sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O dever de falar


A situação a que chegou a contratação de professores é inaceitável. Os docentes lesados por esta situação têm que defender os seus direitos mínimos. Não estamos aqui a falar de qualquer privilégio, pelo contrário só pretendemos um tratamento igual aos restantes trabalhadores no que concerne ao vínculo laboral. Acesso aos quadros após três contratos. Por isso os docentes contratados mais do que revindicar os seus direitos têm o dever de falar, de denunciar a sua precariedade. Vivemos num país integrado na União Europeia e à vista de todos, como se fosse a coisa mais natural e normal presenciamos passivamente esta situação. Docentes com décadas de contratos sucessivos.
Fala-se em horários zero e que existem menos vagas para contratados, mas não das razões destes terem surgido apenas neste último concurso.
Sabemos que os cortes na educação não se devem a causas como a natalidade, mas sim a opções que até permitiram que se fosse além da Troika devido à brutalidades destes. Dos 25 mil docentes que se aposentaram nos últimos anos ao despedimento brutal e em massa de contratados, assistimos insensíveis a estes (e a outros) ataques selvagens à classe docente – (fenómeno quase comparável ao visionamento de imagens de violência e guerra como factos naturais e banais).
O dever de falar, de denunciar a tentativa de naturalização da precariedade está agora do lado dos professores contratados. Para quem precisar de apoio a ANVPC está neste momento a prestar ajuda no preenchimento de denúncias individuais para a Comissão Europeia.
Está na hora de agir e recusar este status quo como se fosse o estado natural das coisas.

2 comentários:


  1. Boa noite colegas!
    Mas reivindicar o que? nós os contratados o que queremos é ser iguais aos restantes trabalhadores, remuneração igual, horários iguais,despedimentos sempre que não seja possível manter o emprego,e também os atestados igual ao setor privado, ou seja zero.

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  2. A hora da verdade será no próximo concurso geral de professores. Ou as necessidades permanentes são colocadas a concurso ou a precaridade de muitos milhares de contratados irá vigorar por mais 4 anos.
    É bom que as regras sobre a distribuição de serviço docente cheguem às escolas com o devido tempo e que as escolas coloquem a concurso as reais vagas existentes nas escolas.
    Isto para que não aconteça o que acontece em todos os concursos: centenas de contratados com horário completo colocados em Setembro quando poderiam ter sido efectivados em Agosto, visto que são necessários ao sistema de educação...
    Os sindicatos têm um importante papel a desempenhar por forma a que o próximo concurso decorra de forma organizada e decente. Ao menos desta vez...

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