sexta-feira, 22 de junho de 2012

A génese do burnout


Níveis de stress afetam relação com os alunos

Comentário: Os elevados níveis de stress a que os professores estão sujeitos obviamente que afetam a relação profissional com os alunos, mas o problemas ultrapassa imenso o âmbito do local de trabalho. 

Mas voltando ao cerne da questão, afinal quais serão os principais fatores de criação de stress nos professores?

O estudo fala em dificuldades na gestão de conflitos com os pais e os alunos em ambiente de sala de aula, assim como a desmotivação para o estudo por parte dos alunos e a pressão para o sucesso. Poderia ainda acrescentar outro não referido no artigo (mas que até certo ponto se encontra implícito) e que se relaciona com a hiperburocracia. 

Mas falta a principal fonte de stress nas escolas...

Os nossos colegas de profissão! Pelo menos para mim, não é a indisciplina dos alunos ou a burocracia que me deixam em estado de burnout, mas sim determinadas atitudes de colegas de profissão. Essas sim desgastam, moem, acumulam e (em muitos casos) deixam-nos à beira de um ataque de nervos.


22 comentários:

  1. Corretíssimo! Mas disso não convém falar! Alguns parece que "andem" a minar a paciência de outros para ir bufar na Direção e almejar "tachos e panelinhas", turmas bonitinhas e horários queridinhos!
    Um nojo!

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  2. Não posso estar mais de acordo.

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  3. Infelizmente, o síndrome de Burnout é real e falo por experiência prória. É das piores coisas, e não desejo a ninguém essa situação. Sentimo-nos incapazes de lidar com as coisas mais insignificantes da vida e a recuperação é lenta, (se é que algum dia volatremos a ser como éramos)!
    Efetivamente, para além dos alunos, a buracracia excessiva, as constantes alterações de legislação, métodos de trabalho, etc., etc., levam uma pessoa a um verdadeiro descarregar de baterias. E depois há que lutar também contra as profunadas injustiças e dsigualdades de tratamento às quias vamos, infelizmente, assistindo entre os próprios colegas! è relamente lamentável que enquanto educadores estejamos também a ficar cad vez mais desprovidos de valores como a solidariedade, a justiça, a cooperação, a interajuda,...

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  4. Peço desculpa pelos erros no comentário anterior. Só depois de publicado é que me apercebi das falhas.

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  5. Se as coisas são um pequeno "inferno" para os professores do quadro, imaginem para um contratado. Para além de serem tratados como estagiários por muitos colegas dos quadros (apesar de terem anos e anos de serviço) têm constantemente a "corda ao pescoço". Andam o ano todo a "saltitar" de agrupamento em agrupamento. Só neste ano letivo lecionei em três escolas diferentes. Na última escola em que estou, para chegar a casa ao fim de semana, tenho que apanhar quatro transportes diferentes. Isso sim é stressante.
    Sei perfeitamente que a maioria dos professores dos quadros também passou por isso, mas pelo menos tinham alguma esperança de ingresso nos quadros. Quanto aos contratados atuais, depois de anos e anos de sacrifício, o que os espera é o desemprego garantido. Isso sim é stressante...

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  6. Absolutamente de acordo.

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  7. Tal como o colega anónimo das 10:27, também eu estou a sofrer do Síndrome de Bournaut. Este ano só consigui trabalhar até ao fim do mês de Fevereiro e até ao momento estou de atestado médico. Também concordo que para além da burocracia, das atitudes dos alunos, o mais difícil de suportar são as atitudes dos pais e das colegas de profissão, onde incluo a Direção. No meu agrupamento nota-se um prazer enorme em desgastar, pisar, humilhar, arranjar conflitos com os colegas.É triste chegarmos a esta situação. O conselho que dou aos colegas que sofrem ou poderão vir a sofrer de Bournaut é que aos primeiros sintomas. não hesitem em pôr atestado médico. É um problema de saúde muito grave e não tentem como eu fiz pensar que são fortes e que amanhã tudo vai passar. Nada disso. E ninguém vos agradece.

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  8. Quando escrevi "as colegas" queria escrever os colegas de profissão.

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  9. De repente parece que estão a falar do meu agrupamento!!! Eu também estou de atestado desde Janeiro. Nunca fui tão humilhada em toda a minha vida e quanto às minhas colegas do 1º departamento... continuo a dizer-lhes o mesmo - nada! Mas a minha direção gosta de uma boa cusquice, passo a expressão!

    Stress?! Tinha de fugir, ou então iria agredir fisicamente os alunos que me insultavam e as colegas que fazem de conta que os seus alunos se portam bem...

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  10. Concordo com o anónimo das 11:35. Se os professores efetivos sofrem de stress imaginem os contratados. Dirão os especialistas: pois, mas esses não são professores, logo não podem dar-se ao "luxo" de ficarem doentes. Ficam com as piores turmas, trabalham em várias escolas ao mesmo tempo, não têm direito a reduções, nem a um vencimento digno das funções que desempenham e, depois de vários anos a penar são corridos para o desemprego. Os contratados são de FERRO. Só pode.

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  11. Quando nos quiseram dividir em titulares e não titulares fomos à luta. E vencemos?
    Parece que não. Perdemos.
    Agora sim estamos divididos, somos todos professores mas perdemos a capacidade de ouvir o outro, lutar por nós e pelos outros.
    Se aumentam os dias da componente lectiva anual então só podemos todos ter uma atitude que é cumprir rigorosamente as nossas 35 horas de trabalho semanal.
    Não é esse o horário de todos?

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  12. nao percebo pq se continua a querer DIVIR

    contratados ### do quadro

    falem das vossa "desgraças" mas nao dividam ,,, cada um sabe de si

    so se enterram mais

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  13. Pelos comentários deixados, continua a verificar-se, infelizmente, aquilo que havia dito antes: divisão e falta de solidariedade e ajuda entre colegas!
    Parece que em vez nos preocuparmos com a triste realidade vivenciada no nosso sistema educativo e com os problemas que conduzem à situação de stress/burnout e as suas dramáticas implicações pessoais e profissionais, estamos a discutir quem é mais afetado: contratados ou efetivos?Até numa questão de saúde parece que há pessoas que preferem dividir as hostes.
    Na verdade, TODOS somos professores e se pensam que os do quadro têm todas as mordomias, deixo-vos com um exemplo:
    - sou do quadro e estou colocado a 300 km da residência habitual;- - há 20 anos que não sei o que é dormir em casa própria, a não ser nos fins de semana e nas interrupções letivas, que agora também vão (quase) acabar;
    - continuo a concorrer sempre que possível e a passar pelo "stress" de saber o resultado dos concursos;
    - passo a semana longe da família e dos filhos, pois para educar os dos outros acabo por não poder cuidar dos meus, já que com ensino noturno atribuído e com um ordenado de 1200 euros não dá para pagar duas casas e ainda por cima uma ama noturna ou alguém que esteja disponível para ficar com as crianças até ao final das longas reuniões que temos;
    - sou DT e tenho cursos regulares, CEF e turmas PCA;
    etc., etc.
    Estes são apenas alguns dos exemplos para comprovar que a única diferença enter contratados e efetivos era até agora a certeza de que, em setembro, se tinha horário, mas nem isso já é garantido.
    Portanto, apelo a todos para que sejamos mais unidos e juntos lutemos por um ensino de qualidade e condições de trabalho dignas!

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  14. Para a/o idiota que pensa que ter um esgotamento e entrar em depressão é um luxo dos professores do quadro envio o meu lamento. Sou do quadro há vários anos, mas também já tenho os meus kms na dita carreira docente! Sou do quadro e a mim também me dão o «lixo» que os que são da cor da direção não querem... Sim, sou docente e não aguentei a pressão, mas esta falta de solidariedade assusta-me mais do que a certeza que tive de que todos estamos a um passo da loucura, a distância de um clik! E eu sou mais importante do que isso, por isso, se não aguentar continuarei a procurar ajuda médica porque os meus colegas, na sua maioria, viram-me as costas...

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  15. enquanto o nosso País,continuar a ser governado por politicos incompetentes,será assim...
    há 40 anos não havia estas injustiças,garanto-vos.
    havia legislaçao que se cumpria,havia direitos ,hoje há exploraçao do mexilhao ...aparecem as depressoes; e,como soldado doente não serve o rei ,vai para a rua,dá geito e entra o amigo...

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  16. A 31 de Agosto o meu BurnOut começa e vai aumentando progressivamente no mês de Setembro até saber onde vou parar e o que me vai acontecer nesse ano...este ano o meu BurnOut começou mais cedo e piora a cada novidade deste governinho que sorri e fala com falinhas mansas ao mesmo tempo que nos dá uma facada nas costas!

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  17. Pelo que li ... os professores estão todos malucos... ignoram os abusos e faltas de respeito que fazem aos próprios colegas!? Que valorem transmitem estes colegas bestas aos alunos? Na minha escola é de facto uma cópia do que falaram em comentários anteriores... os colegas vivem só do seu EGO , são preconceituosos, egoístas, não há sentimento de união...anda tudo a lamber as botas do chefe. BRRR estarei a viver na idade média, com tanto VASSALISMO? E faço um alerta os colegas contratados têm muito a mania... nem sequer cumprimentam os mais velhos. É vergnhoso.

    PROF. DO QUADRO, 35 anos.

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  18. QUANTO MENOS FALAREM MELHOR .NUMA EMPRESA .... É SÓ TRABALHO E TRABALHADOS.
    A ECONOMIA SOBE É COM VASSALAGEM E NEGÓCIOS.
    ASSIM,ESTAMOS.

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  19. Sinceramente, não entendo estes dois últimos comentários... vassalagem? negócios?... enfim...

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  20. Colega Ricardo

    Este post vem mesmo a propósito do que também se passa comigo e na escola onde estou...

    Vou tentando enganar o burnout com faltas por tempos em dias em que sinto mais em baixo, e com atestados médicos curtos (5 dias/7 dias) quando começo a sentir vontade de partir a cara aos alunos e de mandar os "lambe-botas, perfeito-efientíssimos" colegas...

    Hoje então foi uma tarde "genial", com um conselho de turma do 7ºano de 2horas e meia, presidido por uma DT que foi feita para a burrocracia do MEC...Para além disso adora ouvir-se a ela própria (fala, fala, fala...) e para lá de muitos sorrisos vem ao de cima a faceta autoritária e chantagista...

    Este país está entregue a bichos, onde tudo fede.

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  21. correcção * de mandar os "lambe-botas, perfeito-eficientíssimos" colegas à m**** ...

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