Será que não estamos todos fartos de pragmatismo? De uma vez por todas há que assumir uma posição. Não se criticam os sindicatos de forma veemente, para depois recuar e apelar à união. Não se criticam os professores (organizados em movimentos) e depois apela-se à união. Estou farto de pragmáticos. Críticas camufladas escudadas na necessidade dos sindicatos. É verdade? Obviamente... É necessário? Claro que não. É fomentar a confusão. É fomentar uma dúvida desnecessária. Há que assumir uma posição. Há que agir em conformidade.Já nem consigo ler intervenções dúbias. Já não é possível criar uma situação confortável para professores e sindicatos. Deixem-se de pragmatismos. O pragmatismo impede o pluralismo. E neste momento estão criadas todas as condições para esse pluralismo. Participar em duas manifestações? A de 15 de Novembro e outra qualquer convocada pelos sindicatos, é exactamente uma dessas condições plurais. Pragmatismo é querer eliminar uma delas, alegando um qualquer princípio de unificação (de mera aparência). Ninguém irá contrariado a qualquer uma destas manifestações. Só vai quem quer e a mais não é obrigado. Esta é a realidade. Os pragmáticos argumentam que se deve considerar a manifestação que melhor contribui para o bem estar dos professores. Não me parece que abdicar de qualquer das iniciativas, contribua para o que quer que seja. Aliás, só contribuirá para que a manifestação dos sindicatos se transforme num monumental fiasco. Assim, não sendo possível uma união, o melhor mesmo é agir de acordo com a nossa consciência. E no meu caso, a minha consciência apenas me permite escrever isto: Já não acredito nos sindicatos (pelo menos, na FENPROF), no entanto, irei participar em todas as iniciativas que surjam e que de uma forma ou de outra possam atenuar o meu sofrimento.
Sempre que discordar dos sindicatos irei criticá-los, tal como o farei, se os movimentos independentes de professores falharem nas suas iniciativas. Sempre que puder e concordar, irei colocar-me à disposição de qualquer iniciativa ou mesmo contribuir com ideias novas. Mas o que não posso fazer é deixar que me coloquem uma "venda" de pragmatismo, por algo que qualquer um de nós sabe agora (ou pelo menos, desde o memorando) não ser possível. Opto pelo pluralismo em detrimento do pragmatismo. Para quê andar a iludir-me?! Para quê andar a iludir os outros?! Mas alguém acha que vamos a algum lado com palavras? Os actos é que são relevantes. E para não dividir, o melhor mesmo é participar, sem perder muito tempo com "protagonistas" (individuais ou colectivos).
