A cada ano que passa a desilusão com a profissão é cada vez maior. Admito que os que nela se mantêm (pelo menos a maioria) o fazem porque o curso que obtiveram e a idade entretanto atingida não lhes permitirá sair de um sistema estrangulador.
E para este sistema estrangulador contribuem diversos factores, a que poucos serão indiferentes, como por exemplo:
a) Um número cada vez maior de alunos por turma (em salas de aulas que não apresentam características físicas que o suportem);
b) A crescente falta de respeito a que somos sujeitos por alunos, encarregados de educação, opinião pública e pelos sucessivos governos;
c) O acréscimo insustentável de trabalho burocrático (algum dele que deveria - e já foi - ser responsabilidade de quem se encontra nos serviços administrativos);
d) A multiplicação de documentos e de trabalho que nem sequer encontra suporte na legislação, mas que agrada a quem dirige as escolas e agrupamentos de escolas;