Música de "Lifehouse" (Tema: First Time).
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Bom fim-de-semana...
Música de "Lifehouse" (Tema: First Time).
FENPROF faz balanço positivo, várias escolas encerradas.
No jornal "Sol" de 30/11/2007: "O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, fez hoje de manhã um primeiro balanço positivo da greve da Função Pública no que diz respeito à educação, encontrando-se encerradas várias escolas de Norte a Sul do País.
«Os dados que nos chegam são de adesão elevadíssima», disse à Lusa Mário Nogueira, ressalvando que ainda não é possível saber a adesão dos professores porque a maior parte das escolas encontram-se encerradas.
(...)
De acordo com Mário Nogueira, há concelhos de Norte a Sul do país em que todas as escolas estão encerradas.
Em Lisboa estão encerradas as Escolas secundárias de Gil Vicente, Francisco Arruda, Restelo, Nuno Gonçalves, Paços Manuel, Marquês de Pombal, Telheiras, Almada Negreiros, EB 2-3 Olivais, Escola 1-7-5 dos olivais e Afonso Domingues.
No Porto estão encerradas a Escolas secundárias de Resende, Fontes Pereira de Melo, EB 2+3 Gomes Teixeira, EB Pires de Lima e EB de Gondomar.
No Algarve estão encerradas escolas nos concelhos de Loulé, Olhão, Silves, Lagoa, Vila Real e Quarteira.
Em Coimbra, as escolas secundárias D. Diniz, EB 2+3 Pedrulha, EB 2+3 Alice Gouveia e secundária de Condeixa encontram-se encerradas.
As três estruturas sindicais da Administração Pública marcaram esta greve conjunta «contra a intransigência do Governo nas negociações salariais», um ano após a realização da última paralisação conjunta, pelo mesmo motivo.
Os sindicatos queixam-se nomeadamente de a equipa negocial do Ministério das Finanças ter iniciado o processo com uma proposta de aumentos salariais de 2,1 por cento e de ter encerrado as negociações com o mesmo valor.
A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 9 e 10 de Novembro de 2006 contra o aumento salarial de 1,5 por cento que o Governo decidiu aplicar, apesar de a inflação prevista nessa altura ser de 2,1 por cento."
Ver Artigo Completo (Sol)
«Os dados que nos chegam são de adesão elevadíssima», disse à Lusa Mário Nogueira, ressalvando que ainda não é possível saber a adesão dos professores porque a maior parte das escolas encontram-se encerradas.
(...)
De acordo com Mário Nogueira, há concelhos de Norte a Sul do país em que todas as escolas estão encerradas.
Em Lisboa estão encerradas as Escolas secundárias de Gil Vicente, Francisco Arruda, Restelo, Nuno Gonçalves, Paços Manuel, Marquês de Pombal, Telheiras, Almada Negreiros, EB 2-3 Olivais, Escola 1-7-5 dos olivais e Afonso Domingues.
No Porto estão encerradas a Escolas secundárias de Resende, Fontes Pereira de Melo, EB 2+3 Gomes Teixeira, EB Pires de Lima e EB de Gondomar.
No Algarve estão encerradas escolas nos concelhos de Loulé, Olhão, Silves, Lagoa, Vila Real e Quarteira.
Em Coimbra, as escolas secundárias D. Diniz, EB 2+3 Pedrulha, EB 2+3 Alice Gouveia e secundária de Condeixa encontram-se encerradas.
As três estruturas sindicais da Administração Pública marcaram esta greve conjunta «contra a intransigência do Governo nas negociações salariais», um ano após a realização da última paralisação conjunta, pelo mesmo motivo.
Os sindicatos queixam-se nomeadamente de a equipa negocial do Ministério das Finanças ter iniciado o processo com uma proposta de aumentos salariais de 2,1 por cento e de ter encerrado as negociações com o mesmo valor.
A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 9 e 10 de Novembro de 2006 contra o aumento salarial de 1,5 por cento que o Governo decidiu aplicar, apesar de a inflação prevista nessa altura ser de 2,1 por cento."
Ver Artigo Completo (Sol)
Tema(s):
Ministério da Educação
Ministério da Educação lidera adesão à greve
No sítio do Diário Digital a 30/11/2007: "O Ministério da Educação lidera a adesão à greve com um total de 29.798 funcionários públicos ausentes e com 1.278 serviços desconcentrados encerrados, de acordo com a mapa de adesão à greve na administração central, divulgado hoje pelo Ministério das Finanças.
Estes dados, que foram actualizados às 13:04 horas, referem-se ao carregamento pelos serviços de um total de 107.585 funcionários do Ministério da Educação, dos quais 29.798 se encontram em greve.
Dos 9.310 serviços desconcentrados ou periféricos do Ministério da Educação, 1.278 estão encerrados.
O segundo ministério com maior número de adesão é a Saúde, onde dos 50.355 funcionários carregados na base de dados, 12.844 estão em greve.
Em termos globais, os dados revelavam uma adesão à greve na ordem dos 20,02 por cento na administração central.
Em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, explicou que estes dados provisórios foram apurados a partir «do carregamento feito pelos serviços públicos, sem qualquer intervenção dos ministérios».
João Figueiredo mostrou aos jornalistas de que forma acompanha a adesão à greve, nomeadamente através de uma base de dados que se encontra na página da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público do Ministério das Finanças e da Administração Pública e onde todos os serviços carregam os dados relativos ao número total de funcionários e o número dos que se encontram ausentes.
Esta base de dados, adiantou João Figueiredo, é carregada directamente pelos serviços, sendo a própria base de dados que faz os apuramentos da adesão.
Os dados das 13:04 horas tem em conta o carregamento de um total de 286.642 funcionários públicos, dos quais 57.374 encontram-se em greve.
Entre os serviços desconcentrados ou periféricos, dos 12.412 existentes apenas 1.389 encontram-se encerrados devido à greve (11,19 por cento).
João Figueiredo esclareceu que os dados do executivo apenas de referem à administração central porque «o Governo só deve e só pode fazer os apuramentos a nível da administração central», não existindo nenhuma entidade que centralize os dados referentes à administração local.
A Frente Comum, uma das estruturas que convocou a greve, avançou ao final da manhã com uma adesão superior a 80 por cento, com maior incidência nas áreas da saúde, educação e justiça.
A greve foi convocada pela Frente Comum, afecta à CGTP, e pelo STE e FESAP, ambos da UGT, para protestar contra a intransigência negocial do Governo, que manteve a actualização salarial nos 2,1 por cento para o próximo ano."
Ver Artigo Completo (Diário Digital)
Estes dados, que foram actualizados às 13:04 horas, referem-se ao carregamento pelos serviços de um total de 107.585 funcionários do Ministério da Educação, dos quais 29.798 se encontram em greve.
Dos 9.310 serviços desconcentrados ou periféricos do Ministério da Educação, 1.278 estão encerrados.
O segundo ministério com maior número de adesão é a Saúde, onde dos 50.355 funcionários carregados na base de dados, 12.844 estão em greve.
Em termos globais, os dados revelavam uma adesão à greve na ordem dos 20,02 por cento na administração central.
Em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, explicou que estes dados provisórios foram apurados a partir «do carregamento feito pelos serviços públicos, sem qualquer intervenção dos ministérios».
João Figueiredo mostrou aos jornalistas de que forma acompanha a adesão à greve, nomeadamente através de uma base de dados que se encontra na página da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público do Ministério das Finanças e da Administração Pública e onde todos os serviços carregam os dados relativos ao número total de funcionários e o número dos que se encontram ausentes.
Esta base de dados, adiantou João Figueiredo, é carregada directamente pelos serviços, sendo a própria base de dados que faz os apuramentos da adesão.
Os dados das 13:04 horas tem em conta o carregamento de um total de 286.642 funcionários públicos, dos quais 57.374 encontram-se em greve.
Entre os serviços desconcentrados ou periféricos, dos 12.412 existentes apenas 1.389 encontram-se encerrados devido à greve (11,19 por cento).
João Figueiredo esclareceu que os dados do executivo apenas de referem à administração central porque «o Governo só deve e só pode fazer os apuramentos a nível da administração central», não existindo nenhuma entidade que centralize os dados referentes à administração local.
A Frente Comum, uma das estruturas que convocou a greve, avançou ao final da manhã com uma adesão superior a 80 por cento, com maior incidência nas áreas da saúde, educação e justiça.
A greve foi convocada pela Frente Comum, afecta à CGTP, e pelo STE e FESAP, ambos da UGT, para protestar contra a intransigência negocial do Governo, que manteve a actualização salarial nos 2,1 por cento para o próximo ano."
Ver Artigo Completo (Diário Digital)
Tema(s):
Ministério da Educação
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Mais alunos e melhores resultados escolares
No Jornal de Notícias (Artigo de Opinião de Maria de Lurdes Rodrigues) de 27/11/2007: "Os resultados escolares estão a melhorar, tanto no Ensino Básico como no Ensino Secundário. Há mais alunos nas nossas escolas básicas e secundárias e o insucesso está a diminuir de forma significativa e consistente. As taxas de reprovação escolar estão, portanto, a diminuir, ao contrário do que o JN noticia na sua edição de ontem, com honras de manchete.
A informação estatística mais recente, relativa ao sucesso escolar e ao abandono no Ensino Secundário, revela que nos dois últimos anos, 2005/06 e 2006/07, se regista uma melhoria da situação, com o aumento sustentado do número de alunos e a diminuição consistente do insucesso escolar
- aumenta o número de alunos no Ensino Secundário, pelo segundo ano consecutivo, nas vias de ensino de prosseguimento de estudos e nos cursos profissionais, passando o número de alunos jovens de 263 mil para 282 mil;
- a taxa de retenção cai para 25,8%, o que significa uma recuperação de sete pontos percentuais, em dois anos.
O aumento do número de alunos e a melhoria dos resultados escolares no Ensino Secundário não resultam apenas da diversificação da oferta formativa, nem de os cursos profissionais serem alegadamente menos exigentes. De facto, as melhorias registam-se em todas as vias de ensino, não exclusivamente nos cursos profissionais, e são certamente tributárias da reforma do Ensino Secundário introduzida em 2004, que implicou também uma alteração dos programas.
Esta informação foi divulgada pelo ME, em 30 de Outubro, mas o JN, nessa data, e ao contrário do que fez ontem, não valorizou a informação disponibilizada, apesar da sua importância para os leitores.
A notícia agora divulgada refere documentos de 2004 e retoma dados estatísticos de 2004/05, mas a manchete induz no leitor a ideia errada de que se trata de uma notícia sobre a situação actual em matéria de resultados escolares.
Na realidade, os dados referidos pelo JN foram divulgados pelo ME em 31 de Janeiro de 2007, numa sessão pública de apresentação da série longa - 30 anos de Estatísticas da Educação 1977-2006 -, para a qual o JN foi convidado, mas não esteve presente, pelo que não deu qualquer relevo nem aos dados nem às análises feitas por vários comentadores.
Ora, a leitura desses dados, do período entre 1995/96 e 2004/05, permitiu então verificar e concluir o seguinte
- melhoria dos resultados no conjunto do Ensino Básico, considerando os três ciclos de ensino o insucesso passa de 14% para 12%;
- melhoria muito significativa dos resultados escolares ao nível do primeiro ciclo do Ensino Básico o insucesso passa de 10% para 5,5%;
- manutenção das taxas de insucesso, no segundo ciclo, em cerca de 13%;
- aumento significativo da taxa de reprovação apenas no 9.º ano de escolaridade, atingindo, em 2005, valores da ordem dos 20%, em resultado da introdução dos exames nacionais em Matemática e Português, neste mesmo ano.
Os dados estatísticos mais recentes sobre os resultados escolares no Ensino Básico, dos dois últimos anos, isto é, 2005/06 e 2006/07, não foram ainda divulgados, mas a análise dos dados provisórios permite dizer que as tendências de melhoria se mantiveram nos dois últimos anos. A oferta de Cursos de Educação e Formação de nível básico, nas escolas públicas e privadas, permitiu, neste ano lectivo 2007/2008, atrair cerca de 30 mil alunos em risco de abandono precoce.
As escolas e os professores têm vindo a fazer um trabalho persistente no combate ao insucesso escolar e ao abandono precoce, com resultados que são visíveis para milhares de jovens e para as suas famílias, que encontram hoje nas escolas respostas para os seus problemas.
É preciso fazer mais. Estamos ainda longe das metas e dos objectivos que todos pretendemos alcançar. Não podemos descansar sobre estes resultados. Mas a tendência é claramente de recuperação de alunos e de melhoria dos resultados escolares, pelo que há razões para estarmos optimistas."
Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)
A informação estatística mais recente, relativa ao sucesso escolar e ao abandono no Ensino Secundário, revela que nos dois últimos anos, 2005/06 e 2006/07, se regista uma melhoria da situação, com o aumento sustentado do número de alunos e a diminuição consistente do insucesso escolar
- aumenta o número de alunos no Ensino Secundário, pelo segundo ano consecutivo, nas vias de ensino de prosseguimento de estudos e nos cursos profissionais, passando o número de alunos jovens de 263 mil para 282 mil;
- a taxa de retenção cai para 25,8%, o que significa uma recuperação de sete pontos percentuais, em dois anos.
O aumento do número de alunos e a melhoria dos resultados escolares no Ensino Secundário não resultam apenas da diversificação da oferta formativa, nem de os cursos profissionais serem alegadamente menos exigentes. De facto, as melhorias registam-se em todas as vias de ensino, não exclusivamente nos cursos profissionais, e são certamente tributárias da reforma do Ensino Secundário introduzida em 2004, que implicou também uma alteração dos programas.
Esta informação foi divulgada pelo ME, em 30 de Outubro, mas o JN, nessa data, e ao contrário do que fez ontem, não valorizou a informação disponibilizada, apesar da sua importância para os leitores.
A notícia agora divulgada refere documentos de 2004 e retoma dados estatísticos de 2004/05, mas a manchete induz no leitor a ideia errada de que se trata de uma notícia sobre a situação actual em matéria de resultados escolares.
Na realidade, os dados referidos pelo JN foram divulgados pelo ME em 31 de Janeiro de 2007, numa sessão pública de apresentação da série longa - 30 anos de Estatísticas da Educação 1977-2006 -, para a qual o JN foi convidado, mas não esteve presente, pelo que não deu qualquer relevo nem aos dados nem às análises feitas por vários comentadores.
Ora, a leitura desses dados, do período entre 1995/96 e 2004/05, permitiu então verificar e concluir o seguinte
- melhoria dos resultados no conjunto do Ensino Básico, considerando os três ciclos de ensino o insucesso passa de 14% para 12%;
- melhoria muito significativa dos resultados escolares ao nível do primeiro ciclo do Ensino Básico o insucesso passa de 10% para 5,5%;
- manutenção das taxas de insucesso, no segundo ciclo, em cerca de 13%;
- aumento significativo da taxa de reprovação apenas no 9.º ano de escolaridade, atingindo, em 2005, valores da ordem dos 20%, em resultado da introdução dos exames nacionais em Matemática e Português, neste mesmo ano.
Os dados estatísticos mais recentes sobre os resultados escolares no Ensino Básico, dos dois últimos anos, isto é, 2005/06 e 2006/07, não foram ainda divulgados, mas a análise dos dados provisórios permite dizer que as tendências de melhoria se mantiveram nos dois últimos anos. A oferta de Cursos de Educação e Formação de nível básico, nas escolas públicas e privadas, permitiu, neste ano lectivo 2007/2008, atrair cerca de 30 mil alunos em risco de abandono precoce.
As escolas e os professores têm vindo a fazer um trabalho persistente no combate ao insucesso escolar e ao abandono precoce, com resultados que são visíveis para milhares de jovens e para as suas famílias, que encontram hoje nas escolas respostas para os seus problemas.
É preciso fazer mais. Estamos ainda longe das metas e dos objectivos que todos pretendemos alcançar. Não podemos descansar sobre estes resultados. Mas a tendência é claramente de recuperação de alunos e de melhoria dos resultados escolares, pelo que há razões para estarmos optimistas."
Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)
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É preciso fazer mais?! Forçam professores a "transitar" alunos, o estatuto do aluno é extremamente permissível a faltas, existe um novo exame que torna quase impossível a reprovação por faltas, as "novas oportunidades" facilitam, etc. E ainda é necessário fazer mais para diminuir o insucesso escolar? O que mais irá acontecer?
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Tema(s):
Ministra
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Recordações que ficam...
Música de "Alphaville" (Tema: Forever Young).
Dezenas de docentes tentam resolver colocações em tribunal.
No Jornal de Notícias de 26/11/2007: "Dezenas de professores accionaram processos para tentarem resolver nos tribunais as suas colocações ou exclusões do grupo 910 da Educação Especial, confirmou, ontem ao JN, o secretário-geral da Fenprof.
Uns por pertencerem a outras áreas de formação - como a agro-pecuária ou electrotecnia - e não terem preparação para dar aulas a alunos deficientes nem terem concorrido para essas vagas. Outros, por terem sido excluídos da lista de candidatos, apesar de terem formação mas não cinco de experiência como a lei exige.
O Governo admite rever a legislação mas o problema para estes docentes é que 44 colegas ficaram colocados sem esse tempo de serviço. O JN teve acesso à lista definitiva de colocação e confirmou que dez tinham zero dias de serviço. Ou seja, nunca tinham dado aulas.
(...)
Satisfeito por o Governo admitir rever a lei para concursos futuros, Mário Nogueira sublinhou ao JN que "a tutela tem, no entanto, um problema imediato para resolver". "Ilegalidade por ilegalidade é menos grave - por ser melhor para os alunos - aceitarem os professores excluídos do que colocarem docentes de outras áreas no grupo 910", alega o secretário-geral da Fenprof. (....)"
Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)
Uns por pertencerem a outras áreas de formação - como a agro-pecuária ou electrotecnia - e não terem preparação para dar aulas a alunos deficientes nem terem concorrido para essas vagas. Outros, por terem sido excluídos da lista de candidatos, apesar de terem formação mas não cinco de experiência como a lei exige.
O Governo admite rever a legislação mas o problema para estes docentes é que 44 colegas ficaram colocados sem esse tempo de serviço. O JN teve acesso à lista definitiva de colocação e confirmou que dez tinham zero dias de serviço. Ou seja, nunca tinham dado aulas.
(...)
Satisfeito por o Governo admitir rever a lei para concursos futuros, Mário Nogueira sublinhou ao JN que "a tutela tem, no entanto, um problema imediato para resolver". "Ilegalidade por ilegalidade é menos grave - por ser melhor para os alunos - aceitarem os professores excluídos do que colocarem docentes de outras áreas no grupo 910", alega o secretário-geral da Fenprof. (....)"
Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)
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Exactamente... É um problema para ser resolvido JÁ! Não, nos próximos concursos. Entretanto, existem colegas que estão a ser altamente penalizados em tempo de serviço (para já não falar, nos restantes problemas). Mais uns bons milhares de euros que o Ministério da Educação poupa à custa da vida de muitos profissionais da educação.
Só uma pequena ironia. Perdoem-me os incautos: Greve?! Qual greve?! Não sabia de nada... Estou a trabalhar e é isso que interessa... As greves nunca levam a nada. Estou muito atrasado na matéria. Se para o ano não trabalhar, logo se vê!
Resta sempre o recurso a tribunal... Digo eu!
Só uma pequena ironia. Perdoem-me os incautos: Greve?! Qual greve?! Não sabia de nada... Estou a trabalhar e é isso que interessa... As greves nunca levam a nada. Estou muito atrasado na matéria. Se para o ano não trabalhar, logo se vê!
Resta sempre o recurso a tribunal... Digo eu!
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Tema(s):
Concursos,
Ministério da Educação,
Polémica
Reprovar: o pior castigo da escola.
No Jornal de Notícias de 26/11/2007: "Se há pior lição que se possa trazer da escola é a de que não se é capaz de aprender. Infelizmente, esta é a realidade para milhares de alunos do ensino obrigatório, para já não falar do Secundário. As estatísticas do ano lectivo de 2004/5 dizem que 19,7% dos alunos do 3.º Ciclo reprovaram, ou seja, mais 1,3% do que 10 anos atrás.
Especialistas em educação contactados pelo JN explicam que a escola está a penalizar as classes mais desfavorecidas, sem condições sociais, culturais e financeiras de acudir aos filhos. Reestruturar o sistema, diversificar os currículos, melhorar as condições físicas das escolas e os seus recursos humanos foram alguns dos caminhos sugeridos para combater as elevadas taxas de insucesso escolar.
(...)
Pedro Abrantes, investigador em sociologia da educação, disse ao JN que a lógica dos agrupamentos verticais, que unem jardins-de-infância e escolas dos três ciclos do Básico em rede, não funciona. "Seria suposto que o percurso do aluno fosse pensado em continuidade, mas isso não acontece. Na prática, os professores dos diversos níveis continuam a funcionar isoladamente", referiu.
(...)
Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais, tem a mesma ideia. "Nessas classes, os pais não têm conhecimentos para apoiar os filhos, nem dinheiro para pagar explicações", salientou. O apoio dado na escola a quem reprova - os planos de recuperação - constitui, no seu entender, "um fraco remendo". Albino Almeida entende que repetir as mesmas disciplinas que ficaram feitas "é diabólico". Por isso, defende que os alunos transitem sempre, mas recebam apoios acrescidos, no ano seguinte, às disciplinas onde tiveram dificuldades e um acompanhamento individualizado.
Armanda Zenhas, professora com mestrado em Educação, reconhece a necessidade de os pais acompanharem mais os filhos e do incremento do trabalho individual dos alunos. Contudo, acredita que turmas enormes, escolas sem condições físicas e recursos humanos indispensáveis, horários escolares longos e repartidos ajudam muito a elevar o insucesso escolar.(...)"
Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)
Especialistas em educação contactados pelo JN explicam que a escola está a penalizar as classes mais desfavorecidas, sem condições sociais, culturais e financeiras de acudir aos filhos. Reestruturar o sistema, diversificar os currículos, melhorar as condições físicas das escolas e os seus recursos humanos foram alguns dos caminhos sugeridos para combater as elevadas taxas de insucesso escolar.
(...)
Pedro Abrantes, investigador em sociologia da educação, disse ao JN que a lógica dos agrupamentos verticais, que unem jardins-de-infância e escolas dos três ciclos do Básico em rede, não funciona. "Seria suposto que o percurso do aluno fosse pensado em continuidade, mas isso não acontece. Na prática, os professores dos diversos níveis continuam a funcionar isoladamente", referiu.
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Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais, tem a mesma ideia. "Nessas classes, os pais não têm conhecimentos para apoiar os filhos, nem dinheiro para pagar explicações", salientou. O apoio dado na escola a quem reprova - os planos de recuperação - constitui, no seu entender, "um fraco remendo". Albino Almeida entende que repetir as mesmas disciplinas que ficaram feitas "é diabólico". Por isso, defende que os alunos transitem sempre, mas recebam apoios acrescidos, no ano seguinte, às disciplinas onde tiveram dificuldades e um acompanhamento individualizado.
Armanda Zenhas, professora com mestrado em Educação, reconhece a necessidade de os pais acompanharem mais os filhos e do incremento do trabalho individual dos alunos. Contudo, acredita que turmas enormes, escolas sem condições físicas e recursos humanos indispensáveis, horários escolares longos e repartidos ajudam muito a elevar o insucesso escolar.(...)"
Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)
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Os alunos devem transitar sempre?! Que raio de ideia... Opps... Esperem lá! O Ministério da Educação já nos obriga a fazer precisamente isso. E quanto à ideia dos apoios acrescidos nos anos seguintes, em alguns casos, seriam tantos os apoios como as disciplinas. Nem sei porque estou a dissertar sobre este assunto, as decisões já estão tomadas, nem vale a pena explorar muito o assunto. Passem-se os alunos, e já está. É bom para a nossa avaliação e os pais ficam felizes. O problemas são os miúdos, que são prejudicados. Transitam de ano sem saber (quase) nada! Que futuro para estes alunos?! Que geração estamos nós a educar?! Enfim... Nem vale a pena pensar muito neste assunto para não ficar (ainda mais) desmotivado.
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Tema(s):
Alunos,
Encarregados Educação
domingo, 25 de novembro de 2007
Educação Especial: ME admite alterar colocação de professores.
No sítio do Diário Digital a 24/11/2007: "O Ministério da Educação (ME) admitiu hoje alterar a legislação que impede professores com formação especializada de se candidatarem para dar apoio a crianças deficientes se tiverem menos de cinco anos de serviço.
Em declarações à Lusa, o assessor do ME, Rui Nunes, afirmou que «o Governo está a apreciar a situação e admite alterar as condições [de acesso ao grupo da Educação Especial] nos próximos concursos de professores».
A resposta da tutela surge na sequência da indignação revelada à Lusa por docentes com pós-graduações em necessidades educativas especiais que foram excluídas do concurso por terem menos de cinco anos de carreira, apesar de colegas sem qualquer especialização ou experiência estarem a ser recrutados para trabalhar com alunos deficientes.
(...)
Quarta-feira, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou que mais 35 professores nesta situação serão colocados na próxima semana a desempenhar estas funções, justificando a opção com a falta de docentes especializados.
«Já não há professores no concurso para colocar no quadro de Educação Especial, além de sete que concorreram para escolas onde não havia necessidade. Como não há, o que estamos a fazer é ir buscar professores sem funções lectivas para dar o apoio», explicou Valter Lemos, adiantando que tal «sempre se fez».
A declaração do secretário de Estado deixou, no entanto, indignada a professora La Salete Ferreira, com uma pós-graduação em «Educação Especial - Limitações no Domínio Cognitivo, Motor e Multideficiência», que se encontra desempregada.
No concurso de colocação de professores, a docente foi este ano excluída da lista de candidatos do grupo de Educação Especial porque um decreto-lei de 1997 exige-lhe cinco anos de serviço para ser considerada especializada, tempo que ainda não cumpriu.
Para La Salete, o Ministério da Educação (ME) «prefere professores com mais tempo de serviço e de áreas que nada têm a ver com Educação Especial a apoiar estas crianças do que professores com formação, ainda que com menos tempo de serviço».
«Esta colocação administrativa de mais de uma centena de docentes sem formação é um crime. Estas crianças e jovens que necessitam de uma intervenção educativa especializada são as principais vítimas», disse à Lusa, assegurando que «não são poucos» os colegas que se encontram na mesma situação.
A indignação é partilhada por Sofia Silva, de 30 anos, que foi igualmente excluída do concurso por não ter cinco anos de carreira, apesar da Pós-Graduação que realizou em Necessidades Educativas Especiais, no Instituto Superior de Ciências Educativas.
Há um mês, foi contratada directamente por uma escola para dar um módulo de nove horas num curso de educação e formação, mas a docente garante ser «muito mais útil» no apoio a crianças deficientes.
Embora não possam concorrer ao grupo de Educação Especial, por imposição daquele decreto, estes professores poderiam, no entanto, trabalhar com alunos deficientes se fossem contratados directamente pelas escolas, o que dizem não acontecer apenas por «razões economicistas».
«O ME não quer abrir os cordões à bolsa e não se importa nada de pôr em causa direitos das crianças com deficiência, colocando no apoio professores dos quadros sem qualquer formação, só para não ter de nos contratar», acusou, em declarações à Lusa.
«Altamente injustiçada, desmotivada e desiludida» é também como se sente Paula Portugal, com uma pós-graduação no domínio cognitivo e motor, mas excluída das listas da Educação Especial pelo mesmo motivo.
«O ME está a colocar professores sem qualquer tipo de estudos a dar apoio a estas crianças e isso é muito mais grave do que não ter os cinco anos de serviço», considerou esta educadora de infância, a quem falta apenas cerca de um ano de carreira para poder concorrer ao grupo de Educação Especial."
Ver Artigo Completo (Diário Digital)
Em declarações à Lusa, o assessor do ME, Rui Nunes, afirmou que «o Governo está a apreciar a situação e admite alterar as condições [de acesso ao grupo da Educação Especial] nos próximos concursos de professores».
A resposta da tutela surge na sequência da indignação revelada à Lusa por docentes com pós-graduações em necessidades educativas especiais que foram excluídas do concurso por terem menos de cinco anos de carreira, apesar de colegas sem qualquer especialização ou experiência estarem a ser recrutados para trabalhar com alunos deficientes.
(...)
Quarta-feira, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou que mais 35 professores nesta situação serão colocados na próxima semana a desempenhar estas funções, justificando a opção com a falta de docentes especializados.
«Já não há professores no concurso para colocar no quadro de Educação Especial, além de sete que concorreram para escolas onde não havia necessidade. Como não há, o que estamos a fazer é ir buscar professores sem funções lectivas para dar o apoio», explicou Valter Lemos, adiantando que tal «sempre se fez».
A declaração do secretário de Estado deixou, no entanto, indignada a professora La Salete Ferreira, com uma pós-graduação em «Educação Especial - Limitações no Domínio Cognitivo, Motor e Multideficiência», que se encontra desempregada.
No concurso de colocação de professores, a docente foi este ano excluída da lista de candidatos do grupo de Educação Especial porque um decreto-lei de 1997 exige-lhe cinco anos de serviço para ser considerada especializada, tempo que ainda não cumpriu.
Para La Salete, o Ministério da Educação (ME) «prefere professores com mais tempo de serviço e de áreas que nada têm a ver com Educação Especial a apoiar estas crianças do que professores com formação, ainda que com menos tempo de serviço».
«Esta colocação administrativa de mais de uma centena de docentes sem formação é um crime. Estas crianças e jovens que necessitam de uma intervenção educativa especializada são as principais vítimas», disse à Lusa, assegurando que «não são poucos» os colegas que se encontram na mesma situação.
A indignação é partilhada por Sofia Silva, de 30 anos, que foi igualmente excluída do concurso por não ter cinco anos de carreira, apesar da Pós-Graduação que realizou em Necessidades Educativas Especiais, no Instituto Superior de Ciências Educativas.
Há um mês, foi contratada directamente por uma escola para dar um módulo de nove horas num curso de educação e formação, mas a docente garante ser «muito mais útil» no apoio a crianças deficientes.
Embora não possam concorrer ao grupo de Educação Especial, por imposição daquele decreto, estes professores poderiam, no entanto, trabalhar com alunos deficientes se fossem contratados directamente pelas escolas, o que dizem não acontecer apenas por «razões economicistas».
«O ME não quer abrir os cordões à bolsa e não se importa nada de pôr em causa direitos das crianças com deficiência, colocando no apoio professores dos quadros sem qualquer formação, só para não ter de nos contratar», acusou, em declarações à Lusa.
«Altamente injustiçada, desmotivada e desiludida» é também como se sente Paula Portugal, com uma pós-graduação no domínio cognitivo e motor, mas excluída das listas da Educação Especial pelo mesmo motivo.
«O ME está a colocar professores sem qualquer tipo de estudos a dar apoio a estas crianças e isso é muito mais grave do que não ter os cinco anos de serviço», considerou esta educadora de infância, a quem falta apenas cerca de um ano de carreira para poder concorrer ao grupo de Educação Especial."
Ver Artigo Completo (Diário Digital)
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Mais um daqueles embróglios do Ministério da Educação que só são solucionados (?) quando o tema extravasa para a comunicação social. Leiam também: Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias) e Ver Artigo Completo (RTP).
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