segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Stress e burnout...


Comentário: Segundo um estudo do Projeto StressLess feito em 9 países europeus, Portugal surge em primeiro lugar (resultado médio de 5 pontos numa escala de 0 a 8), no que concerne ao estado-limite de stress associado ao trabalho (o tal burnout). Mas não nos ficamos por aqui... Também no conflito entre trabalho e família, os professores portugueses apresentam os valores mais elevados.

Todos nós sabemos que desde há uns bons 5 anos para cá, as condições laborais dos professores deterioraram-se e muito. Ainda na semana passada conversava com um colega acerca disto... Constatámos que o tempo para relaxar, para conviver, para desanuviar, foi tremendamente reduzido. Quando antes, num qualquer jantar de convívio, os professores se juntavam até à meia-noite, agora chegamos às 22h e já tudo tem que ir para casa porque existe trabalho que ainda não foi feito. A burocracia aumentou exponencialmente assim como as solicitações.

É fácil, muito fácil, atingir níveis excessivos de stress e entrar em depressão (um fase posterior ao burnout). Difícil é encontrar um professor que diga o contrário. 

13 comentários:

  1. E cada vez ganham menos...
    http://arteagostinho.blogs.sapo.pt/428889.html

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  2. ganham menos e são em muitas escolas ofendidos diariamente por miúdos malcriados que põem os cabelos em pé...chegam a oferecer pancada aos profs...
    o tempo que se preocupam com exames,deviam preocupar-se em criar escolas, para pais ou colocar os senhores doutores e mestres com tais criaturas...
    mas,acontece o contrario,o pior ..é para o contratado...que ,pelo menos vai tendo trabalho...

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  3. O que mais me preocupa,para além da falta de tempo para desanuviar, para conviver, enfim... é a falta de tempo para a família: as constantes reuniões onde se discute tudo menos o que é necessário, que se prolongam por tempo indeterminado, e as NOSSAS crianças à espera em casa.
    Quando chegamos estamos cansados, exaustos, e ainda é preciso ajudá-los a fazer os tpc's.

    Numa palavra: andamos "enfiados" na escola para tentar "salvar" aqueles que muitas vezes não querem ser "salvos" e quem se ocupa dos nossos? :(

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  4. E quando acresce a estas condições de trabalho, ameaças, não veladas, de despedimento por parte dos directores?

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  5. Para ML: Sem dúvida que o tempo com a família é cada vez menor e de menor qualidade. E para quem tem filhos, o panorama será bem pior.

    Quanto à salvação dos que não querem ser salvos, fica a resposta: não dou mais para esse peditório. Chega!

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  6. Ricardo: Este ano não dou para este peditório porque ainda estou em casa, no entanto, quando dei aulas (ao longo de 13 anos), se tivesse conseguido dizer: "Chega! Não dou mais para esse peditório", teria sido muito mais feliz!
    A todos aqueles que passam momentos difíceis na escola por causa de quem não merece, tentem seguir o conselho do Ricardo. Tenho a certeza de que serão mais felizes!
    Fiquem bem!
    Boa sorte para todos (quer para os que trabalham, quer para os que aguardam por ele).

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  7. Para Híbrida: Não percas a esperança... Tenta as Ofertas de Escola. Mesmo que com poucas horas ou numa escola mais distante, não deves nunca desistir.

    Abraço e força.

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  8. Para a Híbrida e Ricardo: pois este ano aínda estou em casa. Mas no ano passado leccinei o 11º ano de Geografia, eram 18 alunos foram todos a exame passaram todos a nota mais elevada 18 valores a menor 13 valores. Fui colocada a 1 de Setembro de 2010, num horário de 18 horas (como não era completo fui dispensada). Qual é o prazer de dar o nosso melhor (sei que é a minha obrigação) e depois levar um tremendo chuto no traseiro? Tb sei que a colega que foi colocada menos tempo de serviço, bem como graduação. Já não vale apena !!!

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  9. Tenho 18 anos de serviço.Este ano não fui colocada.Relativamente ao stress acho que este tem muito a haver com a postura dos professores.Nestes últimos anos, os professores,de um modo geral,-preocuparam-se mais em tramar-se um aos outros,comportaram-se como pessoas mal formadas para terem uma avaliação que não lhes serve para nada.Tudo valeu!Não digam que a culpa é toda do sistema!
    Não têm cabecinha para pensar?
    Não tem valores?
    Não tiveram instrução?
    Não chega ter um canudo!
    É preciso ter educação que não vem apenas de casa,mas do interesse em crescer intelectual e espiritualmente.
    quem não quer crescer espiritualmente não pode exigir nada de ninguém,nem dos colegas e muito menos dos alunos.
    Temos a porcaria do sistema que temos por culpa nossa.
    Não se queixem.
    Seria bastante útil e salutar que todos levassem um batefundo,para acordarem e pensarem no contributo que deram para o desemprego de alguns colegas ,com os seus mexericos para ficarem bem vistos aos olhos dos Directores,trepando,trepando para ter uma avaliação,repito,que agora não serve para nada.
    Hoje chove,está vento e faz frio!
    Eu estou em casa no quentinho!
    E muitos de vocês já estão na escola a pensar ,não na aula que estão ou vão dar,mas na palhaçada mais bonita e engraçada( que já foi feita noutras escolas) com a ilusão de que ainda podem galgar por cima dos outros para manter o lugarzito!
    Sabem que mais?
    Roma não paga a traidores!
    Sofia

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  10. Somos muitos.Todos nos queixamos do mesmo.Podemos ter muita força.Porque não fazer greve,não às aulas, mas a determinados serviços?Não, não é possível porque o português não tem fibra e prefere aproveitar o que o sistema tem de negativo para sobreviver.Acredito ,que podemos viver de outra forma,sem resignação e sem conformismo.É uma questão de irmos além do queixume,do individualismo e passarmos à acção.

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  11. Muito obrigada, Ricardo. Esse teu apoio não tem preço.
    Para anónimo (sofia):
    Tanta revolta vai por ai!
    Eu sou uma das pessoas mais stressadas que conheço no ensino e, ao contrário do que dizes, não é na tentativa de ficar bem vista, de ter boas avaliações, ou de tentar trepar... Pelo contrário, estou sem colocação devido às dezenas de pessoas que me passaram à frente pelo MBom que tiveram e que eu nunca pedi. O meu stesse vem, geralmente, da tentativa de fazer na sala de aula boas omeletas sem ovos, de lutar por aqueles que já desistiram...
    Nunca generalizes. Eu atrevia-me até a dizer que esse poderá ser o retrato de uma minoria dos professores, pois na maioria temos bons profissionais, que lutam até por causas perdidas. Se falarmos então dos contratados, tenho muito boa imagem deles e acredito que eles são a alma de uma escola.

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  12. Para Margarida:
    Eu sei que é muito triste sermos dispensados depois de tanto termos dado por esta profissão.
    Fomos vítimas do sistema e não tenho nada contra os que estão por aí a ocupar lugares que poderiam ser meus. Também não me arrependo de ter feito tudo o que fiz pelos alunos. Ainda assim, fico triste e a sentir muita falta de ir para a escola todos os dias.

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  13. Para anónimo (Sofia).
    "Relativamente ao stress acho que este tem muito a haver com a postura dos professores"

    Sofia, em vez de perderes tempo a criticar os colegas, falando daquilo que não sabes nem consegues fundamentar de forma racional, preocupa-te em ter aulas de língua portuguesa: "tem muito a ver", é assim que se escreve. Estás a usar o verbo ver e não haver!
    Aí está uma boa oportunidade que perdeste de estar caladinha.
    Carla

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