E o sol que não aparece...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Mais uma semana de trabalho...
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domingo, 15 de novembro de 2009
Não é "indefinição"! É estratégia...

No Diário de Notícias a 11/11/2009: "Isabel Alçada insiste na aplicação da lei, mas deixa aberta a porta a solução que inclua quem não entregou objectivos individuais. Mesmo quem não preencheu ficha de auto-avaliação pode, em teoria, fazê-lo ainda até ao final do ano.
O Ministério da Educação deverá viabilizar uma solução, para a avaliação de desempenho dos últimos dois anos, que permita às escolas classificarem todos os docentes que tenham entregue, pelo menos, as fichas de auto-avaliação.
É esta, soube o DN, a interpretação que pode ser dada às declarações deste sábado de Isabel Alçada, quando afirmou que "os professores que entregaram elementos para a avaliação serão todos avaliados".
Oficialmente, a ministra nunca se antecipará no anúncio de que os professores que não entregaram objectivos individuais poderão ser classificados e progredir na carreira. Até porque essa é uma questão que fará parte das negociações agora iniciadas com os sindicatos de professores.
Mas ao aceitar integrar na avaliação todos os que "entregaram elementos", Isabel Alçada já está a deixar uma porta aberta aos professores que recusaram definir objectivos, mas não fizeram o mesmo em relação à auto-avaliação.
(...)
De referir que, vários pareceres jurídicos defendem que o único acto obrigatório para os professores é a auto- avaliação, prevista no Estatuto da Carreira Docente de 2007. Os objectivos só foram introduzidos no modelo de avaliação, entretanto reduzido à figura de regime transitório. Ou seja: o Governo não deixará de cumprir a promessa de "aplicar a lei" se optar por se cingir ao ECD.
(...)
Nas suas declarações, a ministra tem frequentemente frisado que o processo se mantém até Dezembro. Ou seja: não existe, à partida, nada que impeça as escolas de convidarem quem ainda não entregou a auto-avaliação a fazê-lo agora. De resto, ao que apurou o DN, só na última semana, alguns milhares de professores terão cumprido essa etapa."
Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)
O Ministério da Educação deverá viabilizar uma solução, para a avaliação de desempenho dos últimos dois anos, que permita às escolas classificarem todos os docentes que tenham entregue, pelo menos, as fichas de auto-avaliação.
É esta, soube o DN, a interpretação que pode ser dada às declarações deste sábado de Isabel Alçada, quando afirmou que "os professores que entregaram elementos para a avaliação serão todos avaliados".
Oficialmente, a ministra nunca se antecipará no anúncio de que os professores que não entregaram objectivos individuais poderão ser classificados e progredir na carreira. Até porque essa é uma questão que fará parte das negociações agora iniciadas com os sindicatos de professores.
Mas ao aceitar integrar na avaliação todos os que "entregaram elementos", Isabel Alçada já está a deixar uma porta aberta aos professores que recusaram definir objectivos, mas não fizeram o mesmo em relação à auto-avaliação.
(...)
De referir que, vários pareceres jurídicos defendem que o único acto obrigatório para os professores é a auto- avaliação, prevista no Estatuto da Carreira Docente de 2007. Os objectivos só foram introduzidos no modelo de avaliação, entretanto reduzido à figura de regime transitório. Ou seja: o Governo não deixará de cumprir a promessa de "aplicar a lei" se optar por se cingir ao ECD.
(...)
Nas suas declarações, a ministra tem frequentemente frisado que o processo se mantém até Dezembro. Ou seja: não existe, à partida, nada que impeça as escolas de convidarem quem ainda não entregou a auto-avaliação a fazê-lo agora. De resto, ao que apurou o DN, só na última semana, alguns milhares de professores terão cumprido essa etapa."
Ver Artigo Completo (Diário de Notícias)
Comentário: Este artigo é uma verdadeira "pérola" de análise da estratégia política. Leiam-no com bastante atenção... Irão concluir que as "indefinições" de Isabel Alçada não são fonte de falta de inspiração, orientação ou receio, mas sim de uma autêntico jogo de xadrez, onde o Governo já pensou 3 movimentos à frente.
Nada que já não soubessemos, mas ver isto escrito num meio de comunicação social dá outro "gozo".
Nada que já não soubessemos, mas ver isto escrito num meio de comunicação social dá outro "gozo".
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Governo,
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Ministra,
Professores
sábado, 14 de novembro de 2009
Beijos e bofetadas...
Comentário: Ui... Agora foi uma bofetada. Os professores que não entregaram elementos de avaliação não serão avaliados? Mas quais elementos? Os Objectivos Individuais? A Auto-avaliação? Mais uma vez, tudo pela "rama" com uma tremenda falta de explicitação. Estas subjectividades e interpretações dúbias começam a "dar cabo" dos meus nervos.
Bem, lá para 2.ª feira, já deverão aparecer notícias "beijoqueiras". Se estiverem atentos, irão constatar que logo a seguir a uma notícia boa... vem uma má. Que raio de estratégia... Ao menos a Maria de Lurdes Rodrigues era certinha: Notícia má, seguida de notícia má, seguida de notícia má...
Bem, lá para 2.ª feira, já deverão aparecer notícias "beijoqueiras". Se estiverem atentos, irão constatar que logo a seguir a uma notícia boa... vem uma má. Que raio de estratégia... Ao menos a Maria de Lurdes Rodrigues era certinha: Notícia má, seguida de notícia má, seguida de notícia má...
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A minha análise da "Grande Entrevista" de Isabel Alçada.

Sinceramente não gostei da "Grande Entrevista" de Isabel Alçada. Não pela simpatia, mas pelo conteúdo. Demasiadas palavras para não dizer nada... Ou quase nada...
Já previa algo similar, mas reconheço que não estava à espera do excesso de auto-elogio. Revelou também alguma falta de conhecimento da "pasta" (em termos legislativos e de funcionamento), mas também é natural com o pouco tempo de função (e principalmente se pensarmos que só foi convidada no próprio dia do anúncio... Mas só isso daria para outro post).
Pareceu-me entusiasmada com o novo cargo. Gostei de algumas ideias, nomeadamente a de repôr a autoridade dos professores nas escolas e de atribuir maior responsabilidade aos encarregados de educação. Não compreendi imensas coisas, mas também não eram para compreender. Reparei no esforço titânico em não criticar o trabalho da sua antecessora.
Aparentemente o modelo de avaliação irá mesmo ser subtituido por um completamente novo... Aparentemente o horário dos professores irá ser alterado... Aparentemente a divisão da carreira será abolida... São tantos os "aparentementes" que ainda não posso dar o meu voto de confiança a Isabel Alçada. Continuo à espera da "autonomia" que Isabel Alçada salientou que tinha, no final da entrevista.
Para já, ainda não me atrevo a elogiar ou a criticar... Será um "nim" muito similar ao desempenho com que a nova Ministra da Educação nos presenteou até ao momento.
Já previa algo similar, mas reconheço que não estava à espera do excesso de auto-elogio. Revelou também alguma falta de conhecimento da "pasta" (em termos legislativos e de funcionamento), mas também é natural com o pouco tempo de função (e principalmente se pensarmos que só foi convidada no próprio dia do anúncio... Mas só isso daria para outro post).
Pareceu-me entusiasmada com o novo cargo. Gostei de algumas ideias, nomeadamente a de repôr a autoridade dos professores nas escolas e de atribuir maior responsabilidade aos encarregados de educação. Não compreendi imensas coisas, mas também não eram para compreender. Reparei no esforço titânico em não criticar o trabalho da sua antecessora.
Aparentemente o modelo de avaliação irá mesmo ser subtituido por um completamente novo... Aparentemente o horário dos professores irá ser alterado... Aparentemente a divisão da carreira será abolida... São tantos os "aparentementes" que ainda não posso dar o meu voto de confiança a Isabel Alçada. Continuo à espera da "autonomia" que Isabel Alçada salientou que tinha, no final da entrevista.
Para já, ainda não me atrevo a elogiar ou a criticar... Será um "nim" muito similar ao desempenho com que a nova Ministra da Educação nos presenteou até ao momento.
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Ministra
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Conceitos de suspensão.
Parece-me que existem várias interpretações para a palavra "suspensão". O Governo tem uma, os sindicatos de professores outra, e os professores em geral até terão várias.
O conceito de "suspensão" do Governo ainda não o conhecemos. O que sabemos é que o Governo não pondera a "suspensão". Agora o que significa exactamente já é outro tema.
Na falta de definição governamental, vamos ver o que é que a "suspensão" do actual modelo de avaliação do desempenho significa para a FENPROF (retirado daqui):
a) Encerramento do primeiro ciclo avaliativo, sendo garantida a avaliação de todos os docentes, independentemente de terem apresentado proposta de objectivos individuais;
b) Não produção de efeitos da atribuição, no primeiro ciclo avaliativo, de Muito Bom e Excelente, de imediato nos concursos para contratação a realizar ainda este ano lectivo;
c) Não prosseguimento do segundo ciclo avaliativo, ficando as escolas dispensadas de desenvolver os procedimentos a que estariam obrigadas caso este não fosse suspenso.
Para a FENPROF, a palavra "suspensão", até significa bastante... Mas vamos a uma breve análise:
Quanto à fracção c) do significado de "suspensão" não existem grandes correntes de pensamento. Somos quase todos unânimes em afirmar que não faz muito sentido continuar a estabelecer datas para procedimentos que podem vir a não se concretizar. Poderá ser uma pura perda de tempo... Poderá! Poderá, pois ainda não vi nem li nada que me levasse a acreditar de forma inequívoca que este modelo de avaliação será abandonado.
Até aqui nada de muito polémico. Vamos agora ao que resta... E o que resta é a fracção a) e b). As opiniões estão longe de ser unânimes:
Relativamente a a): Para alguns professores, a não entrega dos Objectivos Individuais (OI) deveria significar penalização. "Os malandros que não preencheram a ficha dos OI deviam-se tramar" - é esta a frase que sintetiza uma das vertentes de pensamento. Para outros e como não existe obrigatoriedade explícita constante na lei, deveriam ter sido os directores das escolas a defini-los. Para mim, independentemente de OI entregues, o que poderá ser penalizador do ponto de vista legal, seria a não entrega da auto-avaliação (seja em que moldes for). Já anteriormente a auto-avaliação era obrigatória e consta dos nossos deveres profissionais. E quanto a isso, se entregaram a auto-avaliação (e segundo sei, alguns até utilizaram os objectivos definidos para o agrupamento/escola) não vejo qual o motivo de penalizar quem quer que seja. Aliás, agir contra os que não entregaram os OI seria uma espécie de "vingança" ridícula que poderá ver os resultados arrastados em tribunal. Neste caso, e segundo a minha interpretação, a lei estará do lado de quem não entregou. E se pegarmos no SIADAP, então, teremos "pano para mangas" e para anos de "enrolamento" em tribunal. Adiante.
No que concerne a b): Bem... Esta parte é relativamente polémica e tem suscitado "desavenças". Alguns afirmam que para a vitória ser completa e para se fazer justiça, os resultados advindos do actual modelo deveriam ser pura e simplesmente anulados - opção "reset total". Outros afirmam que se for para a progressão até pode ser, mas nunca para procedimentos concursais - opção "reset parcial". Para mim, que não gosto de tretas, e tendo nós a certeza que este modelo foi injusto, permeável a "cunhas" e causador de tremendas divisões entre professores, tenho de admitir que estou do lado dos que solicitam o "reset total". Não por uma questão de vitória total, mas para que as diferenças entre escolas que foram criadas, não se prolonguem nas consequências. As quotas (que diferem de escola para escola), as amizades, as influências políticas, o não termos sequer um ano completo de avaliação efectiva... Por tudo isto e muito mais (e esse mais estará destinado a um futuro próximo, pois existem recados que tenho de dar) é que considero que a melhor opção seria anular todas as consequências e não apenas algumas.
O conceito de "suspensão" do Governo ainda não o conhecemos. O que sabemos é que o Governo não pondera a "suspensão". Agora o que significa exactamente já é outro tema.
Na falta de definição governamental, vamos ver o que é que a "suspensão" do actual modelo de avaliação do desempenho significa para a FENPROF (retirado daqui):
a) Encerramento do primeiro ciclo avaliativo, sendo garantida a avaliação de todos os docentes, independentemente de terem apresentado proposta de objectivos individuais;
b) Não produção de efeitos da atribuição, no primeiro ciclo avaliativo, de Muito Bom e Excelente, de imediato nos concursos para contratação a realizar ainda este ano lectivo;
c) Não prosseguimento do segundo ciclo avaliativo, ficando as escolas dispensadas de desenvolver os procedimentos a que estariam obrigadas caso este não fosse suspenso.
Para a FENPROF, a palavra "suspensão", até significa bastante... Mas vamos a uma breve análise:
Quanto à fracção c) do significado de "suspensão" não existem grandes correntes de pensamento. Somos quase todos unânimes em afirmar que não faz muito sentido continuar a estabelecer datas para procedimentos que podem vir a não se concretizar. Poderá ser uma pura perda de tempo... Poderá! Poderá, pois ainda não vi nem li nada que me levasse a acreditar de forma inequívoca que este modelo de avaliação será abandonado.
Até aqui nada de muito polémico. Vamos agora ao que resta... E o que resta é a fracção a) e b). As opiniões estão longe de ser unânimes:
Relativamente a a): Para alguns professores, a não entrega dos Objectivos Individuais (OI) deveria significar penalização. "Os malandros que não preencheram a ficha dos OI deviam-se tramar" - é esta a frase que sintetiza uma das vertentes de pensamento. Para outros e como não existe obrigatoriedade explícita constante na lei, deveriam ter sido os directores das escolas a defini-los. Para mim, independentemente de OI entregues, o que poderá ser penalizador do ponto de vista legal, seria a não entrega da auto-avaliação (seja em que moldes for). Já anteriormente a auto-avaliação era obrigatória e consta dos nossos deveres profissionais. E quanto a isso, se entregaram a auto-avaliação (e segundo sei, alguns até utilizaram os objectivos definidos para o agrupamento/escola) não vejo qual o motivo de penalizar quem quer que seja. Aliás, agir contra os que não entregaram os OI seria uma espécie de "vingança" ridícula que poderá ver os resultados arrastados em tribunal. Neste caso, e segundo a minha interpretação, a lei estará do lado de quem não entregou. E se pegarmos no SIADAP, então, teremos "pano para mangas" e para anos de "enrolamento" em tribunal. Adiante.
No que concerne a b): Bem... Esta parte é relativamente polémica e tem suscitado "desavenças". Alguns afirmam que para a vitória ser completa e para se fazer justiça, os resultados advindos do actual modelo deveriam ser pura e simplesmente anulados - opção "reset total". Outros afirmam que se for para a progressão até pode ser, mas nunca para procedimentos concursais - opção "reset parcial". Para mim, que não gosto de tretas, e tendo nós a certeza que este modelo foi injusto, permeável a "cunhas" e causador de tremendas divisões entre professores, tenho de admitir que estou do lado dos que solicitam o "reset total". Não por uma questão de vitória total, mas para que as diferenças entre escolas que foram criadas, não se prolonguem nas consequências. As quotas (que diferem de escola para escola), as amizades, as influências políticas, o não termos sequer um ano completo de avaliação efectiva... Por tudo isto e muito mais (e esse mais estará destinado a um futuro próximo, pois existem recados que tenho de dar) é que considero que a melhor opção seria anular todas as consequências e não apenas algumas.
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Comentário: Ninguém espera nada de concreto. Discurso retórico e repleto de subjectividade deverão ser as "pedras de toque" de Isabel Alçada.
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