quinta-feira, 24 de junho de 2010

Revisão curricular.

A colega Carla Nunes fez o favor de me enviar um documento relativo a uma proposta de revisão curricular dos ensinos básico e secundário, elaborado por um grupo de trabalho do Conselho de Escolas. Numa primeira leitura, concordo com a generalidade das propostas, principalmente as seguintes:

a) Carga horária/disciplina em tempos de 60 minutos;
b) Escala de avaliação de 0 a 20 valores, em todo o ensino secundário (do 5.º ano 12.º ano);

Concordo parcialmente com as seguintes:

a) Os alunos que não obtenham aproveitamento escolar a um determinado conjunto de disciplinas, englobando sempre a Língua Portuguesa e Matemática, apenas poderão prosseguir estudos nos Cursos de Educação Formação.

Discordo das que se seguem, pois deixam implícito facilitismo:

a) A regra de que não deve existir retenção dos alunos no actual 1.º ciclo, existindo a possibilidade do aluno repetir o 4.º ano, mas só com requerimento do encarregado de educação e desde que se verifique um atraso significativo nos domínios considerados essenciais;
b) O aluno apenas poderá ser retido no 6º e ou no 8º ano. Estas retenções deverão merecer a concordância do Encarregado de Educação.

Deixo-vos com o documento em questão. Basta clicarem aqui.

Boa leitura.

6 comentários:

  1. Olá Ricardo! O grupo 520 vai sofrer uma redução brutal no novo secundário...Certo?

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  2. Caríssimo colega Ricardo, sigo com atenção o seu blog e outros blogs de professores e fazem um verdadeiro serviço público. Repare, sem corporativismo da minha parte, que formamos cidadãos sem identidade se a História continuar a sofrer tormentos de polé como está nesta proposta.

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  3. As ciências experimentais (510 e 520) e as sociais (400 e 420) vão sofrer uma grande razia.
    Como vai ser FQ ou Biologia sem aulas experimentais? Ou os alunos para saber História não podem aprender Geografia e vice-versa.
    Penso que só os professores destes grupos é que estão realmente preocupados com a nova proposta.

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  4. Claro que existem muitos temas que por nem me caberem na cabeça, optei por nem sequer os ponderar.

    Mas cuidado que estamos a falar de uma proposta. Não de algo definitivo. No entanto, é bom que surjam chamadas de atenção e que se discuta este tema, para que não nos presentem com uma surpresa desgradável.

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  5. Implícito facilitismo?!!! Termo muito generoso para tal proposta! Como docente do 1º ciclo, considero que alguns alunos deviam ser retidos logo no 1º ano de escolaridade. De certeza que se minimizavam muitos dos danos que têm sido feitos na educação. Afinal, "pau que nasce torto, nunca se endireita" e depois é um tal de andar com Planos de Recuperação, que servem apenas de fachada e para gastar papel e tinta, pois na prática é impossível serem viabilizados.
    Além do mais, um professor, como pessoa formada e profissional na área em que trabalha, está perfeitamente apto para determinar quando um aluno deve transitar ou ficar retido, sem ser necessário o consentimento dos encarregados de educação que, nem sempre, se preocupam verdadeiramente com os seus educandos e com o que realmente eles necessitam. Enfim, não tenho o hábito de comentar blogues, apesar de já conhecer este há algum tempo. Porém, desta vez não consegui resistir.
    Resta-me apenas deixar-te os parabéns pelo EXCELENTE trabalho que aqui fazes.

    Susana Martinho

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  6. Parece então que vão acabar as áreas curriculares não disciplinares mas com excepção da educação sexual. será que vi bem???????????

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