terça-feira, 18 de setembro de 2012

Greve de uma semana?!

Plataforma pela Educação lança apelo para greve 

Comentário: A Plataforma pela Educação apela a uma greve de uma semana nas escolas, onde os dias seriam repartidos por cada ciclo de ensino (e terminando com uma greve nacional da função pública).

Pois sim...

Estou convicto que a adesão a uma proposta destas estará votada ao fracasso. Enquanto classe, somos demasiados e com interesses demasiado díspares. Infelizmente. Para além disso, muitos (eventualmente a maioria) iriam utilizar o argumento da crise (dos cortes salariais e nos subsídios) para não aderirem. Existe uma solução para este "problema orçamental", que poderia ser promovido pelos sindicatos (similar ao que acontece nos sindicatos dos transportes públicos) mas que por qualquer motivo não o é.

Para além das greves de um dia (que já cansam) também existe a alternativa da greve de zelo, mas com tantos professores a darem horas e horas à escola (de forma voluntária) e que com isso, acabam por "forçar" outros a trabalhar também pela noite dentro, receio que estejamos perante um processo inquinado.

Existem outras soluções? Talvez... Mas enquanto não resolvermos o problema do umbiguismo da classe, da rejeição às iniciativas sindicais, do interesse imediato com a obtenção de uma colocação (basta ver o que acontece neste blogue... nas fases concursais está a "abarrotar" pelas costuras, mas depois perde cerca de   50% dos visitantes) e da falta de vontade para ir acompanhando as tropelias do governo, pouco ou nada se poderá fazer.


32 comentários:

  1. Sim, parece-me votada ao fracasso pela invocação das mais variadas razões, sendo que a do $$ pega nuns casos mas em muitos nem por isso.

    As outras não-motivações ficam-se, inconfessadamente, pelo medo de se vir a ser descartado porque é quase para o que está.

    Estou certa ou estou errada?

    Como diz alguém, a única coisa de que devemos ter medo é do medo. Mas é a mais difícil de superar.
    Jake

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  2. Não há qualquer hipótese...

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  3. UM EXEMPLO DE VIDA.

    Ontem fui a uma loja, estava um encarregado de educação atrás do balcão e a falar com alguém.

    Não costumo escutar a conversa das pessoas mas aquela não me passou indiferente.

    Era um pai que perguntava á filha muito escandalizado, então mas não tioveste aulas hoje.

    Eu olhei para ele e disse-me muito escandalizado, a minha filha levanta-se ás 6.30 da manhã para ir para a escola , chega lé e não tem nehuma professora.

    Isto é escandaloso.


    NUNO CRATO E OS DA LAIA DLE SÃO UNS MENTIROSOS , VIGARISTAS E CRIMINOSOS, EMPENHADOS EM AFUNDAR O PAÍS.

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  4. Subscrevo tudo o que escreveu.

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  5. Poderá estar condenada ao fracasso porque cada um só se preocupa com o seu próprio umbigo, a verdade é essa... muitos até podem participar em uma outra manifestaçao, mas só enquanto estão numa posição delicada... assim que estão colocados nao querem mais saber nem de blogs, nem de manifestaçoes, nem de nada... a grande verdade é essa. A prova disto é a fraca adesao à vigilia de ontem à noite... felizmente que ainda ha pessoas boas, pessoas que se preocupam com os outros, caso dos populares e alguns professores aposentados que se juntaram ontem à dita vigilia...
    A grande maioria dos contratados assim que tem colocação nao quer mais saber dos outros, quer é ter um bom horário, com umas tardes livres para ir às compras... os outros que se f....

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  6. Concordo inteiramente com o texto! Infelizmente, os professores são o que são: desesperam quando não têm colocação e deslumbram-se quando a conseguem, ainda que em muitos casos por métodos que deixam a desejar! Protestam contra as ofertas de escola e os supostos «amiguismos» daí inerentes, mas quando nelas ficam colocados tudo esquecem; contestam o mecanismo das renovações, mas apenas quando por ele não são favorecidos; uniram-se contra a aplicação da avaliação de desempenho docente, chamando alpinistas a todos aqueles que obtinham notas superiores na medida em que no concurso seguinte subiriam 1 ou 2 valores na lista de graduação! Meus amigos, as prioridades dos professores deveriam passar pelo repúdio de toda e qualquer situação geradora de injustiça! A maioria dos docentes só se rebela contra as injustiças quando estas os afectam! Não há consciência de classe nem solidariedade! Por isso, nunca iremos a lado algum e seremos alvos fáceis de atingir quer por este, quer pelos Ministros da Educação que se seguirão, ou não fossemos nós, na administração pública, provavelmente a classe com maior número de precários, logo facilmente descartáveis em nome da economia do País! Deixemo-nos de lamentações e de culpabilizar os «outros» pelo nosso fracasso enquanto classe que luta pela defesa dos seus direitos.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Custa-me cada vez mais que as formas de "luta" sejam sempre baseadas em "mais do mesmo"...
    Já se percebeu, que não é deste modo que as coisas lá vão, muito pelo contrário! Com a greve o estado arrecada largas dezenas, ou mesmo milhares, de euros em vencimentos não pagos!
    Querem que alguma coisa se altere, inovem nas "lutas"...
    Ataquem nos pontos mais frágeis do sistema!
    Comecemos todos por exigir, bem como por cumprir, as 35 horas de trabalho semanal na escola, com tudo o que é necessário para tal... A ver vamos se as coisas não se alteram rapidamente!
    Pensem nisso... e coloquem em prática se assim o entenderem!

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  9. Como contratado,reconduzido durante três anos, por lutar e exigir os meus direitos de acordo com a lei, por não andar a "lamber botas" a colegas e diretores, sempre cumpri as minhas funções de forma rigorosa e profissional. Sempre com uma avaliação de muito bom. Este ano não fui reconduzido. O meu horário foi a concurso.

    Despedido sem sequer ter direito a uma justificação!

    Justificação? Apenas me fiz valer dos meus direitos de acordo com a lei.(Se é que ela ainda exite...) Será razão para despedimento?

    É por remar contra a maré que me encontro nesta situação. Mais um a contar para o número de desempregados.

    Espanta-me, que os professores sendo uma classe instruida, não seja capaz de perceber o estado a que as coisas estão a chegar, as mentiras atrás de mentiras dos nossos políticos, e mais me espanta ainda o facto de se irem acomodando ao sistema...

    Por enquanto ainda há uma oportunidade de mudar as coisas: nas eleições.

    Mas provavelmente todos irão votar novamente PS...

    Um país que já me deu tanto orgulho neste momento dá-me vergonha...

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  10. Sou professora contratada há 14 anos.Sempre fui precária, mas lá ia entrando em contratos anuais.Durante anos fiz substituições depois as coisas foram evoluindo e fui ficando até ao fim do ano lectivo. Este ano a exemplo de muitos colegas não entrei. Não baixo os braços nem fico apenas e ver ofertas de escola, nem ando em foruns a carpir mágoas. Vou à vida! Trabalho no que me aparece. Dou explicações, faço bolos, faço doces, procuro empregos nos jornais, estou a pensar montar um pequeno negócio, faço voluntariado.Não emigro porque já não tenho idade para isso e "já que me comeram a carne...que me roam os ossos".Sei que os colegas logo que ficam com uma colocação "fazem-se à vida" e só voltam aos blogs e foruns assim que o contrato termina e se for renovado...então nunca mais se lembram dos outros. Nunca me renovaram contratos, nunca tive essa sorte, mas não me lamento, temos é que nos reconverter.Não podemos ser professores...então vamos fazer outra coisa. Trabalhos menosres não deixam de ser dignos. A pessoa é digna se estiver bem com a sua consciência e se não violentar o espaço e a liberdade dos outros.
    Colegas, não se humilhem...sejam dignos.
    Façam-se à vida, procurem outras alternativas.Repito: o que interessa é termos as contas pagas ao fim do mês por isso não rejeitem trabalho.Procurem, andem, batam portas, se não forem seleccionados hoje...amanhã tentem outra vez.
    Força!

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  11. Subscrevo na integra o comentário anterior. Eu tb sou contratado há 10 anos. Comemo-nos uns aos outros por uns míseros 1100euros. Fico longe de casa, estrago a minha relação conjugal, familiar, perco amigos..enfim...por 1100euros? Não! Mais não! Se trabalhasse num café ao lado de casa a ganhar 600euros chegava ao fim do mês com mais dinheiro no bolso e sobretudo feliz...porque já não sou feliz a dar aulas...com todos estes sacrifícios ao longo de 10 anos já não sou!

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  12. E ao fim de 10 anos dão-te um chuto no rabo e até sempre. Obrigado por teres educado centenas de crianças mas já não precisamos de ti! Obrigado governo! Nunca mais votarei PS ou PSD ou CDS ou BE. Só sobrará 1

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  13. Revejo-me totalmente no texto da anónima das 7:44!!! É exatamente o que penso e como tento reagir.
    Para grande tristeza minha, ao fim de 17 anos de serviço, fiquei colocada a 31 de agosto num horário minúsculo e longe de casa. Chorei nesse dia, mas não mais. Temos é que levantar a cabeça e procurar mais alternativas. Tb eu dou explicações e faço outras atividades. Mas, mesmo assim, por vezes a frustração vem ao de cima. Não podemos desmoralizar, colegas! Boa sorte e ânimo para todos!

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  14. Anónima das 7:44:
    deixou-me sem palavras.
    Há-de haver uma P*** de uma forma de se ser menos infeliz no trabalho ou até mesmo na falta dele.


    Extensivo ao Ricas!
    Jake

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  15. Caro Ricardo,

    estou de acordo com tudo, ou quase, o que escreve. Acho que o problema principal é a falta de concertação enquanto classe. Isso não sucede nas outras classes e tal como diz, isso não diz muito bem de nós. Eu deixei de participar, mal seguramente, nas reuniões dos sindicatos. Acho o discurso bafiento e sem novidade. Estive em todas as manifs e fiquei extremamente desiludido à época com as posições sindicais. Parece-me que são pouco independentes relativamente à cor partidária que guardam na lapela. Não me sinto representado mas também faço o meu mea-culpa: Se os sindicatos não apresentam novidades deveria pegar no que digo e ir para lá fazer melhor.
    Ainda assim acho que soluções supra-sindicais são possíveis mas a nossa força, o conjunto (por exemplo numa semana de greve que subscrevo), perder-se-ia após quando viesse o "após greve".
    Somos muitos e muito diferentes. Não há espírito de classe.
    Para concluir, refiro que a única ligação que tenho ao meio profissional é pelo seu blogue que acho que faz serviço público. Muitos de nós merecemos a vossa paciência e dedicação, outros não. Eu não sei bem em que grupo de coloco mas espero ser no primeiro.

    Cumprimentos

    Pedro Santos @ Vila de Rei

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  16. Para jake: Penso que o medo de ser "descartado" será uma forte motor... mas também penso que esse será o motivo mais forte para a mobilização.

    Os anos vão passando e o número de professores vai sendo diminuido de forma artificial. O "encolher de ombros" não está a resultar.

    Abraço.

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  17. Para JMM: Totalmente de acordo... A consciência de classe é inexistente. Aliás, existe mas de forma efémera quando o problema toca a todos (ou pelo menos à maioria).

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  18. Para HzoLio: O "mais do mesmo" faz parte do cerne dos sindicalistas profissionais. Recusam-se a constatar a importância de iniciativas das redes sociais e fecham-se sobre si próprios.

    E tal como tu, creio que a greve de zelo resultaria muito melhor e teria maior adesão. Penso que insistir na tradição ou então arriscar greves indeterminadas, é um erro.

    Abraço.

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  19. Colegas, por favor, coloquem algum tipo de nickname ou nome. Seria tão mais interessante se o fizessem...

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  20. Para Pedro Santos: O "após greve" ou "após manifestações" também deixou marcas, que demorarão muito tempo a sanar. Os sindicatos sabem disso... Os professores sabem disso... Mas as costas estão voltadas. E por aquilo que temos visto (as recentes negociações para o diploma dos concursos) nada me faz acreditar numa mudança por parte de quem negoceia as nossas vidas.

    E para terminar: este blogue existe fundamentalmente para informar e discutir. Mas mais do que isso, e a nível pessoal, permite-me (com uma amostra reduzida, mas ativa e interessada) aferir o estado de alma daqueles que me acompanham na escola pública. E com raras exceções (e discordâncias saudáveis à parte), não encontro "estados" muito diferentes do meu.

    Abraço

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  21. Um post deste teor teria, até há dois meses atrás, provocado mais uma guerra fraticida. Hoje despoletou apenas um conjunto de comentários impressionantes.

    Todo o meu apoio e aplauso à anónima das 7.44h e a todos os que estão na mesma situação.

    Completamente de acordo com tudo o que foi afirmado pelo JMM.

    Tal como o Hzólio, desde há muito defendo outras formas de luta e outros tipos de reivindicações.

    GREVE de um dia ou uma semana não resulta:
    - os não colocados não a podem fazer, os contratados não a fazem, os horários zero têm medo, os do quadro não a farão (pois ouviriam seguramente outros a dizer " se não querem trabalhar" vão para a reforma pois há muitos para vos substituir, como aqui foi dito ainda recentemente)
    - a opinião pública não entenderia essa greve agora e isso seria fatal...
    - não haveria uma ou duas boas razões que, por si só,justificassem essa medida.

    Então o que fazer em lugar da greve?

    Que tal os professores exigirem o cumprimento rigoroso do seu horário de trabalho?
    Já não digo passar as 35 horas na escola, mas pelo menos respeitar-se religiosamente a componente de trabalho individual de cada professor. Como? Atribuindo tempos médios (pedagogicamente adequados)às atividades de preparação de aulas e correção de testes e TPC. E só se realizariam as atividades que fosse possível realizar BEM, dentro dos tempos estimados e aconselhados.

    Só desta forma voltaremos a ter condições de trabalho adequadas e criaremos vagas para novos professores.

    Como estamos caímos na loucura de ver distribuir horários com 8 turmas, 200 alunos, 3 ou 4 níveis, 12 ou 15 aulas para preparar semanalmente, 400 testes para corrigir por período, mais TPC, dezenas de testes, planificações, relatórios, etc., sem que nada disso seja contabilizado. Horários destes correspondem a 70h de trabalho semanal encapotadas num horário de 35h. Ou este professor está a tirar um lugar a outro (70h) ou faz mal o seu trabalho (35h).

    Se corrigir bem um teste leva 20 ou 30 minutos, a correção nunca poderá ser bem feita em 10 ou 15m.
    Se ficar demonstrado que o professor não avaliou os alunos por falta de tempo para corrigir os testes de nada ele poderá ser acusado. Os EE/pais seriam os primeiros a compreender isto.

    Já vamos em 24 tempos letivos e isto não acabará, tal como não acabará a destruição de horários, enquanto não colocarmos um travão às tarefas que são imputadas num horário aos professores. Se não formos por aqui, acabaremos todos ridiculamente a simular que desempenhamos com rigor a nossa profissão. (Se um motorista tem um circuito estimado de uma hora, esse motorista não aceitará contratualizar dez ou doze percursos num dia-8h de trabalho).
    Enquanto isso, nas 10 horas de CTI dos professores continuará a caber tudo o que o ministério/diretor quizer.

    fad

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  22. "quiser", naturalmente!

    fad

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  23. A minha opinião é que se fizesse uma greve num momento crucial para a educação... Exames Nacionais!!! A Comunidade educativa ia mexer de certeza...

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  24. A REALIDADE.INFELICIDADE.

    Parece-me que há um sentimento generalizado, eu gosto de dar aulas, aulas e formação foi o que eu fiz toda a vida.

    Infelizmente nas escolas SINTO-ME INFELIZ !!!

    Com o ministério, com a forma como tratam as pessoas, a forma como abusam e a forma como todos os anos se processa os concursos, o professor é tratado como um animal, pois muitos direitos que os trabalhdores cumuns têm, nem os professores têm.

    A usurpação, a violação , e a tentativa sitemática de vigarizar quem trabalha em prol de uma profissão que deveria ser NOBRE.

    Sou infeliz na escola.

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  25. Ricardo,
    sobre o teu desabafo da pouca participação aqui..
    Eu sei que é desmotivante mas és muito lido, não tenhas dúvidas.
    Agora, entre o baixo nível de participação e aquilo que o Arlindo anda a aturar... eu escolhia a 1ª.
    :)
    A palavra "broa" tem-me vindo muitas vezes à cabeça.. lol
    Jake

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  26. Tenho todo o respeito por aqueles que fazem greve. Estive na maior manifestação de professores jamais realizada em Portugal... ao sábado... quando TODOS os Professores estavam unidos. Chegámos a casa e arrumámos as «espingardas». A Lurdes venceu ! Os Sindicatos, que tinham o poder na altura não alinharam no fecho de escolas e a greve aos exames e às notas, optando por encontros de pizzas e companhia. Meus amigos, com greves e passeios com bandeiras e cartazes NÃO VAMOS LÁ.

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  27. Isto tornou-se numa "guerra civil".

    O clientelismo de amigos, compadrios e clubes, espelhado na corrupção diária, para safar a maior parte que até nem sequer competência tem para ligar um PC, do outro lado, temos cidadãos de alto valor, passaram uma vida a estudar e regem a sua vida por princípios de ÉTICA E MORAL e de sacrificio.

    Uns tentam roubar tudo, vigarizar, usurpar e enganar, os outro começam a ficar fartos destas jogadas de chico-espertismo.


    Vai haver um confronto e é inevitável, aliás deve haver esse confronto, a situação dum lado passou dos limites.
    NÃO TENHAM MEDO DA GUERRA , NÃO HÁ OUTRO CAMINHO.

    Se alguem conhecer outro caminho, diga-me, gosto sempre de aprender.

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  28. anónimo das 6.08,
    ok, está bem, mas olha, isso não fica melhor lá no Facebook no 15 de setembro..?
    Esse tom, esse discurso, a anarquia e tal..?
    Agora vão dar o catecismo nos blogs de Professores?
    Eu se fosse ao Ricardo, tomava precauções pq é spam e mais spam e mais sapm.

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  29. Caros colegas, só há uma solução: fazer greve às avaliações do 3º período e às vigilâncias dos exames nacionais do 12º ano, em especial, e por TEMPO INDETERMINADO. Colega João Carlos Narciso, estou contigo, de coração, corpo, espírito e alma!!!!! Os professores só têm força nesta altura. Qualquer greve faz-se para provocar prejuízo. Neste caso, há que prejudicar alunos, uma vez que o trabalho dos professores é com os alunos. Só assim é que se ganha as causas pelas quais se luta. Eu vou para a guerra para ganhar e as guerras ganham-se assim,há sempre lesados. Eu, na guerra, quero ficar do lado dos vencedores, não é dos vencidos. Assim, só quando uma convocatória de greve se fizer nestes termos é que eu volto a participar numa, pois só assim há condições de ganhar. A arte da guerra (SUN TZU, caso desconheçam) implica que a vitória já esteja preparada antes da guerra ter tido início. Ou ainda não aprenderam que só nestas alturas é que os professores têm força? Cada profissão tem as suas especificidades. Façam-se homens e mulheres e pensem em vocês mesmos, deixem-se de preocupar com os outros e outras lamechices da treta. Os professores têm responsabilidade, com as suas ações ao longo destes anos, pela situação profissional presente. E espero bem que não haja RATOS NEM RATAZANAS, a dizerem que fazem greve e na hora da verdade vão trabalhar. NÃO HÁ DESCULPAS!!!! Caso contrário, NÂO FAÇO GREVE. Eu não participo em greves perdidas nem fico contente com vitoriazinhas, nem com vitórias morais, nem me queixo com tretas e baldrocas nem perco tempo e energia em manifs. Larguem os cartazes, os megafones e as manifs e toca a tratar de fazer por ganhar, tal como expliquei em cima, pois isso é que conta. Quando chegar a altura, fazer o que digo. Eu só admito fazer greve para ganhar. Entro em campo para ganhar!!!! Quero estar do lado dos fortes,dos que ganham!!!Custe o que custar!!!!! Caro João Carlos Narciso, também está aqui um guerreiro, daqueles que é preciso!!!!! HUHUHU!!!!!!

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