quarta-feira, 1 de abril de 2020

Informações relevantes para o 3.º período...


...se realmente forem confirmadas!

O que poderão ler abaixo é a cópia de uma mensagem que alguns colegas receberam no seu endereço de correio eletrónico, e que foi sendo difundida na 2.ª feira (30 de março) de uma forma mais ou menos restrita. No entanto, o Rui Cardoso (do Blog DeAr Lindo) acabou por divulgá-la aqui. Pela sua relevância, transcrevo-a, com recomendação para que a leiam com muita atenção.

Atenção que nada disto fará sentido se não for convertido para normativo legal (seja ele de que tipologia for), principalmente porque existem escolas que querem equiparar a totalidade da componente letiva em sala de aula a trabalho síncrono, algo que contraria aquilo que poderão ler abaixo e de alguma forma ultrapassando aquilo que faria sentido num panorama de exceção como aquele que atravessamos.

Nota: os negritos e sublinhados são de minha autoria.

"Reunião com o Secretário de Estado da Educação 

- Começou a reunião por saudar as Comunidades Educativas (docentes, não docentes e direções) e reconhecer, agradecendo, todo o esforço de rápida reação a uma situação inesperada e sem precedentes. 

- Ressalvou a capacidade que as escolas tiveram em montar uma forma de continuar a contactar com os alunos, mesmo sem estarem habituadas a usar tais meios. 

Fez depois um breve ponto de situação: 

– Escolas de referência para entrega de refeições vão manter-se nas férias da Páscoa; 
– Escolas de referência para acolhimento de filhos de agentes prioritários, também se manterão; 
– Alertou para a necessidade de consulta regular do site apoio às Escolas, da DGE, que contem contribuições das Associações de Professores, e outros parceiros, com muitos recursos em atualização permanente; 
– Avisou para a questão da Proteção de Dados, referindo que a forma de se divulgarem as pautas não pode ser pública. 
– Referiu que a sua principal preocupação neste momento se prende com uma questão constitucional, que é a do acesso universal à escola, sendo que os alunos sem conectividade e com fracos recursos tecnológicos, podem ficar excluídos das formas de ensino à distância baseadas apenas em formatos digitais.
– Foi pedido a todas as direções que seja feito um levantamento dos alunos com acesso e tipo de acesso, para se estudarem outras formas de contacto com os alunos, que poderão passar por emissões de conteúdos educativos na RTP, por ciclos de escolaridade. 

No que toca ao 2.º ponto, o que se prevê para o 3.º período, referiu: 

– O ME está a fazer cenários de retorno à normalidade por quinzenas. Regressar após a Páscoa é um cenário posto de parte. A 2.ª quinzena de Abril, parece ser também impossível, pelo que está em análise, com forte probabilidade de ocorrer, o cancelamento das Provas de Aferição. Mas haverá uma indicação quando a decisão for tomada; 
– Sendo assim, prevendo-se uma longa ausência de contacto presencial com os alunos, há que minimizar a falta de contacto, que provocaria um “esquecimento” de aprendizagens já consolidadas, que levaria a um forte retrocesso nas competências dos alunos, com efeitos graves no seu percurso escolar, sendo necessário investir-se no contacto à distância; 
Devem as escolas eleger uma única plataforma de contacto, de modo a não causar dispersão de tempo a conhecer mais aplicações, devendo a plataforma conter formatos de trabalho síncrono e assíncrono, complementando-se assim as diversas hipóteses de contacto; 
– Devem as Escolas promover um horário de contacto com as turmas, que pode ser diferente do seu horário escolar, onde se prevêem momentos assíncronos (por email e/ou pela plataforma escolhida) e momentos síncronos (em chat ou videoconferência pela plataforma escolhida), cabendo ao Conselho de Turma configurar um Plano Semanal de Turma; 
Os momentos síncronos devem acontecer para todas as disciplinas, curtos (não mais de 45 min) e uma vez por semana, procurando combinar uma hora que não colida com pais em teletrabalho, que podem usar o mesmo PC
– Os momentos assíncronos devem ser dispersos, com tarefas mais longas para vários dias, de modo a não sobrecarregar os alunos e docentes, em reporte permanente; 
– A questão dos conteúdos é pouco importante, pois o mais importante é o exercício de competências, onde se poderá fazer um avanço em conteúdos, mas que não podem ser formais, dada a impossibilidade de garantir a universalidade do acesso; 
 – A questão da avaliação, se será a proferida até agora a valer, será alvo de diploma legal próprio, conforme a necessidade de o fazer, mas apenas se tal for necessário, posto o evoluir da situação da crise de saúde publica."

quinta-feira, 26 de março de 2020

Para relaxar...

Música dos "OneRepublic" (Tema: Didn’t I)

Desabafo...

Uma das minhas resoluções para o ano de 2020 residiu em atualizar o blogue pelo menos uma vez por semana... Pois bem... Desde que a atividade letiva foi suspensa a 16 de março e que o trabalho passou a ser desenvolvido a partir de casa, não consegui cumprir com o estabelecido.

E se pensam que esta ausência apenas está relacionada com o excesso de teletrabalho estão enganados. O que está a acontecer é que como cá em casa somos ambos professores, e temos dois filhos de tenra idade (4 e 7 anos), o tempo "livre" é passado a tentar gerir o trabalho virtual (que é bem real) com o facto dos nossos rebentos necessitarem de atenção enquanto estamos no computador.  E, por vezes, estamos em simultâneo.

Se o terceiro período for desenvolvido da forma como foi desde que o encerramento das escolas foi ordenado, teremos mesmo de investir em formas alternativas de teletrabalho que permitam conjugar filhos e alunos em simultâneo.

E atenção... Não me estou a queixar. É mesmo um desabafo em forma de satisfação por ter estado ausente aqui no blogue. 

E a Mobilidade por Doença?

São vários os colegas que me contactam preocupados com a situação da Mobilidade por Doença (MpD) para o ano letivo 2020/2021. A preocupação é legítima, tendo em conta que esta mobilidade implica preenchimento de um relatório médico... E este preenchimento implicará a deslocação de centenas de professores para junto dos seus médicos, para que as situações de doença possam ser (mais uma vez, em alguns casos) comprovadas.

Por motivos óbvios, julgo que perante a situação excecional em que nos encontramos, este processo poderia ser agilizado para aquelas situações de doença que não desaparecem de um ano para o outro. Mas, estas não serão as únicas situações... E será necessário acautelar todas, evitando deslocações que podem colocar em perigo as vidas dos docentes e dos médicos.

Adiante.

Mas qual o motivo desta preocupação precisamente nesta semana? Porque no ano passado, o processo de MpD a iniciou a 2 de abril de 2019... E se tal situação se repetir este ano, teríamos a fase de preenchimento e extração do relatório médico da aplicação eletrónica, já a iniciar na próxima semana. E é precisamente este o relatório médico que implica o preenchimento por parte do médico.

Julgo que a não ser possível arranjar soluções viáveis para todas (ou quase todas) as situações, o melhor mesmo será adiar (pelo menos para já) o início da MpD. E isso é possível? Claro que é... 

Não tenho uma grande memória das datas da MpD, mas sei que para os anos letivos 2017/2018 e 2018/2019 os procedimentos necessários para esta mobilidade decorreram sempre nos meses de maio e junho. Deste modo, espero mesmo que o Ministério da Educação tenha em atenção a realidade e que não se ponham a "inventar", colocando-nos em perigo e sobrecarregando ainda mais os médicos.

Concursos de professores 2020/2021 - Concurso externo e contratação inicial

Alguns dirão que este concurso surge na pior situação possível, mas o certo é que a vida não pára e este é um concurso que não pode ser adiado por muito mais tempo.

Assim, e de acordo com o que pode ser lido no sitío virtual da DGAE (aqui), encontra-se disponível a aplicação eletrónica para efetuar a candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

O prazo inicia hoje (26 de março) e termina às 18 horas de 3 de abril de 2020 (hora de Portugal continental).

Os links são os que constam abaixo:


- Manual de utilizador Externo 

- Manual de utilizador LSVLD 
- Nota informativa 
- Aviso de abertura 
- Decreto-Lei n.º 28/2017 
- Lei n.º 114/2017 
- Portaria n.º 78-A/2020 
- Códigos dos AE/ENA 
- Lista de instituições públicas que relevam para efeitos da 2.ª prioridade 

- SIGRHE

sexta-feira, 13 de março de 2020

De acordo com o Ministro da Educação as avaliações do 2.º período vão decorrer normalmente

Deixo-vos com a entrevista feita ao Ministro da Educação hoje na RTP1. Não esperem uma intervenção de qualidade nem esclarecimentos concretos, mas sim mais do mesmo... Isto é, pouco ou nada!

Só um apontamento: já estou farto de ouvir a expressão "os professores não estão de férias"! IRRA. No meio de uma pandemia, é mesmo isso que importa esclarecer. Por favor...

Grupo Leya e Porto Editora permitem acesso temporariamente gratuito aos seus recursos digitais

É uma iniciativa que devemos aplaudir, e que demonstra que as editoras têm estado atentas. Para acederem aos recursos em causa, cliquem nas imagens abaixo e sigam as instruções.



Orientações do ME relativas à suspensão das atividades com os alunos

Agradeço ao Assistente Técnico (aqui) pela divulgação de informação extremamente relevante, nesta fase em que são mais as dúvidas que os esclarecimentos. 

Tendo em conta que já recebi algumas informações provenientes deste documento por parte da direção do meu agrupamento, acredito que em breve todos os colegas terão acesso ao mesmo. No entanto, e porque sei que nem todos agem com a celeridade que gostaríamos deixo-vos com as imagens do supracitado documento.