quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bom dia a todos...

Música dos "The Verve" - (Tema: Love Is Noise).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Problemas com a aplicação "Contratação de Escola".

Retirei dos comentários ao post abaixo, as seguintes reclamações da aplicação "Contratação de Escola", disponível no sítio da DGRHE:

- "Não se consegue confirmar/visualizar dados pessoais";
- "Não se consegue aceder à lista de candidaturas que se efectuou" ("Só se sabe a quais ofertas a que se concorreu, se "clicarem" novamente nessas ofertas - aparece a seguinte mensagem: "Já se candidatou a essa oferta");
- "Não se consegue aceder à opção para desistir de uma candidatura";
- "A opção "consulta" está sempre indisponível";
- Páginas de ofertas de escola repetidas;
- "Não se tem acesso ao distrito ou qzp de onde são as ofertas";
- "Aparecerem ofertas de escola que nada tinham a ver com a minha àrea".


Esta situação torna-se extremamente preocupante, quando sabemos que hoje terminam as candidaturas para algumas ofertas de escola e o problema já existe (pelo menos) desde 2.ª feira. Seria importante que os sindicatos se pronunciassem relativamente a este tema, o mais rapidamente possível, para que a DGRHE seja «obrigada» a arranjar uma solução.

Contratação de escola.

Chegaram imensos emails à minha caixa de correio electrónica a reportar problemas com esta aplicação. Aparentemente esta aplicação foi alterada sendo mais complicada a sua utilização.

Como quem me enviou os emails não referiu exactamente quais os problemas da mesma (apenas de uma forma muito geral), seria interessante se os colegas colocassem sob a forma de comentário, quais os problemas desta aplicação para que fossem divulgadas... Nem que fosse apenas aqui neste blogue.

Hipocrisias...

No sítio da Visão a 02/09/2009: "Em entrevista à RTP, o líder socialista garantiu que, se voltar a formar Governo, tudo fará para restaurar uma relação "delicada" e "atenta" com os professores, reconhecendo falhas na forma como lidou com este sector.

José Sócrates falava em entrevista à RTP, na terça-feira à noite, após ter sido confrontado com as medidas tomadas pelo seu executivo em relação a magistrados e professores.

Interrogado sobre o que fará para reconquistar a confiança destes sectores profissionais caso vença as próximas eleições legislativas, o líder socialista respondeu: "Farei o meu melhor".

Na entrevista à RTP, o primeiro-ministro admitiu que o Governo poderia ter sido mais sensível às reivindicações dos professores e que a sua equipa falhou na forma de comunicar os objectivos da avaliação de desempenho.

"Talvez não tivesse havido, e reconheço isso sem problemas, suficiente delicadeza no tratamento da nossa relação com os professores. E porventura falhámos aí, nessa forma de nos explicarmos, nessa relação", disse José Sócrates.

"Deixar criar a ideia de que nós fizemos isso contra os professores é tão infantil. Nunca esteve no nosso espírito, pelo contrário. Nós sempre tivemos a maior das preocupações em que isso não acontecesse dessa forma. Se isso aconteceu, eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para o corrigir", acrescentou."

Ver Artigo Completo (Visão)

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Comentário: Só agora Sócrates admite que poderia ter feito as coisas de outra forma, no que aos professores concerne. Agora?! A menos de um mês de eleições legislativas?! Mas será que algum professor (sem interesses a nível governamental, autárquico e de direcção de uma escola) se acredita nestas «confissões»?! Tantos anos a fazer «asneiras» e a maltratar os professores... Mais valia estar caladinho e nem se atrever a falar nos professores. De falsos arrependimentos está o inferno cheio. Decididamente, estas declarações de José Sócrates apenas serviram para me irritar.
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Programas eleitorais - um resumo.

Segue-se um resumo dos programas eleitorais, relativos aos professores, dos quatro principais partidos. Atenção que este resumo deverá ser complementado com as restantes propostas para a educação, algo que aqui não fiz, mas que aconselho a fazerem.

PS:

a) Acompanhar e avaliar a aplicação do Estatuto da Carreira Docente, no quadro de processos negociais com as organizações representativas dos professores e educadores, valorizando princípios essenciais como a avaliação de desempenho, a valorização do mérito e a atribuição de maiores responsabilidades aos docentes mais qualificados;
b) Acompanhar e monitorizar a aplicação, pelas escolas, do segundo ciclo de avaliação do desempenho profissional de docentes e, no quadro de negociações com as organizações representativas, garantir o futuro de uma avaliação efectiva, que produza consequências, premeie os melhores desempenhos, se realize nas escolas e incida sobre as diferentes dimensões do trabalho dos professores;
c) Promover programas específicos para a formação dos directores das escolas e dos professores com funções de avaliação;
d) Prosseguir o reforço da autoridade dos professores na escola e na sala de aula, e o reforço das competências e do poder de decisão dos directores na imposição da disciplina, na gestão e resolução de conflitos e na garantia de ambientes de segurança, respeito e trabalho nos estabelecimentos de ensino;
e) Desenvolver os programas de formação inicial e contínua para a docência, com incidência especial nas competências utilizadas em sala de aula, designadamente na capacitação científica e didáctica e integrando a formação contínua em programas expressamente dirigidos à melhoria das aprendizagens, nomeadamente em português, matemática, ciências experimentais, inglês e TIC;
f) Promover o reforço das escolas em recursos profissionais que permitam a criação de equipas multidisciplinares adequadas ao apoio à actividade docente e à integração dos alunos e das famílias, nomeadamente no domínio da orientação vocacional, do apoio e trabalho social, na mediação; promover, ainda, o reforço de quadros especializados na gestão e manutenção dos equipamentos técnicos."


PSD:

"Restabeleceremos o prestígio dos professores, reforçando a sua autoridade e condições de trabalho de modo a chamar os melhores para o ensino, centrando a sua acção no trabalho pedagógico e aliviando a sua carga burocrática.

Afirmaremos a necessidade da existência de um processo de avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de mérito.

Suspenderemos, porém, o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis no processo de avaliação.

Reveremos o Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente no respeitante ao regime de progressão na carreira, corrigindo as injustiças do modelo vigente e abolindo a divisão, nos termos actuais, na carreira docente."


CDS-PP:

"(...)o CDS defende o princípio da avaliação dos professores e entende que é necessário defender o seu prestígio social.
(...)
A avaliação dos docentes deve ter por base o mérito e a qualidade, e ser centrada nas vertentes científica e pedagógica. Não pode ser burocrática nem interferir com a avaliação dos alunos. Terá de ser feita sem prejudicar o ano escolar, reclama uma base hierárquica, não se confunde com “avaliações” sem competências específicas e precisa de um sistema de arbitragem.
Lançámos como ponto de partida o modelo que actualmente é aplicado no ensino particular e cooperativo, subscrito por consenso e que se tem revelado eficaz.
(...)
O CDS entende que se deve caminhar para uma carreira docente em que se considere o trabalho desenvolvido ao longo de toda a carreira, que se desenvolva em estrutura única, mas que permita, por opção do professor, um percurso diferenciado em função de responsabilidades de direcção e de natureza administrativa, tendo em conta a necessária formação especializada para o exercício das mesmas.


CDU:

"Presente na luta pela defesa da dignificação da carreira docente, o PCP defende a revogação do Estatuto da Carreira Docente, tendo como prioridades: a revisão da estrutura da carreira docente eliminando a sua divisão em categorias e revendo as regras de progressão; a eliminação da prova de acesso à profissão docente; a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho; a garantia de uma efectiva estabilidade profissional e a defesa do emprego docente, como indispensável para a melhoria das condições de trabalho nas escolas; a eliminação da possibilidade de aplicação do regime de mobilidade especial.
(...)
A eficácia do sistema de avaliação da actividade docente impõe a participação alargada dos docentes, avaliados e avaliadores, em moldes que permitam a análise séria dos problemas existentes e a discussão aprofundada das soluções exigidas. Que não exclua mecanismos de auto-avaliação e co-avaliação nem esteja condicionada por preocupações exclusivas de classificação ou resultado, antes permitindo a análise de métodos, opções e estratégias pedagógicas, identificando e corrigindo erros mas também valorizando boas práticas. Que exclua de forma incontornável a existência de quotas."


BE:

"(...) O Bloco de Esquerda compromete-se na defesa:
• da estabilidade profissional e contra a precarização;
• do fim da fractura entre professores de primeira e de segunda, sublinhada como um dos ataques mais lesivos da escola pública e que não foi fundada nem em critérios de qualidade nem em conteúdos funcionais diferenciáveis;
• por uma avaliação credível, que se inicia pelas escolas em contexto, alia vertentes internas e externas, e assuma a responsabilidade colectiva do trabalho docente;
• por um horário de trabalho que reconheça o aumento do tempo de qualidade para todo o trabalho docente vergonhosamente silenciado, e para dar resposta às exigências de mudança na escola pública;
• pela componente colectiva do trabalho docente como uma das vertentes mais positivas da sua actividade e como um dos aspectos que mais conteúdo dão à relação com os alunos/as."

Bom dia...

Música dos "Black Eyed Peas" - (Tema: I Gotta Feeling).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Dia cansativo...


Com um pouco de sorte, amanhã consigo ter mais tempo para fazer actualizações. Espero que a vossa apresentação na escola tenha corrido bem... A minha foi relativamente rápida. 15 minutos na Direcção para ficar a saber quais os níveis que iria leccionar (nada de horário, para minha tristeza). A única excepção a esta rapidez, foi o tempo passado na secretaria, a preencher papéis e mais papéis - cerca de 30 minutos), mas nada a que já não estejamos todos habituados. Sorrisos muitos e palavras amigas, com olhares de recordação à mistura constituiram a restante hora que passei na escola, algo que não provocou em mim grande admiração, pois já é o 3.º ano (em 10 de profissão) que lecciono nesta escola. Não foi ao acaso que esta foi a minha 1.ª opção em termos de concurso a DACL.

Sintam-se à vontade de contar a vossa primeira impressão da «nova» escola... Acho que não sou o único a sentir curiosidade em saber como vos correu este primeiro dia.

Formação sexual para professores.

No Público a 01/09/2009: "O Governo está a preparar a regulamentação da nova lei da educação sexual e um programa de formação para professores, disse o secretário de Estado Valter Lemos, garantindo que grande parte da estrutura necessária para aplicar o diploma já existe.

"Está a ser preparada a legislação", afirmou Valter Lemos, acrescentando que grande parte da estrutura necessária para pôr em prática no próximo ano lectivo a nova lei da educação sexual, aprovada este ano, já estava a funcionar. "Todas as escolas já têm um coordenador de educação para a Saúde, a educação sexual já está em todas as escolas, obrigatória", nesse âmbito, referiu.
(...)
Neste momento, estão a ser elaborados os materiais de apoio aos professores, além dos que já existiam e haviam sido preparados por Daniel Sampaio. O mesmo especialista está agora a fazer para o Ministério da Educação um programa de formação para professores. "Já formámos alguns milhares de professores para este trabalho de educação para a saúde e, dentro disso, da educação sexual, mas ainda não temos todos os professores formados, por isso pedimos outra vez ao professor Daniel Sampaio que nos fizesse os referenciais de formação, ele aceitou, está a ser preparado", declarou o secretário de Estado.
(...)
Apesar das "dificuldades" de formar professores para a educação sexual, no âmbito da educação para a saúde, o psiquiatra Daniel Sampaio estima que no final de Setembro seja apresentado o programa de formação dos docentes para esta área. Daniel Sampaio afirmou que o programa de formação em educação para a saúde deverá estar concluído no final de Setembro e que deverá estar em prática antes do final do ano. O objectivo desta formação é assegurar que os professores que ainda não foram formados nestas áreas recebam os devidos contributos dos especialistas.(...)"

Ver Artigo Completo (Público)

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Comentário: Materiais de apoio e formação na área da Educação Sexual, só mesmo depois de Setembro... Com um pouco de sorte, lá para Dezembro já poderemos concluir qualquer coisa. Isto é, se entretanto - e com a eventual mudança de cor(es) política(s) - não optarem por adiarem ad aeternum a aplicação desta área nas escolas portuguesas.

Um dos problemas que entretanto se pode colocar, resulta do facto deste tema (Educação Sexual) ter de estar incluído nos PCT´s... E como todos sabemos, este começa a ser elaborado logo no início do ano lectivo. Ano lectivo esse que não inicia em Outubro, Novembro ou Dezembro, mas sim este mês. Mais uma vez, começamos a contruir «o edifício» pelo «telhado»...
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