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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

A violência nas escolas enquanto normalidade potenciada


Comentário: São semanais os casos de violência nas escolas... Violência contra professores e contra assistentes operacionais tornaram-se banais, tal como se tornou banal o silêncio daqueles que nos deveriam representar. Também temos sido presenteados com situações de agressões graves (com recurso a armas brancas) entre alunos, com um número recorde de 3 esfaqueamentos em uma semana (nomeadamente em Braga, Gondomar e em Lagos).

E perante este crescendo de violência, o atual Ministério da Educação não faz absolutamente nada! Aparentemente os nossos políticos estão tão focados na aplicação retórica da Flexibilidade Curricular e da Educação Inclusiva que se esquecem que a realidade é bem diferente da teoria e que o ambiente que se vive nas escolas não permite grandes entusiasmos com mudanças que não têm terreno para florir.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Para aguardar bem sentado...


Comentário: O bullying sempre existiu nas escolas... Sempre foi um problema, mais ou menos contido, mais ou menos abafado e inúmeras vezes, menosprezado. E se antes a violência era restrita a um determinado local e tempo, agora com as novas tecnologias (e as redes sociais) tudo tomou um escala para mim difícil de imaginar, e que irá perdurar durante muitos e muitos anos. Sim, porque um vídeo que caia na internet nunca mais desaparece e o problema pode ser revisitado.

A criminalização do bullying seria algo de francamente positivo, mas com tanta campanha de desresponsabilização dos nossos jovens e o reforço ideológico de que tudo são direitos, teremos óbvios obstáculos a que isso aconteça.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Conheço alguns...

“Os miúdos aprendem que a pessoa mais agressiva é quem tem mais poder”

Comentário: Fica a frase desta entrevista a Sheri Bauman, psicóloga norte americana especialista em bullying, que justificou o título deste post:

"Lamenta que ainda hoje haja docentes que recebem denúncias de alunos com respostas como “não sejas queixinhas”."

É uma verdade com que já me deparei e sei que existe em algumas das nossas escolas. E se tem sido atenuada, é porque os recentes casos divulgados nos meios de comunicação social, fazem com que este tipo de reação seja atenuado. 

Motivos para tal? Eventualmente vários, mas acredito que tal como menorizam pedidos de ajuda quando passam por alguma agressão entre alunos nos corredores das escolas olhem para o lado contrário e ignorem. E sim, ao tentarmos ajudar podemos acabar por também "apanhar", mas ainda não fui suficientemente maltratado para conseguir justificar a minha passividade. Eu sei... Tenho um problema.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Isto sim, podia ser importado...

Finlândia desenvolve programa anti-'bullying'

Comentário: Estamos perante um programa que não se cinge apenas à questão do abusador/vítima, mas também àqueles que são expectadores. A base do programa reside no seguinte: 

"No caso do KiVa, o propósito é mudar a atitude das testemunhas que muitas vezes gozam com a vítima quando esta está a ser maltratada, mesmo que na verdade não achem que a situação seja divertida. Se as testemunhas tiverem uma atitude diferente em relação ao problema, então a atitude do abusador vai acabar por mudar".

Obviamente que tal dificilmente será implementado em Portugal. Se nem a Educação Sexual tem real implementação nas nossas escolas (e é - aparentemente - transversal), e não exige grande esforço financeiro, quanto mais um programa destes. O que interessa são as estatísticas do sucesso... Os alunos sofrerem bullying e alguns professores ficarem com os "dentes partidos" são meros pormenores, que não interessam.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

E quanto ao caso de bullying...

...ocorrido na Figueira da Foz, pouco ou nada haverá a dizer que já não tenha sido discutido em outras situações que tiveram direito a vídeo partilhado (e questionavelmente divulgado nos meios de comunicação social) nas redes sociais. Estes casos de violência "gratuita" não surpreenderão quem (como nós, professores) trabalha nas escolas, mas não podem (nem devem) ser classificados como normais ou sinal dos tempos.

Certo é que alguns olham para o lado, outros recusam acreditar, e existe mesmo quem tente justificar... Depois também existe a linha do "isto sempre ocorreu", no entanto, não será bem assim. É que antes havia humilhação com alguma "divulgação" local e contida no tempo. Agora temos situações que para além da componente "tradicional" têm direito a divulgação nas redes sociais, e mesmo que alvo de julgamento, acarretam para quem agride uma dupla humilhação.

E por aquilo que vou constatando, se anteriormente (no meu tempo de secundário era assim) ainda existiam miúdos que lá paravam as agressões (por norma, mais velhos), hoje ficam todos a ver, alguns a gravar e outros a aplaudir.