quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Temos o que merecemos?

Resisto sempre à tentação de generalizar o que quer que seja, baseado em amostras reduzidas... No entanto, e depois de falar com alguns colegas que estiveram em outros plenários organizados pela FENPROF relativos aos concursos de professores e somando a minha experiência pessoal do final da tarde de hoje, tenho sérias dificuldades em não cair em desvarios.

Tantos "contestatários de bancada", tanta indignação nas redes sociais, tantos comentários de revolta em blogues de professores, tantas mensagens de correio eletrónico de contestação... E no final, realizam-se plenários onde são poucos os que aparecem e curiosamente (ou não) os "contestatários de bancada" não apareceram.

No caso do plenário de Vila Real, apareceram cerca de 20 pessoas... Dois deles, professores contratados, num ano de mais uma vinculação extraordinária. Estou certo que quem não foi, teve outras coisas mais importantes para fazer (alguns deles não... terá sido mesmo por pura falta de vontade), mas depois de o diploma ser aprovado, de nada valerá "bater" nos sindicatos e apregoar que as coisas poderiam ter sido feitas de outra forma. Definitivamente o teclado é uma arma poderosa para não dar a cara quando nos dão a oportunidade de falar, criticar ou sugerir junto de quem tem poder negocial.

Relativamente a alguns pedidos de esclarecimento / sugestões que foram colocados no blogue, consegui transmiti-las para quem estava a dirigir o plenário, se bem que em todos os casos, fiquei com a sensação que existe da equipa negocial da FENPROF, uma consciência bem clara dos limites ou vontades do Ministério da Educação.

6 comentários:

  1. No plenário de Faro eram 28 professores.

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  2. Muito bem dito, Ricardo!

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  3. E quais são os limites do Ministério? Obrigada.

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  4. Professores 1º Ciclo: http://www.empregoestagios.com/porto-editora-procura-professores-1o-ciclo-coordenacao-projetos-editoriais/

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    Respostas
    1. A não participação dos professores só revela que as vinculações não são a prioridade. Os sindicatos ainda não perceberam que as preocupações dos professores são os horários zero, e agora querem passar de 6 para o 8 o número de horas mínimas para não se ire para horário zero e não a vinculação de meia dúzia de professores que ao primeiro horário zero vão para rua, lembrem-se da data 01/01/2009.

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  5. Tem razão, Ricardo.

    É mais fácil usar o mouse.......

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