quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Temos o que merecemos?

Resisto sempre à tentação de generalizar o que quer que seja, baseado em amostras reduzidas... No entanto, e depois de falar com alguns colegas que estiveram em outros plenários organizados pela FENPROF relativos aos concursos de professores e somando a minha experiência pessoal do final da tarde de hoje, tenho sérias dificuldades em não cair em desvarios.

Tantos "contestatários de bancada", tanta indignação nas redes sociais, tantos comentários de revolta em blogues de professores, tantas mensagens de correio eletrónico de contestação... E no final, realizam-se plenários onde são poucos os que aparecem e curiosamente (ou não) os "contestatários de bancada" não apareceram.

No caso do plenário de Vila Real, apareceram cerca de 20 pessoas... Dois deles, professores contratados, num ano de mais uma vinculação extraordinária. Estou certo que quem não foi, teve outras coisas mais importantes para fazer (alguns deles não... terá sido mesmo por pura falta de vontade), mas depois de o diploma ser aprovado, de nada valerá "bater" nos sindicatos e apregoar que as coisas poderiam ter sido feitas de outra forma. Definitivamente o teclado é uma arma poderosa para não dar a cara quando nos dão a oportunidade de falar, criticar ou sugerir junto de quem tem poder negocial.

Relativamente a alguns pedidos de esclarecimento / sugestões que foram colocados no blogue, consegui transmiti-las para quem estava a dirigir o plenário, se bem que em todos os casos, fiquei com a sensação que existe da equipa negocial da FENPROF, uma consciência bem clara dos limites ou vontades do Ministério da Educação.

E é acim...

Bilhetinho ternurento apanhado no primeiro ciclo:
"Só queria ser teu amigo MAPC. Queres ser minha MAPC?"
E eu perguntei: "O que é isso do "MAPC"?
- Então, chicha («chicha» significa «teacher» em Inglês de 3.º ano de escolaridade), "Melhores Amigos para Cempre"!!"

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Pedido

Amanhã irei estar presente num plenário organizado pela FENPROF, relativo à negociação do diploma dos concursos e vinculação extraordinária de professores contratados... Ao contrário de alguns, não vou para desabafar, desancar nos sindicalistas ou mesmo inquinar a iniciativa, mas sim para ouvir. E depois de ouvir, se nada do que considero relevante for abordado ou discutido, tentarei dar o meu contributo. No entanto, e enquanto jantava, dei por mim a pensar que as minhas dúvidas ou eventuais propostas podem não ser as mais relevantes, pelo que poderia ser interessante levar comigo um conjunto mais abrangente das mesmas.

Deste modo, e na eventualidade de não terem oportunidade de estar num destes plenários, poderei levar comigo algumas questões ou propostas que tenham. Se me for dada oportunidade para falar, poderei partilhá-las com quem organiza o plenário... Bem sei que até pode não dar em nada, mas ainda não estou suficientemente resignado para ficar em casa, perante uma iniciativa destas.

Deixo-vos também os links dos diplomas em discussão, para que possam enquadrar os vossos contributos sob a forma de comentários (aqui na "casa" ou na página de Facebook). Cheguem-se à frente...

Foge, foge, bandido!


Processamento de remunerações 2017

Até agora ainda não tive a desilusão de lecionar numa escola onde os assistentes administrativos fossem menos "competentes", ao ponto de errarem no processamento das remunerações... No entanto, e porque sei que podem ocorrer erros (todos nós somos permeáveis a isso), fica o esclarecimento do Instituto de Gestão Financeira da Educação, relativamente ao provessamento de remunerações para o presente ano civil.

Para acederem ao documento, cliquem na imagem abaixo (link IGeFE). 


Dualidades...


Comentário: Não sou contra as proibições (até as considero necessárias, principalmente nos dias de hoje onde quase tudo é permitido / admitido) e também não tenho por hábito fazer juízos de valor, quando para tal me faltam alguns dados que considero como essenciais. Tendo como base estes pressupostos, e numa leitura transversal, eventualmente apressada, até poderia criticar esta proibição de ânimo leve... 

No entanto, falta-me saber se esta proibição é relativa aos espaços interiores (corredores, por exemplo) ou se, para além disso também considera os espaços "abertos" dentro da área do colégio. Uma leitura literal, far-me-ia acreditar que o tal "dentro do colégio" se refere a toda a área (coberta e não coberta) da escola, no entanto, falta-me esse esclarecimento. Se a proibição for relativa a todo a área do colégio, parece-me excessiva. Se pelo contrário, a proibição apenas for relativa aos espaços interiores, não posso dizer que discorde, até porque já me deparei com inúmeras situações de alunos (já com algum porte físico) a correrem dentro dos corredores, empurrando colegas, professores e assistentes operacionais, numa demonstração clara de desrespeito pelo outros. 

Embora admita poder estar errado, penso que esta situação estará mais relacionada com a tendência da "aversão à proibição a tudo e mais alguma coisa que os nossos alunos façam", do que propriamente a esta proibição propriamente dita. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Always look on the bright side of life...

Caí nas escadas de um dos blocos da escola. Foi tão brutal, mas tão brutal: se as escadas fossem feitas de teclas de piano, ter-se-ia ouvido um pedaço da Marcha Turca do Mozart... Levantei-me num ápice, estilo boneco de mola a sair da caixa, cabeça erguida, pus os óculos no sítio e disse em voz bem alta para todos os que estavam ali a fitar-me, apavorados: "Pronto, já estou cá em baixo! Bom fim de semana!" E continuei a caminhar, como se nada fosse, toda dorida, mas com classe...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Da inquestionável omnipresença...