sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tutela e sindicatos voltam à mesa das negociações.

No sítio da Rádio Renascença a 28/11/2008: "O Ministério da Educação começa, esta manhã, a ouvir os parceiros sobre as mudanças ao modelo de avaliação de professores.

Os sindicatos já disserem que só estão disponíveis para negociar se a tutela suspender o actual modelo.

Esta é possibilidade que não está em cima da mesa , assegura Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, que manifesta disponibilidade para negociar.

O Ministério da Educação tem estado sempre disposto a negociar e tem feito as correcções todas. Os sindicatos, a única coisa que dizem, é que não querem. Não querem que se faça nada e nunca apresentaram uma solução. É lamentável, mas é a pura verdade. Diz-se que vão apresentar, agora, uma proposta. Só espero que não seja de voltar a tudo como era dantes”, sublinha Valter Lemos.

A Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FENE) é a primeira estrutura a ser recebida nesta ronda negocial.

Os sindicatos pretendem apresentar uma solução transitória para aplicar este ano lectivo.

Por seu lado, os movimentos independentes de professores já vieram dizer que não querem um novo memorando de entendimento entre a tutela e os sindicatos.

Mário Machaqueiro não acredita que desta ronda negocial resulte qualquer acordo. De qualquer forma, para o presidente da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE ), não há acordo que desmobilize os professores.

“A nossa expectativa é haver, eventualmente, espaço para um acordo - o que nos parece francamente difícil - e que não vá no sentido de desmobilizar a luta dos professores. Pois, neste momento, já não é apenas uma luta centrada no modelo de avaliação, é de facto uma luta contra o estatuto da carreira de docente e contra tudo aquilo que dele decorre”, considera Mário Machaqueiro."

Ver Artigo Completo (RR)

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Comentário: Pelo andar da "carruagem" e das declarações dos secretários de estado, não existem grandes motivos para nos sentirmos optimistas. Posso estar muito enganado, mas creio que as "negociações" (?) de hoje irão sair completamente "furadas". Embora não surpreendam, as declarações de Valter Lemos, roçam o ridículo (vejam esta pérola: "O Ministério da Educação tem estado sempre disposto a negociar e tem feito as correcções todas"). Se não desse vontade de chorar seria hilariante.
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