quinta-feira, 15 de março de 2012

Evolução da Lua (NASA)

Foi hoje colocado no canal Youtube do "Goddard Space Flight Center" (NASA) um vídeo com uma simulação (e que simulação!) da evolução do nosso satélite natural, com recurso a imagens da sonda orbital lunar LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter). Vale a pena ver.

Nostalgia

Cada vez que ouço esta música não consigo evitar de recordar outros tempos... Tempos em que era mais jovem e inocente... Tempos em que os anos pareciam bem mais longos e em que as preocupações eram raras.

Nota: A música apenas tem início ao minuto 1:32, mas vale a pena esperar.

Música de "Bon Iver" - (Tema: Towers).

Nas escolas... e a trabalhar em casa para as escolas!


Comentário: Embora seja sempre agradável ler aquilo que o senso comum confirma desde 2005, a leitura do artigo poderá levar aos que opinam sobre professores (e não o são) a construir mais uma teoria errada. E se juntarmos a isto o facto de sermos uma profissão tremendamente bem paga, não consigo deixar de me questionar sobre tanta reforma antecipada com penalizações brutais. Humm...

O apelo à greve...


Comentário: Mário Nogueira bem pode apelar à participação dos professores... Pelo menos aqui pelo norte de Portugal a adesão à greve deverá ser bem fraquinha. Mesmo que uma das razões de mobilização seja o novo diploma de concursos de docentes, não me parece que os professores estejam motivados para aderir. Aliás, a maioria dos colegas nem conhece o diploma... Outros nem querem conhecer. Depois ainda vai aparecer a nova reforma curricular, com novos cortes, que também não será do conhecimento de uma grande fatia da nossa classe profissional.

Para além disso, estamos todos um pouco cansados de "mais do mesmo". Eu pessoalmente já não devo dar mais para o peditório das greves. Esta em particular, que estará mais ao serviço da "coroação" do novo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, do que propriamente pela defesa dos direitos dos portugueses. Neste blogue, em concreto nos comentários que vão sendo feitos, alguns colegas já foram avançando com novas formas de luta, mas nem era necessário ir assim tão longe.

Continuo a defender que um dos caminhos mais viáveis poderia ser uma greve de zelo. Mas não me parece que os sindicatos queiram ir por aí. Veremos se surgem novas ideias de "luta"... Eram bem necessárias, até para nos acordar desta longa "letargia".

A sério que recomenda?


Comentário: Discordo parcialmente desta recomendação... Pior do que isso, até acho que em alguns casos poderá ser perigoso. Vejamos o seguinte excerto do artigo:

"Precisam de ser capazes de influenciar o recrutamento de professores para adequar melhor os candidatos às necessidades da sua escola (...)".

Todos nós conhecemos a vergonha nacional denominada "contratação de escola", onde muitos diretores definiram aquilo que aqui no blogue se classificam como critérios manhosos. Critérios feitos à medida de determinados candidatos. E é nesta situação particular que a última proposta de concursos de professores entretanto acordada com vários sindicatos, encontra um dos seus poucos pontos positivos. Voltar atrás neste aspeto seria tão ou mais negativo como a recém-criada "Parceria público-privada" para a primeira prioridade nos concursos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Para relaxar...

... mesmo. Apaguem as luzes ou fechem os olhos, coloquem uns bons auscultadores e deixem a música "rolar". Vale a pena.

Música de "Gotye feat. Kimbra" - (Tema: Somebody That I Used To Know).

Os privilegiados de sempre


Comentário: Já não tenho paciência para estes artigos sensacionalistas que são colocados na imprensa para que a opinião pública se esqueça de corporativismos alheios (aproveito e vou apagar o candeeiro da secretária). Este tipo de análises de estudos da OCDE são recorrentes e por regra, colocados em fases cruciais de negociação ou contestação.

Medição da representatividade


Comentário: A FENPROF considera ser relevante a medição da representatividade das organizações para que a democracia seja assegurada nas negociações com o MEC. Afirma também que não foi informada de que as negociações teriam de ser encerradas na noite de 5 de março. Estes são dois dos argumentos utilizados pela FENPROF para o pedido de negociação suplementar (se bem que no ofício enviado ao Ministério, a primeira questão não foi considerada).

O que dizer disto? Bem... Este é um dos problemas da nossa classe. Um problema que reside na miríade de sindicatos que tornam praticamente impossível uma frente única de "combate" aos cortes orçamentais na educação (travestidos de reformas ou diplomas concursais). Bem sei que também já ocorreram alguns momentos de união entre estes sindicatos, mas na generalidade estamos a falar de "pequenos canteiros" que exigem o seu quinhão de "adubo" e de forma invariável, os mesmos "jardineiros".

Soluções para este problema?

Muitos poderão pensar que será possível mudar, por dentro e a curto prazo, a forma de pensar e atuar dos sindicatos, através da constituição de listas e da renovação das direções sindicais. Eu próprio, até há uns meses atrás, era um defensor convicto deste tipo de ação, mas após algumas discussões com alguém que muito prezo, concluo agora que existem forças dentro dos sindicatos que ultrapassam (e muito) a da convicção e da vontade de mudar para melhor. Poderá ser possível essa mudança, mas por enquanto (e no que à FENPROF diz respeito) será uma tarefa titânica a que poucos estarão dispostos.

Assim (e poderá parecer utópico o que a seguir vou escrever), resta aos professores que realmente estão descontentes com o seu sindicato, a tomada de um primeiro passo de desagrado por quem os representa: a desvinculação! Se o sindicato é pequeno, rapidamente se esvaziará. Se é grande, perderá representatividade. Por favor não argumentem com a dificuldade da desvinculação, pois é um processo extremamente fácil... Só mesmo a preguiça poderá evitar que o procedimento seja célere.

Posto isto, estando ciente da importância dos sindicatos e querendo continuar sindicalizado, há que procurar um sindicato que realmente nos defenda. Existem outros sindicatos, alguns dos quais têm resistido ao ímpeto do medo, da chantagem, do manter a "cadeira quente" e da assinatura fácil... Se não os encontrarem, e não me cabe a mim enumerá-los, existem sempre alternativas de organização. O problema é que ninguém sabe muito bem (ou sequer tem disponibilidade) para investir a sério numa alternativa.

Pensem nisso... E sim, sei que sou um "treinador de bancada", como tal, por favor não utilizem esse argumento nos comentários ou nos hate mails que entretanto vou recebendo.