Comentário: O documento com o pomposo título "Passos para uma reunião bem sucedida", disponível no sítio da DGRHE tem gerado alguma polémica. Reduzida, pois a maioria ignora a existência deste documento. Eu bem tentei ignorar este "manual" o mais que pude, para não começar aqui a disparatar, mas depois lembrei-me: "Provavelmente vai dar jeito a alguns colegas". Não a 95%, mas aos restantes que adoram prolongar reuniões com futilidades e conversas laterais. Mas não é para esses o meu comentário. O meu comentário é para a maioria.
Aviso à navegação: O autor deste blogue irá utilizar, de seguida, fortes doses de sarcasmo, correspondendo este post à versão integral - não censurada - e inicial, não sujeita a tratamento prévio.
Com que então nós, professores, queixamo-nos de termos demasiadas reuniões?! Somos uns malandros responsáveis pela crise em Portugal... Sacanas de nós... Parasitas que nem sabemos fazer reuniões... Na realidade nós não temos muitas reuniões, temos muitas mas mal feitas... Vai daí, o Ministério da Educação na sua omnisciência, edita uma espécie de "Reuniões for dummies - versão professor". E o resultado? Fascinante. Não conheço um único professor que não se faça acompanhar por este manual. Aliás, vejo vários a levar este manual quando se dirijem para os WC das escolas. Curiosamente acabam por não regressar com eles... Deve ser o altruísmo a "falar" mais alto e num ímpeto de verdadeira solidariedade deixam-nos disponíveis nos WC para os poucos colegas que ainda não os possuem. É isso... Tenho de acreditar que assim seja.
Para os poucos que ainda não o têm (devem ser mesmo muito poucos, tão poucos como os políticos incompetentes em Portugal), aconselho vivamente a obtenção de uma cópia, clicando exactamente aqui... Opps... Aqui não... Aqui.
Eu próprio estou a pensar editar alguns destes manuais, e tenho um conjunto de 4 títulos em mente:
a) "Passos para clicar numa hiperligação com sucesso";
b) "Passos para tirar café de uma máquina automática" (2 versões - uma para máquinas com moeda e outra para aquelas que só funcionam com cartão da escola);
c) "Passos para levar porrada dos encarregados de educação sem ficar com os dois olhos negros";
d) "Passos para dar passos sem cair enquanto respiramos e olhamos para a esquerda"(será que por referir esquerda vou ser considerado comunista?... Bem... Humm... Isso para mim não é problema porque sou mesmo de esquerda, quando não sou de direita. Eh eh eh).
Para vos aguçar o apetite, fica aqui um excerto (porventura o mais relevante) dessa bíblia das reuniões:
"Alguns motivos de fracasso de uma reunião:
- A reunião não era necessária. Os assuntos a tratar não exigiam realização da reunião. O momento não era oportuno para realizar a reunião.
- A reunião foi realizada por motivos errados: uma reunião cujo conteúdo se esgote em falar sobre, discutir, criticar, desfazer, impor poder sobre outros, impressionar, resolver assuntos pessoais, sem objectivos concretos e sem resultados a produzir está condenada ao insucesso.
- Os objectivos da reunião estavam mal definidos: os objectivos não eram claros ou adequados. Os objectivos constituíam obstáculos e não desafios.
- Não foram convocadas as pessoas certas: falta de decisor, substitutos que não podem tomar decisões.
- Falta de controlo adequado: programa insuficientemente detalhado, horários vagos, ausência de um fio condutor, conflitos surgidos tratados desadequadamente, falta de liderança.
- Ambiente físico não apropriado: local desconfortável, recursos que não funcionam, interrupções que desconcentram."
Aviso à navegação: O autor deste blogue irá utilizar, de seguida, fortes doses de sarcasmo, correspondendo este post à versão integral - não censurada - e inicial, não sujeita a tratamento prévio.
Com que então nós, professores, queixamo-nos de termos demasiadas reuniões?! Somos uns malandros responsáveis pela crise em Portugal... Sacanas de nós... Parasitas que nem sabemos fazer reuniões... Na realidade nós não temos muitas reuniões, temos muitas mas mal feitas... Vai daí, o Ministério da Educação na sua omnisciência, edita uma espécie de "Reuniões for dummies - versão professor". E o resultado? Fascinante. Não conheço um único professor que não se faça acompanhar por este manual. Aliás, vejo vários a levar este manual quando se dirijem para os WC das escolas. Curiosamente acabam por não regressar com eles... Deve ser o altruísmo a "falar" mais alto e num ímpeto de verdadeira solidariedade deixam-nos disponíveis nos WC para os poucos colegas que ainda não os possuem. É isso... Tenho de acreditar que assim seja.
Para os poucos que ainda não o têm (devem ser mesmo muito poucos, tão poucos como os políticos incompetentes em Portugal), aconselho vivamente a obtenção de uma cópia, clicando exactamente aqui... Opps... Aqui não... Aqui.
Eu próprio estou a pensar editar alguns destes manuais, e tenho um conjunto de 4 títulos em mente:
a) "Passos para clicar numa hiperligação com sucesso";
b) "Passos para tirar café de uma máquina automática" (2 versões - uma para máquinas com moeda e outra para aquelas que só funcionam com cartão da escola);
c) "Passos para levar porrada dos encarregados de educação sem ficar com os dois olhos negros";
d) "Passos para dar passos sem cair enquanto respiramos e olhamos para a esquerda"(será que por referir esquerda vou ser considerado comunista?... Bem... Humm... Isso para mim não é problema porque sou mesmo de esquerda, quando não sou de direita. Eh eh eh).
Para vos aguçar o apetite, fica aqui um excerto (porventura o mais relevante) dessa bíblia das reuniões:
"Alguns motivos de fracasso de uma reunião:
- A reunião não era necessária. Os assuntos a tratar não exigiam realização da reunião. O momento não era oportuno para realizar a reunião.
- A reunião foi realizada por motivos errados: uma reunião cujo conteúdo se esgote em falar sobre, discutir, criticar, desfazer, impor poder sobre outros, impressionar, resolver assuntos pessoais, sem objectivos concretos e sem resultados a produzir está condenada ao insucesso.
- Os objectivos da reunião estavam mal definidos: os objectivos não eram claros ou adequados. Os objectivos constituíam obstáculos e não desafios.
- Não foram convocadas as pessoas certas: falta de decisor, substitutos que não podem tomar decisões.
- Falta de controlo adequado: programa insuficientemente detalhado, horários vagos, ausência de um fio condutor, conflitos surgidos tratados desadequadamente, falta de liderança.
- Ambiente físico não apropriado: local desconfortável, recursos que não funcionam, interrupções que desconcentram."




