Uma reflexão do César Israel sobre o papel dos contratados no Sistema Educativo Português.
Um texto que recomendo para uma leitura devagar.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Eu preferia não
Se a medida das 40 horas de
trabalho aplicadas à função pública se repercutir diretamente no horário dos
professores está o caldo entornado. Isto significará com certeza um aumento da
carga letiva e na prática existirão muitos professores que poderão ter 300 ou
mais alunos à sua conta. Isto levará ao esgotamento dos
professores (só quem nunca deu aulas é que não percebe que o contato direto com
turmas de 30 alunos é de um desgaste profundo e incontornável mesmo para os que
pensam ser super professores) e afetará irremediavelmente a qualidade do
ensino.
Nestas condições de trabalho a
dúvida que fica é que talvez o melhor é mesmo sair. É que também sabemos que
haverá alterações na tabela remuneratória, que evidentemente baixará os
salários dos docentes. Esta medida levará também à razia
dos contratados e ao aumento exponencial de horários zeros e ao consequente
despedimento de mais uns milhares de professores do quadro que ficarão na mobilidade
= (18 meses de subsídio desemprego)
É a destruição da escola pública
tal como a conhecemos mesmo à frente dos nossos olhos. E agora vamos assobiar
para o lado e pensar que não vai acontecer?
Para isto só tenho uma frase
final, as palavras de Bartleby.
“ Eu preferia não “
Tema(s):
Contratados,
Desemprego,
Destruição da escola pública,
Quadros
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