quarta-feira, 11 de julho de 2018
Habemus comissão técnica
Ministro admitiu que professores podem recuperar "tempo de serviço mais alargado", dizem os sindicatosComissão ténica vai avaliar o custo do descongelamento das carreiras dos professores
Comentário: O desfecho da reunião entre os sindicatos da plataforma e o Ministério da Educação resume-se (de acordo com o que entretanto está a ser divulgado) em 4 tópicos:
1. Pausa no discurso do Ministro da Educação, relativamente à imposição dos 2 anos, 9 meses e 18 dias;
2. Criação de uma Comissão Técnica para analisar o impacto financeiro do descongelamento da carreira docente;
3. A greve dos professores às reuniões de avaliação, mantém-se apenas até 13 de julho;
4. Entre 1 e 4 de Outubro, duas semanas depois do arranque das aulas, teremos nova greve.
Como classificar este acordo? Bem... Não será fácil fazê-lo, até porque a minha perceção da vontade docente em continuar com a luta até final do mês de julho, nos mesmos moldes em que até aqui foi feita, resulta da minha realidade local e de alguns apontamentos que vou retirando das redes sociais. Se isso expressa a realidade nacional, não sei.
Terão os sindicatos um conhecimento mais global da vontade docente em continuar com as greves até julho? Também não sei...
O que eu sei, é que existem colegas que concordam com a continuidade da greve, outros que já estão fartos dela e outros que estão na expectativa de ver o que faz a maioria. E sem qualquer julgamento (até porque quem me conhece pessoalmente, sabe onde me posiciono), as interpretações que os colegas farão deste acordo, não andarão muito longe do seguinte:
a) Se a maioria queria avançar com greves até ao final do mês de julho, então estaremos perante um recuo, que pode (e deve) esvaziar a força de muitos.
b) Se a maioria queria parar com as greves, então esta situação poderá permitir ganhos de "energia" e de fundamentação técnica, para regresso com novo ânimo em setembro.
1. Pausa no discurso do Ministro da Educação, relativamente à imposição dos 2 anos, 9 meses e 18 dias;
2. Criação de uma Comissão Técnica para analisar o impacto financeiro do descongelamento da carreira docente;
3. A greve dos professores às reuniões de avaliação, mantém-se apenas até 13 de julho;
4. Entre 1 e 4 de Outubro, duas semanas depois do arranque das aulas, teremos nova greve.
Como classificar este acordo? Bem... Não será fácil fazê-lo, até porque a minha perceção da vontade docente em continuar com a luta até final do mês de julho, nos mesmos moldes em que até aqui foi feita, resulta da minha realidade local e de alguns apontamentos que vou retirando das redes sociais. Se isso expressa a realidade nacional, não sei.
Terão os sindicatos um conhecimento mais global da vontade docente em continuar com as greves até julho? Também não sei...
O que eu sei, é que existem colegas que concordam com a continuidade da greve, outros que já estão fartos dela e outros que estão na expectativa de ver o que faz a maioria. E sem qualquer julgamento (até porque quem me conhece pessoalmente, sabe onde me posiciono), as interpretações que os colegas farão deste acordo, não andarão muito longe do seguinte:
a) Se a maioria queria avançar com greves até ao final do mês de julho, então estaremos perante um recuo, que pode (e deve) esvaziar a força de muitos.
b) Se a maioria queria parar com as greves, então esta situação poderá permitir ganhos de "energia" e de fundamentação técnica, para regresso com novo ânimo em setembro.
Tema(s):
Greve,
Ministério da Educação,
Nacional,
Professores,
Sindicatos
A música do dia
Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas
Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais
Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
P'ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral
Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social
Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
Tema(s):
Greve
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Medo... Muito medo...
Comentário: Estamos perante uma inequívoca pressão sobre os professores. Como se já não bastasse a supressão do direito à greve em determinados anos de escolaridade e a despromoção dos Conselhos de Turma aos meros 50% + 1, temos agora o aviso de que o merecido descanso dos professores, poderá não ser autorizado.
Por aquilo que li e estudei, não posso afirmar que a alteração do período de férias como consequência da greve não seja uma possibilidade. De facto, é uma possibilidade. Uma possibilidade com consequências, que vão muito além da indemnização de eventuais prejuízos (e esta parte, só por si, já daria uns bons textos argumentativos).
E se estão à espera que a reunião entre os sindicatos de professores (exceto S.TO.P.) e o Ministério da Educação resulte em algo positivo, é porque nem sequer leram a convocatória.
As greves pressupõem a consciência das suas consequências (as boas e as menos boas), e se bem que temos de encarar esta situação de alteração do período de férias como real, o que devemos pensar é se esta hipótese coloca em causa os princípios e valores pelos quais nos regemos, assim como a continuidade da defesa dos nossos direitos. Não encarem este raciocínio como crítica, mas sim como preparação para decisões e tomadas de ação futuras...
Por aquilo que li e estudei, não posso afirmar que a alteração do período de férias como consequência da greve não seja uma possibilidade. De facto, é uma possibilidade. Uma possibilidade com consequências, que vão muito além da indemnização de eventuais prejuízos (e esta parte, só por si, já daria uns bons textos argumentativos).
E se estão à espera que a reunião entre os sindicatos de professores (exceto S.TO.P.) e o Ministério da Educação resulte em algo positivo, é porque nem sequer leram a convocatória.
As greves pressupõem a consciência das suas consequências (as boas e as menos boas), e se bem que temos de encarar esta situação de alteração do período de férias como real, o que devemos pensar é se esta hipótese coloca em causa os princípios e valores pelos quais nos regemos, assim como a continuidade da defesa dos nossos direitos. Não encarem este raciocínio como crítica, mas sim como preparação para decisões e tomadas de ação futuras...
Tema(s):
Diretores,
Greve,
Ministério da Educação,
Nacional
Das garantias ministeriais...
Ministério da Educação garante que os alunos do secundário “já têm notas atribuídas”
Tema(s):
Greve,
Ministério da Educação,
Nacional,
Politiquices,
Professores
A ILC irá dar entrada, amanhã, nos serviços da Assembleia da República
Comentário: Ultrapassadas as 20 000 assinaturas, apenas restava a "entrega" (no essencial, é uma submissão no portal da Assembleia da República)... Segue-se a votação da Iniciativa em causa, e (sem grandes expectativas) esperar para ver a "fibra" do argumento, quer seja a favor, quer seja contra. Importará ainda perceber a "fibra" e a coerência dos nossos políticos.
Sei ainda que muitos ficarão felizes com o (previsível) desfecho negativo, pois assim poderão regressar à "segurança" dos jogos negociais de bastidores e aos argumentos de que as leis (e suas propostas) devem manter-se "reservadas" à política e aos (negociações com) sindicatos. Este é o pensamento de alguns... Não o meu!
Sei ainda que muitos ficarão felizes com o (previsível) desfecho negativo, pois assim poderão regressar à "segurança" dos jogos negociais de bastidores e aos argumentos de que as leis (e suas propostas) devem manter-se "reservadas" à política e aos (negociações com) sindicatos. Este é o pensamento de alguns... Não o meu!
O S.TO.P. tem sítio virtual...
...suprimindo assim as restrições no acesso à informação e divulgação para quem não tem Facebook ou Instagram (por exemplo). E sim... Temos imensos colegas que não têm pegada virtual e cujo acesso às novidades se faz essencialmente através de sítios virtuais e blogues.
Para acederem ao sítio virtual do Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.), cliquem na imagem abaixo.
Tema(s):
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