sexta-feira, 6 de abril de 2018

Afinal vamos ter um concurso ordinário...


Comentário: Ao contrário daquilo que o atual Ministério da Educação pretendia, não deveremos ter  um concurso extraordinário, mas sim um concurso ordinário de Mobilidade Interna (MI). Traduzindo, num concurso extraordinário, "apenas" concorreriam os professores dos quadros que se encontram insatisfeitos com as suas colocações para este ano escolar... Se aquilo que hoje foi divulgado for vertido para normativo legal, teremos basicamente um concurso realizado nos mesmos moldes e com as "mesmas" vagas daquelas consideradas no concurso anterior. Basicamente um hard reset ao concurso de Mobilidade Interna.

Posso escrever que o que acabou de acontecer é um passo importante para a reposição da justiça  (reparem que não escrevi "ilegalidade") relativamente ao que ocorreu no concurso de MI do ano passado. No entanto, é para mim difícil afirmar felicidade, pois sei que nenhum dos professores que entretanto obteve uma melhor colocação (resultado de uma "inversão" de critérios de colocação na MI) teve culpa nisso, e que resultado dessa mesma colocação, definiram a sua vida a médio prazo. 

É previsível que teremos agora mais um episódio de "professores contra professores", onde os "bem" colocados irão apontar o dedo aos "mal" colocados, que se mexeram para que esta situação ocorrida na MI fosse revertida... É uma situação de inevitável dualidade de sentimentos!

Mas existe uma verdade inegável: nenhum professor teve culpa no que aconteceu no anterior concurso de MI... Os únicos culpados estão no Ministério da Educação! Esses sim, deviam ser alvo da nossa revolta e indignação.

19 comentários:

  1. Em Agosto abriram um caixa de Pandora. Esse momento detonou, irreversívelmente uma série de injustiças que, inevitavelmente, prejudicaria sempre alguém. Esta é a solução menos injusta que aplaudo de pé!

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  2. Qualquer pessoa bem formada não pode pactuar com o que se passou a 25/08. Como diz a colega Helena no seu comentário, fica sempre alguém prejudicado pela arrogância e pela falta de bom senso desta Secretária de Estado. É contra ela que todos devem estar, os lesados de 25/08 e os colegas que estão satisfeitos e que sem culpa nenhuma vão ter de concorrer de novo. Mas isto não podia ficar assim. E teria sido tão fácil resolver o problema logo no início. Ficou também provada a ineficácia dos sindicatos. Hoje também eles foram derrotados.

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  3. Ricardo,quem efetivou este ano tb tem q concorrer?

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    1. A minha dúvida é semelhante. Quem mudou de QA no concurso interno de 2017 é obrigado a concorrer?

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    2. Se não concorrer volto ao QA antigo ou fico no novo?

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    3. O concurso é de mobilidade interna.

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    4. Mas então, os QE que mudaram para outro QE em 2017 não são obrigados a concorrer agora, o hard reset forçado por PS, PSD, CDS e BE não vai implicar isso?

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  4. Já repararam que se não colocarem os horários incompletos o problema voltará a acontecer?

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  5. Para resolver este problema não era necessário prejudicar quem ficou colocado na MI a 25 de agosto.

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  6. Já houve muitos prejudicados durante um ano, o que beneficiou outros. Estes sabem que foram, sem culpa, beneficiados e que a única forma de repor a justiça é irem todos a concurso, de novo... Mais vale tarde que nunca, mas podia ter ficado resolvido logo em setembro do ano passado.

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  7. E aqueles que consideram que o que aconteceu no ano passado foi uma boa gestão de recursos humanos, porque não faz sentido colocar efetivos em horários incompletos para depois contratar em horários completos vão culpabilizar o ME?

    E aqueles que consideram que não sentido que quem OPTOU por vincular em Lisboa pense que tenha o direito de trabalhar noutras zonas, ultrapassando outros muito mais graduados e efetivos há muito mais tempo, só porque os últimos não puderam concorrer as essas vagas vão responsabilizar o ME?

    O ME que faça as seguintes alterações e vamos ver quem é que vai dizer que são injustas:
    - os QZP só podem concorrer ao seu QZP;
    - as colocações na MI e RR são feitas por ordem decrescente de horas;

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    1. O argumento da gestao de recursos nao colhe porque, como ja muitas vezes referido, professores igualmente do quadro, com vencimento igualmente completos ficaram nos horarios incompletos, que os mais graduados preferiam.

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  8. Anónimo das 9:13, leia isto, se quiser
    https://profslusos.blogspot.co.uk/2017/10/nao-nos-atirem-areia-para-os-olhos.html?m=1

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  9. Caros colegas.
    Quem entender que a realização de um novo concurso é uma injustiça e uma desonestidade legal, pode escrever ao Sr. Presidente da Republica a esclarecer e apelar para não promulgar a proposta de lei...
    Basta aceder à seguinte página:
    http://www.presidencia.pt/?action=3.

    Se existem 800 professores insatisfeitos com as colocações que apresentaram reclamações, existem, provavelmente, outros tantos ou mais que não pretendem novo concurso.

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    1. Já enviei carta ao PR. Obrigado pela ideia.

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    2. Eu também. Juntos seremos fortes!

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  10. Vao ser obrigados a concorrer TODOS?

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  11. Nem vou desenvolver... A proposta do governo era a possível e equilibrada. Já os partidos que a sabotaram, da esquerda à direita e da direita à esquerda, que usaram uma larga minoria de descontentes para se autopromoverem, promoveram uma injustiça do tamanho do mundo. Esperemos que o presidente da República tenha o bom senso de vetar a iniciativa parlamentar... Já agora, apresento uma situação que, essa sim, materializaria um ato de mera lógica e justiça: professor dos QZP desde 98, mantenho-me na mesma escola há 9 anos (sempre a ter que concorrer). Não deveriam situações como a minha, quando a escola obviamente tem lugar para os docentes, ser alvo de alguma atenção por parte da AR e dos sindicatos, passando a haver lugar a uma efetivação automática a partir de n anos consecutivos no mesmo local?

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  12. Eu não concordo com novo concurso interno em 2018. Estou cansado disto. O concurso interno de 2013 era para 4 anos e depois ao fim de dois anos, houve novo concurso... Enfim!
    Se o último concurso de mobilidade foi injusto o que dizer dos sucessivos concursos internos , em que colegas do quadro não têm acesso a vagas de quadro de determinados QZP´s,estando essas vagas destinadas única e exclusivamente para colegas do concurso externo. Assim, os professores do quadro são ultrapassados por colegas contratados e com menos tempo de serviço.Para esta situação não houve mobilização... nem concurso antecipado para corrigir esta enorme injustiça.

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