sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O fim anunciado dos concursos nacionais...

No Jornal de Notícias a 11/09/2009: "Há relatos de problemas na colocação de docentes nas escolas TEIP, as primeiras a poderem fazê-lo directamente. O secretário de Estado da Educação garante que este caminho é "unânime" mas que há tempo para voltar atrás.

Valter Lemos garante que há "unanimidade no país" sobre o fim da colocação de professores através de um concurso nacional. Porém, se for necessário reavaliar a decisão há "muito tempo" para o próximo Governo decidir já que os professores foram colocados por quatro anos.

A possível generalização da contratação directa pelas escolas significaria que o concurso de este ano, que colocou os professores pela primeira vez por quatro anos e permitiu a entrada nos quadros de cerca de 400 docentes, seria o último.

"Há unanimidade, há muitos anos em Portugal, para que o recrutamento seja feito directamente pelas escolas", defendeu ontem Valter Lemos ao JN. "Todas as entidades o defendem, à excepção de alguns sindicatos, que querem que os professores continuem a ser despejados nas escolas, não pelos seus perfis mas pela lista graduada", insistiu.
(...)
Valter Lemos garantiu ao JN não serem muitos os casos de escolas TEIP com problemas. "O ME está a monitorizar o processo", assegurou. O secretário de Estado sublinhou ao JN que o Governo deixa feito "o melhor concurso nacional de sempre"."

Ver Artigo Completo (Jornal de Notícias)

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Comentário: São imensos os colegas que tentam, através dos «concursos» TEIP assegurar trabalho. Obviamente que a selecção de candidatos iria obrigar a este tipo de confusões... Mesmo com critérios menos dados a «subjectividades», não deixa de ser penoso, para quem selecciona, fazer este tipo de crivagem. Mas como já tive oportunidade de referir (por inúmeras vezes), não considero estes «concursos» como verdadeiros concursos.

Mas o que realmente se «espreme» desta notícia é o anúncio (mais que previsível) do fim dos concursos nacionais. Nada que já não seja tópico de conversa entre professores... A autonomia cada vez maior das escolas e a sua estreita ligação com as Câmaras Municipais deixam antever mecanismos de selecção de professores similares aos que agora são aplicados nas escolas TEIP. E como todos nós sabemos, estes critérios podem ser tremendamente «complicados» (para não utilizar termos mais directos) para um «mero» professor.

Assim, não é complicado ler o que acima consta, por ser previsível... Mesmo que a cor governamental mude, não acredito que mude o rumo e a tipologia dos concursos. Os concursos nacionais são mesmo para terminar... E embora não acredite que o próximo (ou seja, daqui a 4 anos) seja o último (por ainda faltarem professores de QZP por colocar em QA), presumo que farão mais um, para colocar os QZP que ainda não estão colocados e darão assim por terminados os concursos nacionais conforme os conhecemos. E a partir daí, digo-vos: "Tenham medo... Muito medo!". Bem, se forem daqueles com «cunhas» a mensagem será outra: "Sortudos!". Certamente que irão ocorrer injustiças tremendas... Injustiças essas que já começaram com os «concursos» TEIP, mas que atingirão proporções bem superiores.
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12 comentários:

  1. Quem me dera ter tamanha clarividência para os números do Euromilhões... Já há uns meses que eu tinha referido que isto ia acontecer. Infelizmente!

    Ricardo, sinceramente, não acredito que façam qualquer tipo de concurso "especial" para os QZP's não afectos a escolas ou AE's. Acredito mais facilmente que, caso haja mudança ao nível do partido no governo, ocorra um concurso nacional, para o próximo ano lectivo, para procurar arrumar um pouco a casa...

    A partir daí será na onda do "fujem, fujem qu'eles andem aí"!!!... ;)

    Grande Abraço

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  2. Ricardo, não precisas de adivinhar. Os partidos nem escondem o que pretendem.
    Lê isto http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/M_Html/Mid_178/Anexos/InquéritoPartidos.pdf

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  3. Sempre pensei que este concurso seria o último.
    É óbvio que num país onde grassam a cunha e a corrupção, um concurso como o dos professores era um péssimo exemplo.
    Como um concurso destes só interessa a gente séria, a maioria das entidades (quais?) defende a sua extinção.

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  4. Não quero pensar no Inferno que vai ser com o fim dos concursos nacionais. Começo a pensar que não valeu a pena andar em horários de 6, 8, 14 horas para acumular tempo de serviço.
    Vai ser bonito, ai vai, vai!

    Ana Gonçalves

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  5. O terreno já começa a ser preparado, pois quem teve a sorte de ficar bem colocado, terá 4 anos para demonstrar o seu valor e naturalmente ficará na escola que o acolheu. Quem teve o azar de ficar em QA longe de tudo e de todos, dificilmente sairá do "buraco" pois ninguém o conhece, logo não passará de mais um numa gigantesca pilha de candidaturas.

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  6. Para HzoLio: É bem verdade, meu amigo. Já andas a anunciar o que agora se sabe, há alguns meses. E até agora tem «batido» tudo certo.

    Relativamente à mudança de cor governamental e a um eventual próximo concurso anual: Não me parece que façam isso, pois este concurso de 4 anos (e nos moldes em que foi feito) permite uma enorme poupança nos cofres do estado. Acredito mais que façam o que escreveste daqui a 4 anos. Mas logo se verá. Espero que tenhas razão...

    Abraço.

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  7. Para Ana Gonçalves: Por mais que isto dê a volta, continua a ser relevante o tempo de serviço. Pelo menos durante os próximos 4 anos... Não te arrependas dos sacrifícios que fizeste.

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  8. Para Alexandre: Olha que por vezes, e por mais que demonstres o teu valor numa escola, isso não significa que quem está à frente da escola te reconheça valor... E olha que falo por experiência própria.

    A manutenção numa escola, depende de vários factores. E por vezes, nenhum deles é o teu empenho, esforço e valor.

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  9. Não acredito que para o ano haja um concurso nacional para "arrumar" os QZPs não colocados. Mudando o governo, muda a equipa da DGRHE, que não terá a experiência/tempo que a actual tem para fazer um concurso (os concursos começam a ser preparados em Janeiro/Fevereiro). Em 2013, talvez não haja concurso nos moldes actuais. Lembro-me do fim anunciado dos mini-concursos; ninguém queria acreditar que eles iam acabar, mas acabaram... Por outro lado, 2013 é ano de eleições, devemos receber um rebuçado como o deste ano...

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  10. Tens razão Ricardo. Esqueci-me das cunhas!!!

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  11. Pois eu acho que os sindicatos se estão a borrifar... e está na altura se sermos nós mesmo a tomar-mos atitudes mais drásticas. Eu não sou contra as cunhas sou contra pessoas incompetentes que se aproveitam para se instalarem e coçarem o rabo.

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