quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ministra da Educação rejeita críticas de facilitismo nas provas de aferição.

No Público de 18/06/2008: "A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou hoje que se registou uma "melhoria muito significativa" nas provas de aferição de Língua Portuguesa e Matemática do 4º e 6º ano, rejeitando qualquer crítica de facilitismo nos exames.
(...)
A titular da pasta da Educação atribuiu a melhoria dos resultados a medidas como o Plano de Acção para a Matemática, Plano Nacional de Leitura, acções de formação contínua de docentes e reforço do estudo acompanhado, entre outras. "Estes resultados provam que é possível melhorar a prestação dos alunos com trabalho continuado e persistente, quando se disponibilizam às escolas, meios e recursos. Deve ser saudado o trabalho das escolas e de todos professores. Estamos todos de parabéns", congratulou-se Maria de Lurdes Rodrigues.

Após a realização das provas, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) sublinhou que os enunciados contêm um "número exagerado de questões demasiado elementares", afirmando por isso que os resultados dos alunos poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem "mais exigentes".

Confrontada com esta acusação, a ministra considerou que houve "pouca prudência" e "imprecisão" nas críticas da SPM e garantiu que as provas de 2008 são "equivalentes em complexidade e dimensão" às de 2007. "Agora é moda dizer-se que as provas são fáceis. A percentagem de alunos que consegue resolver todo o teste é de cinco por cento", afirmou.(...)"

Ver Artigo Completo (Público)

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Comentário: Agora é a SPM a criticar a facilidade das provas. Mas ainda alguém tem dúvidas de que as provas e exames nacionais deste ano lectivo serão mais fáceis que as do ano anterior?! Embora criticável, o Ministério da Educação apenas está a manifestar uma clara coerência estratégica, ou seja, facilitismo na escola e facilidade nos exames. Só para recordar: no ano passado a percentagem de negativas na prova de Matemática foi de 41, enquanto este ano foi de 18,3. Surpreendente... No mínimo. Para quem quiser saber mais, acerca desta polémica, clique aqui.
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