quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Algumas constatações relativas à Mobilidade por Doença 2016/2017.

Conhecidos que foram os resultados dos pedidos de Mobilidade por Doença (MpD), e tomando em atenção algumas mensagens de correio eletrónico de colegas provenientes da DGAE e tudo aquilo que aconteceu hoje na plataforma SIGRHE (onde todos - professores e direções - não sabiam como proceder), podemos tecer pelo menos 3 considerações:

a) A ausência de uma qualquer nota informativa (ou documento equivalente) relativa aos procedimentos a tomar na eventualidade de deferimento do pedido, provocou (e ainda provoca) o caos nas escolas e um stress desnecessários nos professores que aguardavam os resultados desta mobilidade;

b) Uma vez que a aceitação da colocação em MpD (uma novidade estranha, pois estamos a falar de algo que foi deferido e que resultou de um pedido) é concretizada pelas direções, após manifestação da aceitação da colocação por parte do docente (de acordo com mensagem de correio eletrónico recebida pelas direções hoje de tarde) cujo pedido de MpD foi deferido, e sabendo que muitos colegas ainda não o fizeram, é de esperar que os horários hoje libertados não sejam considerados na Reserva de Recrutamento 1 (isto é, aquela que vai ser conhecida amanhã);

c) O facto dos docentes que viram o seu pedido de MpD deferido terem de aguardar pela sua substituição (através de Reserva de Recrutamento) na escola onde se encontram atualmente, antes de assumirem funções na escola de MpD é uma novidade absoluta, e nem mesmo o argumento do "evitar constrangimentos no processo ensino aprendizagem e contribuir para um ambiente educativo estável e de qualidade" permite compreender esta "ordem". Sabendo estes professores (e eventualmente os seus alunos) que vão ser colocados noutra escola, e que não irão produzir trabalho na atual, não vejo onde se evitam constrangimentos e onde se fomenta a estabilidade e a qualidade do ensino.

11 comentários:

  1. Lamento muito o que está a acontecer. Tudo isto era possível de evitar. Pensava que o concurso deste ano iria ficar marcado pela positiva, com o fim das absurdas BCE e, pelos vistos, vai ficar marcado pela maior confusão, alguma vez vista, e com quem está doente.

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  2. Mas, já existem crianças nas escola?

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  3. Se um professor concorre à mobilidade por doença não é porque de repente lhe apetece. Para quem ainda não percebeu é porque tem problemas graves de saúde e esses problemas são atualmente devidamente comprovados. Ora que humanidade é esta que obrigam pessoas debilitadas na maior parte dos casos a passar por oito dias de agonia, indecisões, falta de informação, obrigação de ir para a escola de origem nalguns casos a 150 ou 200km da zona de residência, gastar 15 dias numa casa e despesas para depois voltarem outra vez para nova escola. Tudo pareceu mais uma palhaçada total em que para estatisticamente dizerem que foram colocados mais 500 contratados e ficarem bem na fotografia maltrataram um milhar de professores que concorreram à mobilidade por doença, deixando-os sem os horários que já tinham no ano transato e podiam dar continuidade (onde está a vantagem da teoria do bem estar da educação e da continuidade pedagógica???tretas!) obrigaram-nos a viver este gozo, esta palhaçada, esta agonia que nalguns casos pode agravar os seus problemas de saúde. Sinto tristeza por estarem atrás das secretárias pessoas que não sabem o que é ser professor e muito menos sem um pingo de humanidade. Um professor com um problema de saúde não é um inválido que tenha que ficar sem componente letiva. Isto é discriminação. Gostava de saber se um desses senhores que mandam cá para fora estas palhaçadas fosse atingido pela dor de ter passado por um cancro e ficar com algumas mazelas físicas e psicológicas se sentiria bem e feliz ao ser obrigado a ir 15 dias para uma escola, a ficar sem componente letiva porque é o doentinho incapaz, sem informações ou decisões a 200km de casa. É o vais...esses estão salvaguardados. Os professores é que são sempre isto E aquilo, os culpados e tudo podem aguentar! Cada vez mais abomino a forma nada humana e nada social como a profissão docente é vista! Se o próprio ministério não os respeita, como pode a sociedade respeita-los. Que tristeza e vergonha!

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    1. Caro Anónimo…
      A continuidade pedagógica que refer no seu texto é mantida com um corpo docente estável e com uma correta colocação dos docentes na MI, que é um concurso por norma plurianual… não com a colocação de docentes em MPD/DCE, que é uma colocação anual (julgo não ter que explicar porque assim é)…

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  4. Alguém me sabe dizer se quem viu os seus pedidos de mpd indeferidos podem recorrer?

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  5. O meu Mpd foi indeferido porque não anexei a primeira parte do relatório médico . Onde esta primeira parte era a que tinha lá o nome do médico e só depois é que saía o relatório da dgrhe para o médico escrever.

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    1. Maria, tente que na sua escola a ajudem a resolver essa situação. E habituem-se a perguntar a quem já está mais habituado a estas andanças quais são os procedimentos. Neste caso, o Relatório Médico são todas as páginas do documento (3 páginas ) e não apenas a última. Mas pode ainda tentar resolver a questão, não dê como definitivo. Boa sorte.

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    2. Também o meu foi indeferido devido a um lapso na morada. Reclamei e estou a espera da decisão ainda...

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Eu já fui contactada pelo diretor da escola onde estive colocada 2015/2016 para estar ao serviço desta até ser substituída. Ao falar com a diretora da escola onde estou já colocada em MPD desde 8/9/2016, tal como consta na plataforma SIGHRE, fui informada que se o diretor anterior necessita de mim, terei de ir prestar serviço àquela escola...e tudo isto em prol de um "ambiente educativo estável e de qualidade"...não há palavras!

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