terça-feira, 10 de abril de 2012

Para expirar...

...após um longo primeiro dia de aulas do 3.º período letivo.

Música dos "Keane" - (Tema: Silenced By The Night).

Azedumes...

Mesmo após alguns anos de convivência alargada com colegas de profissão aqui no blogue, reconheço que ainda fico algo confuso e profundamente desagradado quando constato que existem "ódios" gerados no seio da tipologia contratual com o Estado Português.

Contratados versus Quadros...

Um dia destes surge um upgrade, com a divisão "Contratados versus Quadros de Zona versus Quadros de Agrupamento". Será melhor?! Mas ainda podemos criar mais uma: "Contratados colocados nas cíclicas versus Contratados colocados por oferta de escola versus Quadros de Zona versus Quadros de Agrupamento". Assim ainda podemos dividir mais, para podermos ter mais assunto de conversa.

Mas isto faz algum sentido?! Porquê aumentarem o fosso?! Que estupidez. Ao fazerem-no perdem ainda mais a noção dos cortes que serão implementados na nossa profissão a partir de setembro. Cortes que vão afetar TODOS os professores. Já sei que uns vão sofrer mais do que outros, mas ganhamos alguma coisa com o apontar de dedos?! Alguns culpam os colegas dos quadros por isto e por aquilo... E que devem fazer provas... E que se devem lixar e ir para longe... e tal... e tal. Outros culpam os contratados pelas notas fáceis dadas aos alunos (para "renovarem" contratos), pela falta de qualidade do ensino... blá, blá, blá. 

Tretas, meus amigos, tretas. Ganhamos, enquanto professores, com este tipo de discussões? A resposta é um claro e inequívoco, não! Apenas nos desgastamos e nos afastamos do essencial.

E não... Não vou dar para este "peditório". Quando der, vocês dão conta porque encerro o blogue.

Reformas de 500 euros...

Aproveitei a visita ao sítio do Diário da República para navegar mais um pouco e descobri a lista de aposentados e reformados deste mês (aqui). Curiosamente ou não, encontrei 2 professores do ensino básico e secundário com reformas a rondar os 500 euros e outros dois colegas, com reformas que se aproximavam dos 850 euros.

Obviamente que também se encontram valores superiores, mas estes são realmente valores de reforma surpreendentes.

Só consigo encarar este tipo de situações, como verdadeiros atos de desespero.

Mas nem vou pensar muito nisto, pois certamente que quando me reformar não terei direito a nada (ou quase).

Regulamento do JNE e das Provas e exames do ensino básico e secundário (versão 2012)

Foi hoje publicado em Diário da República o Despacho normativo n.º 6/2012, onde são divulgados 2 novos regulamentos: 

a) Funcionamento do Júri Nacional de Exames; 
b) Provas e dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

Para fazerem o download do mesmo cliquem na imagem acima.

Mais um estudo da OCDE

Professores precisam de centrar-se mais nos alunos, diz OCDE

Portugal tem altos níveis de reprovação no ensino

Comentário: Mais um daqueles estudos da OCDE que parece desmentir (ao nível das conclusões) aquilo que o senso comum e a nossa experiência enquanto profissionais do ensino nos revelam. Se os anteriores estudos, quando descontextualizados, já permitiram a alguns governantes implementar medidas, este parece querer receitar medidas implicitamente economicistas...


Se quiserem ler o sumário do relatório, o melhor melhor é clicarem na imagem abaixo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

E amanhã...

... regressamos às doses excessivas de stress.

Muito, muito bom...

Adorei este tema... Encontrei-o por acaso numa daquelas viagens ao acaso que costumo fazer pela internet, em dias de reflexão. 

Música de "Miguel Araújo" - (Tema: Maridos das Outras).

Contratados a termo certo podem perder direito a compensação por caducidade

Contratados a termo certo perdem compensação

Comentário: Para já estamos perante uma proposta a ser discutida amanhã entre sindicatos e o Ministério das Finanças. Mas é profundamente preocupante a intenção governamental de cortar nas compensações. 

Passo a citar parte do artigo para que vocês compreendam a gravidade da proposta: 

"De acordo com o documento do Governo, "o contrato caduca automaticamente no termo do prazo estipulado desde que a entidade empregadora pública não comunique à outra parte, por escrito, 30 dias antes de o prazo expirar, a vontade de o renovar". 

Acrescenta ainda que "a caducidade do contrato a termo certo não confere ao trabalhador o direito a compensação"." 

Mas as novidades não param por aqui. Também nos contratos a termo incerto existem alterações relativas à fórmula utilizada para o cálculo da compensação. Isto está realmente mau.