quinta-feira, 17 de abril de 2014

Exportar modelos de ensino...

Crato defende intercâmbio de professores com Moçambique 

Comentário: Nuno Crato aparenta vontade de exportar a (vastíssima) experiência dos cursos profissionais e vocacionais para Moçambique... Se correr "tão bem" como correu em Portugal, dentro em breve teremos também em Moçambique, jovens desmotivados, desinteressados e indisciplinados a serem encaminhados para esta via mais "prática". O modelo já faliu há alguns anos, como tal, não compreendo a continuidade em Portugal e muito menos a exportação.

sábado, 12 de abril de 2014

Em modo de...

...pausa.

Pelo menos, em modo de pausa letiva. Eh eh eh.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mais um daqueles estudos...

Indisciplina nas aulas aumentou e falta formação para resolver problemas 

Comentário: ... que constatam o óbvio. A indisciplina aumentou acima de tudo com o contributo dos políticos que nos removeram o principal instrumento que possuíamos para a implementar, ou seja, a autoridade. Perdemos a autoridade em menos de uma década, no entanto, levará bem mais do que isso a restabelece-la (e isso se os políticos assim o quiserem... algo que não me parece que irá acontecer a curto prazo).

Quanto à formação para gerir conflitos... Bem... Nunca a tivemos. Aquilo que fazemos (e é muito) é baseado na experiência pessoal. E se quando temos aproximadamente 30 alunos dentro de uma sala de aula (que não foi "desenhada" para esse número) a gestão de comportamento já é tarefa hercúlea, quando estamos perante alunos do ensino profissional ou vocacional, só mesmo com um esforço extraordinário se conseguem gerir personalidades díspares e fundamentalmente desmotivadas.

Mais do que constatações, agradecem-se recomendações e algum tipo de intervenção positiva por parte de quem nos governa. E atenção que não basta legislar, é necessária fornecer às escolas instrumentos que efetivamente consigam inverter o rumo da indisciplina e da falta de educação.

De regresso à polémica PACC

MEC ganha batalha em relação à prova de avaliação para os professores contratados 

Comentário: Mais um embróglio que resulta da teimosia ministerial em querer implementar medidas perniciosas de filtragem concursal. Alguns poderão pensar que se trata de aferir a qualidade dos docentes (e em certa medida da formação prestada nas instituições superiores), no entanto, esta prova não mais é do que uma tentativa de limitar o acesso ao concurso de professores.

Veremos agora se o MEC vai insistir na realização da prova ainda este ano letivo... Recordo que estamos a terminar o 2.º período e que a logística a implementar não é propriamente fácil.

Como?

Governo quer evitar «estabilização» na educação 

Comentário: Estabilização na educação é algo que não possuímos há muito tempo... Mas fico feliz que João Grancho tenha finalmente admitido que este Governo não pretende estabilização. Só assim se consegue fundamentar tantas alterações nocivas e tantos cortes incompreensíveis.

Seria realmente interessante que de uma vez por todas se apostasse na continuidade, em substituição dos sucessivos paradigmas políticos e consequentes reformas "estruturantes". A estabilidade é necessária, essencial e muito pretendida, ao contrário, do que as mentes convertidas possam acreditar.

Gosto...

...bastante.

Música de "James Arthur" - (Tema: Get Down)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pelos Açores...

Bloco quer que processo de colocação de professores "volte ao princípio" 

Comentário: A novela da vinculação extraordinária de colocação de professores contratados continua a resultar em polémica... E pensar que tudo isto seria escusado se o MEC cumprisse com o estabelecido na lei geral e de uma vez por todas, traduzisse as reais necessidades das escolas em vagas disponibilizadas num concurso ordinário. Ao teimar neste tipo de situações, só teremos um acréscimo de injustiças.

Em contracorrente

Cortes atingem licenças com vencimento para formação e investigação de professores 

Comentário: Já tinha alertado para esta situação (aqui)... É difícil não concluir que os discursos políticos no sentido de mais formação para os professores professores não se coadunam com os cortes financeiros. Mais uma vez estamos perante um exercício de retórico que a realidade permite desmentir, e que só mesmo na cabeça de um "convertido" poderão fazer qualquer sentido.