quarta-feira, 1 de novembro de 2017

No rescaldo da greve de 27 de outubro...


Comentário: Os números da adesão a qualquer greve são relevantes para aferir a "concordância" com os motivos que a fundamentaram, e com a estratégia de contestação escolhida pelas organizações sindicais. Por norma, os números das organizações sindicais divergem dos números apurados pelo Governo... Desta vez, e eventualmente por desatenção minha ou inabilidade de pesquisa, não consegui encontrar o contraditório do Ministério da Educação aos referenciais 80% de adesão.

Já no que concerne aos números de adesão à greve por parte da nossa classe, a FENPROF refere que estivemos perante "a maior greve dos últimos quatro anos" (aqui). Espero sinceramente que sim, pois estamos a precisar mesmo de um balão de "ar quente" para descongelar as nossas carreiras. 

Sei que muitos professores não aderiram à greve... Não os critico. Todos nós somos dotados de suficiente inteligência, para decidirmos quais as estratégias de lutas às quais nos queremos associar. 

O problema é quando temos outras organizações sindicais a influenciar professores para não aderirem a uma determinada iniciativa, fundamentando essa "intromissão" na decisão de outrém, com um enviesamento de argumentos (voltarei a este tema ainda hoje, com um exemplo bem claro deste tipo de intervenções). 

1 comentário:

  1. "Sei que muitos professores não aderiram à greve... Não os critico. Todos nós somos dotados de suficiente inteligência, para decidirmos quais as estratégias de lutas às quais nos queremos associar. "

    Eu critico.
    Já não se trata de estratégias diferentes.
    É muita ignorância e medo, muito medo.

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