quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A constatação de um facto


Comentário: Um facto... e não uma novidade. Basicamente perdemos um vínculo especial na função pública e passamos todos (todos mesmo, ok? Não são só os denominados "colegas contratados") a estar abrangidos pelo regime de contrato de trabalho em funções públicas.

Não sei muito bem porquê, mas prevejo que daqui a uns meses este assunto vai ser tema de conversa nas salas dos professores. Ainda hoje ando a receber mensagens de correio electrónico com algo que já foi negociado e acordado, como se de uma novidade se tratasse e a apelar à mobilização. É triste, mas é verdade.

38 comentários:

  1. ...Sabes Ricardo, ainda no arranque deste ano ouvia uma colega dizer "à boca cheia", que as coisas estavam mal era para os contratados, que o lugar dela estava assegurado porque é do quadro...
    Obvio que não teci qualquer comentário. Mas...dá para pensar: as voltas que a vida dá (leia-se: as voltas que os governos nos dão)...

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  2. De facto os colegas do quadro pensavam que o seu lugar garantido (emprego para o resto da vida). Enganaram-se...A vida de fato dá muitas voltas e como diz o outro "Não te rias do teu vizinho que o teu mal vem a caminho".Pode ser que seja desta que colegas do quadro e contratos se unam, afinal estão na mesma situação.Quem diria, ein...
    Lurdes

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  3. Ricardo...(não me admira nada!)
    Teremos muitas mais novidade dentro em breve, aí veremos se pensam em unir-se e nos locais corretos apresentar alternativas!

    Ricardo, pergunte aos seus colegas, quantos "102" podem "meter" por ano letivo...(já agora pergunte a assistentes técnicos ou Chefes/coordenadores mesmo!..)

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  4. 0 certo e o dever de todos nós professores é de fazre algo para que os concursos sejam o mais correcto em termos criteriosos e não deicharmos que acomteça o que vemos nos comcursos.manifestemo-nos...

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  5. Para Feliz: É por essas e por outras, que cada vez mais fico calado perante algum tipo de comentário menos "oportuno". É que a vida dá muitas voltas...

    Obviamente que não estaremos todos no mesmo nível de precariedade, mas é mais um ponto de união que deveria ser repensado e não repisado.

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  6. Para Lurdes: Já não existem empregos para a vida. Facilmente passamos à mobilidade... e depois disso, sabemos o que vem.

    Temos de nos acautelar financeiramente (na medida do possível) para piores dias. E se pudermos cortar em pequenos "vícios" tanto melhor.

    Quanto à união... Já não acredito nela. Mas não acredito na globalidade, pois os dos "quadros" não se dão com eles próprios e a mesma coisa ocorre com os "contratados". Somos desunidos. Terá que aparecer outro motivo de união, mas com a desilusão dos últimos 2 anos, acho muito difícil.

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  7. Para Assistente Tecnico: Nem me atrevo, para não arriscar um ataque de ansiedade. Eh eh eh.

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  8. Sou prof qzp e ainda não vi nenhuma regalia...continuo há 15 anos a fazer km para trabalhar...este ano faço mais de 300 diários e no entanto tenho colegas contratados com o mesmo tempo de serviço que eu, que continuaram sempre ao pé de casa por uma questão de comodismo e não concorreram para longe...de que me serviu isto tudo???Para nada!!!

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  9. Para anónimo das 7.52... Deveria reler a sua frase e corrigir os erros ortográficos.

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  10. É deixarmos, não é deicharmos. Espero que o anónimo não seja professor de português. Aliás, espero que não seja professor, de todo.- João, Castelo Branco.

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  11. Pois.
    Perdoem-me o desabafo pessoal mas desempregada já eu me vislumbro dia 31 de agosto.
    E preciso de ajuda para ultrapassar esta enorme desmotivação e falta de empenho pq na minha vida tudo se tem conjugado no último ano para estar no limiar do colapso. Não vou aqui dizer o que na minha vida familiar e pessoal se alterou ( irremediavelmente) mas garanto que poria a sanidade mental de qualquer um em frangalhos. E a minha está por um fio.
    Sabem quando só nos apetece hibernar e acordar em pleno verão..?
    Jake

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  12. Para feliz:
    caro feliz nao sejamos hipócritas, você é o primeiro a demonstrar felicidade com a situação a que estão sujeitos os elementos do quadro. Mas nao se iluda, é evidente que a situação dos quadros é péssima, mas a de contratado é muito pior. Nao me diga que a sua aspiração nao é entrar no quadro ;) penso que nao é altura de ninguém rir de ninguém. Estou no quadro e sinto-ME muito feliz com isso, sofro com todas as manobras que ME atinguem negativamente, mas também com aquelas que influenciam a vida dos contratados, sou solidaria com eles, pois já fui contatada, e fiz muitos sacrifícios, para alcançar a posição que hoje ocupo.

    Carina

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  13. Sou professor contratado há 12 anos, fiz uma licenciatura, a profissionalização em serviço e estou a terminar o mestrado. Tanto trabalho, tanto estudo, tanta dedicação à causa para que? Fui para o ensino porque era isso que realmente queria fazer, mas com estes cortes estou a ver que a minha "carreira" acaba dia 31 de Agosto. Que motivação tenho para trabalhar? Nenhuma! Só me apetece juntar um "pé de meia" e por-me a andar deste país para fora.

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  14. Pouca vergonha.Numa escola da Maia pediram um professor para o grupo 220 e colocaram uma rapariga do grupo 330 e muito mal colocada na lista dela.Eu concorri e nada.Vou reclamar.

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  15. Não sou professor, apenas o sou por formação, nunca exerci, mas vivo numa familia de professores... irrita-me e sempre me irritou a facilidade com que colegas da mesma classe profissional se "devoram" uns aos outros, e então os momentos de crise são os mais prodegos reveladores de invejas recalcadas (próprio da condição humana).
    A vida dá muitas voltas, mas há coisas que não mudam: Só não está no quadro quem ainda não o conseguiu, ou por um motivo, ou por outro, optou por tentar estar mais perto de casa.
    Por causa dessas e outras só vejo os meus filhos ao fim-de-semana... alguem consegue explicar à minha mulher que estes anos todos de desterro foram em vão?

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  16. Quantos professores no futuro?

    É muito fácil, bastará uma regra de 3 simples (nunca percebi a regra de 3 composta...):

    Nos anos 60, segundo a "prodata", nasciam entre nós 200.000 crianças por ano; actualmente nascem 100.000.

    Porque será? Não será que as políticas que temos votado têm ajudado a este descalabro?

    Seria bom os professores reflectirem nas suas próprias culpas. Ao fim e ao cabo, quem tem educado os nossos (des)governantes?

    Professores para quê?

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  17. O anónimo que diz que quem não está no quadro é porque optou por estar mais perto de casa deve ser parvinho. Eu ando a contrato há dezassete anos, nunca recusei horários, sempre concorri para o país todo e o que consegui foi ficar sempre longe de casa até que acabei por sair do distrito onde vivia e fui morar para outro onde continuo a contrato. Ah, e não vou emigrar se não voltar a dar aulas a partir de 31 de Agosto. os problemas do país resolvem-se com osportugueses em Portugal, não é dando às de Vila-Diogo e dizendo que isto é uma pocilga. João, Castelo Branco

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  18. Colegas quando saí da Universidade, vi colegas a entrarem nos quadros com uma facilidade incrível. Sei de colegas que jamais iriam sair do pedestal. Actualmente volvidos vinte anos, serei a 1ª a assinar para que todos, mas todos os colegas do quadro saibam na pele o que é o desemprego. De facto a nossa classe é a mais desunida, sabem porquê, porque o tempo do facilitismo terminou.Desde que saí fui sempre contratada, a pedir o desemprego quase todos os anos. A preencher horários em escolas que ninguém quer ir para lá, sempre longe de casa. Á colegas que queriam estar no quadro e em casa? Sempre a dizerem mal dos contratados? Mas o que é isto "rua"...vamos todos ficar em pé de igualdade. Terminar de vez com o "racismo" de uns no quadro e outros fora irremediávelmente, para sempre?

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  19. Basta um superficial visionamento aos comentários aqui postados para rapidamente nos dar-mos conta do fraco nível destes pseudo- professorares. Estou me referindo ás calinadas ortográficas...sim !.., porque em relação á manifesta desunião da classe, nada mais se faz necessário aqui realçar.

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  20. Realmente estes comentários só demonstram o baixo nível de alguns colegas!Também sou professora, actualmente sou do quadro, mas também já fui contratada.Já senti na pele o que é a incerteza de não saber se teria trabalho no ano seguinte ou até mesmo no mesmo seguinte,se tiver em conta o facto de que num ano letivo cheguei a trabalhar em oito escolas. Fico triste com estes comentários que só provam que há pessoas que só são felizes com a desgraça dos outros! Há pessoas muito invejosas!!! Só pode mesmo ser inveja, porque "ser do quadro" é a ambição de qualquer trabalhador,não só da classe docente! Ah, outra coisa que também me deixou muito triste foi constatar que há colegas que dão mais erros ortográficos do que os meus alunos do 1º ano!Que vergonha!!!!

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  21. Realmente vejo aqui nos comentários de colegas, muitos erros ortográficos que nada têm a ver com o novo "acordo ortográfico". Só pode ser cansaço e nem por sombras devem ser professores de português, o que seria ainda mais vergonhoso para a nossa classe docente.
    Um conselho, tentem escrever as vossas queixas mas com estilo, sejam bons professores. O sistema só nos vai levar a sério quando formos unidos e mostrarmos que sabemos e merecemos. Não interessa ser do quadro ou contratado, pois para haver uma união tentemos esquecer os escalões mais altos e lembremos que todos queremos lá chegar. Unidos jamais seremos vencidos.

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  22. Entre mortos e feridos alguém há-de escapar, portanto desdramatizemos e não soframos por antecipação.
    Por outro lado, quando concorri ao quadro só o fiz porque o ministério demonstrou interesse em vincular alguns professores por nomeação definitiva e por isso abriu concursos. Não apontei uma pistola a ninguém, peguei nas minhas malas e fui trabalhar a 350 Km de casa, mas não me queixo.
    Agora parto do principio que o Estado é uma pessoa de bem e que honra os seus compromissos, bem como eu honro os meus, chama-se a isto Estado de Direito, mas estou sempre a tempo de mudar de opinião, se me sentir lesado recorro a tribunal…
    Bom Natal a todos!

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  23. Apenas dois comentários:
    - é triste, muito triste, ver esta "guerrinha" de profs. contratados/do quadro...
    - pelos erros ortográficos/gramaticais que vejo por aqui, só me apetece dizer uma coisa, que vão detestar: PROVA DE ACESSO!!!
    ...agora, critiquem-me à vontade...há que libertar essas frustações!

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  24. Venho por este meio constatar, que povo desgraçado é este...
    Tenho um filho no 1º ciclo, e sabem o que lá fazem ZERO, com professores do quadro.
    Se os pais tivessem coragem, mas não têm... juntavam-se todos e resolveriamos esta situação dos contratados, que são os que mais trabalham nas escolas.
    E são os mais penalizados.

    Sei porque sou professora e mãe e constato isso diáriamente.

    Nota: Deixem os erros ortográficos via internet, ensinem nas escolas.

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  25. Apenas dois comentários:
    - é triste, muito triste, ver esta "guerrinha" entre profs. contratados/do quadro;
    - pelos erros que alguns dão a escrever estes comentários, apenas 3 palavrinhas: PROVA DE ACESSO!
    Já sei que vou ser criticada... estejam à vontade, libertem as frustrações....

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  26. Depois destes dois(02) últimos comentários que aqu me antecedem, e cujo os mesmos eu os subscrevo, resta-me a esperança de que: os professores visados estejam corando de vergonha.

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  27. É interessante constatar que as pessoas que se insurgem contra as incorreções na escrita, também elas escrevem mal...

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  28. Anónimo das 7:04

    Perdeu uma excelente ocasião para estar "calado/a".
    Darmos é tudo junto, sabia..?
    "dar-mos" é um erro de palmatória.

    Jake

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  29. Autor do comentário das 7:04, quero-lhe dirigir umas palavras. Comenta os erros ortográficos e maltrata os colegas que aqui desabafam sem "filtro" e muitas vezes sem rever os seu comentários, agora permita-me que este "pseudo-professor" lhe dê uma lição. Segue agora o seu comentário em bom Português:
    "Basta um superficial visionamento aos comentários aqui postados para rapidamente nos darmos conta do fraco nível destes pseudo- professores. Estou-me referindo às calinadas ortográficas...sim, porque em relação à manifesta desunião da classe, nada mais se faz necessário aqui realçar."
    Atenção à acentuação quando faz a contracção do artigo "a" com a preposição "a". Há também outro erro com a forma infinitiva flexionada do verbo "dar" em "darmos". Já reparei que, normalmente, quem se mais queixa da ortografia são os que mais dificuldade têm em escrever.
    Miguel

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  30. Para Anónimo das 7:04:
    concordo mesmo com a referência que faz aos erros ortográficos de alguns colegas.Mas,o (a)colega também deve rever e pensar as suas calinadas.Já reparou que escreveu "á manifesta" em vez de "à manifesta"?
    Ah!ah

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  31. @Anónimo 7:04
    "Estou me referindo ás calinadas ortográficas...sim !.."
    Calinada ortográfica no seu comentário:
    "nos dar-mos conta do(..)"

    Jake

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  32. Ricardo:
    De facto isto não é nenhuma novidade pois já está legislado há uns anos.
    Só que a "malta" andou nos últimos tempos distraída com a avaliação de desempenho.
    Sofia

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  33. Ricardo:
    De facto isto não é nenhuma novidade pois já está legislado há uns anos.
    Só que a "malta" andou nos últimos tempos distraída com a avaliação de desempenho.
    Sofia

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  34. Ainda bem que a minha humildade me permite encaixar toda e qualquer critica aos meus erros ortográficos. E mais não me será exigido porque ao invés destes pseudo-professores eu não possuo nenhum grau académico.
    Pertenço a uma classe social que só me permitiu frequentar o ensino primário até á 3ª classe. Sim!..porque tive que ir trabalhar para ajudar no meu sustento e de mais 8 irmãos. Eu bem desejava aqui aprender alguma coisa convosco, mas...salvo algumas excepções,constato não estar no lugar e com as pessoas certas.

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  35. Acaabem de vez com esta guerra contratados/do quadro. Somos todos professores!

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  36. Caro anónimo, mais uma vez: "até á 3ª classe." está errado. A preposição "a" mais o artigo "a" é sempre acentuado com acento grave. Deveria escrever "até à 3ª classe."
    Não venha agora com falsas modéstias a dizer que só estudou até ao terceiro ano do ensino primário porque no seu primeiro comentário mostrou-se bastante presunçoso.
    Leia isto e faça estes exercícios se quer mesmo aprender:

    http://embomportugues.blogs.sapo.pt/25072.html

    Miguel

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  37. De acordo com a opinião de especialistas, os professores estão a sofrer daquilo a que chamam de "burn-out", uma espécie de desalento com a profissão cujos sintomas se manifestam física e psiquicamente nos indivíduos em causa. Algo que comparam ao "descarregar de uma bateria". Esse sentimento, quase sempre ligado a perturbações diversas do foro psiquiátrico e psicológico, conduzem a um mal-estar generalizado levando quase sempre a um quadro depressivo agravado que, não raras vezes, pode culminar em tentativas de suicídio. A imolação, recente, de uma professora francesa, em frente ao colégio onde lecionava, é um exemplo extremo deste estado agravado. Hoje sabemos que grande parte daqueles profissionais está desmotivada com a sua atividade. A indisciplina dos alunos, a falta de incentivos e reconhecimento profissionais, a burocratizaçao do sistema educativo, entre outros, são alguns dos problemas inerentes à classe e que alavancam esse descontentamento generalizado. Não por falta de vocação, como alguns (os menos esclarecidos) teimam em afirmar, mas porque quem legisla desconhece o contexto real da profissão, suas lacunas e constrangimentos. Até quando vamos continuar a "reformar" o sistema educativo esquecendo um dos seus principais intervenientes? Sem professores motivados não há relação pedagógica saudável e não se atinge o objetivo último da educação: formar cidadãos plenos. É suposto os professores serem detentores de um conjunto de valores sociais, morais e éticos capazes de mover consciências e de ajudar a construir e reconstruir a realidade social. No entanto, sem a aceitação social do professor, como agente fundamental do crescimento e desenvolvimento das sociedades, a tarefa é árdua e muitas vezes não resulta. É esse desalento decorrente da tarefa de educar que conduz, muitas vezes, ao abismo emocional e, não raras vezes, ao desgaste físico. Perguntam-me: e qual a solução? Não há soluções mágicas e imediatas, mas há o acordar de consciências para ajudar a alterar políticas lesivas dos direitos de quem tem por missão a educação.

    Maria Virgínia Sebastião

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