sábado, 12 de junho de 2010

Inócuo e estéril.

No sítio da FENPROF a 11/06/2010: "A FENPROF reúne na próxima segunda-feira, dia 14, com a Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) e com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação (SEAE), respectivamente, às 14.30 horas e às 18 horas.

Estas reuniões foram solicitadas pela FENPROF com o propósito de entregar os documentos aprovados pelo seu décimo Congresso que constituem, no seu conjunto, um contributo de grande importância para a dignificação da profissão docente e das condições do seu exercício, bem como para a valorização da Escola Pública e, dessa forma, para a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem.
(...)
Na reunião com o Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, a FENPROF proporá o agendamento, para o imediato, de reuniões que proporcionem o desenvolvimento de processos negociais há algum tempo requeridos, mas sem correspondência ministerial, designadamente sobre a Gestão das Escolas, os Horários de Trabalho, a Reorganização Curricular, os Concursos de Professores, a Formação Contínua de Docentes, a Educação Especial e as Actividades de Enriquecimento Curricular. Quanto ao Reordenamento da Rede Escolar, está já agendada uma reunião para o dia 17, sobre a qual, oportunamente, a FENPROF divulgará mais informação."

Ver Artigo Completo (FENPROF)

------------------------
Comentário: Perda de tempo... Na reunião com o CNE a FENPROF irá manifestar a sua apreensão e forte preocupação relativamente às políticas e medidas em curso. Na reunião com o Secretário de Estado a FENPROF irá propor agendamento de reuniões sobre diversos temas. Se a primeira é inócua a segunda será estéril. Continuamos com teatros de trabalho, para os quais já não tenho paciência..
------------------------

Avaliação deverá ser factor de ponderação nos concursos.

Avaliação fica mesmo a contar para concursos.

Tribunais dão razão ao Governo contra sindicatos.

Inclusão da avaliação dos docentes na graduação para concursos.

Comentário: Ao que parece a avaliação de desempenho vai mesmo ser incluída na ponderação da graduação dos concursos de professores. Ao contrário do que muitos dizem, esta "derrota" não é dos sindicatos. É dos professores... E o Governo sabe disso, pois até coloca um artigo no seu portal (vejam o último artigo cujo link coloquei acima). As implicações da inclusão da avaliação na graduação irá provocar bem mais injustiças que a divisão da carreira, pois a existir novo concurso nacional serão tremendas as mudanças.

Surpreendente é a declaração de Lucinda Manuela (vice-presidente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação) num dos artigos onde refere o seguinte: "Isto afecta os professores contratados. Alguns só receberam 'bom'. O ME está a fazer com que alguém fique no desemprego no próximo ano lectivo". Mas anda tudo a olhar para o céu?! A decisão da inclusão da avaliação na graduação para concursos ultrapassa completamente os colegas contratados. Irá influenciar de igual forma os colegas QZP, QEna e QA. Estou farto de referir isto aqui... Começa a ser demasiado estúpido para ser levado a sério. Se houver novos concursos nacionais em que vai tudo a "jogo" vou fartar-me de rir com aquele pessoal que vai descobrir tarde e a más horas que afinal esta situação não é só um problema dos "contratados". E depois vão-se culpar sindicatos... Culpar o vizinho do lado... Culpar o cão que urina no poste... Culpar a Isabel Alçada... O Bin Laden... Mas os culpados aqui serão mesmo os colegas que andam a assobiar para o lado e a ignorar os avisos de imensos colegas um pouco mais atentos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A injustiça dos arredondamentos...

No Diário de Notícias a 08/06/2010: "O Ministério da Educação (ME) deu o dia de ontem às escolas para colocarem a avaliação dos professores na plataforma informática. A plataforma tem sido contestada pelos sindicatos e pela classe, por arredondar as classificações, criando assim desigualdades entre os docentes. Sendo um dos argumentos apresentados nos vários processos em tribunal que opõem sindicatos ao ME.
(...)
O DN contactou alguns directores de escolas que confessaram, sob anonimato, não terem introduzido as avaliações no sistema e que ontem também não o conseguiram fazer. O uso desta plataforma não era obrigatório, até este despacho o decretar.

A Fenprof defende que as escolas começaram por não usar o sistema "por razões de rigor". Em comunicado, o sindicato explica ainda que o instrumento do ME "era impreciso e arredondava as classificações".

O arredondamento das classificações é um dos factores de "desigualdades", apontados pelos professores. Anabela Delgado, dirigente da Fenprof, explica como funciona o sistema informático. "Dois professores no intervalo do Bom, um com 7,4 e outro com 7,5 viram arredondadas as classificações, respectivamente, para 7 (mantendo o Bom) e para 8 (passando a ter Muito Bom e uma bonificação no concurso)", exemplifica a dirigente da Fenprof. Ou seja, a plataforma informática do ME "faz com que uns professores sejam prejudicados e outros beneficiados", acrescenta Lucinda Manuela, da FNE.(...)"

Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)

------------------------
Comentário: Este tipo de arredondamentos é na realidade uma aberração que tanto prejudica como beneficia. Ora vejam lá a escala da avaliação e retirem conclusões:

Excelente — de 9 a 10 valores;
Muito bom — de 8 a 8,9 valores;
Bom — de 6,5 a 7,9 valores;
Regular — de 5 a 6,4 valores;
Insuficiente — de 1 a 4,9 valores

Espero mesmo que a FENPROF consiga ganhar esta situação em tribunal, pois não são só os arredondamentos, os pontos de injustiça que rodeiam o modelo de avaliação do desempenho docente. Uma situação, que como todos sabem, não é um problema apenas dos colegas contratados.
------------------------

Esta "partiu-me todo"...

Nuno Crato é o novo presidente do Taguspark.

Comentário: Decididamente o mundo dá tantas voltas que começa a ser impossível ficar surpreendido com o que quer que seja.

A conflitualidade nas escolas.

"Sistema de avaliação está a causar conflitualidade nas escolas".

Comentário: Uma análise bem sintética do actual estado da educação no que concerne aos professores, no entanto, a merecer leitura, uma vez que estamos a falar do Ramiro Marques. Existem ali alguns pontos que mereceriam esclarecimentos adicionais (nomeadamente na proposta de avaliação dos docentes), mas creio que o Ramiro os fará posteriormente... Bem, pelo menos para mim, seria extremamente relevante que os fizesse, pois assim a "frio" (e da forma como a jornalista elaborou o artigo) parece-me demasiado vago.

Vai manter? De certeza?

Governo vai manter avaliação no concurso de professores.

Comentário: Bem... Por aquilo que pude ler no artigo, parece-me que existe aqui mais raciocínio lógico que informação por parte de quem elaborou o artigo. Mas mais do que isso, continua a existir um erro repetido, que poderá causar relaxamento muscular, quando pelo contrário deveria provocar espasmos: "O Ministério da Educação prepara-se para incluir mesmo a avaliação de desempenho no concurso dos professores contratados(...)".

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Será mesmo "ProfsLusos"?! Se for é inadmissível!

Espero estar errado, até porque a designação deste blogue é mesmo "Professores Lusos". Por vezes, os colegas referem-se a ele como "Profslusos", devido ao endereço electrónico. O tratamento desta espaço por "ProfLusos" não é usual nem nunca o foi, no entanto, depois de ter tido acesso ao relatório da avaliação externa do Agrupamento Vertical de Escolas de Torre de Moncorvo (onde estive a leccionar nos últimos 3 anos e onde desempenhei alguns cargos) deparo-me com o seguinte (página 11) e fiquei com algumas dúvidas:



Já pesquisei no Google esse tal blogue "ProfLusos", mas só encontrei um, que nunca recebeu qualquer actualização, como tal, e somando o facto de eu ter leccionado nesse agrupamento durante 3 anos, de muitos colegas dessa escola saberem que eu sou o editor deste blogue e da descrição do mesmo no relatório ir ao encontro daquilo que este blogue representa, tenho toda a legitimidade em poder inferir que este relatório contém um passagem relativa ao "ProfsLusos" como sendo um projecto do Agrupamento Vertical de Escolas de Torre de Moncorvo. Se assim for é inadmissível!

É certo que ocorreu aqui algum erro de comunicação. Este blogue NUNCA FOI um projecto de uma Escola e/ou Agrupamento. Este blogue é um projecto pessoal meu. Tenho aqui anos da minha vida investidos e não aceito de modo algum, que este projecto pessoal seja integrado em que escola for. Se esta situação não for brevemente esclarecida por quem de direito irei proceder ao envio de um pedido de esclarecimento à Delegação Regional do Norte da IGE.

Nota: Tenho uma série de variações e possibilidades de endereços de blogues/sítios registados no meu computador e que poderão servir para um eventual problema. Se entretanto aparecer algum blogue/sítio novo, a situação tornar-se-á ainda mais grave.

Novo portal da DGRHE.

Finalmente desapareceu aquele tipo de ar irritante do sítio da DGRHE. Quanto ao resto, ainda necessito de mais algum tempo para verificar se agilizaram algo ou se foi só alteração de "template", no entanto, parece-me um pouco mais confuso que o anterior. Cliquem na imagem para aceder ao novo portal.