segunda-feira, 3 de junho de 2013

"Faço greve ou não?"

Muitos se colocam a questão... Alguns chegam a colocá-la a mim ou a outros. Sinceramente... A resposta à mesma deve ser encontrada não nos outros, mas sim em vocês.

Se consideram que existem motivos para mostrarem a vossa discordância desta forma, não hesitem. Assumam a decisão e apliquem-na.

Se, pelo contrário, conseguem encontram razões e argumentos para não aderirem à mesma, então rumem nesse sentido. Sem constrangimentos.

Não gosto de pressões. Nem num sentido nem no outro. Não gosto de quem procede a inquéritos em salas de professores, nem me agradam os olhares e muito do que se diz. Já ouvi argumentação pró-greve que me deu vontade de rir e argumentação anti-greve que me deu vontade de chorar.

Sigam o vosso coração... Sem pressões.

7 comentários:

  1. Sigam o vosso coração, mas antes leiam o que disse este aluno grego sobre as greves:

    Carta aberta de um estudante liceal grego
    >
    > Aos meus professores… e aos outros:
    >
    > O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
    >
    > Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.
    >
    > A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual “estaria em causa” devido à greve.*
    >
    > De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?
    >
    > Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:
    >
    > – Quem construiu o futuro do meu avô? Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?
    >
    > – Quem governou mal e estripou este país?
    >
    > – Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.
    >
    > – Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?
    >
    > – Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?
    >

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  2. > – Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?
    >
    > – Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?
    >
    > – Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?
    >
    > – Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?
    >
    > – Quem lançou tanta gente no desemprego?
    >
    > – Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?
    >
    > – Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?
    >
    > Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?
    >
    > Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.
    >
    > Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?
    >
    > Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?
    >
    > Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas?
    >
    > Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?
    >
    > Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:
    >
    > Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.
    >
    > Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.
    >
    > Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:
    >
    > Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?
    >
    > Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?
    >
    > Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?
    >
    > Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?
    >
    > Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?
    >
    > Finalmente, quereis que vivamos como escravos?
    >
    > De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: “Avançar e derrotar a tirania fascista!”
    >
    > Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.
    >
    > PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que “só quero escapar às aulas”: Comportamento do aluno: “Muito Bom”. Classificação média: 20 (“Excelente”) [a nota mais alta nos liceus gregos].
    >
    > Tradução de José Luiz Ferreira (de Echte Democratie Jetzt)

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  3. Se esse pseudo-aluno (é evidente que esta carta é fictícia) teve 20 a tudo, o ensino grego é fraquito. Não lhe ensinaram que, na Grécia, não vigora uma "tirania fascista", mas sim uma democracia?- João

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  4. pseudo qualquer coisa dever ser o anónimo da 1:OO...

    O que vigora na Grécia e em Portugal, só para referir 2 países, é uma cleptocracia, em que se roubam milhões de pessoas para uns milhares de ajeitados continuarem a gozar à fartazana...

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  5. CENTRO CIÊNCIA VIVA DE ESTREMOZ (CCVEstremoz)

    PROCURA

    PROFESSOR(A) PARA DESTACAMENTO

    O Centro Ciência Viva de Estremoz, torna público que procura um(a) professor(a) em regime de destacamento.

    A vaga de professor(a) destacado(a) destina-se a docentes da área Biologia ou Biologia-Geologia (grupo 520), para que possa integrar a equipa do Centro Ciência Viva de Estremoz, apoiando a realização / acompanhamento dos projetos de ensino não formal e outros de promoção da cultura científica e tecnológica desenvolvidos por este Centro Ciência, bem como a coordenação e docência das Ações de Formação do Centro de Formação CCVEstremoz.


    CANDIDATURA:

    os candidatos deverão enviar o seu curriculum vitae e uma carta de motivação, até ao dia 7 de junho de 2013, para o seguinte correio electrónico:

    ccvestremoz@uevora.pt

    info@estremoz.cienciaviva.pt



    SELEÇÃO:

    a seleção será feita com base no curriculum vitae e entrevista, a qual é obrigatória (a realizar no dia 11 de junho, atempadamente informaremos os seleccionados).



    Os melhores cumprimentos,

    P'la equipa do CCVEstremoz

    --
    Centro Ciência Viva de Estremoz,
    Espaço Ciência, Convento das Maltezas,
    7100-513 Estremoz
    Telf. 268 334 285 - Fax: 268 339 048
    Telm. 968 312 768 - 912 165 111
    www.estremoz.cienciaviva.pt — e-mail: ccvestremoz@uevora.pt

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  6. Como é possível alguém não fazer greve! Eles vão acabar com a nossa classe profissional! O que demorou décadas a ser construido está a ir por água a baixo em pouco tempo!
    Eu raramente faço greves, mas tudo tem limites!

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  7. Este mundo ficava bem melhor se cada um de nós fosse capaz de pensar pela sua própria cabeça e tivesse estofo para assumir as consequências das opções tomadas.

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