quarta-feira, 1 de março de 2017

Realidades...

Na semana passada fiquei a saber que tinha sido o feliz contemplado com uma formação (para professores da minha região) gratuita em Suporte Básico de Vida... Nada mau - pensei eu - quando sabia que esta turma tinha 18 "vagas", e ainda por cima quando me permitia não só dar formação a alunos (e como leciono o 9.º ano e estou a 15 dias de introduzir este tema, podia já colocar em prática o que havia aprendido) como a colegas de profissão.

Hoje, chegado à escola para ter formação, deparo-me com mais 5 colegas (duas delas, tiveram de fazer uma viagem bem longa), tendo questionado a uma das formadoras a possibilidade de ir tomar um café enquanto esperávamos pelos restantes 12 professores.

Resposta da formadora: "São só 6 formandos. Você incluído. E o mesmo já aconteceu com outras turmas / datas de formação".

Pensei que a falta de candidatos pudesse estar relacionada com o facto de estarmos perante uma interrupção letiva, e por vezes, lá acabamos por aproveitar o tempo para fazer algo que tenhamos vindo a adiar. Este foi o meu raciocínio, uma vez que estamos a falar da aprendizagem de procedimentos que podem salvar a vida de alguém... Não só de alunos, encarregados de educação, assistentes operacionais, mas também daqueles que mais amamos.

De tarde encontrei alguém, com a qual desabafei esta situação... E questionei o porquê da falta de adesão. Resposta clara e concisa: "Formação numa interrupção letiva e sem créditos é para esquecer". Pois... Não me tinha lembrado disso. Não me tinha lembrado de colocar um crédito à frente da possibilidade de salvar uma vida. Mas isso sou eu, e eu - ocasionalmente - sou estúpido.

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