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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Para desculpabilizar alunos consegue ter tempo...


Comentário: A divulgação de casos de agressão contra professores é algo a que decidi não dedicar o meu tempo, tendo em conta que outros (como o Alexandre do blogue ComRegras) já o fazem de forma dedicada e próxima, mas acima de tudo porque para escrever sobre estas situações acabo por ter de fazer uma reflexão que acrescenta ainda mais desânimo ao meu dia a dia.

Não obstante, não consegui evitar de o fazer nesta situação em particular, tendo em conta que a direção da escola em causa, afirma que não terá existido intencionalidade na agressão. De acordo com a direção, um aluno terá atirado uma chave de cacifo pelo ar, que tinha como destino outro aluno, e não a professora em causa. Pois... Mais uma daquelas situações em que é considerado normal chaves voarem junto a professores!

O "inexistente" (isto é, o atual Ministro da Educação) finalmente apareceu para comentar um caso de agressão a docentes. Qual? Este. E o que disse? O mesmo que a direção da escola. E assim lá temos um reforço da falta de responsabilização para que os alunos não se esqueçam daquilo que podem fazer. E com sorte ainda obrigam a docente a pedir desculpas ao aluno, por ter colocado o seu corpo no percurso da chave...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Começa novo...


Comentário: E como novo que é, ainda vai muito a tempo de ser recuperado... E será meio caminho andado se for desenvolvido trabalho para apurar as raízes ou motivações de tal comportamento. Pelos vistos até será um problema que tem vindo a aumentar há um bom par de anos, o que poderá provocar maior surpresa pois se nada foi feito entretanto, é natural que o "miúdo" se sinta cada vez mais impune.

Lembro-me bem que tinha um colega de escola assim mais para o violento, e que costuma fazer de nós (seus colegas) e de alguns assistentes operacionais os seus "bombos da festa", até que um dia teve azar, e levou um par de lambadas de um adulto (já não me lembro de pai, assistente ou professor) e a partir daí acalmou. E acalmou de tal maneira, que gradualmente se foi tornando mais sociável.

Por motivos de evolução social, esta estratégia seria censurável (se bem que considero ainda mais censurável, "castrar" os alunos mais irrequietos com produtos químicos)
, mas nunca me esqueci deste episódio.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Não é cegueira parental...

...é mesmo vontade de dar à filha uma educação baseada em violência, sem comprovar se os factos são como os relataram (sim, porque os nossos filhos também mentem) e admitindo que bateu num professor, como quem admite ter tomado um café e comido uma nata ao pequeno-almoço. Se quiserem ver o vídeo completo, podem aceder ao sítio virtual do Correio da Manhã (CM) ou então verem o vídeo abaixo com uma versão resumida, concretizada aqui pela "casa".

Desde que a minha caixa de correio eletrónico foi agraciada com os queixumes escritos de um jornalista do CM, que prometi a mim próprio abandonar sempre que possível referência a este meio de comunicação social, mas depois de ter visto a "pérola" que é a entrevista ao pai agressor, não consegui mesmo evitar. Por esse motivo, fica o meu pedido de desculpas. Não é meu interesse ferir a vossa inteligência.