quarta-feira, 5 de setembro de 2007

6 minutos e 23 segundos muito bem passados...



Peço-vos que se abstraiam por algum tempo. Esqueçam por instantes o concurso... Vejam e sobretudo ouçam... Não desistam desta tão nobre profissão! Temos todos que nos unir, caso contrário, mais cedo ou mais tarde a "extinção" é o rumo certo... acabando por sobrar somente imagens e memórias!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Recurso das listas definitivas - Concurso Afectação/Contratação/DACL.

Foi colocado ontem no sítio da DGRHE a aplicação electrónica destinada à Interposição de recurso das listas definitivas de ordenação, exclusão e colocação para o ano escolar 2007/2008. Esta aplicação estará disponível até dia 12 de Setembro. Sigam o link: Aplicação Recurso (DGRHE).

Professores fazem filas para subsídio de desemprego.

No Jornal de Notícias de 04/09/2007: "Os centros de emprego de todo o país conheceram, ontem, um movimento inusitado de candidatos ao respectivo subsídio, face à não colocação de aproximadamente 45 mil candidatos ao concurso para professores provisórios, cujas listas foram divulgadas na passada sexta-feira.
(...)
A "avalanche" de novos desempregados gerou problemas em muitos centros de emprego. De acordo com o relato de uma professora, no Centro de Emprego de Matosinhos os candidatos tiveram de esperar cerca de quatro horas para serem atendidos. Em Lisboa, um professor protestava contra o facto de, apesar de ter chegado ao centro de emprego às 9 horas, ter sido informado para regressar no dia seguinte.

Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF - que esteve presente na Loja do Cidadão dos Restauradores, em Lisboa -, acusou o Ministério da Educação de estar a promover a um dos "maiores despedimentos colectivos do país", ao deixar fora do sistema cerca de 45 mil professores.

Depois de ter ouvido Maria de Lurdes Rodrigues a a responsabilizar o excesso de formação de professores pelo volume de desempregados no sector, Mário Nogueira acusou a ministra de "estar a esconder a verdade dos factos".

O líder sindical salientou que o elevado número de docentes desempregados resulta "da política de redução dos trabalhadores da Função Pública". Deu como exemplo o facto de 4400 professores terem se aposentado no passado ano lectivo, não tendo essas vagas correspondido a novas admissões.

Por outro lado, recusou também a ideia de que a maioria dos agora desempregados sejam recém-licenciados. "Cerca de 17 mil professores que não obtiveram colocação tiveram contrato de trabalho no ano passado", realçou.

O número de recém-formados em áreas relacionadas com o ensino tem vindo a reduzir-se drasticamente nos últimos anos, de acordo com números do Observatório da Ciência e Ensino Superior. Contudo, entre 1998 e 2005, foram formados cerca de 90 mil professores nas instituições de Ensino Superior portuguesas."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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A Ministra da Educação devia dar atenção ao título da notícia (Professores fazem filas para subsídio de desemprego)... PROFESSORES! E não candidatos a professores como o Ministério da Educação tem vindo a "publicitar" para ver se a "moda" pega!
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Ministra só quer docentes para o 3.º ciclo.

No Jornal de Notícias de 04/09/2007: "Milhares de docentes do quadro não foram colocados no primeiro concurso por haver um excesso de oferta de professores nos primeiros níveis de ensino, para os quais não há alunos suficientes. A justificação da ministra da Educação repetiu-se ontem, numa manhã que prometia ser marcada pelo protesto dos sindicatos de professores por todo o país, marcado para vários centros de emprego, mas que Lurdes Rodrigues quis reverter. Para isso, anunciou medidas a implementar nos próximos meses, para atingir o objectivo maior da legislatura diminuir o abandono até ao 12º ano.

Mas a polémica com os professores que ficaram sem lugar não morreu. Na maioria, disse Lurdes Rodrigues, são educadores de infância ou docentes do 1º e 2º ciclo do básico e o sistema carece é de professores do ensino secundário, nomeadamente nas áreas de Matemática e Informática. "Mais de metade dos candidatos a professor são de ciclos de ensino que não estão em crescimento", referiu, ontem, Maria de Lurdes Rodrigues, em conferência de Imprensa.

"O 1º e 2º ciclos do ensino básico não estão em crescimento. Não são precisos professores no pré-escolar, mas sim no 3º ciclo e no ensino secundário, sobretudo devido ao aumento da oferta nos cursos de educação e formação profissionalizantes", acentuou.

A ministra reconheceu que "é sempre muito complicado falar de desemprego" e que "só quem não viveu em precariedade (laboral) é que não entende" o que estes professores - "muitos dos quais com experiência" - estão a passar. Mas logo sublinhou que o desemprego entre os diplomados atinge todas as profissões, e não apenas os docentes. (...)"

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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No meio de tanto "insulto" agora vêm com falsas solidariedades... Por favor!
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domingo, 2 de setembro de 2007

Rede pública perde dez mil professores em dois anos lectivos.

No Diário de Notícias de 02/09/2007: "Quebra de alunos ditou redução das contratações.

Nos últimos dois anos lectivos deixaram o sistema educativo 10725 professores que não foram substituídos. E a rede do Ministério da Educação pode perder até 12 mil professores em 2007/08, segundo prevê a Federação Nacional dos Professores (Fenprof). A tutela não avança previsões. Mas tendo em conta a quebra dos dois últimos anos, a redução em três anos atingirá valores entre os 16 e os 23 mil.

No concurso nacional para preenchimento de necessidades residuais, cujos dados foram divulgados anteontem, só 3252 candidatos à contratação, entre os 47 977 que concorreram, obtiveram um horário completo no próximo ano lectivo. E entre os participantes estavam mais de 20 mil que, em 2006/07, tinham contrato.

Ou seja: mesmo partindo do princípio de que a esmagadora maioria das 3252 vagas terá sido entregue a docentes com experiência - e não aos recém-licenciados, quase 17 mil contratados foram para o desemprego. Resta-lhes esperar pelos lugares que as escolas disponibilizem para compensar situações de baixas de professores, horários incompletos ou necessidades pontuais.

Mas, para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, "é pouco provável" que as ofertas absorvam a maioria dos casos. O sindicalista prevê que, no final, a redução do número de contratados "deverá ser o dobro" dos "cinco a seis mil" que o Ministério previu para o último ano lectivo: ou seja: 10 a 12 mil. "A própria ministra já veio dizer que os lugares das escolas estão quase todos preenchidos depois deste concurso".
(...)
Nesta fase de recrutamento participaram ainda 905 professores dos quadros de escola (QE) sem componente lectiva atribuída e 6399 quadros de zona pedagógica (QZP) que ainda não tinham sido afectados a nenhum estabelecimento. No total, mais de 4000 quadros acabaram por ficar ainda sem colocação. Previsivelmente, será a estes - e não aos candidatos a contrato a prazo - que será entregue a maioria das vagas ainda a criar.

Docentes subiram até 2004/05

A redução do número de professores é um fenómeno novo em democracia. Depois do 25 de Abril, com a massificação da frequência da escola, o número de educadores aumentou constantemente. Mesmo entre 1995/96 e 2004/05, em que factores demográficos retiraram mais de 280 mil estudantes às escolas, o número de docentes aumentou em 15 mil, até aos 153 119 de 2004/05.

Confrontada com a quebra de alunos, e uma factura salarial que ainda faz do Ministério da Educação o maior empregador do sector público, a equipa liderada por Maria de Lurdes Rodrigues começou a racionalizar a sua rede.

Mas os sindicatos contestam a lógica utilizada: "A redução de professores não se deve apenas à perda de alunos", diz Mário Nogueira. "Está relacionada com o fecho de escolas no 1.º ciclo, com o aumento dos horários lectivos semanais dos professores, com aspectos que enfraquecem a qualidade do ensino público".

"É óbvio que o Ministério não pode contratar todos os licenciados", concede Dias da Silva. "Mas quando se fala em reforço da rede do pré-escolar, em aposta nos cursos profissionais do secundário, não se entende porque não se utiliza parte deste capital humano nesses objectivos".

Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)

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"Quebra de alunos ditou redução das contratações." Atribuir a redução das colocações por contratação à quebra de alunos é uma meia verdade... Ou se quiserem 1/4 de verdade! Continua a campanha de desinformação da opinião pública, "embrulhada" em "Novas Oportunidades" e portáteis. Sinceramente... Vem a tecnologia, vai a motivação!
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sábado, 1 de setembro de 2007

Menos docentes não colocados que em 2006.

No Jornal de Notícias de 01/09/2007: "O secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira escusou-se a confirmar quantos professores não foram colocados na primeira fase do concurso, cuja lista deveria ser ontem divulgada pelo Ministério. "Estimamos que seja um número francamente inferior ao do ano passado", referiu, em que oito mil docentes ficaram de fora, apesar de parte deles terem sido afectados nos concursos seguintes,disse.

Contactado pelo JN, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores referiu serem sete mil os docentes que pertencem ao quadro de zona pedagógica concorrentes à afectação e mais 60 mil que concorreram a contrato. Mas ao fim da tarde a lista ainda não tinha sido divulgada.(...)"

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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A propósito desta notícia e em forma de complemento, os colegas devem ler a síntese do concurso, que se encontra disponível no sítio da DGRHE.
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Organização das novidades no sítio da DGRHE.

Para facilitar a consulta das listas, mas também a leitura das diversas informações ontem publicitadas no sítio da DGRHE, optei por colocar neste "post" todos os links disponíveis. Espero que ajude...


(1) LISTAS:

-->Listas Afectação (DGRHE).

-->Listas Contratação (DGRHE).

-->Listas DACL (DGRHE).

-->Listas Retirados (DGRHE).



(2) INFORMAÇÕES (Despachos, Notas e Portarias):

-->Nota Informativa Colocação de docentes nas necessidades residuais(DGRHE).

-->Nota de publicitação das listas definitivas de ordenação e colocação do destacamento por ausência da componente lectiva (DGRHE).

-->Nota de publicitação das listas definitivas de ordenação, exclusão e colocação das necessidades residuais – afectação e contratação (DGRHE).

-->Afectação administrativa dos docentes do quadro de zona pedagógica - Despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, de 22.08.2007 – 31/08/2007 (DGRHE).

-->Portaria das colocações cíclicas (DGRHE).

-->Colaboração com o IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional (para candidatos colocados em contratação) (DGRHE).


É conveniente lerem os documentos que dizem respeito à vossa situação. Relativamente às colocações cíclicas os colegas contratados devem ler a portaria pois nela consta uma tabela com a calendarização das mesmas.

Governo tenta resolver erro que lesou professores do 10.º escalão.

No Jornal de Notícias de 01/09/2007: "Os sindicatos ainda não foram informados, mas o Ministério da Educação reconheceu ter havido "uma distorção" que lesou os candidatos a professor titular do 10.º escalão e favoreceu os dos 8.º e 9.º com pontuações mais baixas e admite criar "um mecanismo de provimento provisório". Ou seja, os conselhos directivos das escolas podem recrutar docentes, por um ano lectivo, em regime de comissão de serviço e "os professores do 10.º escalão serão os primeiros a ser designados".

Mas mesmo que o respectivo decreto-lei seja publicado em "Diário da República" no início de Outubro - data prevista para a conclusão das conversações com os sindicatos -, como o chefe de Estado tem 40 dias para o promulgar, os mais de 200 professores do 10º escalão que ficaram de fora, só podem assumir o lugar em meados de Novembro.

Como o ME desconfia das pontuações muito baixas de alguns docentes do 8º e 9º escalões - que por não terem concorrentes no seu agrupamento conseguiram o lugar - vai pedir à Inspecção-Geral de Educação uma auditoria às situações mais gritantes.

Como três mil vagas para professores titulares dos 8º e 9º escalões não foram preenchidas, Jorge Pedreira admitiu ontem que, por despacho ministerial, os lugares possam ainda ser preenchidos, já que os candidatos podem concorrer a qualquer agrupamento.

Para o próximo ano lectivo será diferente. O concurso para professor titular - este ano ingressaram cerca de 16 mil - implica a realização pelo candidato de uma prova pública que consiste na apresentação perante um júri, com três a cinco membros, de preferência doutorados, de um trabalho escrito, com um máximo de 150 páginas.

A dissertação terá de incidir sobre a experiência do docente, as actividades lectivas que promoveu, os aspectos pedagógicos inovadores que aplicou e o que fez na área da gestão e organização escolar. E terá de obter a nota mínima de 14 valores para ser aceite como docente titular.

Classificação pode baixar

Este não é único ponto polémico da revisão do Estatuto da Carreira Docente cuja próxima ronda de conversações terá lugar quinta e sexta-feira. Ontem, o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira referiu-se também à questão da prova de ingresso na carreira.

Os candidatos terão de realizar uma prova de aptidão de português, de raciocínio lógico e sobre a disciplina que vão ensinar e só serão aceites a concurso se tiverem 14 valores. O Governo admite baixar a média, mas não abdica da prova e quer que o novo método se inicie em 2008.

Este exame será elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional e os candidatos podem repeti-lo duas vezes. Ou seja, terão três oportunidades para tentar o ingresso. O governante não soube, no entanto, dizer se quem tiver menos de 14 valores poderá leccionar numa instituição privada. Não deveria, deu a entender, mas a lei não o impede.

Quanto à avaliação do desempenho do professor, "apenas os coordenadores de grupo serão avaliados por inspectores externos", lembrou Jorge Pedreira. O Governo mantém também a pretensão de a associar aos resultados obtidos pelos alunos. E os pais só participam nesse processo, de o docente concordar."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)