Correio da Manhã)

------------------------
Comentário: À partida todo o trabalho feito com o calendário e também com a elaboração dos objectivos individuais (na minha escola terão de ser entregues até 23 de Novembro) será para deitar ao "lixo"... A Ministra da Educação até pode estar de pés e mãos atadas com a lei (embora considere que poderia ter feito algo mais), no entanto, os directores e directoras das escolas desse país fora, poderiam perfeitamente (até porque conheço várias escolas onde tal ocorreu) avançar com a data de entrega dos Objectivos Individuais (OI) lá para início de 2010. Se não o fizeram foi porque não quiseram. A lei nada define em contrário...

Ao contrário de Isabel Alçada que terá de obedecer a um programa e a uma determinada orientação política, as direcções executivas das escolas não têm a esta altura de o fazer. Até a lei está do seu lado ao não definir prazos limite para a entrega dos OI... Assim, se existem culpados neste ponto, para mim estão nas escolas e não na 5 de Outubro. Mas como sempre a minha opinião vale o que vale...
------------------------

sábado, 10 de outubro de 2009

"Nova Assembleia da República trará mudanças".

(Título original do artigo abaixo exposto.
Texto enviado às direcções das escolas/agrupamentos pela FENPROF)


No sítio do SPRC a 09/10/2009: "Colegas,

São muitas as dúvidas que se colocam em relação à avaliação de desempenho dos professores. Em relação ao presente, embora se encontrem algumas situações ainda por resolver, é cada vez maior o número de escolas que, sem problemas, encerraram os processos referentes ao designado primeiro ciclo de avaliação, garantindo a avaliação de todos os docentes. Quanto ao futuro, não estando ainda completamente definido o quadro político, sabe-se, no entanto, que a maioria parlamentar saída das últimas eleições legislativas é favorável à suspensão do actual modelo de avaliação e à sua substituição.

Se dúvidas existissem quanto à avaliação de professores e educadores que não apresentaram proposta de objectivos individuais, elas dissipar-se-iam com o encerramento do processo de avaliação em escolas em que muitos docentes não entregaram tal proposta tendo, porém, como se esperava, sido devidamente avaliados.

Perante este facto, está criada uma nova e importante situação: a não avaliação de professores, em algumas escolas, por não terem apresentado proposta de objectivos individuais passa a configurar uma situação de efectiva desigualdade, ou seja, é de duvidosa constitucionalidade, pois fere o princípio–base da CRP que consagra a igualdade de tratamento entre cidadãos, e, como tal, merecerá o devido acompanhamento da nossa parte e a intervenção sindical adequada. Pelo que tem chegado aos Sindicatos da FENPROF, estamos em crer, porém, que essas são situações verdadeiramente excepcionais.
(...)
Tendo sido garantida, por esses partidos, a maioria parlamentar, estamos em crer que o modelo terá os seus dias contados, não vigorará durante mais nenhum ciclo e só o facto de não ter ainda entrado em funções (o que acontecerá durante o mês de Outubro) impediu a Assembleia da República de já ter tomado essa decisão, devendo ser das primeiras que tomará.

Por essa razão, é opinião da FENPROF que faria algum sentido que as escolas e agrupamentos aguardassem um pouco a clarificação da situação antes de aprovarem os calendários para o novo ciclo avaliativo que, de acordo com o disposto no Decreto Regulamentar n.º 14/2009, de 21 de Agosto, poderá ter lugar até 30 de Outubro de 2009. Havendo este prazo, poderá ser do interesse das escolas não precipitar procedimentos – designadamente, decisão sobre aplicação do regime completo ou simplificado e apresentação de proposta de objectivos individuais –, na medida em que os mesmos poderão ter de ser anulados na sequência de uma decisão política que se aguarda como mais provável. (...)"

Ver Artigo Completo (SPRC)

------------------------
Comentário: O ambiente não será assim tão sereno... nem tão excepcional! Os casos de colegas que não entregaram a famigerada ficha de objectivos individuais ainda chegam para encher algumas salas de professores. Tal como escrevi neste blogue por diversas vezes (e a controvérsia que isto deu) continuo a considerar que no essencial da lei (ainda em vigor) nada obrigava à entrega da tal ficha de objectivos individuais. Ao contrário da auto-avaliação que é obrigatória, mesmo que não tendo de obedecer (e aqui as interpretações continuam diversificadas) ao documento "standard" disponibilizado no sítio da DGRHE.

No que concerne às direcções das escolas: O melhor mesmo é abrandarem a "fúria adesivista neo fascista", pois só mesmo muito dificilmente não poderão ocorrer alterações ao nível do ECD, e como tal, deste modelo de avaliação do desempenho. Basta os partidos da oposição cumprirem as suas promessas para que, a partir de Outubro começarmos a ter «melhores» notícias...
------------------------

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vale a pena não cruzar os braços...

Providência cautelar ‘retira’ cargo a directora de escolas em Melgaço.

Comentário: Esta notícia ia passando despercebida... Ainda bem que existem colegas que não me deixam passar determinados temas em «branco» e me enviam emails a chamar a atenção. Quem me conhece sabe que sou tremendamente legalista e que apoio a 100% a «Frente Jurídica» (o que quer que isso seja). Se todos nós procedessemos de acordo com as leis fundamentais da república e soubessemos um pouco mais dos nossos direitos, provavelmente não teriamos sido tão «esmagados». Mas não liguem muito ao que escrevo... É apenas um desabafo.

Nota: Recebo imensos emails por dia e tenho bastantes que ainda não consegui responder. Esta semana e a anterior não me deixaram tempo para responder a emails. Peço-vos desculpa por isso... Vamos ver se durante a próxima semana consigo equilibrar a «balança» do correio electrónico.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Afinal são mais que 4 ou 5...


Comentário: A Ministra da Educação tinha afirmado na 5.ª feira passada, que apenas 4 ou 5 escolas não iriam cumprir o prazo de eleição dos directores (aqui). Afinal são bem mais do que isso, e quem a desmente é o seu próprio secretário de Estado da Educação, Valter Lemos. Vejam então os elementos fornecidos hoje:

- A eleição dos directores está concluída em 975 das 1164 escolas e agrupamentos;
- 155 escolas tiveram "pequenos atrasos burocráticos", mas já têm eleições marcadas;
- Restantes (34) são escolas recentemente criadas ou que resultaram de fusões, lideradas durante um ano por comissões administrativas provisórias, ou estabelecimentos de ensino onde houve pedidos de recurso ou impugnação dos candidatos.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quatro ou cinco escolas? Tantas?

No Público a 28/05/2009: "A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse hoje que "quatro ou cinco escolas" não vão cumprir o prazo de eleição dos respectivos directores, que termina a 31 de Maio.
(...)
Recusando classificar estes casos como "resistência", Maria de Lurdes Rodrigues referiu que "foram casos em que não emergiram lideranças, que não apareceram candidaturas, em que as candidaturas não foram reconhecidas localmente pelas comunidades locais como candidaturas de qualidade e foram rejeitadas".
(...)
A ministra da Educação garantiu que o processo de eleição dos directores dos 1191 agrupamentos ou escolas não agrupadas está a decorrer "dentro dos prazos". "Está tudo a correr muito bem em todas as escolas, ao contrário do que acontecia no passado, em que sempre existia uma centena de escolas em que não emergiam lideranças", declarou.
(...)
Maria de Lurdes Rodrigues apontou, ainda, a existência de "uma grande continuidade nos processos", observando que, "na maior parte dos casos, os presidentes dos conselhos executivos passam agora a directores, garantindo a continuidade do desenvolvimento dos projectos educativos".

A responsável considerou a este propósito que "o que muda verdadeiramente não são tanto as pessoas, mas as condições que estes novos directores passam a ter para conduzir os destinos das escolas".

Confrontada com a manifestação nacional de professores marcada para sábado, a ministra respondeu: "Amanhã é outro dia. Amanhã não tenho nenhuma tomada de posse"."

Ver Artigo Completo (Público)

------------------------
Comentário: Não, senhora ministra... Mudam as pessoas, pois com estas novas condições, as probabilidades de autoritarismo saem reforçadas. Até aqui, um Presidente do Conselho Executivo (e respectiva «equipa»), dependia dos votos de muitos, no entanto, a eleição de um Director, depende do voto de poucos e «sofrerá» como nunca, a verdadeira pressão partidária (e o «melhor» de tudo, a coberto da legalidade). Também terão um acréscimo de trabalho, mas quanto a isso, têm a remuneração «extra» para os manter em «sentido». Aconselho a leitura do Decreto-Lei n.º 75/2008 (nomeadamente a subsecção II), para se inteirarem da extensão do «poder» que estes novos Directores terão na «mão».

Para além disso, por aquilo que sei, não serão apenas 4 ou 5 escolas. E não será por falta de liderança que o processo de eleição dos directores não está a decorrer, nas mesmas. Será mais... humm... Será mais, um problema de legalidade (ou de falta dela).
------------------------