segunda-feira, 20 de julho de 2015

Vamos a isso...

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Música de "Def Leppard" - (Tema: Lets Get Rocked)

Se fosse apenas falta de formação...

Professores não têm formação para lidar com a indisciplina nas salas de aula

Comentário: A questão da indisciplina ultrapassa em muito a falta de formação dos professores para lidar com a mesma... A falta de educação dos encarregados de educação, a debilidade de valores dos seus educandos e a crescente permissividade (e proteção) da sociedade para com as agressões a professores são outros factores que me parecem também de "peso".

Alguns alunos e (respetivos) encarregados de educação são exímios ao nível do conhecimento dos seus direitos, mas infelizmente quando são chamados à atenção pelo não cumprimento de deveres, reagem afirmando desconhecimento ou - por vezes - de forma violenta (física ou verbal). 

E para terminar, deixo-vos com a frase utilizada este ano letivo por uma encarregada de educação, quando lhe comuniquei que o seu filho agredia outros alunos: "Não sou responsável por aquilo que o meu filho faz na escola. Isso é problema seu!"

Surpreendente? Para mim, não... Já ouvi pior, mas também já reagi melhor aquando desta tipologia de reações por parte de certos progenitores biológicos.

Bolsa de Contratação de Escola - Minutas para comprovação dos parâmetros de avaliação referentes à avaliação curricular

A DGAE publicou hoje no seu sítio virtual (aqui), sete minutas relativas à comprovação dos parâmetros de avaliação referentes à avaliação curricular para as diversas Bolsas de Contratação de Escola (BCE). A informação da publicitação desta minutas já havia sido concretizada a 23 de junho (acolá), reportando-se as mesmas "à comprovação das questões enunciadas nos parâmetros de avaliação", que deverão ser "solicitados aos diretores dos respetivos AE/ENA, pelos candidatos, durante o processo de candidatura, caso não seja possível a comprovação através do registo biográfico".

Deste modo, as minutas que devem ser utilizadas pelos professores para solicitar aos diretores a comprovação de determinados parâmetros de avaliação a utilizar nas BCE, são as que se encontram abaixo. Utilizem os links que se encontram à esquerda da definição do parâmetro.

Minuta_Parâmetro 2: Qual a experiência profissional contabilizada em dias, em projetos de âmbito nacional, reconhecidos pela DGE?

Minuta_Parâmetro 3: Caraterize o seu nível de envolvimento na concretização do projeto que considera mais relevante

Minuta_Parâmetro 4: Qual a experiência profissional contabilizada em dias, na disciplina do GR a que se candidata.

Minuta_Parâmetro 5: Qual a experiência profissional contabilizada em dias, no ensino de inglês no 1º ciclo do ensino básico (Oferta Complementar e Atividades de Enriquecimento Curricular/ EPC)?

Minuta_Parâmetro 6: Qual a experiência profissional contabilizada em dias, na lecionação do grupo de recrutamento?

Minuta_Parâmetro 7: Qual a experiência profissional contabilizada em dias, na unidade de apoio especializado?

Minuta_Parâmetro 8: Qual o tempo de serviço contabilizado em dias, em que desempenhou funções (estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, e outros, previstos nos diplomas das diferentes modalidades de ensino)?

Obviamente que estas minutas tentam uniformizar uma situação naturalmente confusa (e profundamente dado a problemas de comprovação de parâmetros), que poderia ser perfeitamente evitada se se utilizasse a lista de graduação nacional. Já aqui tive oportunidade de referir que estou em crer que este processo não agradará à maioria dos Diretores por implicar um forte gasto de tempo na seleção dos candidatos... E obviamente que estou a "falar" de Diretores sérios... aqueles que realmente selecionam.

Primeira indicação de componente letiva (20 a 23 de julho)

Iniciou hoje (de acordo com o estabelecido neste calendário) a primeira fase dada às escolas / agrupamentos para indicarem docentes que eventualmente (e obviamente considerando os dados até esta altura) não tenham componente letiva para o próximo ano letivo. A este propósito, a DGAE publicitou uma nota informativa (aqui) onde constam algumas informações relevantes, nomeadamente:

a) Para o ano letivo de 2015/2016, não é distribuído serviço letivo aos docentes de carreira que, reunindo os requisitos de aposentação, a tenham solicitado até 30 de junho de 2015, desde que o requeiram ao diretor ou presidente da comissão administrativa provisória do agrupamento de escolas ou escolas não agrupadas, a quem cabe decidir no âmbito das suas competências; 

b) A atribuição de componente letiva aos docentes colocados por mobilidade por doença, para o ano escolar de 2015/2016, não pode originar insuficiência ou inexistência de componente letiva dos docentes do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada onde foi colocado, conforme estabelecido no ponto 8 do Despacho n.º 4773/2015, publicado a 8 de maio;

c) Sem prejuízo do disposto em b), só deve ser atribuída componente letiva quando o destacamento tenha por fundamento a situação de doença do cônjuge ou da pessoa que com aquele viva em condições análogas às dos cônjuges, dos ascendentes ou dos descendentes, ou sempre que a situação da sua própria doença o permita.  

Escusado será dizer que é por estes dias vários colegas serão informados de que (a esta altura) não deverão ter componente letiva, e que como tal, se devem preparar para concorrer. Obviamente que em momento posterior, poderão ser "retirados" do concurso de Mobilidade Interna, mas ficará a recordação... e o stress. Stress esse que também deverá caracterizar muitos Diretores (e subdiretores) por esse país fora, pois aqueles que forem conscienciosos não conseguirão passar ao lado desta situação de uma forma fria ou desinteressada. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dia quente...

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Música de "Adam Lambert" - (Tema: Ghost Town)

Afinal não é só pelo norte...

Sobre a mobilidade por doença

Comentário: Quando no passado dia 6 de julho começaram a surgir resultados dos pedidos de Mobilidade por Doença (MPD), fiquei surpreendido com o elevado número de deferimentos... Ao longo do dia foram aumentando o número de mensagens que ia recebendo a dar conta de um número (aparentemente) invulgar de deferimentos de pedidos de MPD. Não sei se o número de pedidos foi maior que em anos anteriores, mas fiquei convencido que aqui pelo norte de Portugal, ao contrário de anos anteriores, algo de diferente teria ocorrido.

Hoje deparei-me com este artigo da FENPROF (cujo link está no topo do post), e por aquilo que pude entender o panorama do número elevado de deferimentos de MPD será nacional.

Colocar em causa a veracidade da situação que esteve na base do pedido de MPD é um tema que poderá merecer a discussão de alguns (por norma, anónimos que não têm coragem de avançar para algo mais com base em dados concretos, ou então interessados apenas em difamar), mas para mim trata-se essencialmente de uma situação que exige fiscalização apertada a "montante" (antes do deferimento) e a jusante (após o deferimento)... Acima de tudo, porque os abusos de outrora concretizados por alguns levaram a que algumas das "regalias" que tínhamos tivessem sido removidas definitivamente.

Quanto às colocações "antecipadas" da MPD, não será necessário concretizar grandes ou elaborados raciocínios para compreender que irão fazer diminuir o número de horários para a Mobilidade Interna. Mas esse é outro problema... Aliás, não é um problema, é um direito para aqueles que padecem de determinadas doenças ou têm a seu cargo pessoas com as mesmas.

Uma questão de nível...

Há sempre alguém a tentar aproveitar-se...

CONFAP quer revisão gratuita do exame de português do secundário

Comentário: O MEC (ou melhor, o IAVE) terá estado no seu melhor no que concerne à uniformização da aplicação dos critérios de avaliação no exame de Português (aqui) do 12.º ano, sustentando a sua excelência de desempenho na máxima de que todos os professores estariam devidamente informados e formados para a correção da mesma. 

Pelo contrário, a Associação Nacional de Professores de Português afirma que afinal não terá sido bem assim... Aparentemente os professores classificadores não receberam todos as mesmas informações e esclarecimentos, tendo como consequência, a discrepância de classificações para respostas similares. 

No final, surge o presidente da CONFAP a sugerir revisão graciosa dos exames... 

Fica a questão: os docentes classificadores irão aplicar aquilo que aparentemente não terá sido uniformizado pelo IAVE, apenas porque a revisão é gratuita?