quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Absurdo...

E eis que no artigo (8.º) relativo à formalização da avaliação sumativa interna do  Despacho normativo n.º 17-A/2015, de 22 de setembro surge legislada a continuidade do negócio com Cambridge:

Nota: negritos e sublinhados de minha autoria.

"12 — No 9.º ano de escolaridade, a avaliação sumativa interna da disciplina de Inglês é complementada com o teste Preliminary English Test (PET) de Cambridge English Language Assessment da Universidade de Cambridge. 
(...)
15 — No exercício da autonomia pedagógica e administrativa da escola, o conselho geral delibera, sob proposta do conselho pedagógico, a forma como a avaliação final da disciplina de Inglês no 9.º ano inclui os resultados do PET, sendo a classificação final o resultado da média ponderada, com arredondamento às unidades, entre a classificação obtida na avaliação interna do 3.º período da disciplina e a classificação obtida pelo aluno no PET, de acordo com o seguinte:
a) A ponderação a atribuir à classificação obtida na avaliação interna do 3.º período da disciplina e à classificação obtida pelo aluno na prova PET para a obtenção da classificação final deverá depender das caraterísticas próprias de cada escola e cada oferta, designadamente dos critérios definidos por esta no que respeita à restante avaliação interna efetuada ao longo do ano letivo, nomeadamente, o número, peso e caraterísticas de cada uma das provas (escrita ou oral); 
b) O peso a atribuir ao resultado da prova externa para cálculo da classificação final deve situar -se entre 20% e 30% do total, admitindo-se que a escola escolha outro peso que considere mais adequado, registando a sua fundamentação.

De concretização obrigatória... a consequências obrigatórias (ao contrário do ano passado), com retorno financeiro assegurado num negócio que ainda não se compreendeu completamente e em final de uma legislatura. Esperemos que os professores e os sindicatos que os representam, assim como os encarregados de educação (e já agora, os diversos partidos políticos) se cheguem à frente, e questionem a validade e interesse desta "parceria".

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