quarta-feira, 8 de abril de 2020

O que já se sabia...


Comentário: Dificilmente alguém estaria à espera da comunicação governamental de hoje para ficar a saber se as escolas iriam abrir a 14 de abril. Seria incompreensível... Aliás, se alguma coisa de novo trouxer a comunicação governamental de hoje será mesmo a manutenção da especulação relativa à reabertura lá para a primeira semana de maio.

Esclarecimentos sobre o processamento das remunerações...

Eu até nem percebo muito da parte administrativa de processamento de vencimentos, mas atrevo-me a dizer que esta nota informativa de 7 de abril é publicitada mesmo muito "em cima do joelho". 

Enfim.

Eu sei que esta parte é responsabilidade administrativa, mas é sempre bom estarmos atentos à forma de processamento dos vencimentos, para não irmos reclamar sem motivo ou, pelo contrário, reclamar com motivo (e argumento legal).

Para acederem à nota informativa n.º 5 do Instituto de Gestão Financeira da Educação, o melhor mesmo é clicar na imagem ao lado.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

De leitura recomendada...


Comentário: Tenho por hábito ler os artigos de Santana Castilho.... Nem sempre os partilho. Talvez por saber que muitos o lêem, e que a minha divulgação se torna algo redundante. 

No entanto, e mesmo pisando o risco daquilo que anteriormente reconheci, não consigo evitar de partilhar esta artigo, uma vez que o considero muito para além de uma mera opinião ou crítica. Neste caso específico é uma opinião que contém diversas sugestões, em jeito de plano estratégico, que seriam muito úteis se não estivéssemos perante um ministro "inexistente".

Espero estar errado, mas cada vez mais considero que no que concerne à escola, as decisões serão tomadas de 15 em 15 dias, sem plano a médio e longo prazo, até ser inevitável decidir aquilo que poderia ser útil no imediato.

Algumas hipóteses relativas ao 4 de maio como limite máxima para a reabertura das escolas...


Comentário: Ontem escrevi um post (aqui) exatamente sobre esta situação... Tirando a parte de alguns colegas considerarem que era uma mentira de 1 de abril (quem me lê, sabe que não tenho por tradição fazê-lo, mas mesmo assim achei curioso), parece que entretanto já foram surgindo algumas hipóteses, uma delas tem alguma convergência com o que já havia escrito como poderão ler no artigo acima.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

E é isto...

Música dos "The Killers" (Tema: Caution)

"O dia 4 de maio é tido como o limite razoável para reabrir as escolas"


Comentário: De acordo com Expresso, António Costa poderá estar a considerar a reabertura as escolas, decisão que de acordo com aquilo que se vai sabendo até poderá ser gradual (seja lá o que isso significa). 

Se a decisão de encerrar as escolas a 16 de março foi a mais acertada (se bem que poderia ter sido logo a seguir à interrupção letiva do Carnaval), já a opção de reabrir no próximo mês parece-me errada, e acredito que muitos professores (somos uma classe envelhecida) não irão arriscar o regresso.

Agora vamos ao título do artigo que foi retirado da notícia acima:

Nota: negritos e sublinhados são de minha autoria.

"Na próxima semana, quando a 9 de abril for reavaliada a situação, o líder socialista espera já ter todos os dados à disposição para tomar uma decisão. Mas existe uma linha vermelha: o dia 4 de maio é tido como o limite razoável para reabrir as escolas. Depois disso, sabe o Expresso, não fará sentido."

Certo é que utilizando o dia 4 de maio como referência teremos um mês de intervalo de tempo para o terminar das aulas nos 9.º. 11.º e 12.º anos de escolaridade (para estes anos, as aulas terminariam a 4 de junho), mas para além disso não vejo uma especial relevância nesta data. Espero que não considerem que com um mês de aulas na escola, é possível colocar todos os alunos em igualdade de circunstâncias (tendo em consideração que o ensino à distância dificilmente o fará) para não alterar as datas dos exames (que iniciam lá para meados de junho). É que se for isso, é uma asneirada monumental!

Se é para utilizar uma plataforma digital por escola...

...o melhor mesmo é que os professores sejam informados da escolha o mais rapidamente possível, para que não ocorram perdas de tempo na preparação do ensino à distância para o terceiro período.

E deixo-vos com o meu exemplo.

Tendo em conta a suspensão da componente letiva de 16 de março,  e considerando que não tive uma orientação rígida (e ainda bem) relativamente à plataforma de trabalho que poderia utilizar com os meus alunos, andei a estudar diversas possibilidades e acabei por selecionar uma (isto para além dos clássicos blogues de apoio e trocas de mensagens de correio eletrónico). 

E qual a "plataforma" escolhida?

Bem.... Tendo em conta que a empresa que "gere" os endereços de correio eletrónico do Agrupamento é a Google, acabei por utilizar os recursos que lhe estão associados, nomeadamente a "Classroom", os formulários, a "Drive" e o "Hangout" (para o trabalho síncrono). Alguns destes recursos já utilizava, mas gostei de constatar a versão integrada de tudo, e de não ter de recorrer a diferentes serviços / empresas.

Agora, e de acordo com o secretário de estado, as escolas devem "eleger uma única plataforma de contacto, de modo a não causar dispersão de tempo a conhecer mais aplicações, devendo a plataforma conter formatos de trabalho síncrono e assíncrono, complementando-se assim as diversas hipóteses de contacto". Acho bem. Mas também considero que as escolas devem informar os professores com alguma antecedência relativamente a qual (ou quais) a plataforma escolhida, para que não iniciemos o 3.º período confusos quanto à(s) possibilidade(s) adotada(s).

Só assim fará sentido...


Comentário: O artigo do Correio da Manhã começa com algo que já ouvi e li demasiadas vezes ao longo das últimas semanas: 

"Tenho vários professores que admitiram que ficaram praticamente arrasados com as duas últimas semanas de aulas", contou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, defendendo que será preciso "adaptar os horários" dos alunos.

E arrisco a dizer que não terão sido os únicos a ficar arrasados. Alunos e Encarregados de Educação também terão ficado! Aguardo com muita expectativa de que forma os horários serão alterados os horários de forma a comportar a componente síncrona (o tal máximo de 45 minutos de trabalho síncrono que o secretário de estado referiu - aqui) das várias disciplinas, com a multiplicidade de situações que se registam em cada turma. É que existem professores que também são pais, e cujos filhos também terão necessidade de aceder a um computador; existem famílias com mais do que um filho, mas onde só existe um computador; e alguns alunos que apenas têm internet no telemóvel. E apenas referi algumas das possibilidades que farão do ensino à distância, um desafio tremendo para as escolas.