segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

BE propõe novo modelo de gestão escolar.

No jornal I a 25/01/2010: "O Bloco de Esquerda (BE) vai propor, em breve, alterações ao modelo da gestão escolar, de forma a que os cargos de coordenação intermédia sejam eleitos pelos professores e os directores deixem de presidir automaticamente ao conselho pedagógico.
(...)
"Parece-nos muito importante que a presidência do conselho pedagógico seja um cargo eleito e não automaticamente do director da escola. São estes espaços de democracia que consideramos fundamental reganhar dentro da gestão escolar", justificou a deputada.

Segundo Ana Drago, que falava após uma reunião com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), as escolas deviam voltar a ter a possibilidade de escolher entre um director e um conselho executivo colegial.

Por outro lado, acrescentou, o BE vai propor ainda que "os cargos de coordenação e responsabilidade intermédia passem a ser eleitos pelos professores" e não designados pelo director.

"Estamos a assistir a uma partidarização das escolas, com inúmeros casos de intromissão dos poderes municipais nas nomeações", acrescentou. (...)"

Ver Artigo Completo (jornal I)

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Comentário: E aqui está outro dos temas que considero de importância primodial: A gestão escolar e a sua falsa "autonomia" (ou se quiserem "autonomia municipalizada" ou "partidarizada"). O actual modelo de gestão não convence, é extremamente permeável a influências externas e leva frequentemente a abusos de poder. Os professores sabem o que isso é, principalmente se falarmos do anterior ciclo de avaliação onde isso foi perfeitamente comprovável por esse Portugal fora... O facto dos elementos que exercem os cargos de coordenação intermédia também serem escolhidos pelo Director, não ajuda nada à "festa" (e que grande "festa") da "autonomia". Este é um dos elementos que é obrigatório repensar e negociar.
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6 comentários:

  1. Ricardo!
    Boa iniciativa do BE. Vamos ver se coisa resulta na AR. Tenho dúvidas.

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  2. Também tenho imensas dúvidas. Será necessário bem mais que as propostas do BE.

    Vamos ver se surge algum tipo de "união de facto" entre sindicatos e partidos da oposição ou ministério da educação e sindicatos. Bem, também pode ser "casamento", desde que não religioso para não perturbar ninguém. ;)

    Abraço.

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  3. O princípio inerente à proposta é bastante positivo, mas não deixa de ser uma medida avulsa! Penso que assim não vamos lá! Será que agora é moda falar da classe docente? Foi preciso verem 140000 nas ruas! Começa a ser uma conversa a muitas vozes, são todos bem vindos, mas corre-se o risco de não se entender o que cada um diz!

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  4. Sem dúvida que teremos a politização das escolas... E quando José Sócrates mandou retirar todos os crucifixos das escolas porque a Escola não deve professar nenhuma religião (o que até pode ser compreensível!) esqueceram-se de dizer que teriam de ser também banidos todos os resquícios de partidarismo. Mas isso, nem pensar. Quando as outras esferas sociais já estão minadas pelo POLVO, e quando os redutos do caciquismo e da corrupção estavam já ocupados, descobrirama Escola como o meio onde se mantinha a VIRGINDADE quanto à PENETRAÇÃO do POLVO... Tentaram e conseguiram. Primeiro destruindo tudo para agora se reconstruir com as normas de que já temos experiência: o partidarismo, a politiquice, o caciquismo impera, finalmente. Claro que tinha como objectivo encontrar mais uns quantos cargos para poder distribuir tipo "jobs for the boys" , entre os amigos do partido. Nesta "partidocracia" em que vivemos (muito diferente de democracia), os partidos vão toando conta de todos os eixos da vida nacional. Ainda não vai há muito que se estenderam no campo da Saúde com a Nomeação dos Administradores Hospitalares... Agora, chegou a vez das Escolas. Mas isto não é propriamente novidade para muitos de nós. Podem compreender isto com uma leitura do Artigo "Autonomia Conquistada Vs Autonomia Enquistada" que se encontra publicado no Blogue “Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !”.

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  5. Para FD: Parece-me que andam todos a testar iniciativas, mas sem uma estratégia clara. É pena, principalmente quando uma reviravolta na educação terá obrigatoriamente de ser feita com "pés e cabeça".

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  6. A propósito... http://www.publico.clix.pt/Educação/ministra-defende-monitorizacao-para-que-haja-melhores-resultados-nas-escolas_1419584
    Lido nas entrelinhas até arrepia...

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