Música de "Jorge Palma " (Tema: Encosta-te a Mim).
sábado, 6 de outubro de 2007
Encostem-se aos vossos verdadeiros amigos...
Música de "Jorge Palma " (Tema: Encosta-te a Mim).
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Vídeos
4.ª Colocação Cíclica - Pedido de horários pelas escolas.
No sítio da DGRHE é possível visualizar o seguinte aviso: "As Escolas já podem pedir horários para a 4ª Afectação / contratação cíclica – termina às 24 horas de dia 08 de Outubro.(...)".
Foi uma semana "ao ar", relativamente às cíclicas... Terminando na segunda-feira o pedido de horários, em princípio lá para quarta-feira (10 de Outubro) já deverão existir colocações...
Foi uma semana "ao ar", relativamente às cíclicas... Terminando na segunda-feira o pedido de horários, em princípio lá para quarta-feira (10 de Outubro) já deverão existir colocações...
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Dois mil no coliseu de Lisboa.
No Correio da Manhã de 06/10/2007: "Os professores contestam a contratação de docentes a quatro euros à hora. A denúncia parte do secretário-geral da CGTP/IN, Carvalho da Silva, numa alusão aos contratos de professores de Inglês por empresas privadas para aulas extracurriculares. “Isto é um escândalo e uma aberração para o ensino”, disse Carvalho da Silva, ontem, no Coliseu de Lisboa, local escolhido pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) para assinalar o Dia Mundial do Professor.
Na iniciativa que contou com cerca de dois mil professores, Carvalho da Silva teceu duras críticas ao primeiro-ministro José Sócrates que pouco antes afirmara, nas celebrações do 5 de Outubro: “O Governo não ataca os professores, ataca os problemas da Educação e é preciso que não se confundam professores com sindicatos”. Carvalho da Silva afirmou então que “os sindicatos têm um papel tão digno e de tanto valor em democracia como qualquer outra organização”. Acrescentando ser lamentável que “o primeiro-ministro exprima ódio para com os sindicatos”.
Pedindo a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o dirigente sindical classificou o seu Ministério como “um desastre” ou “reunião de capatazes que funciona a chicote”.
MEDO NAS ESCOLAS
Por sua vez, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse existir um clima de medo nas escolas que conduz ao cansaço físico e psicológico, no que foi de imediato aplaudido. “Há o medo de denunciar o que está mal – sim, o medo que hoje se faz sentir nas escolas”, avançou. Mário Nogueira recordou então que o Ministério da Educação tentou separar os professores nas reuniões. “Tentaram impedi-los de participar em reuniões sindicais fora das suas escolas, mas o tribunal suspendeu o despacho”.
A estrutura sindical entende que a situação profissional “é extremamente preocupante”, sublinhado o desemprego, a precariedade que atinge 13 mil contratados a prazo e a instabilidade. Sindicatos contestam também o Estatuto da Carreira Docente, em vigor desde Janeiro, estando em curso negociações, entre sindicatos e Ministério, sobre a sua regulamentação.
NOTAS
Com base numa avaliação do sindicato dos inspectores, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse serem necessários três anos para se organizar as entrevistas individuais a 150 mil professores visando a sua avaliação. Mário Nogueira considera assim impossível aplicar o regime num espaço de 30 dias, como defende o ministério.
O desemprego, que atinge 35 mil professores, surge como o factor de maior instabilidade para a carreira. Essa foi a opinião da educadora de infância de Beja, Olinda Soeiro. Maria Moreira, de Évora, ao fim de 24 anos de carreira entende que os professores hoje têm de se desdobrar por várias funções.
(...)
ENSINO EM DEBATE
20 MIL HÁ UM ANO
A 5 de Outubro do ano passado, os 14 sindicatos do sector organizaram o maior protesto de sempre de docentes, numa marcha na Avenida da Liberdade, em Lisboa, que reuniu mais de 20 mil professores em protesto contra a revisão do Estatudo da Carreira Docente.
FNE REUNIU A NORTE
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação organizou quinta-feira um seminário com parceiros internacionais, na Póvoa do Lanhoso, sob o lema ‘Melhores condições de trabalho para os docentes portugueses’.
MANIFESTAÇÃO DIA 18
Os professores regressam à rua no dia 18 para participar numa manifestação em Lisboa contra a degradação dos salários reais dos trabalhadores da Administração Pública."
Ver Artigo Completo (Correio da Manhã)
Na iniciativa que contou com cerca de dois mil professores, Carvalho da Silva teceu duras críticas ao primeiro-ministro José Sócrates que pouco antes afirmara, nas celebrações do 5 de Outubro: “O Governo não ataca os professores, ataca os problemas da Educação e é preciso que não se confundam professores com sindicatos”. Carvalho da Silva afirmou então que “os sindicatos têm um papel tão digno e de tanto valor em democracia como qualquer outra organização”. Acrescentando ser lamentável que “o primeiro-ministro exprima ódio para com os sindicatos”.
Pedindo a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o dirigente sindical classificou o seu Ministério como “um desastre” ou “reunião de capatazes que funciona a chicote”.
MEDO NAS ESCOLAS
Por sua vez, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse existir um clima de medo nas escolas que conduz ao cansaço físico e psicológico, no que foi de imediato aplaudido. “Há o medo de denunciar o que está mal – sim, o medo que hoje se faz sentir nas escolas”, avançou. Mário Nogueira recordou então que o Ministério da Educação tentou separar os professores nas reuniões. “Tentaram impedi-los de participar em reuniões sindicais fora das suas escolas, mas o tribunal suspendeu o despacho”.
A estrutura sindical entende que a situação profissional “é extremamente preocupante”, sublinhado o desemprego, a precariedade que atinge 13 mil contratados a prazo e a instabilidade. Sindicatos contestam também o Estatuto da Carreira Docente, em vigor desde Janeiro, estando em curso negociações, entre sindicatos e Ministério, sobre a sua regulamentação.
NOTAS
Com base numa avaliação do sindicato dos inspectores, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse serem necessários três anos para se organizar as entrevistas individuais a 150 mil professores visando a sua avaliação. Mário Nogueira considera assim impossível aplicar o regime num espaço de 30 dias, como defende o ministério.
O desemprego, que atinge 35 mil professores, surge como o factor de maior instabilidade para a carreira. Essa foi a opinião da educadora de infância de Beja, Olinda Soeiro. Maria Moreira, de Évora, ao fim de 24 anos de carreira entende que os professores hoje têm de se desdobrar por várias funções.
(...)
ENSINO EM DEBATE
20 MIL HÁ UM ANO
A 5 de Outubro do ano passado, os 14 sindicatos do sector organizaram o maior protesto de sempre de docentes, numa marcha na Avenida da Liberdade, em Lisboa, que reuniu mais de 20 mil professores em protesto contra a revisão do Estatudo da Carreira Docente.
FNE REUNIU A NORTE
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação organizou quinta-feira um seminário com parceiros internacionais, na Póvoa do Lanhoso, sob o lema ‘Melhores condições de trabalho para os docentes portugueses’.
MANIFESTAÇÃO DIA 18
Os professores regressam à rua no dia 18 para participar numa manifestação em Lisboa contra a degradação dos salários reais dos trabalhadores da Administração Pública."
Ver Artigo Completo (Correio da Manhã)
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Nacional,
Professores
Professores aplaudem palavras de Cavaco Silva.
No sítio da TVI a 05/10/2007: "O secretário-geral da Federação Nacional do Professores (FENPROF) mostrou-se, esta sexta-feira, satisfeito com a escolha pelo Presidente da República do tema «Educação» no discurso do 5 de Outubro e pela mensagem que deixou da necessidade de prestigiar os professores.
«Foi com satisfação que vimos a escolha deste tema por parte do Presidente da República», disse Mário Nogueira, à Agência Lusa.
O discurso de Cavaco Silva incluiu uma «referência elogiosa aos professores», notou o secretário-geral da FENPROF, com o Presidente a sublinhar que é importante tratar os professores com dignidade e que eles sejam acarinhados.
«O Governo tem tratado os professores como um estorvo», criticou o sindicalista. O secretário-geral da FENPROF defendeu que seria bom que, depois deste discurso do Presidente da República, o Executivo passasse a «agir de outra maneira».
Mário Nogueira criticava assim as palavras do Primeiro-ministro que, num comentário ao discurso de Cavaco Silva, disse esta sexta-feira que não se podem confundir sindicatos com professores.
O que acabámos de ouvir, dizem os professores, é a prova de que o Governo não conhece a realidade das escolas. O comentário de José Sócrates é a prova da falta de respeito que o Executivo tem pela classe docente, referiu Mário Nogueira.
No Coliseu dos Recreios, onde esta sexta-feira se assinalou o Dia Mundial do Professor, a indignação era geral. Aplausos dos docentes só mesmo para o discurso de Cavaco Silva.
«A educação é neste momento uma preocupação», afirmou Mário Nogueira, porque a Educação «é um dos graves problemas» que a sociedade portuguesa enfrenta e o discurso do Presidente da República espelha isso.
Os professores têm de fazer parte das mudanças e estas não devem ser feitas contra eles, acrescentou ainda o sindicalista, insistindo que nem sempre os professores têm sido tratados com dignidade."
Ver Artigo Completo (TVI)
«Foi com satisfação que vimos a escolha deste tema por parte do Presidente da República», disse Mário Nogueira, à Agência Lusa.
O discurso de Cavaco Silva incluiu uma «referência elogiosa aos professores», notou o secretário-geral da FENPROF, com o Presidente a sublinhar que é importante tratar os professores com dignidade e que eles sejam acarinhados.
«O Governo tem tratado os professores como um estorvo», criticou o sindicalista. O secretário-geral da FENPROF defendeu que seria bom que, depois deste discurso do Presidente da República, o Executivo passasse a «agir de outra maneira».
Mário Nogueira criticava assim as palavras do Primeiro-ministro que, num comentário ao discurso de Cavaco Silva, disse esta sexta-feira que não se podem confundir sindicatos com professores.
O que acabámos de ouvir, dizem os professores, é a prova de que o Governo não conhece a realidade das escolas. O comentário de José Sócrates é a prova da falta de respeito que o Executivo tem pela classe docente, referiu Mário Nogueira.
No Coliseu dos Recreios, onde esta sexta-feira se assinalou o Dia Mundial do Professor, a indignação era geral. Aplausos dos docentes só mesmo para o discurso de Cavaco Silva.
«A educação é neste momento uma preocupação», afirmou Mário Nogueira, porque a Educação «é um dos graves problemas» que a sociedade portuguesa enfrenta e o discurso do Presidente da República espelha isso.
Os professores têm de fazer parte das mudanças e estas não devem ser feitas contra eles, acrescentou ainda o sindicalista, insistindo que nem sempre os professores têm sido tratados com dignidade."
Ver Artigo Completo (TVI)
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Nacional,
Professores
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Ministério da Educação vai abrir concurso para admissão de novos inspectores.
No Público de 03/10/2007: "O secretário de Estado Adjunto e da Educação anunciou hoje a abertura, "a curtíssimo prazo", de um concurso para a admissão de mais funcionários na Inspecção-Geral da Educação, reconhecendo que esta tem falta de meios humanos.
"Reconhecemos que existem problemas de meios humanos para responder a todas as solicitações. Já está prevista a abertura, a curtíssimo prazo, de um concurso para entrarem mais inspectores, em número significativo", afirmou à Lusa Jorge Pedreira.
As declarações do secretário de Estado surgem na sequência das queixas apresentadas hoje pelo Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino, que pediu uma suspensão por três anos do processo de avaliação de desempenho dos professores, alegando que este só será exequível com o triplo de funcionários.
(...)
Jorge Pedreira considerou que "não faz qualquer sentido" pedir a suspensão de todo o processo de avaliação de desempenho, por eventuais dificuldades que abrangem apenas uma minoria de professores, já que no total serão avaliados 150 mil docentes.
Além disso, o responsável sublinhou que os inspectores só terão de avaliar as funções lectivas dos professores titulares com aquelas funções.
Ainda assim, o secretário de Estado reconheceu que é preciso "encontrar um procedimento que facilite esse trabalho", adiantando que a tutela está já a trabalhar nesse sentido.
"A concretização da avaliação lectiva dos coordenadores de departamento será objecto de regulamentação própria. O resto do trabalho poderá começar a ser iniciado já, uma vez que o processo de avaliação de desempenho tem todas as condições para se desenvolver a partir deste ano lectivo", afirmou ainda o governante."
Ver Artigo Completo (Público)
"Reconhecemos que existem problemas de meios humanos para responder a todas as solicitações. Já está prevista a abertura, a curtíssimo prazo, de um concurso para entrarem mais inspectores, em número significativo", afirmou à Lusa Jorge Pedreira.
As declarações do secretário de Estado surgem na sequência das queixas apresentadas hoje pelo Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino, que pediu uma suspensão por três anos do processo de avaliação de desempenho dos professores, alegando que este só será exequível com o triplo de funcionários.
(...)
Jorge Pedreira considerou que "não faz qualquer sentido" pedir a suspensão de todo o processo de avaliação de desempenho, por eventuais dificuldades que abrangem apenas uma minoria de professores, já que no total serão avaliados 150 mil docentes.
Além disso, o responsável sublinhou que os inspectores só terão de avaliar as funções lectivas dos professores titulares com aquelas funções.
Ainda assim, o secretário de Estado reconheceu que é preciso "encontrar um procedimento que facilite esse trabalho", adiantando que a tutela está já a trabalhar nesse sentido.
"A concretização da avaliação lectiva dos coordenadores de departamento será objecto de regulamentação própria. O resto do trabalho poderá começar a ser iniciado já, uma vez que o processo de avaliação de desempenho tem todas as condições para se desenvolver a partir deste ano lectivo", afirmou ainda o governante."
Ver Artigo Completo (Público)
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E já está... O ME encontrou uma solução para a falta de inspectores! E se restassem dúvidas, a avaliação dos docentes é mesmo para iniciar este ano. Isto é o que se chama trabalhar...
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Tema(s):
Ministério da Educação
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Inspectores querem suspender avaliação de docentes.
No sítio do PortugalDiário a 03/10/2007: "O Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino (SIEE) defendeu esta quarta-feira uma suspensão por três anos do processo de avaliação de desempenho dos professores, alegando que este só seria exequível com o triplo de funcionários.
Em conferência de imprensa, o presidente do SIEE, José Calçada, classificou de «irrealista», «inoperacional» e «impensado» o modelo proposto pelo Ministério da Educação (ME) para a avaliação de docentes, que impõe que os professores titulares com funções de coordenador de departamento ou do conselho de docentes sejam avaliados por um inspector com formação científica na mesma área.
«É impossível dar cumprimento a esse imperativo legal, desde logo por uma questão puramente aritmética», afirmou, explicando que existem em todo o país 152 inspectores para um total de mais de 8.100 professores titulares com aquelas funções, o que daria um rácio de 54 docentes por inspector, se este não tivesse qualquer outra tarefa a desempenhar.
«Não há avaliação séria que resista à evidência destes números», assegurou o dirigente sindical, adiantando que seriam necessários «cerca de três vezes mais inspectores» para tornar possível a avaliação de desempenho dos professores proposta pelo Governo.
Além da escassez de funcionários da Inspecção-Geral da Educação, explicou, nem sequer existem inspectores em determinadas áreas de formação científica, como as Expressões, para poderem ser avaliados os professores titulares que leccionam essas matérias.
Nesse sentido, considerando não haver uma solução imediata «para o imbróglio criado pelo Ministério da Educação», o sindicato dos inspectores vai propor à tutela «que o processo de avaliação seja suspenso por um período mínimo de três anos».
Numa conferência de imprensa conjunta, também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reiterou as críticas à proposta de avaliação de desempenho, que diz «não ser orientada para promover a qualidade do sistema educativo, mas apenas para evitar ou dificultar a progressão na carreira dos docentes».
«O ME está tão cego de ódio em relação aos professores que nem consegue perceber que o que está a propor não é exequível e vai criar enormes bloqueios nas escolas», acusou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.
No encontro com os jornalistas, a Fenprof anunciou que vai hoje requerer o processo de negociação suplementar relativo a este diploma, cuja fase negocial terminou na passada semana, sem acordo entre a tutela e os sindicatos."
Ver Artigo Completo (PortugalDiário)
Em conferência de imprensa, o presidente do SIEE, José Calçada, classificou de «irrealista», «inoperacional» e «impensado» o modelo proposto pelo Ministério da Educação (ME) para a avaliação de docentes, que impõe que os professores titulares com funções de coordenador de departamento ou do conselho de docentes sejam avaliados por um inspector com formação científica na mesma área.
«É impossível dar cumprimento a esse imperativo legal, desde logo por uma questão puramente aritmética», afirmou, explicando que existem em todo o país 152 inspectores para um total de mais de 8.100 professores titulares com aquelas funções, o que daria um rácio de 54 docentes por inspector, se este não tivesse qualquer outra tarefa a desempenhar.
«Não há avaliação séria que resista à evidência destes números», assegurou o dirigente sindical, adiantando que seriam necessários «cerca de três vezes mais inspectores» para tornar possível a avaliação de desempenho dos professores proposta pelo Governo.
Além da escassez de funcionários da Inspecção-Geral da Educação, explicou, nem sequer existem inspectores em determinadas áreas de formação científica, como as Expressões, para poderem ser avaliados os professores titulares que leccionam essas matérias.
Nesse sentido, considerando não haver uma solução imediata «para o imbróglio criado pelo Ministério da Educação», o sindicato dos inspectores vai propor à tutela «que o processo de avaliação seja suspenso por um período mínimo de três anos».
Numa conferência de imprensa conjunta, também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reiterou as críticas à proposta de avaliação de desempenho, que diz «não ser orientada para promover a qualidade do sistema educativo, mas apenas para evitar ou dificultar a progressão na carreira dos docentes».
«O ME está tão cego de ódio em relação aos professores que nem consegue perceber que o que está a propor não é exequível e vai criar enormes bloqueios nas escolas», acusou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.
No encontro com os jornalistas, a Fenprof anunciou que vai hoje requerer o processo de negociação suplementar relativo a este diploma, cuja fase negocial terminou na passada semana, sem acordo entre a tutela e os sindicatos."
Ver Artigo Completo (PortugalDiário)
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Até pode soar a boa notícia, mas suspeito que o ME vai arranjar algum mecanismo de fasear essas avaliações para "atrasar" todo o processo de progressão na carreira, com a justificação de não existirem inspectores suficientes! E quanto às declarações de Mário Nogueira, creio que se existe "ódio" do ME para com os professores, ninguém me vai levar a mal se escrever que o sentimento começa a ser recíproco!
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Professores,
Sindicatos
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Não, sr. secretário de Estado.
No Público de 30/09/2007: "Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação.
(...)
Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de “projectos e missões do Ministério da Educação” e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por “doutor”, título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.
Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei.
Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota.
Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: “Quem mais conhece melhor ama.” Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na “medição” da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como “skill cognitivos”.
Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias “grelhas de análise”. Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno “interrompe o professor”, se “não cumpre as tarefas em grupo” e se “ajuda os colegas”.
(...)
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, “tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes “desculpas de mau pagador”, sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal”. Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.
Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: “Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo.” O sábio pedagógico-burocrático dixit.
O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas “ciências exactas”, não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro."
Por Maria Filomena Mónica
Artigo de Opinião no Público (retirado do blog "A Educação do meu Umbigo")
(...)
Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de “projectos e missões do Ministério da Educação” e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por “doutor”, título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.
Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei.
Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota.
Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: “Quem mais conhece melhor ama.” Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na “medição” da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como “skill cognitivos”.
Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias “grelhas de análise”. Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno “interrompe o professor”, se “não cumpre as tarefas em grupo” e se “ajuda os colegas”.
(...)
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, “tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes “desculpas de mau pagador”, sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal”. Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.
Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: “Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo.” O sábio pedagógico-burocrático dixit.
O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas “ciências exactas”, não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro."
Por Maria Filomena Mónica
Artigo de Opinião no Público (retirado do blog "A Educação do meu Umbigo")
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Depois de ler (muito atentamente) este artigo de opinião, deparo-me com algumas questões (que teimam em não sair do meu cérebro algo limitado): Como é possível este senhor ser secretário de Estado da Educação? Que critérios conduziram à sua nomeação? Terão sido os mesmos que levaram à nomeação da Ministra da Educação?
Claro que por esta altura já todos sabemos quais as orientações deste ministério (e creio, que também nos restantes). São basicamente dois: O estatístico e o economicista... E há que dar a mão à palmatória, nisto eles são excelentes! Conseguem com as "Novas Oportunidades" mostrar resultados (positivos... é nesta altura que me dá vontade de rir) e com as "reduções" dos direitos dos professores (aqui dá-me vontade de chorar), diminuir o encargo (se assim lhe quiserem chamar) com a educação.
Sem dúvida, a "estrada" está traçada, já foi "empedrada", "asfaltada" e agora só falta transformá-la numa "via rápida" com várias faixas, mas num só sentido... E começa a já não ser possível voltar atrás...
Claro que por esta altura já todos sabemos quais as orientações deste ministério (e creio, que também nos restantes). São basicamente dois: O estatístico e o economicista... E há que dar a mão à palmatória, nisto eles são excelentes! Conseguem com as "Novas Oportunidades" mostrar resultados (positivos... é nesta altura que me dá vontade de rir) e com as "reduções" dos direitos dos professores (aqui dá-me vontade de chorar), diminuir o encargo (se assim lhe quiserem chamar) com a educação.
Sem dúvida, a "estrada" está traçada, já foi "empedrada", "asfaltada" e agora só falta transformá-la numa "via rápida" com várias faixas, mas num só sentido... E começa a já não ser possível voltar atrás...
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Educação e marketing.
No Correio da Manhã de 01/10/2007: "A excelente máquina de relações públicas do Governo apostou forte no início do ano escolar, com cerimónias de pompa e circunstância sobre o novo mundo das escolas portuguesas.
Os discursos oficiais anunciavam um caminho capaz de tirar Portugal rapidamente dos últimos lugares no que respeita à qualidade do ensino.
As famílias que se preocupam com o futuro dos filhos já tinham razões para desconfiar de tão fabuloso marketing, porque a experiência de grande parte das escolas desmentia o optimismo oficial.
É também por causa da deficiente qualidade do ensino público que as melhores escolas privadas das grandes cidades têm listas de espera infindáveis. Muitas escolas públicas transformaram-se em simples depósitos de alunos, onde a preocupação dos professores é cumprir o programa, aprendam os alunos ou não.
No final do ano passam todos para evitar chatices e pressões por causa das más estatísticas. Assim chegam ao antigo ciclo preparatório alunos que praticamente não sabem ler, escrever ou contar. E concluem o Ensino Secundário jovens que não conseguem entender o sentido de um texto.
Como revela o trabalho publicado pelo CM nas páginas 6 e 7 (Ver páginas 6/7 - Correio da Manhã), há alunos sem professor, escolas sem condições e contentores transformados em salas de aula.
Os discursos oficiais anunciavam um caminho capaz de tirar Portugal rapidamente dos últimos lugares no que respeita à qualidade do ensino.
As famílias que se preocupam com o futuro dos filhos já tinham razões para desconfiar de tão fabuloso marketing, porque a experiência de grande parte das escolas desmentia o optimismo oficial.
É também por causa da deficiente qualidade do ensino público que as melhores escolas privadas das grandes cidades têm listas de espera infindáveis. Muitas escolas públicas transformaram-se em simples depósitos de alunos, onde a preocupação dos professores é cumprir o programa, aprendam os alunos ou não.
No final do ano passam todos para evitar chatices e pressões por causa das más estatísticas. Assim chegam ao antigo ciclo preparatório alunos que praticamente não sabem ler, escrever ou contar. E concluem o Ensino Secundário jovens que não conseguem entender o sentido de um texto.
Como revela o trabalho publicado pelo CM nas páginas 6 e 7 (Ver páginas 6/7 - Correio da Manhã), há alunos sem professor, escolas sem condições e contentores transformados em salas de aula.
Não basta as boas intenções do Ministério para que a Educação seja um efectivo investimento no capital humano.
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