quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

As escolas vão passar a ter um director escolhido por concurso.

No Jornal de Notícias de 12/12/2007: "A discussão acerca da paternidade do novo modelo de gestão das escolas, que o primeiro-ministro anunciou, ontem, no Parlamento, dominou o debate entre José Sócrates e Santana Lopes. O socialista enumerou as linhas gerais do diploma, que será aprovado proximamente em Conselho de Ministros, e o social-democrata lembrou que o texto "é igual ao do PSD, que foi chumbado pelo PS". Com uma excepção, a de que o director executivo de cada escola escolhido por concurso será sempre um professor. Os sociais-democratas admitiam que o director poderia ser docente ou "personalidade de reconhecido mérito".
(...)
Sócrates não esqueceu, por isso, de acentuar que "há mais alunos, mais sucesso e menos abandono escolar".
(...)
Depois de considerar que o projecto do Governo "é mais um golpe na escola democrática com o regresso do velho director", Jerónimo de Sousa, líder do PCP, lembrou o "desinvestimento na educação especial"(...).

O director executivo passará a ser escolhido, por um concurso aberto a todos os professores que poderão pertencer ao quadros de outras escolas, pelo Conselho Geral. Neste órgão estarão representados os professores, os pais, as autarquias e as actividades locais. O candidato ao cargo de director executivo deve estar qualificado para o exercício das funções, pela sua formação pu plea experiência já anteriormente adquirida.
(...)
A direcção executiva das escolas será assumida pelo director, coadjuvado por um pequeno número de adjuntos, em função da dimensão da escola. Este órgão executivo fará a gestão administrativa, financeira e pedagógica, assumindo também a presidência do conselho pedagógico. Outra das competências deste novo cargo de director executivo é designar os responsáveis pelas estruturas de supervisão pedagógica.
(...)
Deverá ser definido um regime normativo mínimo para que haja liberdade de organização para cada escola, com competências na gestão administrativa e do pessoal. Estão previstos contratos de autonomia, através dos quais as escolas acertarão com o Ministério da Educação a transferência de novas competências."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Já cá faltava...

E faltava o quê? Uma musiquinha para animar o início desta última semana repleta de stress! Experimentem fazer um intervalinho no trabalho e mexam o capacete... Se já não tiverem "articulações" para isso, batam com o pé no chão! Vão ver que até corrigem melhor as fichas de avaliação sumativas. Eh eh eh... Boa semana de trabalho! Estamos quase em período de interrupção lectiva...


Música de "Craig David " (Tema: Hot Stuff).


Ministra não receia possível saída.

No sítio da Rádio Renascença a 10/12/2007: "A ministra da Educação não receia uma remodelação governamental, que várias fontes dão como certa a breve prazo.

A imprensa tem dado conta dessa hipótese, adiantado que o nome de Maria de Lurdes Rodrigues está em cima da mesa para uma saída antecipada.

Questionada pela Renascença, esta manhã, a ministra afirma não ter “nenhum receio”.

“Isso é intriga política. Não tem nenhum significado. Hoje, para mim, o que tem significado é a atribuição destes diplomas [do programa «Novas Oportunidades»] aos adultos, que vêem finalmente reconhecidas as suas competências”, afirmou.

Os primeiros diplomas de 12º ano do programa “Novas Oportunidades " , para a qualificação de jovens e adultos , são entregues hoje no Parque das Nações, em Lisboa, numa cerimónia que conta com a presença do Primeiro-ministro, José Sócrates, e da titular da pasta da Educação."

Ver Artigo Completo (RR)

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Não acredito que esta Ministra da Educação, seja alvo da remodelação governamental. Embora tenha destruído (e continue a destruir) a educação em Portugal, tem feito mais pelas estatísticas do que qualquer tutor do cargo que a antecedeu! Sócrates sabe disso, e não vai querer perder das suas fileiras, um elemento tão importante.

É uma autêntica "galinha dos ovos de ouro"... Reduz o n.º de professores, reduz o n.º de funcionários, aumenta a carga lectiva, implementa as "Novas Oportunidades", faz contratos "manhosos" com as operadoras de telemóveis (a e-escola), implementa a avaliação dos professores, etc... e tudo isto tendo como resultado o aumento do sucesso escolar. É a 8.ª maravilha de Portugal... Digo eu!
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Violência nas escolas.

No Jornal de Notícias (Artigo de Opinião - Alice Vieira) de 09/12/2007: "Li num jornal que a senhora ministra da Educação está contente. E, quando os nossos governantes estão contentes, é como se um sol raiasse nas nossas vidas.

E está contente porque, segundo afirmou, a violência nas escolas portuguesas, afinal, não existe.

Ao que parece, andamos todos numa de paz e amor, lá fora é que as coisas tomam proporções assustadoras, os nossos brandos costumes continuam a vingar nos corredores de todas as EB, 2/3, ou como é que as escolas se chamam agora. Tenho muita pena de que os nossos governantes só entrem nas escolas quando previamente se fazem anunciar, com todas as televisões atrás, para que o momento fique na História. É claro que, assim, obrigada, também eu, anda ali tudo alinhado que dá gosto ver, porque o respeitinho pelo Poder é coisa que cai sempre bem no coração de quem nos governa, e que as pessoas gostam de ver em qualquer telejornal.

Mas bastaria a senhora ministra entrar incógnita em qualquer escola deste país para ver como a realidade é bem diferente daquela que lhe pintaram ou que os estudos (adorava saber como se fazem alguns dos estudos com que diariamente se enchem as páginas dos jornais) proclamam. É claro que não falo daquela violência bruta e directa, estilo filme americano, com tiros, naifadas e o mais que houver.

Falo de uma violência muito mais perigosa porque mais subtil, mais pela calada, mais insidiosa.

Uma violência mais "normal".

E não há nada pior do que a normalização, do que a banalização da violência.

Violência é não saberem viver em comunidade, é o safanão, o pontapé e a bofetada como resposta habitual, o palavrão (dos pesados) como linguagem única, a ameaça constante, o nenhum interesse pelo que se passa dentro da sala, a provocação gratuita ("bata-me, vá lá, não me diga que não é capaz de me bater? Ai que medinho que eu tenho de si", isto ouvi eu de um aluno quando a pobre da professora apenas lhe perguntou por que tinha chegado tarde)

Violência é a demissão dos pais do seu papel de educadores - e depois queixam-se nas reuniões de que "os professores não ensinam nada".

Porque, evidentemente, a culpa de tudo é sempre dos professores - que não ensinam, que não trabalham, que não sabem nada, que fazem greves, qualquer dia - querem lá ver? - até fumam.

Os seus filhos são todos uns anjos de asas brancas e uns génios incompreendidos.

Cada vez os pais têm menos tempo para os filhos e, por isso, cada vez mais os filhos são educados pelos colegas e pela televisão (pelos jogos, pelos filmes, etc.). Não têm regras, não conhecem limites, simples palavras como "obrigada", "desculpe", "se faz favor" são-lhes mais estranhas do que um discurso em Chinês - e há quem chame a isto liberdade.

Mas a isto chama-se violência. Aquela que não conta para os estudos "científicos", mas aquela da qual um dia, de repente, rompe a violência a sério.

E então em estilo filme americano.

Com tiros, naifadas e o mais que houver."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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Gostava que a Ministra da Educação lesse este artigo de opinião! Aprendia muito... Principalmente no que concerne ao conceito de "violência escolar".
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sábado, 8 de dezembro de 2007

Valter Lemos: Governo satisfeito com desempenho das escolas.

No sítio do Diário Digital a 07/12/2007: "O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje, em Coimbra, que o Governo está satisfeito com o desempenho das escolas, nomeadamente quanto à melhoria do sucesso escolar.

O governante, numa conversa com jornalistas num intervalo de uma reunião de trabalho à porta fechada com representantes de conselhos executivos de escolas da Região Centro, disse que «há satisfação pelo que as escolas têm feito» em resposta aos desafios colocados com as mudanças legislativas.
(...)
Sobre a agenda, disse ser «uma longa lista de trabalho», que «tem corrido bem», em que se incluiu o novo regime de avaliação do desempenho, que em breve começará a ser aplicado.

De acordo com Valter Lemos, nesse novo regime os conselhos executivos têm um papel importante na avaliação do desempenho dos professores.

Já para o líder da Federação Nacional de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, que distribuía material informativo com colegas à entrada do auditório onde decorreu a reunião com os membros dos concelhos executivos, o novo regime de avaliação do desempenho «vai tentar que, com um conjunto de penalizações, os professores deixem de progredir na carreira».

Mário Nogueira sustentou que o novo regime «está orientado para as carreiras e progressão», quando «a avaliação deveria ter um carácter formativo».

No seu entendimento, ao nível da operacionalidade esse novo regime «vai criar sérios e fortes bloqueios ao funcionamento das escolas».

«Por ano, nas escolas portuguesas, teremos meio milhão de aulas assistidas, dezenas de milhar de entrevistas, milhares e milhares de fichas em que constarão milhões de cruzes, milhares de reuniões, aplicação de cotas, recursos de contencioso...!», refere o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) num panfleto informativo hoje distribuído.

Para o SPRC, estrutura afecta à FENPROF, com o novo regime, o Ministério da Educação «obriga as escolas a alterarem os seus projectos educativos, os seus projectos curriculares de turma» e «atenta contra a sua autonomia ao impor, ilegalmente, a reorganização em departamentos, de acordo com o disposto no DL 200/2007».

Mário Nogueira explicou que a acção de hoje do sindicato, no local onde decorria a reunião de Valter Lemos com membros dos conselhos executivos, visou o «contacto com colegas professores» e entregar algum material com esclarecimentos sobre matérias importantes para o seu dia-a-dia.

Os membros do SPRC apenas se mantiveram no local à chegada dos colegas para a reunião e não tiveram qualquer contacto com o secretário de Estado, que chegou ao auditório por uma entrada de acesso reservado no Campus Universitário Bissaya Barreto."

Ver Artigo Completo (Diário Digital)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

CDS “chumba” Ministério da Educação e acusa Maria de Lurdes Rodrigues de “sete pecados”.

No Público de 06/12/2007: "O CDS "chumbou" hoje a equipa do Ministério da Educação, acusando Maria de Lurdes Rodrigues de "sete pecados", na abertura da interpelação sobre educação que decorreu hoje no Parlamento, a pedido dos democrata-cristãos. A ministra atribuiu as críticas a "preconceitos" do CDS contra a escola pública.

"O exame final é muito mau e os senhores chumbaram", acusou o líder parlamentar do CDS, Diogo Feio, que acusou a ministra de sete pecados, entre os quais o centralismo do Ministério em relação às escolas, o facilitismo e até "o marxismo".

"A senhora centra as suas opções na escola propriedade do Estado, não gosta da liberdade de escolha e acha que existe uma luta de classes na escolha", criticou Diogo Feio, desafiando a ministra a dizer se é ou não a favor da liberdade de escolha no sector da educação.
(...)
Uma das críticas do CDS e de outros partidos da oposição centrou-se no novo estatuto do aluno, aprovado apenas com os votos do PS na última sexta-feira mas que ainda não foi promulgado por Belém.

"O que fará se houver um veto do Presidente da República, mantém esta versão do diploma?", questionou Diogo Feio.

Maria de Lurdes Rodrigues recusou pronunciar-se sobre "competências do sr. Presidente da República".

"Os diplomas até à sua aprovação final são, como é normal em democracia, objecto de discussão e alterações sucessivas. É esse o sentido de existirem parlamentos, conselhos de ministros, democracia", referiu a ministra.

As críticas à política educativa do Governo vieram também da esquerda, com a deputada do BE Ana Drago a acusar a ministra de "propaganda", considerando que "a escola pública não está a gerar igualdades" e desafiando Maria de Lurdes Rodrigues a fazer uma reforma curricular.

Pelo PCP, o deputado Miguel Tiago confrontou a ministra com a situação do ensino especial, acusando Maria de Lurdes Rodrigues de estar a sobrepor "critérios economicistas a critérios pedagógicos".

"Onde vêem propaganda eu vejo factos e os factos são estes: mais alunos e melhores resultados", contrapôs a ministra, sublinhando que a verba para o ensino especial será reforçada em 800 por cento em 2008.

O deputado social-democrata Pedro Duarte lembrou o desafio lançado no início do Governo pelo chefe de Estado para a melhoria da educação em Portugal.

"Choca-me verificar que este Governo acabou com as provas globais no 9º ano e aprovou um estatuto do aluno verdadeiramente escandaloso, que permite que os alunos escusem de ir às aulas e basta fazerem uma provazita de recuperação no fim do ano que está tudo bem", criticou Pedro Duarte.

Os elogios ao Governo vieram apenas da bancada do PS, com recurso a metáforas marítimas. "Não é qualquer Adamastor que fará naufragar esta nau, porque esta nau onde a sra. ministra é timoneira está recheado de cada vez mais portugueses e portuguesas que aderem às políticas do Governo", defendeu a deputada socialista Paula Barros."

Ver Artigo Completo (Público)

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Tantas críticas... Tanta asneira... Tanta mentira... Como é possível que determinadas pessoas ainda desempenhem certos cargos?! E quanto à metáfora... A nau da ministra da educação, está a meter água por todos os lados (buracos do tamanho de bolas de futebol), existe escorbuto q.b (os dentes são agora reflexos num espelho inexistente), as velas estão completamente rasgadas (e foram utilizadas para limpar o "rabo" de algumas pessoas), os escravos estão a "reformar-se" ou então começam a revelar sinais de "tendinite" profissional (alguns deles atrofiados pela ideia de uma futura avaliação), a madeira está podre (já nem falo no odor da embarcação) e acho que já nem com "chicotadas psicológicas" a ministra consegue que os seus escravos levem o barco a bom porto...
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Alunos portugueses abaixo da média.

No sítio do PortugalDiário a 04/12/2007: "O desempenho dos alunos portugueses de 15 anos é mais baixo do que a média dos seus colegas de 57 países a Ciências, Matemática e Leitura, de acordo com um estudo da OCDE publicado esta terça-feira, escreve a Lusa.

O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou no ano passado os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos vários países envolvidos (30 da Organização e 27 parceiros).

A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta terceira edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo.
(...)
Mais de metade dos estudantes portugueses (53,3 por cento) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível dois em seis níveis de complexidade.

Por oposição, só 0,1 por cento conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.

Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.

Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes portugueses de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484.

Também nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8 por cento) ficou-se pelos níveis um e dois e só 0,8 por cento demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto.

O desempenho dos portugueses não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos cinco pontos do que em 2003, mas mais dois do que em 2000).
(...)
Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, «os resultados estão aquém do que seria desejável», evidenciando uma «disfunção» do sistema educativo português.

Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos portugueses do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado nacional estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.

O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que, por isso, não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
(...)
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, os testes do PISA 2006 foram elaborados em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país."

Ver Artigo Completo (PortugalDiário)

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O sistema educativo português não sofre de "disfunção", mas sim de uma "impotência" radical. E por mais que os elementos do Ministério da Educação queiram, não vão conseguir disfarçar estes resultados "tenebrosos". Até podem "forçar" os docentes a "passar" os alunos de ano de escolaridade, para a retenção ser inferior e as estatísticas nacionais serem "boas". No entanto, quando chegarem estes "testes" internacionais, o panorama será sempre negro... Infelizmente.
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Mais de 300 professores e funcionários agredidos.

No Público de 04/12/2007: "No ano lectivo 2006/2007, mais de 300 professores e funcionários foram agredidos, registando-se menos 36 por cento de ocorrências. A violência é "rara e circunscrita", insiste a ministra da Educação.

Menos 36 por cento de ocorrências participadas pelas escolas. Uma redução do número de docentes agredidos de 390 para 185 face aos últimos dados conhecidos. Tudo isto no espaço de um ano lectivo.

Estas são algumas conclusões do último levantamento sobre a violência e segurança em meio escolar, relativo a 2006/2007, e apresentado ontem pelos ministros da Educação e da Administração Interna. Mas os números são também estes: em média, a cada dia que passa há um professor agredido ou vítima de tentativa de agressão (o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas).
(...)
Este foi o primeiro ano em que o Governo apresentou os números da violência escolar de forma agregada (com uma nova metodologia, e recolhendo as participações feitas pelas escolas ao Ministério da Educação e às forças de segurança do Programa Escola Segura, evitando assim a duplicação de registo de incidentes). E talvez por isso, as comparações com o passado podem causar alguma estranheza.
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Ficando pelos dados absolutos, constata-se que, no último ano lectivo, 94 por cento das escolas não participaram qualquer ocorrência. E que as muito graves têm uma frequência reduzida. "Estes são dados muito animadores para continuarmos o nosso trabalho. É preciso distinguir entre violência e indisciplina. A primeira, associada a ocorrências graves, tem uma incidência rara e circunscrita. A segunda é mais dispersa mas tem uma gravidade completamente diferente" face à ideia que se possa ter, sustentou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.

Questionada sobre as preocupações recentemente manifestadas pelo procurador-geral da República - que acusou a ministra de "minimizar a dimensão da violência nas escolas e revelou que recebia bastantes faxes de professores a relatar agressões -, Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou a realidade demonstrada pelos "factos" ontem apresentados. "Não podemos desvalorizar um caso de violência que aconteça numa escola. Mas não temos nas escolas um clima de violência generalizada."(...)"

Ver Artigo Completo (Público)

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A Ministra, diz que a violência é rara e circunscrita! Claro que sim, senhora ministra. Rara e circunscrita aos funcionários do seu Ministério! E porque será?! Hum...
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