segunda-feira, 9 de abril de 2012

Preços dos manuais escolares sobem...

Manuais escolares sobem 2,6%

Comentário: Mais uma excelente notícia para as famílias portuguesas... Estamos a "falar" de um valor máximo, mas creio não estar a exagerar se estiver a prever que a maioria das editoras irá encostar os preços a esta percentagem de acréscimo.

Apenas um número: 37,51€ é o preço máximo que um manual de Matemática A do 12.º ano poderá atingir!!

Para acederem à tabela com os valores máximos, cliquem
aqui.

Preocupações...

Revisão da estrutura curricular terá um impacto de tal ordem negativo no emprego docente que MEC foge à discussão dos números e das soluções

Comentário: A Fenprof revela preocupação com as consequências da nova revisão curricular ao nível do desemprego docente, mas também com a qualidade das aprendizagens dos alunos. Segundo este sindicato ainda existem dúvidas por esclarecer. Bem... As dúvidas irão persistir durante mais algumas semanas, pois interessa conter a contestação dos professores. Contestação essa que já deveria estar a ocorrer, pois se bem que não existam esclarecimentos oficiais, certo é que estas mudanças terão um impacto profundamente negativo no número de horários disponíveis para professores contratados e dos quadros.

Estamos perante uma letargia algo incompreensível... A partir de setembro nada poderá ser feito!

E agora, o que fazer?

Aparentemente nada, pois a união dos sindicatos foi esmigalhada e a esmagadora maioria dos professores não sabe realmente o que se está a passar. Aliás, nesta interrupção letiva estive com colegas que até acham que os professores ficam a ganhar com a nova revisão curricular!! Enfim...

Para começar a semana...

Espero que a interrupção letiva tenha permitido algum descanso. ;)

Música de "Benny Benassi Feat. Gary Go" - (Tema: Control).

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sabáticas também já eram

Governo suspende licenças sabáticas

Comentário: Já há muito que se sabia que as licenças sabáticas teriam um prazo de validade encurtado (no ano passado o panorama já tinha sido negro). A aposta na investigação em Portugal nunca foi muito forte, mas agora com a ditadura económica, vai esfumar-se de vez.

Restam-nos as formações fracas ao nível da qualidade e do interesse, mas pagas a peso de outro. 

Mais "boas" notícias...

Governo suspende reformas antecipadas até 2014

Comentário: Pelos vistos esta semana está a ser profícua em notícias que de uma ou outra forma nos afetam de forma negativa. Agora são as reformas antecipadas suspensas! Se juntarmos a este "pormenor" a revisão curricular e o novo diploma concursal, o panorama nos próximos anos vai ser péssimo.

Se quiserem aceder ao Decreto-Lei n.º 85-A/2012, de 5 de abril, cliquem aqui. 

De regresso...

...após uns dias de viagem pelo norte da Península Ibérica. 

 Uma boa Páscoa para vocês.

(c) Ricardo Montes

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Só "boas" noticias, parte II

Professores vão fazer exame de ingresso na carreira já este ano


Os professores com menos tempo de serviço vão realizar este ano civil uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a seleccionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.

Nuno Crato respondia a perguntas dos jornalistas no final de um almoço do American Club, em Lisboa, em que falou das medidas que o Governo português tem estado a desenvolver na área da Educação.

Os moldes em que a prova vai ser aplicada estão ainda a ser discutidos pela equipa de Nuno Crato, que admite, no entanto, dispensar daquele exame «professores com um determinado tempo de serviço», tal como chegou a ser equacionado pela tutela de Maria de Lurdes Rodrigues.
(...)

Aos jornalistas, Crato afirmou que estão a ser introduzidas algumas mudanças em relação ao «recrutamento e à formação inicial de professores.

«Queremos dar, na formação inicial de professores, mais peso aos conteúdos. Ninguém pode ensinar muito bem se não dominar aquilo que vai ensinar. E estamos a introduzir uma prova de acesso à carreira docente, que, aliás, está na lei, mas que vai este ano ser implementada», indicou.

Os professores do quadro não terão de se submeter a esta avaliação, mas «para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso», garantiu o ministro.

 Nuno Crato referiu também a autonomia que progressivamente está a ser dada às escolas e manifestou o desejo de a ver reforçada.

«Estamos a reforçar os contratos de autonomia, têm sido experiências muito positivas», disse, acrescentando que, havendo ainda concursos nacionais, a equipa que dirige gostaria também que «houvesse uma maior autonomia das escolas na contratação de professores».


Comentário:
Só tenho uma pergunta. Isto fez parte do "bom" acordo?

Só "boas" noticias

Professores dos quadros em risco


O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não sabe o que fazer aos professores do quadro que ficarão sem horário graças à revisão curricular». É esta a certeza com que saiu do encontro com o MEC José Alberto Rodrigues, da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) – uma das áreas curriculares que mais horas vão perder com o novo currículo.
(...)

Contactado pelo SOL, o gabinete do ministro Nuno Crato não avança números de professores que podem ficar sem horários, explicando que «qualquer estimativa só poderá ser feita após a constituição de turmas pelos estabelecimentos de ensino». E também não revela qual a poupança que pode ser alcançada com estas medidas, apesar de ter sido traçado o objectivo orçamental de cortar cerca de 100 milhões de euros em custos com pessoal.

A mesma fonte sublinha que «a revisão da estrutura curricular não põe em causa os lugares dos docentes do quadro» e adianta que, «quanto aos restantes, estão a ser equacionadas alternativas».
Uma das ideias que saiu da reunião, esta quarta-feira, entre a APEVT e o secretário de Estado do Ensino, João Casanova, passa por pôr docentes das áreas de Expressão (como EVT e Música) a dar apoio a actividades do 1.º Ciclo. José Alberto Rodrigues diz, porém, que «não é claro em que moldes vão operacionalizar» esta ideia e que não está sequer definida «uma grelha específica com horas a atribuir».

Estudo na componente não lectiva
Certo é que o anunciado Apoio ao Estudo – que será opcional para os alunos – não dará mais horas de aulas aos docentes do quadro, uma vez que, como avançou ao SOL fonte oficial do MEC, este «deverá ser integrado na componente não lectiva de trabalho dos professores».


Comentário:
Está confirmada a suspeita sobre o Apoio ao Estudo ir para a componente não lectiva. Isto confirma os cálculos de uma perda de 9 a 11 tempos por turma no 2º ciclo. Um dos tempos poderá ser recuperado com a Oferta complementar, mas falta saber como vai ser determinado o crédito de horas das escolas para se esclarecer essa dúvida.