Mostrar mensagens com a etiqueta Associações de Professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Associações de Professores. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Tudo a seu tempo...


Comentário: Não acho que se devam afastar as (denominadas) sociedades científicas de qualquer alteração curricular, mas também considero que se deve dar maior relevância às opiniões de quem tem de gerir (e cumprir) os programas no "terreno", que são os professores... 

E mesmo que discordemos de algumas indicações de determinadas associações profissionais, julgo que até aqui se tem dado pouca atenção ao que nós (professores) temos para dizer, só por isso se justificam algum problemas de cumprimento de programas, a desadequação de algumas temáticas (nomeadamente em determinados anos de escolaridade) e a eliminação de temas relevantes (falo por exemplo, das Infeções Sexualmente Transmissíveis que pura e simplesmente foram "removidas" do programa de Ciências Naturais do 9.º ano).

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Plataforma CUT

 
Comentário: A notícia cujo link coloco acima é de 14 de novembro e remete para uma plataforma de professores recentemente criada com o objetivo de promover um concurso único de colocação, mas admito que é a primeira vez que leio sobre tal "associação". Não sei o que esta plataforma poderá fazer que já não tenha sido tentado pela FENPROF, no entanto, fico a aguardar com alguma expectativa pelas ações que serão desenvolvidas.

Se estiverem interessados em saber  mais, deixo-vos com o link para a página de Facebook desta plataforma.

terça-feira, 31 de março de 2015

E se potencia chumbos... fomenta traumas!

Para os professores de Português, novo programa vai potenciar chumbos 

Comentário: Estou certo de que algo poderá ser feito para contrariar aquilo que parece ser um absurdo, mas que por se tratar de uma proposta (ainda aberta a discussão até 17 de abril) ainda se encontra sujeita à possibilidade de alterações. Certo é que a tradição reza que entre a proposta governamental e o documento final, apenas difere a data de publicitação... 

E se querem ter esperança... Bem... O melhor mesmo é nem pensarem muito na eventualidade do MEC ouvir os professores, sendo preferível substituir tal raciocínio por outro que avance com a probabilidade de alguém no "poleiro" tentar camuflar (com algum tipo de alteração) aquilo que é tão obviamente excessivo. Para além disso, surge o argumento do chumbo dos alunos e a nova tendência educativa cola este conceito ao do trauma, equiparado a uma espécie de terrorismo pedagógico que deve ser evitado a qualquer custo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

As reações ao parecer do Conselho Científico do IAVE

FNE volta a defender eliminação da prova de avaliação de professores 

Associação de Professores pede abolição da prova de avaliação 

Comentário: Se no caso da ANP o pedido de eliminação desta PACC faz sentido à luz dos recentes acontecimentos, não o fará menos no caso da FNE. No entanto, e olhando para o passado recente desta organização sindical, não consigo deixar de pensar que este regresso "corajoso" à contestação terá algo a ver com a proximidade das eleições legislativas e com o forte odor a derrota exalado por quem atualmente ocupa o poleiro governamental.

Mas isto sou eu a divagar...

Aguardemos também pelo concurso interno extraordinário, que como todos saberão foi promessa (ou será troca?) ministerial feita pelo MEC à FNE.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Entrevista ANVPC

Entrevista de César Israel Paulo, presidente da ANVPC - Associação Nacional de Professores Contratados ao Educare  (aqui), que todos os professores devem ler com atenção.  
 Em especial os professores contratados para perceberem o plano de ação da associação e como com a participação de todos poderemos criar uma viragem para um novo paradigma no que concerne aos professores contratados que só poderá acontecer com a retoma do caminho para uma Escola Pública de qualidade e para todos. Escola Pública que vive hoje momentos de um retrocesso escandaloso e terceiro mundista.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pequeno esclarecimento...

Colegas, embora apoie a Associação Nacional dos Professores Contratados (um dos seus membros é colaborador neste blogue) não estou envolvido na sua criação, pelo que vos peço encarecidamente que não me enviem emails a solicitar mais informações sobre a mesma.

Com tempo deverão surgir mais esclarecimentos relativos à Associação Nacional dos Professores Contratados, que espero venha a ter uma intervenção responsável na defesa dos direitos dos professores contratados.

Devo reconhecer que nunca pensei que algum dia fosse possível criar uma associação de professores contratados. Para mim, que comecei a vida na blogosfera com um espaço dirigido exclusivamente a colegas contratados (já lá vão quase 7 anos), ver uma associação deste tipo a tomar forma e a crescer é quase impossível de descrever por palavras. Mas há uma que julgo poder resumir aquilo que sinto: Felicidade!

A responsabilidade, essa, é tremenda... Não só de quem fundou a associação, mas também de todos os colegas contratados.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Artigo 136.º da Constituição da República Portuguesa

Conheço de forma bastante superficial a Constituição da República Portuguesa, mas devido a outras situações passadas sei perfeitamente que o nosso Presidente da República tem 20 dias para promulgar ou vetar a lei aprovada em Assembleia da República no passado dia 25 de Março. Por ter lido no blogue do FJSantos essa referência, lembrei-me que provavelmente seria relevante que todos conhecessem o artigo 136.º da nossa constituição.

Assim,

"Promulgação e veto

1. No prazo de vinte dias contados da recepção de qualquer decreto da Assembleia da República para ser promulgado como lei, ou da publicação da decisão do Tribunal Constitucional que não se pronuncie pela inconstitucionalidade de norma dele constante, deve o Presidente da República promulgá-lo ou exercer o direito de veto, solicitando nova apreciação do diploma em mensagem fundamentada.

2. Se a Assembleia da República confirmar o voto por maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções, o Presidente da República deverá promulgar o diploma no prazo de oito dias a contar da sua recepção.

3. Será, porém, exigida a maioria de dois terços dos Deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções, para a confirmação dos decretos que revistam a forma de lei orgânica, bem como dos que respeitem às seguintes matérias:
a) Relações externas;
b) Limites entre o sector público, o sector privado e o sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;
c) Regulamentação dos actos eleitorais previstos na Constituição, que não revista a forma de lei orgânica.

4. No prazo de quarenta dias contados da recepção de qualquer decreto do Governo para ser promulgado, ou da publicação da decisão do Tribunal Constitucional que não se pronuncie pela inconstitucionalidade de norma dele constante, deve o Presidente da República promulgá-lo ou exercer o direito de veto, comunicando por escrito ao Governo o sentido do veto.

5. O Presidente da República exerce ainda o direito de veto nos termos dos artigos 278.º e 279.º."

Tenham também em atenção que o prazo de promulgação ou veto apenas inicia aquando da recepção pelo Presidente da República (PR), do decreto aprovado em Assembleia da República... E, falo por mim, desconheço essa data de recepção.

Quanto ao PR promulga vs veta, já nem sei o que dizer... Pessoalmente estou convencido que Cavaco Silva irá promulgar, mas de acordo com os últimos acontecimentos começo a ficar com dúvidas. Mais uma vez estamos metidos bem no meio de um intenso jogo político... Deveriamos estar mais resguardados deste tipo de situações, mas desde 2005 que para o bem e para o mal servimos de "pau para toda a colher".

Nota: Se quiserem ter uma cópia da Constituição de República Portuguesa (versão de "bolso"), cliquem aqui.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Preocupações...

No Diário de Notícias a 30/11/2010: "As três horas semanais de Português e Matemática no 3.º ciclo são insuficientes para as necessidades dos alunos e definitivamente "não chegam" para acomodar as exigências dos novos programas das disciplinas.

Esta é a opinião unânime dos presidentes das associações de professores de Português (APM) e Matemática (APM), que receiam também o impacto do fim anunciado, em 2011, da área da Estudo Acompanhado, que desde há alguns anos - com autorização da anterior ministra, Maria de Lurdes Rodrigues - estava a ser usada pelas escolas para reforçar os tempos de aprendizagem destas disciplinas.

"O Estudo Acompanhado era a unidade de cuidados intensivos do Português e da Matemática", defende ao DN Arsélio Martins, da APM, para quem esta solução era ainda assim "um paliativo" que só disfarçava as carências.

Com os novos currículos de Matemática do básico a entrarem na última etapa do período experimental - estão a ser testados este ano com 10 turmas do 9.º ano - este professor defende soluções que promovam "mais contacto" com a disciplina. "O programa em experimentação não foi feito para as três horas semanais", considera, admitindo que o reforço "não tem de passar por mais horas de aula", podendo ser dedicado a actividades relacionadas com a disciplina.

Paulo Feytor Pinto, da APP, lembra que "Portugal é dos países da União Europeia e da OCDE que menos horas dedicam ao estudo da língua materna" e um dos casos raros em que houve uma redução horária no 3.º ciclo. "Antes de 2001, os alunos tinham quatro aulas de 50 minutos por semana. Agora são dois blocos de 90", lembra.

Números que considera contraditórios com os objectivos do novo programa de Português, que até foi "aplaudido" pela Associação: "Com a carga horária que temos, não é para dar", ironiza.

Para Feytor Pinto, o tempo de trabalho é importante, mas a dimensão das turmas ainda é mais decisiva, porque condiciona o aproveitamento das aulas: "Com turmas de 30 alunos - eu tenho duas - as perturbações são muito maiores".(...)"


------------------------
Comentário: Estou de acordo com o colega Feytor Pinto, quando refere a importância da dimensão das turmas. Já tive oportunidade de leccionar o mesmo ano de escolaridade com turmas de dimensões bastantes diferentes e quase impreterivelmente a turma com menos alunos consegue arrecadar uma maior proporção de sucesso. Coincidência? Sabemos que não, mas também sabemos que este Ministério da Educação não pretende sucesso real, mas sim sucesso de "secretaria".
------------------------