quinta-feira, 28 de maio de 2015

Iniciativa sindical...

Embora os sindicatos de professores e os professores não tenham qualquer poder de decisão na recente avalanche de reforço de partidarização (opps... municipalização) e de transferência do poder da cunha (peço desculpa, de competências) considero que a iniciativa tem alguma relevância, pois poderá demonstrar o nosso desagrado para com esta iniciativa.

Bem... Existe dentro da nossa classe quem esfregue as mãos com tal transferência, mas acredito que não seja o caso da maioria dos professores.

Fica assim a imagem e o texto que explica (os negritos e sublinhados são de minha autoria) a iniciativa da plataforma sindical, que não conta com a tradicional exceção que negoceia exceções, de uma forma pouco excecional.


"Nos dias 2, 3 e 4 de junho, ou seja, já na próxima semana, professores e educadores de todo o país irão pronunciar-se sobre a municipalização. Através de voto secreto, a depositar em urna, os docentes serão chamados a responder "Sim" ou "Não" à pergunta: "Concorda com a municipalização da Educação?".

As oito organizações que compõem a plataforma sindical constituída para este efeito esperam uma grande participação dos professores e uma resposta muito clara da sua parte quanto à delegação de competências que, através de contrato, o governo pretende acordar com os municípios.Em algumas escolas e agrupamentos de concelhos, onde o processo tem estado a avançar, os professores já realizaram idênticas consultas, pretendendo-se, agora, alargar a possibilidade de os docentes se pronunciarem sobre esta matéria a todo o território nacional, embora, sem incluir, por enquanto, as regiões autónomas, uma vez que este processo de municipalização não abrange aqueles territórios. 

A posição que os professores irão manifestar terá duas leituras: uma nacional, permitindo apurar o que pensa o conjunto dos docentes sobre a municipalização da Educação; outra de âmbito local, quer municipal, quer de escola/agrupamento, ajudando os responsáveis autárquicos, bem como os conselhos gerais das respetivas escolas e agrupamentos, a perceber a posição do respetivo corpo docente. 

 É, por isso, muito importante esta consulta, pois permitirá dar voz a um dos principais atores do processo de educação e ensino, mostrando ao governo e ao país a palavra que têm a dizer!"

Fonte: FENPROF

2 comentários:

  1. Como docente, subscrevo inteiramente as palavras do texto introdutório sobre os malefícios da Municipalização do Ensino Público. Desde que o poder político iniciou uma verdadeira politização de todos os locais de cariz público em Portugal e não me refiro apenas à gestão das escolas, mas em todos os setores, desde hospitais, Santas Casas de Misericórdia, até aos mais pequenos centros de saúde ou “Casas do Povo” de aldeia, para não dizer qualquer canil ou galinheiro, onde se possam caçar uns votos, tudo interessa à classe política, cada vez mais menosprezada e espezinhada pelo povo…
    Mas se isto é verdade, não quer dizer que agora qualquer destituição de um Diretor de escola seja mais um caso político, isso era o que alguns queriam e desejavam...
    No caso concreto da não continuidade da Diretora da Escola D. Sancho II de Alijó, é precisamente a situação inversa daquela que querem fazer transparecer, ou seja, foram precisamente os ditos “escabrosos” e “viscerais” meandros da política, aqueles que até aqui têm prevalecido na gestão desta escola, senão vejamos: foi a tal Diretora que aproveitando a favorável conjuntura política que o seu então marido e Presidente da Autarquia de então detinha, lhe garantiu o cargo. Para tal, bastou-lhes formar sobre as suas égides, os últimos dois Conselhos Gerais de Escola que até aqui sempre lhes prestaram lealdade, vassalagem e a elegeram. Agora que a situação se alterou e as “comadres” se zangaram, querem fazer crer que de um processo político se trata, mas não é nada disto! O que esta senhora não suporta agora é deixar o poder de ânimo leve... poder esse que detém há mais de uma década. Mesmo quando não era Diretora, usurpava estas funções beneficiando da “bananização” do anterior Diretor, daí a perseverança que ela mantém no cargo, lutando com todas as armas pela impugnação do processo da “não recondução”. Chegar ao ponto da criação de uma lista de “Abaixo Assinados” que sob coação futura “obrigaram” dezenas de professores a assinar, diz tudo sobre os seus escrúpulos. Para além de ilegal, é de uma enorme baixaria coagir os professores a assinar uma petição sob pena de estarem no futuro comprometidas algumas regalias de horários, colocações em risco, funções escolares, cargos e dias livres, mas é assim, desta forma escabrosa que se tem gerido esta escola há longos anos.
    Agora que alguém (vários elementos do atual Conselho Geral), ganhou coragem para correr com esta senhora, parece que “caiu o carmo e a trindade”? não meus amigos, não há política nenhuma neste caso e a prova maior é precisamente que foi a Diretora destituída, sim ela própria (salvo duas ou três exceções), quem manipulou e formatou os dois últimos conselhos gerais que a elegeram.
    Resta congratularmo-nos que, no que diz respeito à podridão escondida por traz dos meandros ignóbeis do poder e da politica, vale mais tarde que nunca, esses podres venham ao de cima e sejam desmascarados, rejeitados e destituídos.
    Urge restituir de novo o poder decisório aos professores e a democracia às escolas para que coisas lamentáveis como esta não se repitam. Lamentavelmente, parece que não é para lá que caminhamos...

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  2. E eu já prefiz o primeiro dia de presidente de mesa eleitoral. Adesão massiva dos professores com votos contados no agrupamento 2 sim e 103 não! Parece que não há muitas cunhas....digo competências.

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