quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mais uma vez...

No Jornal de Notícias a 12/02/2009: "Ministério da Educação e FNE têm "pontos de convergência" sobre a estruturação da carreira. Entre a Fenprof e a tutela não há aproximação. O discurso dos sindicatos começa a afastar-se e o Governo aproveita para frisar diferenças.
(...)
O que fez afinal a FNE e não a Fenprof? "Apresentou uma proposta da qual faz parte uma prova pública, que [a Federação] admitiu poder ser eficaz para a qualificação dos docentes exercerem funções de maior responsabilidade", respondeu Pedreira.

Há semanas que o discurso das duas federações se afastava, embora subtilmente. Por exemplo, quando dirigentes da FNE sublinhavam que a Federação "não pressiona" os docentes a não entregarem os objectivos individuais depois dos apelos de Mário Nogueira nesse sentido. Ontem, essa divergência, ao nível dos discursos, foi mais evidente. Enquanto João Dias da Silva, apesar de sublinhar que "não abdicavam da eliminação da divisão da carreira", se manifestou disponível para encontrar uma alternativa e satisfeito por o ME querer discutir a proposta da FNE; Mário Nogueira reafirmou a impossibilidade de qualquer convergência enquanto o Governo mantiver o sistema de quotas que impeça "a dois terços" dos docentes chegarem ao topo da carreira não por falta de mérito mas por limite de vagas.
(...)
Mas o ME pode abdicar das categorias de professor e professor titular?, insistiram os jornalistas. O Governo não cederá é quanto à "existência nas escolas de um corpo diferenciado de professores ao qual esteja associado determinadas funções, mas está disponível para encontrar alternativas que preservem esse princípio", retorquiu Pedreira, garantindo - depois de se reunir com a Fenprof -, que para já o Governo "não fecha nenhuma porta".

"Não comento as posições dos meus colegas", reagiu Mário Nogueira, quando confrontado com uma possível divergência entre os sindicatos. "Não há afastamento, nenhuma organização sindical aceita a divisão da carreira ou o sistema de quotas", insistiu, referindo entre as suas respostas, que a Fenprof é a "maior" e "mais representativa" federação de professores. É certo que os sindicatos nunca estiveram tão unidos como na Oposição às políticas de Lurdes Rodrigues mas em ano eleitoral diferenças de raiz podem surgir ao de cima: a Fenprof é afecta à CGTP, a FNE à UGT."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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Comentário: É o que se chama explorar o «filão» da falta de união entre sindicatos. É um tema que «vende» e que o Ministério da Educação tem todo o interesse em fomentar. A esta altura, a FNE não tem qualquer interesse em alianças com o governo, até porque (e posso estar enganado) seria o fim da 2.ª estrutura sindical, em termos de representatividade.

Recebi alguns emails a apelar para que se inunde o correio electrónico da FNE com reclamações. Não creio que seja uma situação para tal, uma vez que há que saber ler mais do que os títulos das notícias. Leiam com calma os artigos que têm aparecido nos meios de comunicação, e irão concluir que a «divisão» é mais publicidade que outra coisa. No entanto, temos de nos manter atentos, pois os interesses sindicais e políticos poderão vir ao de cima... E relativamente a isto, tanto temos de ter cuidado com a FNE como com a FENPROF.
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