terça-feira, 9 de setembro de 2014

Palavra de Crato

Crato garante que serão "zero" os professores na mobilidade especial 

Comentário: De acordo com Nuno Crato, "em Fevereiro de 2015, quando entrar em vigor para a Educação, nenhum professor dos quadros vai passar à mobilidade especial". Ainda de acordo com a mesma notícia:

"Objectivo que Nuno Crato garante que "será atingido até ao final deste mês, após as primeiras reservas de recrutamento". Com os resultados dos concursos "amanhã [hoje] verão que os 2.185 professores com ausência de componente lectiva, no ano passado por esta altura, serão reduzidos a menos de metade" reforçou o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida. Redução que, acrescentou, "ainda não tem em conta os horários que vão ficar livres pelos professores que vão rescindir" e que vão ser preenchidos "em primeira prioridade" pelos docentes com horário zero".

Traduzindo: Ainda vamos ter mais confusão nestes concursos! Se as listas de colocação forem realmente publicitadas hoje, e como o prazo para aceitar a rescisão termina amanhã é certo que vão ocorrer mexidas nas colocações. Não consigo conceber como é possível afirmarem que estamos perante "normalidade", quando é absolutamente óbvio que de normalidade nada existe nestes concursos.

3 comentários:

  1. Para contribuir para “a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados no interior do país”, o Governo criou 1.000 vagas, no ensino superior público continental, para bolsas de 1.500 euros para a mobilidade de estudantes.
    Destas, atribuiu ao Instituto Politécnico de Santarém 75 vagas, e ao Instituto Politécnico de Tomar 80 vagas, ou seja, no Distrito de Santarém, contíguo ao de Lisboa, o Governo atribuiu 155 vagas.
    Uma das questões que se coloca, é se a cidade de Santarém, capital do distrito, que dista cerca de 60 km da cidade de Lisboa, integra parte do território continental desabitado e abandonado que esta medida aparenta visar?
    Ou, se ao invés, não será este mais um dos casos que só as teias da política explicam.
    Como é o caso da existência de 2 Institutos Politécnicos num mesmo distrito, caso único no país, e ainda por cima, a poucos km de Lisboa.
    Por outro lado, será que o úbere Ribatejo, que num mesmo distrito – o de Santarém – averba 15,5 % destas 1.000 vagas, integra o Portugal profundo, desabitado e ao abandono?
    Da mesma perplexidade enferma a atribuição ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo de 100 destas vagas.
    Mas será que o Minho, mais concretamente Viana do Castelo, integra o Portugal profundo, desabitado e ao abandono?
    É que, se no alto critério deste Governo, o Minho integra o Portugal profundo, desabitado e ao abandono, então olvidou-se da sua universidade – a Universidade do Minho – pela qual certamente os alunos terão muito maior apetência, atenta a preferência dos alunos, e das suas famílias, pelo ensino universitário em detrimento do ensino politécnico, como resulta à saciedade dos resultados a 1.ª fase de colocações no ensino superior.
    Das 1.000 bolsas criadas, o Governo de supetão atribuiu 25,5 % destas vagas com um critério que no mínimo é duvidoso. A menos que considere, que o interior do país é tudo o que não for em Lisboa, critério este que esbarra com o óbice de apenas ter atribuído as vagas para as bolsas a algumas das instituições de ensino superior público que se situam fora de Lisboa, algumas à porta desta capital.
    Diz o povo, “que os amigos são para as ocasiões”, espero que não seja o caso, o país está exausto de clientelismo.
    A questão deve ser aprofundada, e o Governo deve explicações ao país.
    Porque foram apenas estas 12 instituições de ensino superior público, de fora de Lisboa, (3 Universidades e 9 Institutos Politécnicos), contempladas com estas 1.000 vagas e as demais não o foram?
    Uma vez que o território nacional é composto por Portugal continental e pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira. De cabal explicação também carece porque é que o Governo apenas atribuiu vagas para estas bolsas em Portugal continental?
    Numa análise superficial até se pode entender que esta medida, porque não teve influência nas candidaturas da 1.ª fase, é lançada em momento inusitado. Porém, num juízo mais cuidado, até se pode entender que este é o momento é ideal para, através de “dumping”, recrutar para as 12 instituições selecionadas mais 1.000 alunos, com vaga noutras instituições, explorando à saciedade a debilidade económica de inúmeras famílias portuguesas para as quais 1.500 euros é uma soma importante.
    Quiçá, seja até por isto, que as instituições de ensino superior público dos arquipélagos dos Açores e da Madeira não foram comtemplados. Uma vez que, em cada um destes arquipélagos só há uma instituição de ensino superior, ao Governo não é possível tornar mais atractivo economicamente a inscrição numa em detrimento de outras.
    Quiçá estas bolsas mais não sejam do que o recrutamento de 1.000 alunos, que tinham vaga noutras instituições, para 12 instituições de ensino superior público eleitas, aproveitando a insuficiência económica de inúmeras famílias portuguesas para as quais 1.500 euros é uma soma importante.
    Em suma, tirar a umas alunos para os dar a outras à custa de dinheiros públicos. Mais concretamente, 1.500 000 euros.

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  2. Grande façanha!
    Se eu lançar uma granada para dentro das trincheiras inimigas vão ver como eles desaparecem num ápice.
    Da mesma forma, não vejo q exista algum professor sem componente letiva que não tenha concurrido ao país inteiro, ou q não se tenha sujeitado ao pior dos serviços q lhe terá sido oferecido.

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  3. Para o MEC está tudo normal, para a comunicação social também e para o Zé Povinho idem. Conclusão: os professores é que são loucos e ingratos.
    Odeio-os :/

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