segunda-feira, 17 de março de 2008

PCP desafia Governo a suspender avaliação dos professores na interpelação de terça-feira.

No Diário de Notícias de 17/03/2008: "O PCP vai terça-feira desafiar o Governo a suspender a avaliação dos professores, sem a qual se instalará "o caos nas escolas", e a apresentar uma proposta de gestão escolar na Assembleia da República.

Os desafios serão feitos na interpelação ao Governo que a bancada do PCP tem agendada para terça-feira, com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no Parlamento, e que acontece dez dias depois da manifestação contra as políticas do Governo, que juntou cerca de 100 mil professores em Lisboa, a 08 de Março.

"A insistência no autoritarismo e no confronto só poderá conduzir ao agravamento da instabilidade e do caos nas escolas e que, pelo mais elementar bom senso, deve ser evitado", afirmou, em conferência de imprensa na Assembleia, o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares.
(...)
Para o dia 26 de Março, o PCP tem agendado um projecto de resolução que prevê uma discussão parlamentar do regime de avaliação dos professores.

Esse dia, segundo Bernardino Soares, é uma "oportunidade para o Governo adoptar uma posição responsável" quanto à avaliação dos professores, um dos motivos para a convocação da manifestação de 08 de Março.

A bancada comunista desafiou ainda o executivo a apresentar no Parlamento uma proposta de lei - em vez de decreto-lei, que "não é sujeito a debate democrático" - sobre a gestão das escolas.

Assim, afirmou, poderia "ser confrontado com as alternativas", nomeadamente o projecto de lei do PCP, para que fosse "aprovada uma lei mais adequada para as escolas".

Bernardino Soares relativizou a posição do Presidente da República, no dia em que a plataforma sindical dos professores foi recebida por uma assessora de Cavaco Silva, no Palácio de Belém.

O líder parlamentar do PCP não quis pronunciar-se nem "imiscuir-se nas competências" do Chefe do Estado, e insistiu que o debate com o Governo deve fazer-se na Assembleia da República.

Nas interpelações, são os ministros da área - Maria de Lurdes Rodrigues, no caso - a responder no Parlamento, mas o primeiro-ministro assiste, sem intervir, à primeira parte do debate."

Ver Artigo Completo (RTP)

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